sábado, 29 de junho de 2013

"Gente Pagodeira" - Flatulência na Câmara

Nos tempos em que a sessão magna da Câmara de Vereadores era o ponto culminante dos festejos do 25 de Junho, naquele, então, quando o orador oficial era o renomado causídico Carlito Onofre, no distante ano de 1944, o salão e salas contíguas não cabiam de tanta gente. Dona Odília Marques ,na porta de entrada, colocava na lapela dos cavalheiros e nos vestidos das senhoras, uma espécie de comenda feitas em fitilho nas cores verde e amarelo confeccionadas pela própria zelosa funcionária da municipalidade.
Contam que, aquele ambiente apertado, superlotado, muito quente, estava insuportável sobretudo porque todo mundo ali havia se empaturrado de amendoim, milho assado, canjica, queijo, licor de jenipapo... 
Com a casa cheia de parentes e visitantes, uma conhecida dona de casa mal teve tempo de comer a sua feijoada. Saiu correndo para a Câmara. Sabia que, naquela ano, quem  bobeasse não conseguiria nem um lugarzinho em pé. E ela conseguiu um assento. Porém, repente, não mais do que de repente, ela sentiu aquela vontade danada de soltar um pum !
- Meu Deus !  - pensou -; se eu me levantar perco o lugar...e se ficar e o peido sair alto?
Naquele ano o Programa da festa vinha com um encarte de cartolina com o r etrato em policromia de Maria Quitéria. Então ela teve uma idéia luminosa:
- Vou neutralizar o ruído com o som de retirar o encarte. Pensou e executou rap !
- É... - pensou -, não é que deu certo ? Ninguém notou.
Ninguém observou uma ova ! Walter Gavazza que se encontrava atrás dela, com aquele olhão esbugalhado, cara enfezada, bateu no ombro dela e perguntou alto, sem cerimônia:
- Vai limpar o rabo aqui mesmo ?!



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