quarta-feira, 31 de julho de 2013

DATAS CACHOEIRANAS

Primeira quinzena do mês de agosto em curso
Dia 01 (1863) - Nascia o Monsenhor Elpídio Ferreira Tapiranga (foto), filho de Amaro Ferreira Tapiranga e dona Maria Francisca Tapiranga.
Vocacionado desde a mais tenra idade para a o sacerdócio, matriculou-se no Seminário Arquiepiscopal da Bahia. Após haver recebido a Ordem de Sub-diaconato, partiu para /fortaleza onde concluiu o diaconato e o presbitério.
A primeira missa do então padre cachoeirano foi celebrada em sua terra natal, no dia 23 de dezembro de 1886.
Seguiu, depois, para Juazeiro para assumir a Paróquia. Anos depois foi transferido para Chorrochó, Capim Grosso e finalmente na Cachoeira pelo período de um ano, fundando em 1895 o Apostolado de Oração.
O ilustre prelado era jornalista, poeta, professor e sermonista primoroso, encerrando as suas atividades na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo, na capital do estado, vindo a falece aos 65 anos de idade no dia 23 de julho de 1928.
Será que a passagem do sesquicentenário do seu nascimento será lembrado em sua terra natal ou em qualquer das paróquias em que serviu?
Dia 02 (1979) - Por volta das 19h30m. o lavrador de nome Osvaldo Fernandes residente na Murutuba, apresentando sinais visíveis de estar sofrendo das faculdades mentais, invadiu a agência do Bradesco local soltando palavrões. Ao ser advertido pelo guarda da agência, Carlos Alberto Gomes da Silva, o popular "Cascalho", o cidadão aproveitando-se do descuido do vigilante desferiu vários golpes com uma faca que ele empunhava, sendo preso em flagrante delito.
"Cascalho" foi socorrido no Hospital da Santa Casa pelo doutor Getúlio e escapou por pouco de ter sido ferido gravemente.
Dia 03 (1949) - No campinho da Avenida Ubaldino de Assis, era realizado mais um jogo noturno, dessa vez, um amistoso entre o Bahia de Feira de Santana e o Botafogo local que perdeu a partida de 3 a 2.
Dia 04 (1930) - O consagrado pintor carioca Antônio Parreiras (foto ao lado),expunha no Rio de Janeiro a sua mais famosa tela (foto abaixo) retratando o heroísmo cachoeirano de 1822.
Segundo o jornal O Globo, em longo artigo, "a Cachoeira deve se orgulhar do acontecimento porque o seu gesto de rebeldia em prol da emancipação, não poderia ter melhor intérprete" E concluiu: "à exposição tem acorrido vultoso número de pessoas, especialmente da colônia cachoeirana que na sua  totalidade já a visitou."













Dia 05 (1930) - Em reunião realizada na sede da Desportiva do Paraguaçu, era eleita diretoria da Liga Cachoeirana de Futebol tendo como presidente Pedro Navarro.
Dia 06 (1934) Vinha à lume o jornal cachoeirano O Social.
Dia 07 (1883) - Nascia na Cachoeira Alberto Moreira Rabello (foto), farmacêutico, cirurgião dentista,bacharel em ciências jurídicas e sociais, escritor e político, sendo eleito por duas legislaturas. Era membro da Academia de Letras da Bahia.
Faleceu aos 45 anos de idade, no dia 23 de julho de 1928.
Dia 08 (1956) - Aos 73 anos de idade falecia o negociante e enfardador de fumo, Júlio Borba. figura de relevo na sociedade cachoeirana de então.
Dia 09 (1944) - Era fundado o Centro Espírita Kardecista Paz e Luz que funcionava na /rua 7 de /setembro nº 17, sendo eleita a seguinte diretoria: Augusto Pedreira (presidente), Félix de Brito (secretário) e Astrogildo Elotério Silva (tesoureiro).
Dia 10 (1865) - Data de nascimento de Manoel Lopes de Carvalho, advogado, que foi juiz de /direito no estado de Goiás.
Dia 11 (1935) - Dizendo ter atuado na Itália, Espanha e na Rússia, apresentava-se na cidade o cidadão Eurico Rocha que se dizia "o maior horoscopista do Brasil !"
Os jornais cachoeirano da época não fizeram qualquer registro que eu tivesse tomado conhecimento.
Dia 12 ( 1907) - Cruz das Almas era ainda Vila quando aconteceu um bárbaro assassinato naquelas bandas. O governador José Marcelino de Souza decidiu decretar a transferência da Comarca da Cachoeira para lá "a fim de que dali possa ser apurado o delito com isenção e imparcialidade".
O juiz de direito da comarca da Cachoeira à época era o Dr.Joaquim Antônio da Silva Carvalho.
Dia 13 (1913) - o governo do estado sancionava a lei nº 1.351 de autoria do deputado cachoeirano Alberto Rabello (vide data de 07 do corrente), destinando a verba de "cinquenta contos de reis para a construção do memorial aos heróis do 25 de junho de 1822" 
Optou-se por uma cópia mal feita da "Estátua da Liberdade" dos Estados Unidos (foto) e foi inaugurada no dia 12 de outubro de 1930.
Dia 14 (1930) - Sob a presidência do advogado Luiz Soares, a filarmônica Lira Ceciliana constituía a sua Falange Feminina: Maria José da Silva (presidente), Maria Navarro (vice), Adelita Onofre da Silva (tesoureira), Olga Burgos Soares (oradora) e Maria de Lourdes Pereira (secretária).
Dia 15 (1949) - Entrava em operação a primeira rádio amador do Recôncavo que funcionou na cidade da /cachoeira: PY6EE, cujo proprietário era o Dr. Joaquim José de Almeida Gouveia, então Promotor Público da Comarca.




