sábado, 6 de julho de 2013

SILÊNCIO INJUSTIFICÁVEL

Centenário do nascimento de Antônio Loureiro
                                                                                                        Por: ERIVALDO BRITO
Transcorreu no dia 13 de junho próximo passado, a data genetlíaca do centenário do saudoso professor e historiador cachoeirano Antônio Loureiro de Souza. Seu colega da Academia de Letras da Bahia, o ex-secretário de educação do estado, professor Edivaldo Boaventura,  publicou em o  jornal A Tarde de 21 de junho uma excelente matéria. Pois bem; nem isso conseguiu motivar qualquer segmento da Heróica a se manifestar. Não tenho notícias de que  alguma autoridade, algum clube de serviço, nem a classe professoral, nem a Loja Maçônica a quem Loureiro doou parte da sua biblioteca, tivesse se manifestado !
Filho do abastado pecuarista Adolpho José de Souza e dona Laura Loureiro de Souza, o professor Loureiro (foto) nasceu na cidade da Cachoeira, na Bahia, no dia 13 de junho de 1913.
Em sua terra natal, dirigiu por vários anos o jornal O Social, transferindo-se, depois, para a capital do estado lecionando na UFBa. Foi diretor do Arquivo Histórico Municipal, membro da Academia de Letras da Bahia e secretário do jornal A Tarde, emprestando a sua inteligência e o seu inquestionável prestígio em defesa da Cachoeira, quando, por exemplo, alguns políticos quiseram desmembrar o distrito de Santiago do Iguape, num claro pretexto de neutralizar o chamado "voto de cabresto" chefiado, na época,  por João Amorim.
Além de vários ensaios e artigos publicados em jornais da época, o professor Antônio Loureiro publicou os seguintes livros: "Baianos Ilustres", "Perfis Literários", "Notícia Histórica da Cachoeira",,"A Poesia Emocional de Pedro Barros","Gregório de Matos e Outros Ensaios","A Poesia de Clóvis Lima" e "A Poesia de Nathan Coutinho".
 Orador oficial da sessão solene da Câmara de Vereadores do 25 de junho da sua terra natal (1950,1959 e 1982), graças ao seu empenho pessoal, temos, hoje, o brasão (Foto) e a bandeira oficial, fruto de nosso Requerimento de nº 50/71 em sessão de 21 de outubro de 1971 quando fazíamos parte de a edilidade cachoeirana.
Loureiro era casado com a também cachoeirana dona Elza Cajazeira cujo enlace matrimonial ocorreu no dia 23 de abril de 1934 acrescendo à árvore genealógica cinco filhos.
Internado no Hospital Português na capital do estado durante vários dias, às 24h20m do dia 29 de abril de 1989, há 24 anos passados, portanto, o ilustre cachoeirano veio a falecer.
No dia seguinte, após missa de corpo presente oficiada pelo capelão do cemitério do Jardim da Saudade, aconteceu os funerais num clima deprofunda emoção, usando da palavra o poeta Clóvis Lima, seu colega acadêmico, a festejada  historiadora baiana Consuelo Pondé de Sena, Terezinha Café e o seu filho, Bernardo Loureiro.
Encerrado este pequeno relato, (Loureiro era primo carnal do meu pai), contou-me certa feita que, estando ele na redação de A Tarde, percebeu uma agitação na redação fora do normal. Só foi saber a razão quando de repente entrou sala a dentro o dono do jornal, o também cachoeirano Ernesto Simões Filho, que saiu de carteira em carteira cumprimentando ao pessoal. Ao chegar perto dele, o doutor Simões disse-lhe o seguinte: "Eu leio os artigos que você escreve, porém, você tem um defeito que é inerente a todos os cachoeiranos: é vaidoso quando fala da Cachoeira!"
Bons tempos aqueles em que a Cachoeira, terra empapada de fatos históricos e filhos ilustres era linda e os cachoeiranos,-todo mundo sabia- , era vaidoso disso.





 


 

Um comentário:

  1. Cumprimento o ilustre jornalista, historiador, Dr. Erivaldo Brito. SILÊNCIO INJUSTIFICÁVEL - Tive a honha e privilégio, quando vereador da nossa Cidade em assistir um dos mais brilhantes relatos sobre a grandeza da nossa Cachoeira, atuando como secretaário na Magma Sessão solene do 25 de Junho, transcrevi orgulhosamente o máximo que pude de sua rica e historica Mensagem alusiva ao evento. Tendo como Orador Oficial o Ilustre conterrâneo, o historiador Antonio Loureiro de Souza, lembro ainda que recebi elogios dele, dos meus pares e de meus ex professores, inclusive do vereador Roberval Costa Gomes que enalteceu a minha capacidade de assiimilar e sintetizar com os detalhes boa parte sobre o relator dos principais fatos narrados naquela magna sessão por um cachoeirano de sapiencia notável. Lamento que os nossos vultos e ilustres filhos da nossa Cachoeira estão sendo esquecidos e desprezados; memórias notáveis deixam de serem reconhecidas por nossa gente. Os tempos mudaram. Vejo que você continua na vanguarda e traz ao conhecimento de nossa gentes em seu Factual que relembram a grandeza inestimável dos nossos capital humano de valore inestimável, muitos ainda no anonimato. Congratulações por sua iniciativa e viva lembrança.
    Forte abraço.

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