sexta-feira, 8 de março de 2013

Erivaldo Brito


  A HISTÓRIA DO ESPORTE CACHOEIRANO

   As regatas do Rio Paraguaçu
  SEMPRE QUE SE FALA sobre o rio Paraguaçu o que vem à mente dos cachoeiranos e sanfelixtas em particular,foram as catastróficas e periódicas enchentes do passado,hoje perfeitamente controláveis através da barragem de Pedra do Cavalo.
O Paraguaçu foi,é,e continua sendo uma bênção. Foi ele que,reduzindo sua vasão,impediu com que a tal de canhoneira lusitana fizesse maiores estragos nos idos de 1822.Foi ele que abastecia de água potável os primeiros habitantes da então Vila. Foi através dele que funcionava o transporte,se pescava robalos e petitingas e nos refrescava nos dias de maior calor.Está havendo um movimento em favor dele e nós apoiamos.Todo mundo deve apoiar.
 Uma coisa que ninguém fala na Cachoeira aconteceu,quando D.Pedro I esteve nos visitando.Os governantes fizeram um movimento a fim de mudar o nome para Petrópolis ! A população resistiu e tudo ficou como dantes na terra de Dante.Nada mudou,felizmente.Mas,nas minhas lucubrações de momento,até acharia simpático chamar-se a Cachoeira (existem muitas pelo Brasil afora) de Rio Paraguaçu ,tal como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Deixemos de enrolação e vamos\logo tratar do assunto. Dentre as cidades baianas,foi a Cachoeira pioneira na prática do esporte náutico.A primeira competição náutica no estuário do rio Paraguaçu de que temos notícia foi realizada em a tarde do dia 22 de abril de 1894, há 119 anos passados,portanto,sendo seu idealizador o ferroviário Antônio Carlos da Trindade Melo,incansável idealizador e administrador do Asilo Filhas de Ana,atual Sacramentinas.
Eram 15 horas daquele domingo ensolarado. A antiga Praça dos Arcos (atual Teixeira de Freitas) encontrava-se literalmente cheia. A filarmônica Minerva,sob a regência do seu fundador maestro Eduardo Mendes Franco  executava belas peças do seu repertório para satisfação das elegantes senhorinhas e distintos cavalheiros. 
Diante da expectativa geral a competição teve início. Foram apenas dois páreos. O primeiro vencido pelo barco "Boccacio" e o segundo pelo barco "Lucy".
Não temos mais nenhum registro de novas competições. Volvidos quarenta anos,depois da fundação da Desportiva do Paraguaçu o remo voltou a tomar parte da vida dos cachoeiranos,
 Na foto abaixo,identificamos,da esquerda para a direita:Alvinho Monteiro (o segundo),Zeca Mascarenhas(o quinto),Carlito Martfeld (o sétimo),e Bebé da Oficina,o último
Na foto seguinte de autoria de Bernardo,a guarnição cachoeirana em Salvador.
Contando com a participação da Atlética de São Félix,várias foram as competições náuticas realizadas.Anotamos um registro feito em jornais da época sobre um título intermunicipal mantido desde 1931 pela Desportiva em competições em   o dia 19 de dezembro de 1937. O resultado foi o seguinte:
1º páreo - Cachoeira  4:37 segundos
2º páreo - São Félix (quatro remos)
3º páreo - São Félix (Yole a dois)
4º páreo - Cachoeira
5º páreo - Cachoeira. 4:20 segundos com meio barco luz,sendo a grande surpresa da competição.
6º páreo - Cachoeira
7º páreo - (Honra) Cachoeira.
Uma guarnição náutica da Desportiva competiu na capital do estado logrando um terceiro lugar.O mais interessante da referida competição é que os remadores ao serem chamados tinham de se atirar ao mar. Edi de Gegeu era remador e um dos poucos cachoeiranos que não sabia nadar! Alguém foi ao mar duas vezes.
Jornais de Cachoeira e São Félix deram ênfase aos seguintes pioneiros:
Manoel Nonato Borges,Anarolino Pereira,Waldir e Edval (Edi) Marques, Manuel Joaquim,Péricles Barbosa,Arlindo Nobre,Oziel Gonçalves,José Sant'Anna,Joaquim Palmeira,Grinaldo Carvalho,Clodoaldo Souza,Justino Magalhães,Ariston Barreto,Antônio L.Silva,Heraldo Ribeiro,Jacks Rocha,Waldemar Menezes,José Lima,Fernando Freire,Renato e Nelson Lobo,Clóvis Ribeiro,Dagmar Souza,Severino Almeida,Ursecino Santos Junior,Lindolpho Sale e Claudionor Macambira

Nenhum comentário:

Postar um comentário