FALTA DO QUE FAZER

A Câmara de Deputados de Brasília, em 1990, discutia um projeto para definir o que vinha a ser "presunto", de autoria do deputado Hilário Braun. Prestaram a atenção ao nome do nobre parlamentar?  Leiam, agora, o decreto por ele proposto
" Art. 1º Denomina-se presunto exclusivamente o produto obtido com o pernil do suíno ou com a coxa  e sobrecoxa do peru.
Parágrafo único - O produto obtido com a matéria prima do peru terá o nome de presunto de peru".
Faltou definir no projeto se pode usar-se a palavra "presunto" tão corriqueiro nos meios policiais quando se encontra um corpo abandonado após assassinato.
(fonte Jornal do Brasil)
          

terça-feira, 30 de julho de 2013

Expressões Jurídicas

CARTA CODICILAR

Trata-se simplesmente de um texto que uma pessoa escreve indicando para quem vai deixar seus bens, na maioria das vezes de pequeno valor como roupas, objetos de uso pessoal, móveis, eletro-domésticos etc.
Na Carta Codicilar o testamenteiro deverá cumprir a vontade do de cujos (falecido), até mesmo as providências para o seu enterro como por exemplo doação de órgãos e cremação.

Curiosidades da Bíblia

O título "Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus", que foi colocado na parte de cima da cruz de Cristo, foi escrito em hebraico, latim e grego, conforme registrou João em seu Evangelho, capítulo 19, versículos 19 e 20.

OPINIÃO
A visita do Papa Francisco

Não exagero ao afirmar que o carioca se assemelha a nós baianos, em muitas coisas. Esta observação faz sentido, sobretudo se a gente retroagir na história e observar que, ao virem escorraçados de Portugal diante da ameaça de invasão das tropas napoleônicas, D.João VI e toda a Corte desembarcaram na velha Bahia de Todos os Santos. Depois de algum tempo por lá, ao virem para o Rio de Janeiro, uma parcela considerável de baianos os seguiram. Assim, caríssimos, de certa forma, houve uma influência na cultura e no comportamento do carioca.
Eu tenho um amigo nascido aqui no Rio que gosta de brincar comigo dizendo o seguinte: "Já pensou se tivesse um jeito de pegar o Espírito Santo e transformá-lo numa ilha?" E ele mesmo responde: "a aproximação geográfica entre a Bahia e o Rio seria uma jóia né mesmo meu rei ?!"
Desde quando visitei o Rio pela primeira vez na qualidade de componente do grupo vocal Os Tincoãs, pude observar como nós, baianos, nos identificamos com os cariocas e como somos bem recebidos, até nas gozações. Acolher bem ao visitante não deixa de ser um exercício de paciência e tolerância, um traço marcante de cariocas e baianos.Na minha Cachoeira, na Bahia ( faço sempre esta ressalva porque este blogger vem sendo acompanhado não apenas por baianos), já se dizia que, "tomar banho no Caquende e comer uma moqueca de petitinga (aqui é manjubinha), o sujeito tá ferrado; não vai mais embora! "
Durante a realização da Jornada Mundial da Juventude, o Rio hospedou mais de dois milhões de pessoas, um público enorme que causaria transtornos em qualquer metrópole do mundo. Guardadas as devidas proporções, lembrei dos primeiros anos da Feira do Porto com aquela "invasão" de turistas e uma cidade sem qualquer infra estrutura  mas, conforme testemunha ocular do cantor Moraes Moreira, "ninguém matava, ninguém morria / nas trincheiras da alegria /  o que explodia, era o amor !"
Logo na chegada do Papa, aconteceu um problemão: o Pontífice ficou engarrafado na Avenida Presidente Vargas ! O Papa ficou na dele, sorridente, solícito, enquanto a segurança entrava em pânico.
Assisti, também, a doutora Dilma discursando em nome de todo o país, (naturalmente orientada pelos formidáveis marqueteiros e "çabios" palacianos) equivocadamente partidularizando a sua fala enaltecendo os avanços produzidos nos dez anos de governo petista. Salvo melhor juízo, a "presidenta" não deveria ter feito aquele discurso eleitoreiro. O Papa, que é um dos homens mais bem informados do mundo, não esboçou qualquer reação mas, com certeza deve ter pensado : "do que, afinal, os jovens brasileiros estão protestando?"
Na sua fala dirigida aos jovens Sua Santidade disse que "é essencial que o jovem seja inconformado e isso é muito lindo!"
No dia seguinte fui naturalmente ao trabalho. Ao retornar, de metrô, por volta das 15 h. saltei na estação central a fim de passar para a linha um. Pretendia, como de costume, vir até a estação Siqueira Campos em Copacabana onde moro. De repente, galera, a composição parou. O condutor, veio com o mesmo aviso de sempre: "estamos aguardando a liberação da plataforma à frente!"   
Depois de meia hora ele mudou de discurso: "os nossos técnicos estão reparando um pequeno dano nos cabos transmissores de energia elétrica!"
Dentro da composição, a precária iluminação e a falta de refrigeração levou algumas pessoas a passarem mal.
Por fim, a voz do condutor pedindo calma e informando que a composição seria evacuada de "forma ordeira e coordenada pelo pessoal do metrô". Passaram-se duas horas de sofrimento. Andei sobre os trilhos até a estação presidente Vargas sob a precária iluminação dos modernos telefones celulares.
Pegar um ônibus vazio na presidente Vargas àquelas alturas do campeonato, véi, não foi mole para o locutor que vos fala. Mas,cheguei em casa são e salvo e com a certeza que não arredaria mais os ´pés de casa. Chega de filas dee metrô, ônibus superlotados, taxista cobrando no "tiro"...
No domingo pela manhã, apesar do frio, o sol apareceu. resolvi dar um pulinho até a orla, absorver um pouco daquela energia positiva dos jovens peregrinos, uma beleza para um bairro que concentra o maior número de idosos do país, o verdadeiro Jurassic Park do qual fazemos parte.
Pude perceber que as falhas apresentadas foram tiradas de letra pela turma. Pensei com os meus botões: " na Copa não será assim; torcedores alemãs e ingleses vão frequentar boates, encher a cara de cerveja e vão dar muito trabalho!"
Por fim, amigos, como todos devem ter ouvido e lido as reportagens acerca das falas do Papa Francisco, como o carioca não perde uma chance para uma piada, circulou aqui a seguinte:
O Papa informou que já estava sentindo saudades e que retornará em 2017, exatamente quando Eduardo Paes não será mais prefeito. A segunda, é que não haverá problema na escolha da casa do próximo pobre que ele visitará; será a do Eike Natista, no bairro de Cosme Velho.














