terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

RELEMBRANÇAS

Como gostam de dizer os nossos irmãos do velho sertão da Bahia,de repente o céu se "anuviou",as nuvens se rasgaram em raios luminosos e caiu um pé d'água daqueles.Ainda bem que cheguei em tempo em casa onde todo mundo pensou a mesma coisa: Tomara que o calor diminua !
Os termômetros marcaram hoje aqui no Rio 39º mas,os meteorologistas dizem que "a sensação térmica é de 50º graus!"
O pessoal lá do sobrado 13 da minha infância tinha a resposta certa: "Tudo isso está acontecendo porque o homem está querendo saber mais do que Deus". Imaginem se elas vivenciassem os dias atuais,quando os satélites informam com precisão sobre as variações do tempo. Vou assistir ao noticiário televisivo.É provável que,depois deste calorão de assustar nordestino,venha uma frente fria.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Erivaldo Brito escreve:

"CAUSOS' VERÍDICOS

                                                                   
             MALUCO BELEZA

A minha prima Celeste Aída,companheira do "Feice" e deste blog,lembrou-me de alguns personagens de rua,alguns doidos varridos que perambulavam pelas ruas da cidade. Os dois mais antigos,(naturalmente não os conheci),apenas ouvi os relatos.
Contavam lá no sobrado,que o sujeito andava contrito numa procissão,com uma vela acesa na mão. Estava recolhendo o préstito.As piedosas irmãs carolas  puxavam o conhecido hino:
 - Bendi-i.to...Louvado seja!  Bendi-i-to...Louvado seja!
Ô ô Santí-i-simo Sa-cramento !
Os an-an-jos...Todos os anjos !
Ai,alguém que já havia visto o nosso personagem e estando perto disse-lhe baixinho:
- Garapa Pura !
E ele sem perder o compasso e dentro da melodia:
- Garapa Pura é o cu da mãe !
Até o padre Cavalcanti não segurou o sorriso.
Filho de Amargosa,na Bahia,criado na Cachoeira,o autor da letra do Hino da Cachoeira,o poeta Sabino de Campos,no seu livro de memórias intitulado A Voz dos Tempos,nos fala de uma tal de Xodó. Vou deixar a palavra com o poeta:
"Xodó perambulava pelas ruas da cidade quando da ocasião de uma grande novidade: o jogo do bicho.Ela saia palpitando em cada canto em que ia:
- Hoje vai dar o avestruz !
Adiante mudava:
- Hoje,é águia na certa !
E,mais além:
- Joguem o laço no burro!
Assim,todos os vinte e cinco bichos da tabela,até a vaca. Mentalmente,anotava tudo.Dava o bicho e ela corria ao local onde dera o palpite pedindo a recompensa."
Bem,gente; com certeza  vocês vão-se lembrar de muitos tipos populares.Consegui elencar alguns.Seguem abaixo em ordem alfabética e não cronológica. Não tenha preguiça.Continue lendo.Vai valer a pena.
CHICO BICHO - Era um sujeito distrambelado e bodoso. Talvez,por isso mesmo,parecia perturbado por mosquitos invisíveis. Com o objetivo de afastar os insetos,ele dava tapas na própria orelha:  Vupt! Vupt! Vupt!
E a garotada dava em cima quando ele passava:
- Chico Bicho! Chico Bicho!
E ele continuava andando impassivo. Agora,se coincidisse ir passando uma mulher,ele começava a desfilar o seu vasto repertório de palavrões:
- Vá-se poder seu filho "duma" égua ! Filho da fruta !
"GENERAL" CALIXTO  - Era como ele gostava de ser chamado. De compleição avantajada,praticamente não andava,marchava.Todos os meses  lá ia ele até os bancos a fim de receber (segundo sue imaginação),os soldos enviados pelo Exército Nacional.
No Banco da Bahia,Osmundo Araújo forjava uma Ordem de Pagamento que o caixa,Astério pagava e depois era ressarcido.No Banco do Brasil em São Félix,também acontecia o mesmo. O gerente era Raimundo Coelho de Souza.
Certo dia,após o expediente,Raimundo estava em sua sala,sozinho.De repente quem é que aparece? Isso,isso,isso!  O General Calixto empunhando uma espingarda feita por ele mesmo. E funcionava. Disseram,naqueles dias,que ele havia matado um cachorro e vendido na feira como se fosse um carneiro!
Raimundo teve o pressentimento que poderia ser atacado.Deu-lhe,então uma voz de comando:
