domingo, 14 de julho de 2013

EM COMPLETA RUÍNA
Cemitério dos Alemães da Cachoeira

Em outubro de 1987, dirigíamos o jornal cachoeirano A Ordem, Naquela fomos alertados pelo leitor Gilmário Silva, antigo morador da Rua Estela de que o Cemitério dos Alemães estava sendo profanado por desocupados que transformaram o local em "boca de fumo".
Instalado em terreno que pertenceu à Suerdieck, o antigo cemitério foi fundado, segundo pesquisamos, no ano de 1887, antes da proclamação da República, portanto.
Em lá chegando,encontramos o imóvel em total abandono visto que, não obstante os esforços de o saudoso  Hermano Martfeld, filho do velho Conrado que custeava do próprio bolso a manutenção do mesmo. Fizemos o  layout. abaixo

O senhor Gilmario disse-nos, na ocasião, o seguinte: "Uns molequinhos que não têm dinheiro nem pra sobreviver, quando fazem uns biscates compram logo uns baseados e fumam ai a qualquer hora,e a polícia nem tschum!"
Quando entramos no cemitério propriamente dito o mato tomava conta de tudo, mesmo assim conseguimos deslumbrar algumas inscrições em mausoléus simples:
"Hier Ruth mein galiebter Mann in Gott" (aqui descansa meu querido marido) e "Hic Ruht in Gott" (descansa aqui na paz de Deus! Outras inscrições estavam ilegíveis.
Ao escrevermos a reportagem, apelamos para as famílias Gaeschlin, Reiske, Mettig, Martfeld ,Sehramm, Koffler e Dannemann, cujos restos mortais encontravam-se ali depositados. Como resultado positivo, tivemos um encontro como o Cônsul da Alemanha na Bahia na Gruta Azul, naquela ocasião. Nada de positivo aconteceu.
Recentemente recebemos em nosso e-mail o seguinte:
Sr Erivaldo
 Tenho interesse no artigo. Houve projeto de restauro licitado pelo IPHAN, quando vi a notícia na internet entrei em contato com o escritório que venceu a licitação, buscando trocar informações e talvez contribuir um pouco com as pesquisas sobre a história do cemitério.
Tive, inclusive, a oportunidade de encontrar em Cachoeira a equipe que realizava o levantamento em 2010.  O projeto de restauro foi concluído,  pelo que sei as obras não foram iniciadas até hoje.
 Mônica
schrammm@uol.com.br
Enquanto isso, como sonhar não custa nada, êis como gostaríamos que o Cemitério dos Alemãs da Cachoeira se transformasse;


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