Entre  aspas
O que disseram os ledores do nosso blogger através do e-mail  britopatriarca@gmail.com

WALDIR DE GEGEU
Rosa Brito : Meu padrinho, Waldir. Que figura! E a dupla com você, painho, então, impagável. Só me lembro do caso do “tubo”, na festa de N.S.do Rosário... Fica a dica pra recontar este. Bjs
Moacir Porto: "Waldir era sempre um amigo, exatamente como descrito por Erivaldo. Eu o conheci muito de perto. Além de ter sido meu professor de educação física, durante os cinco anos que estudei no Colégio Estadual da Cachoeira, tive o imenso prazer de, tocando corneta, fazer parte da banda Marcial, por ele comandada, naquela época, quando ele me chamava de "Niquelado". Continuei tocando na banda, a seu pedido, até depois de ter saído do colégio e já estar cursando faculdade em Salvador."

FELISBERTO GOMES – BRIô
Inácio Tadeu Gonçalves Silva: "Grande Briô o Briô do Jornal A Cachoeira  todo final de semana tínhamos o Jornal A  Cachoeira para saber sobre as noticia do esporte da Cachoeira , aniversariantes do semana e outras noticias."
Gilvan Lopes Carneiro: "Grande Briô eu tenho quarenta anos que moro em Cachoeira tive o prazer de ser seu amigo e também fazer a recuperaçâo de todo o sistema elétrico, { automatizei }


FUTEBOL
Liga Cachoeirana: "A nossa homenagem a dois grande jogadores:: Evangivaldo e Waldo Azevêdo.
Waldo Chamusca : "Waldo Azevedo meu avô... Dai vem meu futebol... Artilheiro!!! Vinicius Azevedo. Waldo Azevedo... Tissi Fonseca. Marcus Fonseca. Marcus Albergaria. Jorge Albergaria. Clarissa Chamusca... Pablo Chamusca..."

