quinta-feira, 28 de março de 2013

MEMÓRIA

 As antigas procissões da Sexta-feira Santa na Cachoeira

No Evangelho de Marcos,à partir do capítuilo14 em diante,nos  deparamos com a descrição detalhada da paixão e ressurreição do Senhor Jesus.Essa tragédia inominável transformou o mundo para sempre,porque,a parte gloriosa é o túmulo vazio:Jesus ressuscitou! 
Esse episódio, vem sendo rememorado todos os anos,em piedosas procissões (vide foto acima).Na histórica cidade da Cachoeira não foi diferente mas,será mesmo que todas as tradições foram mantidas?
Nascido na cidade de Amargosa e vindo menino para a Cachoeira,o poeta Sabino de Campos,autor da letra do Hino da Cachoeira,no seu livro "A Voz dos Tempos"recorda de uma tradição que não mais existe.
"Em minha meninice,no dia de hoje,Sexta-feira da Paixão,eu e meus irmãos Jardelino e Armando(Velho),na ourivesaria que pertenceu a meu tio e padrinho,major Hermílo José Gomes,e que por morte deste,passou,em herança,a minha saudosa mãe Laurinda Gomes de Campos (Sinhá),localizada na rua Ruy Barbosa,em Cachoeira,Bahia,fabricávamos grande quantidade de anéis,de aço,de prata e ouro de 14 quilates,sob a orientação do Jardelino,que era ourives de mão cheia! Perfeito! E morreu telegrafista federal,admiradíssimo por sua competência e caráter nobre.
Quase todos os anéis,ou tinham mimoso espelhinho retangular ou um ou dois corações alternados de ouro ou prata. Que lindeza! Eu e o Armando nos encarregávamos da venda,à noite,no adro da igreja da Ordem Terceira do Carmo.Anéis de coração de ouro! E não sobravam um sequer".
Bons tempos!


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