- General...alto !
Calixto obedeceu,perfilando-se. Raimundo prosseguiu:
- Ombro arma ! Meia vooltaaaa...Volver ! Tropa em marcha!
 Calisto saiu marchando,Raimundo correu e fechou a porta.
JOÃO MALUCO - A garotada o temia porque ele atirava pedras,corria atrás. Ele era possuidor de uma doença que o fazia balançar os braços e ficar babando igual a boi quando está ruminando.
Certo dia ao entrar na Farmácia Régis, (todo mundo na cidade ficou sabendo),ele,ao deparar-se com uma senhora grávida,enfiou a mão por baixo da saia e gritou:
- Diga agora que você não  deu sua bimbada "sinhá" puta !
MAURÍLIO -  Diziam que ele era da vizinha São Félix. Eu sempre o via na cidade da Cachoeira com a garotada cantando atrás:
- Bilim,blim,blim ! Bilim,blim,blão !  Maurílio  morreu,cadê o caixão ?
Ele ia passando no passeio do sobrado onde morava o professor Salvador (atual agência da Caixa Econômica).Parou.Olhou para o sobrado 13 contíguo ao da filarmônica Lira Ceciliana e disse:
- "Oia"cambada de "fi" da puta! Se não fosse a "muié" do "dotô" Luiz Soares "tá" ali na "jannela", eu "inha" "mandá" vocês tudo tomar no "sedenho" !
MARÍSIA - Pense numa coisa fedorenta. É pouco! Ele morava na parte baixo do coreto do Jardim Grande.Andava sempre com um porrete e impunha respeito.
PETITINGA - Chamava-se Esmeralda. Andava de roupa limpa e frequentava as missas. Adorava o padre Fernando.
Quando passava se alguem e bulisse com ela perguntando:
- Petitinga,cadê Xangó ?
Ela respondia malcriada:
- Tá no cu da tua avó !
PISTOLEIRO BOSSA NOVA - Andava realmente armado com uma pistola de dois canos apelidada de "cu de boi" ou "dois tiros e uma carreira". Era guarda noturno e segurança de Zé Vieira do Supermercado. Quando passava por qualquer garoto dizia ameaçadoramente:
-  "Tô" "cum" dedo coçando..."tô" doido pra sangrar um! "Tô" "cum" "sordade"do Sanatório.
No auge do selecionado cachoeirano de futebol nos jogos do intermunicipal.ia passando pela Ponte Nova vários jogadores. O meio campista,Badaró,disfarçando a voz.gritou:
- Pistoleiro ! Pistoleiro Bossa Nova !
Ele sacou a pistola e deu um tiro. Depois,como tinha ainda uma bala,saiu correndo atrás da turma pelo Jardim Grande onde encontrou sentado o pobre do Florisvaldo,irmão de Lourival Fracasso. Flô,com problemas de articulação,não fazia parte do grupo. Pistoleiro chegou e meteu a pistola na cara dele:
- "Ripita",corno o que você disse..."ripita" !
E flô,com a voz suplicante e trêmula:
- Que absurdo ! Vocês não respeitam os mais velhos !
E temos muito mais ainda.Vou encerrar contando um "causo".Eu ia passando no passeio do Café Paulista,na rua Lauro de Freitas, quando ouvi uma voz familiar me chamando:
- Seu jornalista ! Seu jornalista ! 
Era Boanerges,parado na porta do armazém do seu cunhado Jocílio Casaes. Quando virei ele mandou uma sonora banana;
- Tome !
Boanerges foi meu colega na escola Ana Nery. Seu apelido era Daborê. Eu contei um "causo"em um dos meus livros em que ele foi protagonista.  Ele naturalmente não gostou. Vou repetí-lo:
Certa manhã,estava o maior alvoroço na porta do colégio.Cortaram o cabelo de Boanerges e passaram máquina zero. De tão lisa a cabeça parecia azulada.A molecada começou a dar-lhe cocorotes e a chamá-lo de cabeça de cunhão ! Ele desabou a chorar. Chegou em seu socorro,então,a diretora do colégio,a professora Zezé Magalhães:
- Não chore não meu filho. Se alguém se ousar em tocar a mão em você eu suspendo e mando chamar os pais.
E ele não parava de chorar. A piedosa mestra o inquiriu,novamente:
- O que foi,agora? Pare de chorar !
E ele entre soluços
- Eles me bo-bo-botaram um apelido !
E a dona Zezé,curiosa:
- Que apelido foi?
E Boanerges com receio:
- Me,me,me chamaram de cabeça de...
E a professora tentando adivinhar:
- Cabeça de arromba navio !
E ele balançando a cabeça:
- Não senhora !
E a professora tentando  desvendar o mistério:
_Cabeça de quê?
Boanerges esclareceu:
- Daquele saco que fica debaixo da pica!
  