sábado, 20 de julho de 2013

O ESPORTE CACHOEIRANO
A era do campinho da Avenida Ubaldino de Assis
Os queridos amigos e esportistas  da minha terra que acompanham esta série devem ter observado que a gente usa (até por força do hábito), os termos futebolísticos usados antigamente. Sou dos tempos em que "arena" era para toureiro, "atleta" era um atleta e não jogador de futebol, e a "tia" FIFA ficava na dela, não dava pitaco na vida de país algum. Amanhã, por exemplo, o Maracanã deverá viver seus áureos momentos. O Flu foi o primeiro clube carioca a assinar o arrendamento pelo prazo de 35 anos  mas, com certeza, vai ter de flexibilizar não apenas nos preços dos ingressos mas, em permitir que as torcidas compareçam com suas bandeiras, seus instrumentos musicais e tirar a camisa, xingar o arbitro (preferencialmente a mãe dele ou mandar ele ir tomar naquele lugar), tirar a camisa e pular. Antes, "tia" FIFA e seu famoso "padrão" só permitia gritar gol e olha lá !
Mas, nobre galera, vamos ao que interessa: não obstante os gráficos cachoeiranos haverem construído uma campo de futebol na Avenida São Diogo e organizado um campeonato, o campo oficial era mesmo a Praça Maciel. E foi na referida "arena" (para ser moderninho), que, no domingo, dia 8 de maio de 1938 era realizado o esperado embate entre o Sport Club Botafogo (obedecendo a grafia da época) e o Sport Club Ypiranga.
A coisa mais curiosa daquela partida foi o seguinte: terminado o primeiro tempo, o Ypiranga já estava perdendo o jogo então, (coisas "inventadas" nas regras por nós,brasileiros), pediram a substituição de quem ? Do árbitro !!!! Quem estava apitando era Elpídio Nunes e foi substituído por Maurílio Silva e não adiantou de nada: O Botafogo venceu a partida por 4 a 0 !
Foi no domingo, dia 19 de junho de 1938 que o então prefeito João Vieira Lopes inaugurou o campinho da Avenida Ubaldino de Assis, coroando os esforços de inúmeros desportistas cachoeiranos, dentre esses, Walter Gavazza, Evangivaldo Borges e Silva, Waldo Herundino Azevedo, Caetano Burgos Soares, Firmino Leite, Francelino Cabral Morais e João Nunes, o popular "de Aço".
No dia referido, foi realizado o "Torneio Início", competição de curta duração, uns trinta minutos cada partida se tanto.
Na competição dos chamados "2º quadros" o time chamado Brasil sagrou-se campeão ao vencer o Simpatia por 2 a 1 . Bebé de Ursecino (fez o primeiro gol do novo campo) e Pinheiro para o time campeão do 2º quadro, enquanto "Tinga Alfaiate" para o time perdedor.
Resultado dos jogos dos primeiros quadros:
Os clubes disputantes do Torneio Início de 1938
Brasil 1 x 0 Simpatia, gol de Langara, árbitro Maurílio Silva.
Bahia 1 x 1 Ypiranga gols de Zóio (Bahia) e Perivaldo (Ypiranga), árbitro Maurílio Silva, Como houve empate, no critério de desempate o o Ypiranga venceu por um córner (escanteio) a zero.
Vitória 1 x 0 Botafogo, gol de Osvaldo, árbitro Waldemar Jorge.
Brasil 1 x 0 Ypiranga, gol de Langara, árbitro Maurílio Silva.
Vitória 1 x 0 Brasil, gol de Osvaldo, árbitro Waldemar Jorge.
O time do Vitória, cujo presidente era o doutor Aurelino, sagrou-se campeão.
O grande clássico daqueles tempos era o jogo entre o Bahia e o Ypiranga que estava marcado para o domingo 31 de julho. Eu era pré-adolescente quando ouvia "os velhos" falarem do tal jogo. Depois, encontrei em jornais da época alguns detalhes que transcrevemos a seguir.
A partida cercada de grande expectativa atraiu um público enorme e deu uma renda muito boa para os dois clubes. A arrecadação era feita por cada um dos clubes que saia com as suas bandeiras recolhendo os donativos pois o campo era aberto. A arrecadação servia para lavar as camisas,calções e meiões,comprar novos equipamentos,chuteiras,bolas etc.
Até aos 30 minutos do segundo tempo o Ypiranga perdia por 4 a 2, mesmo assim, ganhou o jogo.
Os gols do primeiro tempo: Evangivaldo aos seis minutos e Bezerra (contra) aos 17 minutos, enquanto Waldo Azevedo aos 25 e Berto Chiada aos 39 marcaram para o Ypiranga.
Os gols do segundo tempo: Lili aos 4 e,depois, aos 8 minutos da segunda etapa, colocaram o Bahia na frente. 
Faltando pouco mais de dez minutos para o término da partida Waldo de cabeça aos 31 minutos e Berto Chiada logo a seguir empatou o jogo. Perto de terminar o jogo, quando o empate parecia ser o resultado final, Caboclo Sala fez o gol histórico que deu a vitória ao Ypiranga.
O TIME DO YPIRANGA QUE CONSEGUIU UMA VITÓRIA MEMORÁVEL EM 31 DE JULHO DE 1938
Na próxima postagem a gente volta a falar de algumas competições no Ubaldino de Assis, da rivalidade de dois dos mais famosos Pais de Santo (Adálio e Congo de Ouro) que torciam por agremiações opostas; Adálio era Botafogo e Congo de Ouro era Fluminense.



Entre”aspas”
Opiniões dos leitores do nosso blogger através do e-mail britopatriarca@gmail.com

BANDEIRA E BRASÃO DA CACHOEIRA
João Matos Figueredo: "Brito, fico-lhe grato pela informação sobre o brasão em nossa bandeira. pois não sabia. Meus sinceros agradecimentos. Abraços"

VALDIR DE GEGEU
Helenita dos Santos : "Meu querido professor Valdir"
Hélio Guedes: "Professor Valdir gente finíssima!"
Roberval Costa : "Tive o prazer de participar dessa banda na década de 70."
Lu Garrido: "Com toda certeza João Matos Figueiredo, quem dera ter o meu queridíssimo e saudosíssimo avô Valdir a frente da grande Banda Marcial do Colégio Estadual da Cachoeira nos dias de hoje!!! Lembro-me, ainda muito pequena, que quando a Banda Marcial do Estadual passava, abria a multidão, dava gosto de ver, era impecável e respeitado. Que essas situações sejam repensadas, para que possamos fazer dos festejos Juninos e do desfile de 25 de junho um espetáculo cultural e histórico, novamente, lindo de se ver!!!"
Gil Carvalho: "fui aluna desse Colégio tão querido e amava de paixão o professor Valdir e a banda era de arrepiar"
FELISBERTO GOMES – BRIô-
Luíz Dias "Fui tipógrafo por vários anos no Jornal A Cachoeira no tempo de Bamba, o grande Briô, um autêntico Vaccarezza, Erivaldo Brito."
João Matos Figueiredo escreveu: "Grande Briô, incansável na lutador em manter o jornal A CACHOEIRA. Que seus familiares recebam nosso apreço e estima pelos relevantes serviços prestados aquele semanário. no qual tive oportunidade de escrever alguns artigos."


