sábado, 17 de agosto de 2013

IN MEMORIUN

Uma mulher guerreira

Era a filha caçula de uma família constituída de mais duas irmãs e dois irmãos. Era das muitas famílias cachoeiranas sem muitas posses, da qual se destacavam os dois irmãos, Edgar e Diocleciano (Dió), ambos integrantes do corpo musical da filarmónica Minerva..
Acabou sendo criada pelos tios porque os seus pais faleceram quando ainda era criança. Cedo,foi trabalhar no setor de beneficiamento das folhas de fumo que eram enfardadas em saco de linhagem e comercializadas para o exterior. Seu proprietário era o empresário Júlio Borba.
De pele bronzeada de morena legítima, cabelos de um negrume semelhante às noites sem lua, olhos grandes e olhar expressivo, seria facilmente confundida com uma indiana não fora a brejeirice inerente a todas as baianas.
Foi num ensaio de um terno que se pretendia sair às ruas da cidade na festa de Nossa Senhora da Ajuda que ela conheceu aquele rapaz branco, alto, magro, de cabelos lisos, pouco mais velho do que ela e que trabalhava nas oficinas tipográficas do semanário A Cachoeira.
Do namoro entre ambos surgiu um complicador inesperado,e,assim,casaram-se cedo mas,ela ficou viúva mais cedo ainda com uma prole de quinze filhos. Praticamente sozinha ela cuidou de tudo. E deu conta do recado, Deus sabe a custa de quantas renúncias, de quantos sacrifícios.
Teve vida longeva. Costumava dizer que, se a vida é um cansaço eu prefiro viver cansada! Mas, como tudo tem um preço, a longevidade nos cobra um muito preço alto e ela sofreu na pele a perda do marido e vários filhos sendo que a morte do seu caçula, aquele que lhe dava dedicação total retirou-lhe o ânimo. Finalmente, aos 92 anos, aquela mulher guerreira descansou. O seu nome: Esther de Souza Brito, minha mãe.
Agradeço aos amigos que se manifestaram pessoalmente aos meus irmãos Erione, Ridalva e minha filha Maria do Rosário, ao presidente da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição do Monte da qual a minha mãe era Irmã e devota e ao ilustre vigário da paróquia Cónego Hélio Vilasboas.


MANIFESTAÇÕES DE PESAR

João Matos Figueiredo (advogado)
"Prezados Erivaldo e demais membro dessa família.: Desencarnar é algo que infelizmente não nos acostumamos nem nos conformamos, mas é designo do Criador. Em sendo assim, só nos resta uma coisa; lembrarmos daquele que partiu com um olhar de boas lembranças, guardar os seus exemplos. Tive pouquíssimos contatos com D. Esther, mas conhecendo suas obras tais como Erivaldo e Rafael( meu colega também falecido) com certeza, ela soube plantar suas sementes em terra férteis, eis os frutos que a produziu. Vá em paz Esther, no outro lado há alguns à sua espera para que continue plantando boas sementes em outras Searas
Meu abraço e votos conforto aos familiares para passagem da matriarca Esther Brito.

Paulo Lobo (advogado)
"Faço minhas as palavras de João Matos Figueiredo. Os sentimentos de minha família à grande família Brito. D. Ester foi uma grande amiga de minha saudosa mãe. Todos os seus filhos são meus amigos e de minha família."

Nádia Santana
MEUS SENTIMENTOS E DE TODA FAMÍLIA PRIMO,EU ESTIVE NO SEPULTAMENTO DA QUERIDA E AMADA ESTHER

Celeste Aida Batista Neves
Primo,que Deus dê o consolo necessário a vc e toda a família,para suportar a ausência da nossa Esther.Bjs

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