 DECODIFICANDO O "BAIANÊS"

DISTRAMBELADO -desajeitado,desarrumado.
BODOSO - mal cheiroso,sujo
BIMBADA -trepada,ato sexual.
COCOROTES - cascudo,tapas na cebeça.
CUNHÃO - testículo. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

 Erivaldo Brito escreve:
 O ESPORTE CACHOEIRANO

 O BASQUETEBOL,(final),O VOILEBOL E O PING-PONG

A história do basquetebol em plagas cachoeiranas não se esgota nos dois artigos que escrevemos aqui. Alguém poderá,no futuro,fazê-lo melhor.O nosso trabalho foi de garimpagem nos jornais da época: O Social,O Pequeno Jornal,A Ordem,A Cachoeira e o Correio de São Félix,no período em que ainda morava na terrinha e S.Félix mantinha uma boa biblioteca. Faltou-nos algo como súmulas,por exemplo,uma vez que,toda a documentação da antiga Desportiva foi jogada no lixo !
Na década de quarenta,várias equipes interioranas estiveram jogando amistosamente na Cidade Heroica,enfrentando a Desportiva que também jogava fora de casa, como na cidade de Maragojipe que tinha uma ótima equipe e um jogador fora de série: Aurininho Guerreiro.

Na foto à direita,o time da Desportiva. Em pé,da esquerda para a direita: Lídio Conceição (diretor),Salomão,Waldir de Gegeu,Lourival,Hilbernont e Carlos Gottschal(diretor)
Agachados,na mesma ordem: Um diretor maragojipano,Percival Rocha,Hevandro,Pelado e Carlinhos Monteiro(diretor)

Uma das grandes vitórias do basquetebol cachoeirano se deu no dia 22 de março de 1942,ao vencer a seleção de Feira de Santana por 19 x 18 !
O selecionado cachoeirano jogou com Didi,Evangivaldo,Salomão,Nivaldo e Chagas.
Seleção de Feira de Santana: Reginaldo,Kilowates,Pitombo,Lara e Barreto.
 Os cestinhas da memorável partida
Salomão (7),Nivaldo (7),Chagas (4) e Evangivaldo (1) para Cachoeira.
Pitombo (9),Reginaldo (5) e Lara (4) para os feirenses.
Lembramos mais uma vez que, as regras do basquetebol não eram como as do presente. Não existia,por exemplo,a cesta valendo três pontos. Presenciei algumas vezes o já veterano Salomão Lemos fazendo cestas do meio da quadra. Sem dados oficiais,apenas por dedução,acredito que, Salomão só foi superado por Gilvando Soares da Cruz,o popular Ceguinho.
 Fins da década de cinquenta,início dos anos sessenta,o basquetebol cachoeirano ainda era respeitado. Mantido por antigos atletas  como Renato Queiroz,Lourival Melo,Carlito Brito,Geraldo Sales e Evangivaldo,e,de moços como Joanafelix,Paulão,Hermano Martfeld,surgia o time da Juventude Cachoeirana (foto à direita abaixo).Os citados e outros não referidos por esquecimento momentâneo,compravam materiais,bolas,consertavam pranchetas,costuravam redes,pintavam a quadra etc.
 Time da Juventude Cachoeirana (1959)
Em pé,da esquerda para a direita: Alberto Antar,Kalua,Miranda e Zé Mingau (irmão de Alberto Antar).
Agachados,na mesma ordem: Cardoso,Gildo Lobo,Ceguinho e Clóvis Schmidt.
Não tenho notícias se ainda se pratica o basquetebol na Cachoeira.
 
O VOLEIBOL 
Esta modalidade esportiva teve o incentivo dos professores Raimundo Rocha Pires, Carlito Brito e Geraldo Sales. Quando,este último se encontrava na direção do Colégio Estadual da Cachoeira,chegou a promover uma Olimpíada entre os estudantes.
Na minha lembrança de menino,recordo de Lourival Melo fazendo aquelas cortadas,um verdadeiro petardo jogando a bola além do Jardim Grande.A quadra não era fechada. Diziam que era o relógio que ele usava que fazia a diferença. Quando passava algum garoto e cantava uma paródia com conhecida música junina "corta pro céu,Lourival !"  Tinha de dar no pé,Lourinho corria atrás pra dar cascudos! 




O PING-PONG 
 Hoje é considerado um esporte olímpico mas,quando apareceu,era coisa da "elite". Tal modalidade esportiva foi,também,bastante divulgada nas três cidades: Cachoeira,S.Félix e Muritiba.
Na Cachoeira foi introduzido por Frederico Régis,que organizou na Desportiva,no dia 6 de março de 1938,um torneio paraninfado  por Lafayette Almeida e José da Carvalho Mascarenhas.
Segundo jornais da época, - que não divulgaram o vencedor - ,participaram da competição os seguintes jovens de São Félix,Muritiba e Cachoeira:
  Waldo Gavazza,Alberto Teles,Milton Fonseca,Afonso Coentro,Herculano Torres,Raimundo Coelho de Souza,Claudionor Santos,Péricles Barbosa,Orlando Régis,Romir Costa,Aloísio Brandão,José Chagas e Heraldo Campos.
 AS REGATAS DO RIO PARAGUAÇU
As competições náuticas no rio Paraguaçu tiveram início há 110 anos passados,programadas pelo funcionário da Ferrovia Leste Brasileiro,Antônio Carlos da Trindade Melo,idealizador,fundador e administrador do Asilo Filhas de Ana,atual Sacramentinas
Na próxima postagem a gente aborda o assunto,valeu galera?
 