sexta-feira, 19 de julho de 2013

MEMÓRIA
Felisberto Gomes - Briô - 

Nos idos de 1896, por iniciativa do cidadão João Antunes, vinha à lume um semanário que levava o nome da cidade: "A Cachoeira". Funcionaria muitos anos até depois da mudança do regime monárquico para o republicano.
Muitos anos se passaram, então, numa quarta-feira, dia 18 de abril de 1934, voltaria a circular um novo jornal com o nome de "A Cachoeira", de propriedade do médico e líder político regional Dr. Augusto Públio Pereira, que era deputado estadual,à época.
Compunha o quadro redacional do referido jornal, Cajueiro de Campos, Francisco Andrade de Carvalho (Francino), advogado Nelson Silva, Dr. Artur Nunes Marques, Cândido Vacarezza, Hermes de Assis Costa e Sapucaia Sobrinho. Na tipografia e revisão, Antônio Loureiro de Brito (Jessé) e assistência técnica de Stelito Nazareth. Felisberto Gomes (Briô) era um jovem aprendiz, ainda.
Na minha pré-adolescência passei a conhecer melhor a Briô,  o comerciante, o esportista devotado que fundou no dia 7 de setembro de 1947 a Associação Cultural Real Atlético, o Secretário da Desportiva, da Liga de Futebol, da Câmara de Vereadores etc.
Na década de 60, deu-se o rompimento de parte do grupo do doutor Augusto Públio contrário à nova candidatura do ex-prefeito Anarolino Pereira, irmão do deputado, formando-se, então, a chamada "Coligação" tendo como candidato Julião Gomes dos Santos que havia sido eleito Vereador com a maior votação até então.
A "Coligação" era composta do deputado João Mendes da Costa Filho, Francisco Andrade de Carvalho (Francino,ex-prefeito), José de Carvalho Mascarenhas, Edgar Rocha,João Gualberto de Carvalho Filho (Jonga), Robustiano Pontes, Evangivaldo Silva, Domingos Miraldo Costa e, dentre outros que no momento não estou a lembrar, figurava o padre da paróquia Fernando de Almeida Carneiro.
O jornal "A Cachoeira", tendo como redator-chefe o professor Pita, fazia uma campanha sistemática calcada em xingamentos pessoais, o que hoje chamamos de "politicamente incorreto". O alvo principal era o então Cônego  Fernando Carneiro.
Aquela era minha primeira eleição em que eu votaria. Julião namorava a minha madrinha Laura Soares. Como todo adolescente, entrei de cabeça na campanha, inclusive criando o bordão "um tosta conta um milhão, para prefeito Julião !" Percorríamos as ruas da cidade num velho Chevrolet dirigido pelo motorista muritibano Joãozinho e o serviço volante era de Gileno Amado Dias.
Certo dia, quando Dr. Públio estava reunido com professores e outros funcionários estaduais em um dos salões do Colégio Estadual da Cachoeira, o carro parou bem em frente e eu passei a ler um texto não sei se de autoria de Francino ou Jonga:
"Chega de tanto Pereira !"  E continuei mandando brasa. Soube, depois, que, algum "quebra faca" do deputado pensou em me dar umas porradas mas,o fato é que, a minha madrinha me chamou e me transmitiu o seguinte recado:
- O doutor Augusto me pediu pra eu mandar você na casa dele, que ele quer falar com você.
Eu fui. Era um domingo. Na sala de visitas onde o Dr. Públio morava estavam lá o professor Salvador da Rocha Passos, Poli, Linda Sala...não lembro se tinha mais alguém. 
De repente chegava o deputado trajando um pijama branco de listras azuis. Trazia à mão um exemplar de "A Cachoeira" daquele domingo. Acendeu um cigarro sem filtro e dirigiu-se até onde eu estava. Deu uma tragada e foi soltando aos poucos a fumaça, enquanto dizia:
- Pedi a Laurinha que mandasse você aqui porque, na eleição passada, para a minha surpresa, recebi alguns votos em Santa Luzia, uma homenagem do nosso conterrâneo Aloísio Maciel, Zito, seu primo, que é Coletor ;estadual ali. Pensei numa retribuição a Zito, então, com a morte do seu pai,Jessé, pensei em nomear você para os Correios e Telégrafos.
Pediu a alguém que anotasse os meus dados pessoais, enquanto ele, lendo as manchetes do jornal, falou como que aborrecido:
- Já mandei avisar a Felisberto (Briô), que pare com isso !Estes xingamentos, esta campanha sistemática contra o padre, só está prejudicando a campanha !
Apesar da inexperiência de neófito na política, alguma coisa me dizia que, o objetivo do encontro era colocar "Uma mordaça" em mim e,depois, passar alguns "recados". Como colorário, ao despedir-se de mim, mandou um recado:
- Diga a Laurinha que o meu voto é sagrado, que eu conto com ela !
Na realidade, grande parte dos xingamentos eram redigidos pelo professor Pita. Briô não era inocente mas não se pode atribuir "a campanha burra" a ele unicamente.
Mesmo depois da campanha o jornal "A Cachoeira" continuou vivo, sem qualquer espécie de ajuda, muito menos da prefeitura ganha por Julião. Briô mantinha o seu semanário de uma forma ou de outra registrando os fatos, as notas esportivas, os nascimentos, os nascimentos, os óbitos, eifim, a memória da cidade.
O jornal com uma centenária impressora, funcionava na parte térrea de um sobrado na Praça da Aclamação. Briô colocava dinheiro do próprio bolso. Então, amigos, veio uma enchente do Paraguaçu. Grande parte do acervo virou lama ! Felizmente ele separava números dos jornais e remetia-os para o Arquivo Público do estado e para a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Felisberto Gomes, Briô, meu saudoso amigo e discípulo do meu pai, por tudo o que realizou e deu de si pelos clubes sociais, pelo futebol, pela própria Câmara de Vereadores e pelo jornal "A Cachoeira" que manteve por quase meio século, não merecia jamais figurar na Galeria dos Cachoeiranos Esquecidos.




