sexta-feira, 12 de abril de 2013

MEMÓRIA

BRITO Secretário
Histórico do IAENE em Cachoeira
Início do ano de 1978. Eu estava secretário do município na primeira gestão de Ariston Mascarenhas. Tinha por hábito chegar cedo ao trabalho,abrir a correspondência e respondê-las. Seu Cícero,o zelador,foi até a minha sala para anunciar a chegada de "vários homens vestindo paletó! " Eu os atendi; eram os pastores Zilton Krüger,Aliomar Moura Araújo,Corino Pires,Walcy Walfredo Santos,Alfredo Holtz e o empresário Raimundo Santana. Eles foram incisivos: pretendiam construir um Colégio. O Pastor Alfredo Holtz, rocem-empossado presidente da Missão Bahia, desejava cumprir a deliberação do Conselho Administrativo em construir um colégio na Bahia.O grupo havia visitado várias cidades e inúmeras propriedades. Estavam na Cachoeira por indicação do senhor Raimundo Santana que, na mocidade,fora viajante e muito  se hospedara no Hotel Colombo. Conversei  com o seu Raimundo. Ele fabricava bolsas,cinturões e outros objetos de couro,enquanto seu irmão tinha uma rede de farmácias.Falava da Cachoeira do passado.
Chegou por fim o prefeito,Ari. Fiz as apresentações,comuniquei-lhe o objetivo da visita.Sem qualquer comentário ele passou-me a chave da Caravan e eu  conduzi os visitantes a alguns locais.O consenso recaiu sobre o Capoeiruçu, ficando eu de encontrar-me com o dono da propriedade antes pertencente ao pecuarista Pedro Actis.
  Marco onde foi lançada a pedra inaugural do IAENE.
Quando o pessoal se retirou,Ari me perguntou: "Você não acha que a gente tem crente de mais,não?!" Falei do Projeto Piloto que eu havia tomado conhecimento,do que significava para a cidade tal implantação e ele simplesmente anuiu dizendo:"Vá à luta!" E fui. No final de semana fui encontrar-me com o proprietário,Clóvis Chastinet na Gruta Azul.. Ducha fria :ele estava se separando da esposa,dona Cleodite e a propriedade estava sendo passada pra ela.Ele autorizou-me e eu fui procurá-la,em Salvador.
Fui atendido por ela. Depois de ouvir um lenga-lenga de desentendimentos e da  irreversibilidade de uma reconciliação entre ambos,dona Cleodite deu-me uma alegria ao dizer:"Por mim eu não piso os pés mais naquela merda onde eu só tive aborrecimentos.Vou falar com o meu  adivogado pra estabelecer o preço."
Quinze dias depois eu recebia a ansiosa resposta: a propriedade custaria três milhões de cruzeiros!!!
De novo em Salvador,reunimo-nos com a direção da Golden Cross que aprovou o repasse em forma de donativo. Estava viabilizada a transação.
Até então,tudo estava acontecendo sob o mais absoluto sigilo,por óbvios motivos.Então,em a tarde do dia 23 de fevereiro de 1978, fizemos os convites e realizamos uma sessão especial na Câmara de Vereadores,sendo assinada a compra e venda,e elaborada a respectiva ata,na realidade a certidão de batismo do IAENE em terras cachoeiranas.



4 comentários:

  1. Carta aberta ao Sr. Erivaldo Brito


    - Em defesa da nossa mãe Cleodith Pinto de Carvalho Vasconcelos


    Recentemente fomos informados por nossos familiares que o Sr. Erivaldo Brito, relatando a história do IAENE em Cachoeira, publicou no seu blog http://jornaldeontemhojeesempre.blogspot.com.ar/2013/04/memoria-brito-secretario-historico-do.html e também no jornal O Guarany de Cachoeira http://jornaloguarany.blogspot.com.ar/2012/02/cachoeiraba-memoria.html informações levianas, mentirosas e irresponsáveis a respeito da nossa mãe, Cleodith Pinto de Carvalho Vasconcelos, antiga proprietária da Fazenda Capoeiruçú, onde foi instalado o IAENE.

    Conta o Sr. Erivaldo nas suas publicações, de forma jocosa e desrespeitosa, que intermediou a compra da Fazenda Capoeiruçú, e no relato, atribuiu a nossa mãe a seguinte frase:

    "Por mim eu não piso os pés mais naquela merda (Fazenda Capoeirucú) onde eu só tive aborrecimentos. Vou falar com o meu adivogado pra estabelecer o preço."

