sexta-feira, 23 de agosto de 2013

HISTÓRIA
Antônio Pereira Rebouças O CONSELHEIRO DO IMPERADOR
POR: ERIVALDO BRITO
É maragojipano um dos grandes vultos brasileiros, mais precisamente na época do Brasil Império: António Pereira Rebouças (foto).
Nascido na bela “Terra das Palmeiras”, (denominação dada por D. Pedro II),em o dia 10 de Agosto de 1798, o maragojipano Rebouças, ainda rapaz, foi exercer funções cartoriais num tabelionato na progressista Cachoeira, sendo, depois, submetido a concurso passando a advogar na qualidade de rábula.
Casou-se, depois, com a cachoeirana Carolina Pinto Rebouças, filha de um próspero comerciante.
No turbulentos anos de 1821, vamos encontrar o casal residindo na capital do estado. Ali, Rebouças estabeleceu-se com uma excelente banca advocatória quando se deu o assassinato da religiosa Joana Angélica (foto abaixo) 

pelos militares portugueses. Rebouças era um dos cabeças da resistência patriótica contra o jugo lusitano. Então, até mesmo como medida de segurança, foi aconselhado por Montezuma (foto) 
a retornar para Cachoeira cuja acessibilidade apenas possível via fluvial, seria facilmente controlável, portanto.

Na Cachoeira, finalmente, António Rebouças desempenharia notável papel de articulador junto a outros patriotas locais e da redondeza, com proprietários rurais, irmãos maçónicos, comerciantes, etc, muitos, inclusive, filhos de portugueses e/ou nascidos em Portugal.
Quando eclodiu a rebelião do dia 25 de Junho de 1822, contando apenas 24 anos de idade, foi ele, Rebouças, aclamado por unanimidade a fim de elaborar a ata histórica.
Pai de dois engenheiros notáveis nascidos na Cachoeira, André Pinto Rebouças (1838 – 1898) e António Pereira Rebouças Filho (1839-1874), Rebouças teve vida política destacada sendo eleito deputado, e, depois, nomeado Conselheiro do Imperador, vindo a falecer aos 82 anos de idade, seis anos depois da morte do seu filho homónimo em S. Paulo, em 24 de maio de 1874.
Quando da Proclamação da /República, com a mudança do regime, o seu filho mais famoso, André Rebouças, seguiu para o exílio junto com a família do Imperador, fixando-se, depois, na ilha da Madeira, cidade de Funchal, em Portugal, onde foi encontrado morto em circunstâncias misteriosas no dia 9 de maio de 1898.
Dentre os pertences de André, além de vários cadernos contendo preciosas anotações técnicas e projetos (inclusive de reforma agrária e ocupação da amazônia), encontrava-se uma caderno que ele guardava com anotações do seu pai, narrando, inclusive, os fatos épicos dos quais foi testemunha ocular.
As “Anotações Patrióticas” feitas pelo maragojipano Antônio Rebouças, depois da ata que ele próprio redigiu, constitui-se no mais importante documento em que se atesta a participação decisiva dos cachoeiranos pela consolidação da nação brasileira anterior ao 7 de /Setembro, havendo, inclusive, derramamento de sangue.

Um comentário:

  1. Espetacular esse texto que faz justiça a dois baianos memoráveis e que em sua própria terra nunca foram valorizados.

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