DATAS CACHOEIRANAS
ERIVALDO BRITO

Fatos ocorridos no passados na Cidade Heróica neste segundo semestre do mês de julho.
Dia 16 (1944) - Era instalada a Cooperativa Teixeira de Freitas cujo objetivo era a implantação do sonhado ginásio cachoeirano, no salão de reunião do Rotary Club, discursando na ocasião o prefeito Augusto Leciague Régis (que aparece assinalado na foto abaixo tirada por ocasião da inauguração do prédio atual dos Correios), Waldick Moura e o advogado Nelson Silva, representando o referido clube de serviço,
A aludida Cooperativa foi extinta depois de quatro anos.
Dia 17 (1932) - Quando o campeonato cachoeirano de futebol era disputado, ainda, na Praça Maciel, muita gente compareceu apesar da torrencial chuva, a fim de assistir o tão esperado clássico citadino reunindo as equipes do "Paulista" e "Cachoeira", registrando-se um empate pelo placar de um a um, 
Dia 18 (1932) O comentário geral dos torcedores de ambas as equipes é que " o lamaçal acabou prejudicando a partida".
Dia 19 (1942) - O sargento Carrera, instrutor do Tiro de Guerra cachoeirano, organizou e foi homenageado numa partida de futebol entre "Casados" e "Solteiros", com os "Casados" vencendo a partida por 6 a 4 ! Na foto ao lado, Evangivaldo e Valdo Azevêdo, dois grandes jogadores do passado jogando do mesmo lado, no time da Suerdieck mas,na ocasião, "Vanju" defendeu os "Casados" e Waldo ainda era "Solteiro"!
Atenção para as duas equipes:
"Casados" - Moreno, Antônio,Lindú, Cassemiro, Nazú, Praticante, Ubaldo Marques, Zeca Santana, Edgar, Zoio, Evangivaldo e Cobra.
"Solteiros" - Duia, Gabi, Popó, Bebé de Ursecino, Filemon, Manoelzinho, Sala, Adelino, Lula, Waldo Azevedo e Dudu.
Dia 20 (1700) - Era lançada a pedra fundamental para a construção da "Casa de Câmara e Cadeia", (foto ao lado) onde depois funcionaria o salão de juri, Câmara e Prefeitura. Atualmente, apenas a edilidade cachoeirana ocupa o vetusto prédio. 
Nesta mesma data, no ano de 1965, falecia o comerciante de cerâmica João Ranulfo de Santana, mais conhecido como "João Caboclo". Houve grande acompanhamento e as presenças das filarmônicas Lira e Minerva Cachoeirana. 

Dia 21 (1951) - O gerente da fábrica de cigarrilhas Leite & Alves , senhor João Todt era agraciado pela presidência de República  com o título de cidadania brasileira. João Todt era muito querido entre o operariado e pela sociedade de um modo geral chegando até a ser eleito Vereador da cidade.
Na foto acima, a antiga Leite & Alves.
Dia 22 (1945) - O Comitê Liberal da Cachoeira promovia na referida data na Praça da Aclamação, um comício em prol da candidatura do general Eurico Gaspar Dutra, que era apoiado por Getúlio Vargas.
Usaram da palavra Antônio Loureiro de Brito (Jessé, meu pai), Nataniel Gonçalves e Manoel Sapucaia Sobrinho.
Sobre o meu pai, na passagem do centenário do seu nascimento, o dileto amigo professor Pedro Borges dos Anjos deu-nos a honra de publicar na edição impressa de o Guarany uma pequena homenagem.
Nataniel Gonçalves,jornalista, estilista de moda masculina (possuía uma alfaiataria),poeta,artista plástico (pintou a imagem de N.S.da Conceição no teto da Igreja do Monte) e foi prefeito da cidade de São Félix.
Quando recebemos a visita do advogado e jornalista Romário Costa Gomes,aqui no Rio de Janeiro, por coincidência, encontramo-nos com uma filha do citado senhor na Igreja Presbiteriana na Rua Barata Ribeiro, Romário tirou várias fotografias.
Manoel Sapucaia Sobrinho entrou em contato comigo por causa do jornal "Correio de São Félix", através do amigo comum José Minho Lopes. Ele morava em Itaberaba. Cachoeirano esquecido, dirigiu alguns jornais em sua terra natal e é o autor da letra da  "Jaculatória à Virgem do Rosário" com música do maestro Chico Fróis. Lamentavelmente, "alguém" resolveu fazer uma "Parceria indébita" incluindo alguns versos, desconhecendo mesmo o significado da palavra "Jaculatória" que é uma oração breve.
Dia 23 (1928) - Data da fundação do Clube Regatas Paraguaçu, clube de futebol de maior torcida da cidade,na ocasião.
Dia 24 (1964) - Falecia o senhor Luiz Antônio de Lemos, figura destacada no comercio e nos círculos sociais.
Dia 25 (1878) - Sob a direção de João Cassimiro, vinha à lume o jornal cachoeirano "Florilégio Literário".
Dia 26 m(1934) - Os músicos João Rodrigues (Balaio), Antônio Porcino dos Santos (Totonho Cabeçorra), Antônio José de Carvalho e Luiz Soares da Cruz, formaram um conjunto dançantes e deram o nome de "Jazz Band Guarany.
Dia 27 (1930) - O Asilo Filhas de Ana, (atual Sacramentinas),realizava uma exposição dos trabalhos do artista Manoel Paraguaçu. A visitação, a título de ajuda à Instituição, custava "duzentos réis" !
Dia 28 (1884) - Mediante Lei Provincial de número 2.460, São Gonçalo dos Campos tornava-se município, desmembrando-se da Cachoeira.
Dia 29 (1938) - No Rio de Janeiro, falecia o artista gráfico Orlando Chagas, filho de Durval Chagas antigos proprietários do pioneiro jornal "A Ordem" que circulou por mais de 60 anos.
Dia 30 (1971) - A assessoria de imprensa do estado da Bahia divulgava que, o então governador Antônio Carlos Maglhães instalaria a sede do governo no mês de agosto, ou seja, a Cidade Heroica e Monumento Nacional seria elevada à categoria de capital do estado.