    Tratando do mesmo assunto no Jornal O Guarany, o Sr. Erivaldo foi mais além com suas atitudes desrespeitosas, relatando mentiras sobre o processo de separação dos nossos pais, atribuindo novamente a nossa mãe a seguinte afirmação:

    “Não pretendo de jeito nenhum voltar para aquele local de recordações amargas para mim. Não quero nada em minha vida que me lembre daquele sujeito (ex marido, Clóvis Chastinet). Tirei tudo o que tinha direito e até o que não tinha daquele desgraçado pinguça, só deixei pra ele a amargura da separação pra ele chorar a vida toda.”

    Complementa o Sr. Erivaldo no seu famigerado texto:

    “Direito de Família, gente, é uma baixaria! Tive de fazer um esforço danado pra não dar uma gargalhada. Respirei fundo e perguntei pra ela:
    - Dona Cleodite, a senhora já tem idéia do quanto está pretendendo pela propriedade? Já existe algum pretendente? E ela me tranqüilizou: - Não, não tem ninguém, o senhor é o primeiro! Vou combinar com o meu “adevogado” o Dr. Mario Marques e falarei depois com o senhor, amanhã. Quando chegou o “amanhã” depois de haver passado a noite em claro sem conseguir me ver livre do assunto, retornei ao apartamento da dona Cleodite. Lá estava o seu “adevogado” o Dr. Mario Marques. Bateram o martelo: três milhões de cruzeiros! Era uma grana preta, cara!”

    Em uma crônica publicada há um ano, no site juracirebouca.com, o Sr. Erivaldo, ao homenagear todas as mães, escreveu no final:

    “Abraço virtualmente todas as Mães que eu conheço, sobretudo as novas mamães, Marianne e Rose, volvendo o meu pensamento para a mãe que foi a minha saudosa

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  2. esposa, Luiza, congratulando-me com Lêda, minha ex-esposa e mãe dos meus filhos baianos e minha própria mãe, Ester, mulher semelhante à homônima bíblica que é símbolo de luta e perseverança e que, mercê de Deus, estará completando noventa aninhos no próximo mês de junho.”

    Diante de todo o desrespeito, leviandades, calúnias e injúrias que o Sr. Erivaldo escreveu a respeito de nossa mãe, ficamos a imaginar qual seria a sua reação se assim o fizessem com as mães que ele se referiu na sua crônica.

    O Sr. Erivaldo, ao relatar a sua intermediação na compra da Fazenda Capoeirucú, faz afirmações inverídicas – não sabemos com que propósitos – atribuindo a nossa mãe frases chulas e ofensivas, que tendo em vista a sua educação – e quem a conhece sabe disso – jamais ofenderia a seu ex-marido, a quem sempre devotou um grande amor.

    Nos causa ainda estranheza as afirmações do Sr. Erivaldo no sentido de que o produto da venda da Fazenda de Capoeiruçú, adquirida pelo Município de Cachoeira, com recursos doados pela Golden Gross, tenham sido integralmente pagos a nossa mãe. Ele como intermediário de uma operação que envolveu doação de uma entidade filantrópica e o poder público, deve ter plena consciência de que suas afirmações são inverídicas.

    Como “guardião da memória” de Cachoeira, que no seu relato citou os nomes das pessoas e dos políticos envolvidos na operação de aquisição da Fazenda Capoeiruçú, o Sr. Erivaldo deve nos informar como foi “distribuído” a “grana preta” a que ele se referiu, pois, temos inteira convicção de que a mesma não chegou a nossa mãe.

    O Sr. Erivaldo Brito, que é também “advogado” ou “adevogado”, deve saber que ao denegrir publicamente a imagem da nossa mãe cometeu um crime de difamação e calúnia, devendo arcar com as consequências. Nesse sentido, estamos dando-lhe a oportunidade de retratação das suas ofensas pelos mesmos veículos de comunicação que as mesmas foram veiculadas.

    Salvador, 09 de maio de 2013

    Telma Pinto de Vasconcelos
    Marcia Pinto de Vasconcelos
    Maria Vitória Pinto de Vasconcelos Abreu
    Cleomenes Pinto de Vasconcelos
    Ana Pinto de Vasconcelos Andrade

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