 
 
 
Curiosidade da Bíblia

De onde eram as mulheres que oprimiam pobres e induziamos seus maridos a beberem? A que animal foram elas comparadas?
Está no livro de Amós capítulo quarto versículo primeiro.
As mulheres eram de Basã e as mulheres foram chamadas de vaca.
"Ouvi esta palavra,vacas de Basã,que estais no monte de Samaria,,oprimis os pobres,esmagais os necessitados e dizeis a vosso marido;Dá cá,e bebamos.
OPINIÕES
ger.
  • Acerca do blogger
Rosa Brito:
Com certeza o blog é muito diversificado e gostoso de ler.Recomendo        E nós agradecemos,Rosinha.       SOBRE ALEXANDRE O GRANDE Legal ! Vou usar este texto na reunião com professores.Beijos com amor.  Não esqueça,então,de divulgar o blogger. 

 
Celeste Aida Batista Neves
Erivaldo,você conheceu em Cachoeira,um mercadinho chamado PQTRLV? Você sabe o significado das letras? Ficava na praça, em frente aos Correios.Agora fiquei curiosa...
Eu era menino,ainda,quando ouvi pelo alto-falantes A Voz da Cachoeira o concurso para ver quem adivinhava o que significava a sigla. A idéia foi de Pelado (nome de futebol) filho de Pedro,açougueiro de Robustiano Pontes que se aposentou e resolveu abrir um bar e não um mercadinho. A sua pergunta é interessante e muita gente não sabe.O significado é o seguinte: 
Pedro
Quer 
Tirar
Resultados
Lucros
Vantagens 
Em breve estaremos relembrando os tempos em que a comunicação da cidade era  feita através dos alto-falantes. Demos a nossa participação.

 







 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Alexandre,o Grande   
 O meu ilustre amigo Desembargador Eduardo Mayr,no seu mais recente livro intitulado "Lembranças"cujo exemplar nos foi gentilmente enviado contendo  singela dedicatória,logo no prefácio,ele nos narra um episódio muito interessante envolvendo a figura de Alexandre,o Grande.Passamos apalavre para o ilustrado causídico:

"Entre meus papéis antigos,no meu baú de recortes e reminiscências,encontrei uma referência interessante a envolver o Imperador Alexandre Magno. Discorria sobre os últimos dias desse notável rei e guerreiro informando que,às portas da morte,teria convocado os seus generais,comunicando-lhes seus três últimos desejos; que seu ataúde fosse levado aos ombros e transportado pelos melhores médicos do reino;que os tesouros que tinha conquistado,prata,ouro e pedras preciosas,fossem espalhados pelo caminho até sua tumba; e que as suas mãos ficassem balançando no ar,fora do ataúde à vista de todos".

"Um dos generais,assombrado por tão insólitos desejos,perguntou a Alexandre a razão pela qual pretenderia que assim se procedesse.Explicou o grande Imperador: Quero que os mais eminentes médicos carreguem meu ataúde para que percebam que perante a morte não têm o poder de curar. Quero que o solo seja coberto por meus tesouros para que todos possam ver que os bens materiais conquistados aqui permanecem. E quero que as minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que viemos com as mãos vazias e com as mãos vazias partimos".

 

 

         


 

 

 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013



Comentários


Igor de Almeida comentou
"Muito obrigado amigo Erivaldo, esta excelente a matéria. Gostaria de mais uma vez parabeniza lo pelo seu blog, é uma fonte rica de informações da nossa terra, me sinto lisonjeado por receber elogios do senhor que sem duvidas nenhuma é o maior conhecedor das historias da nossa terra, um cachoeirano ilustre que enche de orgulho a sua terra natal e os seus conterrâneos."
Menos amigo Igor, menos(risos). Obrigado por acompanhar-nos.

  "PARABÉNS, PRIMO, ESTOU MUITO ORGULHOSA DE VC..."

Lêda Margarida Santos Leite comentou sua publicação “causos” verídicos Mini Hulk
"Gostei ...matou saudades



"Bonito quadro Erivaldo Brito. Você acertou. Eu queria asssim, uma mulher negra e linda."
Estamos sempre procurando ilustrações condizentes com os textos belíssimos que você produz.