                                                                    
Expressões Jurídicas

A palavra "Parquet" que é muito empregada no Direito, é de origem francesa, significa o corpo de membros do ministério público, o Promotor de Justiça.
"Parquet" era uma sala reservada no Tribunal para os membros do Ministério Público. Então, quando você ouvir ou ler a expressão " o feito já foi apreciado pelo parquet", significa que o processo (feito), já foi apreciado pelo Promotor ou Ministério Público (Parquet)

CURIOSIDADES DA BÍBLIA

Ainda não havia sido inventado o fator previdenciário, então, há muitos milênios atrás, temos notícias de que alguém se aposentou: Foi o rei Joaquim !  O registro está no Livro de Jeremias, capítulo 52 versículos 33 e 34.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

ANEDOTÁRIO CACHOEIRANO
Um pequeno e fundamental detalhe

ERIVALDO BRITO
Chamava-se Valdir Marques de Cerqueira, ou melhor; Valdir de Gegeu Seus amigos, contemporâneos de farra e pagodeiros o chamava de "Pinga", cuja origem, acredito, não carece de maiores explicações.
Ele fazia parte da turma de canoagem da Desportiva nos áureos tempos das regatas do rio Paraguaçu. Foi, também, pioneiro no futebol e na implantação do basquete e do voilebol.  Era, portanto, o que se pode considerar um verdadeiro esportista.
Já coroa, Valdir "convocou" um time de Casados para enfrentar os Solteiros no jogo preliminar na inauguração do campo do Calabar. Aliás, do Fluminense Cachoeirano, depois 25 de Junho, depois Paulo Souto e hoje,,,Sabe que eu não sei ?!
Perto do início da preliminar, Valdir resolveu "reforçar o seu time" chamando Edno, gerente da agência da Caixa Econômica local que alegou não ter se preparado convenientemente, inclusive havia almoçado...mas era um "fominha de bola" e foi pro jogo.
Quinze minutos, se tantos, Edno foi amarelando, passou a suar frio, aquele "gosto de guarda-chuva velho na boca"...pediu pra sair quando não conseguia mais controlar o vômito. O jogo foi interrompido e o jogador foi atendido pelo prático da farmácia Salustiano Coelho de Araújo, o popular Salu da Farmácia que fez o diagnóstico tranquilizador:
- Poderia ter sido muito pior se ele não tivesse vomitado ! Poderia ter dado uma congestão e ficado com sequelas.
Foi então que Valdir resolveu entrar em cena. Com um graveto na mão mexeu no vômito, virando-se, depois, para o pessoal da arquibancada com o dedo polegar para baixo e fazendo cara de surpresa:
- Co-co-como é que-que se diz?! Só-só-só tem fei-fei-feijão ! Car-car-carne que é bom...
Foi uma gargalhada geral!
Valdir era o carteiro mais divertido da cidade. Ele e Jorge da Arara faziam uma dupla dinâmica e sempre bem humorada.
VALDIR À FRENTE DA BANDA DO GINÁSIO
Nomeado para dar aulas de educação física no então Ginásio da Cachoeira, Valdir tornou-se instrutor da Banda Marcial (foto ao lado) que foi (não sei se continua sendo), o ponto alto dos desfiles do 25 de Junho, data magna da histórica cidade baiana, nos tempos em que não havia Drag Queen, Reggae e outras viadagens.
Meus irmãos Erione e Roque tocaram na banda. Meus filhos Dico, Rosinha  e Lerinho, também. Este último, ainda no primário, sob a regência do professor Rogério, tocou como "mascote".
Meu compadre Valdir tinha sempre uma anedota pra contar e todo mundo ria, mesmo que a piada fosse já conhecida porque ele tinha um jeito especial de fazer as pessoas rirem, mesmo abusando da linguagem desbocada e o palavrão soava como a coisa mais natural do mundo. Pelo menos para nós, baianos.
Nos ensaios da banda, cada um dos componentes queria se exibir para as namoradas e insinuavam roteiros diferentes. Valdir acabava a discussão à sua maneira:
- Quem man-man-manda nes-nes-nesta po-po-porra sou eu, cam-cam-cambada de sa-sa-sacana !
A turma toda o adorava. Todo e qualquer jovem da cidade e da vizinha São Félix queria tocar na banda, O barbeiro conhecido pela alcunha de Palito, um sujeito boa praça, contou com o lobby de alguns alunos da turma:
- Valdir ! Ô Pingareu ! Arruma um lugarzinho para o colega Palito tocar...Qualquer galho Palito quebra !
- Ele pode tocar bumbo !
E Valdir retrucou:
- Pa-pa-palito to-to-tocar o quê?! Com a-a-aquele fí-fí-físico de jogar ba-ba-barandão?!
E a turma insistia:
- Ele pode tocar trompete, Pingareu !
E ele, surpreso:
- Pistom ?!  Se-se-seria um fra-fra-fracasso igualzinho a Bussuçu !
Valdir então relembrou dos tempos idos, quando Marinho, primogênito da Família Lobo criou no trompete o toque original que se usa até hoje usando os primeiros acordes do Hino da Cachoeira. E deu a sua palavra final:
- Man-man-manda Pa-pa-palito pa-pa-palitar o c* da mãe !
Um antigo componente da banda que passou a residir em São Paulo, onde trabalhava e estava noivo, vindo matar a saudade da terrinha, veio munido com aquele gravador enorme. Ah, todos iriam ouvir em São Paulo aquela banda que ele participara e sempre falava ! Todos iriam ouvir o toque maravilhoso e inigualável da banda do Ginásio da Cachoeira.
Em lá retornando, o coleguinha reuniu as famílias (dele e da noiva) em volta do gravador. Com a mão trêmula, mal disfarçando a emoção ele ligou o equipamento. Ele fazia gestos de um maestro. De repente mostrou um dos braços:
- Veja, gente, como é que eu fiquei arrepiado !
De repente uma voz inaudível, encoberta pelo som dos tambores foi ficando audível. Era a voz inconfundível do seu amado professor Valdir de Gegeu:
- Se-se-segura o ri-ri-ritmo cam-cam-cambada de sa-sa-sacana !
E mais adiante:
- Po-po-porra ! Ca-ca-caralho!
E antes do nosso personagem desligar o gravador, sem saber onde enfiar a cara envergonhada, ainda houve tempo de se ouvir:
- Tá tá tá tá rebocado quem dei-dei-deixar a ba-ba-baqueta ca-ca-cair de novo !  Se-se-segura esta po-po-porra fir-fir-firme. Pa-pa-parece que estão ba-ba-batendo pu-pu-punheta !
Como era corriqueiro, o nosso amigo esqueceu-se de um pequeno e fundamental detalhe; palavrão dito por Valdir fazia parte do seu comportamento de legítimo baiano.








domingo, 14 de julho de 2013

EM COMPLETA RUÍNA
Cemitério dos Alemães da Cachoeira

Em outubro de 1987, dirigíamos o jornal cachoeirano A Ordem, Naquela fomos alertados pelo leitor Gilmário Silva, antigo morador da Rua Estela de que o Cemitério dos Alemães estava sendo profanado por desocupados que transformaram o local em "boca de fumo".
Instalado em terreno que pertenceu à Suerdieck, o antigo cemitério foi fundado, segundo pesquisamos, no ano de 1887, antes da proclamação da República, portanto.
Em lá chegando,encontramos o imóvel em total abandono visto que, não obstante os esforços de o saudoso  Hermano Martfeld, filho do velho Conrado que custeava do próprio bolso a manutenção do mesmo. Fizemos o  layout. abaixo

O senhor Gilmario disse-nos, na ocasião, o seguinte: "Uns molequinhos que não têm dinheiro nem pra sobreviver, quando fazem uns biscates compram logo uns baseados e fumam ai a qualquer hora,e a polícia nem tschum!"
Quando entramos no cemitério propriamente dito o mato tomava conta de tudo, mesmo assim conseguimos deslumbrar algumas inscrições em mausoléus simples:
"Hier Ruth mein galiebter Mann in Gott" (aqui descansa meu querido marido) e "Hic Ruht in Gott" (descansa aqui na paz de Deus! Outras inscrições estavam ilegíveis.
Ao escrevermos a reportagem, apelamos para as famílias Gaeschlin, Reiske, Mettig, Martfeld ,Sehramm, Koffler e Dannemann, cujos restos mortais encontravam-se ali depositados. Como resultado positivo, tivemos um encontro como o Cônsul da Alemanha na Bahia na Gruta Azul, naquela ocasião. Nada de positivo aconteceu.
Recentemente recebemos em nosso e-mail o seguinte:
Sr Erivaldo
 Tenho interesse no artigo. Houve projeto de restauro licitado pelo IPHAN, quando vi a notícia na internet entrei em contato com o escritório que venceu a licitação, buscando trocar informações e talvez contribuir um pouco com as pesquisas sobre a história do cemitério.
Tive, inclusive, a oportunidade de encontrar em Cachoeira a equipe que realizava o levantamento em 2010.  O projeto de restauro foi concluído,  pelo que sei as obras não foram iniciadas até hoje.
 Mônica
schrammm@uol.com.br
Enquanto isso, como sonhar não custa nada, êis como gostaríamos que o Cemitério dos Alemãs da Cachoeira se transformasse;