segunda-feira, 30 de setembro de 2013

DATAS CACHOEIRANAS
Primeira quinzena do mês de outubro
Dia 01 (1959) - Falecia o jornalista Durval Cajazeira, sanfelixta de nascimento, radicado na Cachoeira desde menino, Na Cachoeira, esteve à frente dos jornais "O Norte" e "O Social".
Dia 02 (1956) - A filarmônica Lira Ceciliana prestava significativa homenagem ao seu antigo maestro Irineu Sacramento que estava transferindo o seu domicílio para Salvador.
Irineu Sacramento, codinome "Piston de Veludo", era natural da ilha de Itaparica. Veio a falacer aos 81 anos de idade, no dia 18 de outubro de 1958. 
Dia 03 (1950) - Encerradas as apurações  do pleito municipal, era eleito o senhor Francisco Andrade de Carvalho (Francino) Prefeito da Cachoeira.
Dia 04 (1819) - O General felisberto Caldeira Brant, (depois Barão de Barbacena), inaugurava o tráfego fluvial entre a Cachoeira, então Vila, e Salvador, capital de Província. 

 Dia 05 (1916) - Aos 70 anos de idade, falecia o industrial cachoeirano e presidente do antigo Conselho Municipal, Álvaro de Souza Brandão.
Dia 06 (1930) - O jornalista e poeta Sapucaia Sobrinho fundava em sua terra natal, Cachoeira, o jornal "O Clarin"
Dia 07 (1944) Empregando material genuinamente nacional, o cachoeirano Mário Marques fabricava o primeiro piano de cauda da Bahia.
Dia 08 (1850) - Nascia o maestro cachoeirano Manoel Tranquilino Bastos, fundados da filarmônica Lira Ceciliana e autor do Hino da Cachoeira.
Segundo o renomado historiador cachoeirano Antônio Loureiro de Souza,no seu livro "Notícia Histórica da Cachoeira" Bastos compôs "291 dobrados,15 marchas festivas, 50 fúnebres, 205 fragmentos de óperas transcritas em bandas marciais,24 composições sacras, valsas, polacas, contradanças, etc em número de 80, 5 árias para canto, 9 fantasias e variações, 3 hinos patrióticos"
O Hino da Cachoeira copiado pelo próprio autor
Dia 09 (1935) - Iniciavam-se as obras para a construção do prédio onde se instalaria a fábrica Leite & Alves, (foto) de propriedade do industrial Luis Barreto Filho.
Dia 10 (1935) - Naturais de Natal (RS), apresentavam-se no palco do antigo Cine Teatro Cachoeirano os Irmãos Carolino, violinistas de grande sucesso no país. Eles se exibiram benefício da Guarda Municipal da cidade.
 Dia 11 (1931) - Os remadores cachoeiranos da Desportiva do Paraguaçu, venciam, em Salvador, mais uma competição náutica intermunicipal.
Dia 12 ( 1930) - O prefeito da Cachoeira, Cunegundes Barreto inaugurava o "monumento aos heróis de 1822", na realidade uma cópia mal feita da estátua da liberdade de Nova Iorque.
O antigo jornal "A Ordem", durante muito tempo, fez uma campanha para a construção de um monumento como o do 2 de Julho, em Salvador, inclusive publicando uma enquete entre os cachoeiranos para saber onde seria erguido o tal monumento. Opiniões como na própria praça da Aclamação, Dr.Milton e até da Pedra da Baleia foram publicadas.
Passaram-se os anos e o resultado é o que se vê lá na praça Teixeira da Freitas (foto)
Dia 13 (1956) - O tenente Antônio Temístocles Britto era nomeado Agente da Capitania dos Portos da Cachoeira.
Dia 14 (1969) - O Conselho Estadual de Cultura do Estado aprovava o "Projeto Cachoeira" com o objetivo de "resguardar o acervo arquitetônico da Cidade Heroica"
Sem comentários (risos)
Dia 15 (1937) - Na cidade de Estância (SE), falecia o maestro João Camelier, muito conhecido na Cachoeira pelo seu inegável talento musical.
Na Cachoeira ele foi regente da Minerva e da Orquestra de Nossa Senhora da Ajuda. 
 








 

 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A HISTÓRIA DE
                            Os Tincoãs / 2
 
 A escolha do nome, por sorteio, conforme dissemos, era exatamente o que eu desejava, uma lenda amazônica, quando nós temos, no paraguaçu, uma lenda muito bonita que é a de Pedra do Cavalo.
Vamos, então, contar a lenda amazônica: um indígena tuxaua navegava em águas tranquilas de um rio.  De repente ele percebeu  que estava avançando em direção a uma queda de água de despencava de uma altura enorme.
O índio começou a remar com todas as suas forças para alcançar a margem. Esforço inútil.  E ele remava e o barulho aumentava. O ruído ensurdecedor o deixava em pânico. Apavorado, num relance, percebeu que um pássaro voava acima da sua cabeça. Entre lágrimas implorou:
- Pássaro ! Empresta-me as tuas asas para que eu possa escapar com vida e chegar são e salvo à minha tribo !
O pássaro (foto) mergulhou no rio e a embarcação do tuxaua conseguiu atingir a margem. 
Finalmente ele chegou à sua tribo. Em lá chegando, encontrou toda a comunidade em festa. Era por causa de um guerreiro desconhecido que se achava presente. Era um sujeito bonito e de porte atlético. Quem seria o guerreiro desconhecido pra ele e que, ainda por cima despertava atenção especial da sua noiva?   Pensou em partir pra cima mas, conteve os seus impulsos e acabou sendo expulso acusado de covardia. Bateu em retirada. Quando estava de volta à sua canoa, percebeu que estava sendo seguido e perseguido pelos homens da sua própria tribo
Se fosse pego seria morto. De repente ouviu-se um estrondo assustador: era o som da cascata.  Os índios que o perseguia entraram em pânico. Um pássaro apareceu de novo acima da sua cabeça cantando:
- Tincoã!  Tincoã !
A noite desceu de repente, tudo escureceu. Os perseguidores foram tragados pelas águas do rio, enquanto o guerreiro tuxaua criava asas e seguia em busca de novas paragens.
Gostaram? É essa a lenda do pássaro amazônico que deu origem ao trio vocal cachoeirano
 Os Tincoãs 
 A bem da verdade, amigos, não tínhamos qualquer pretensão, qualquer pensamento em criarmos uma estrutura profissionalizante. Éramos jovens, fazíamos música no intuito de mostrar a nossa arte, pelo simples prazer de fazê-la, uma coisa simplesmente amadora. A gente amava a música romântica vocalizada e buscávamos um aperfeiçoamento através de incessantes ensaios.
Numa noite de ensaio, no "Expresso Bahiano" onde Dadinho trabalhava, falei com ele e Heraldo que tínhamos a necessidade de criar um estilo a fim de que, quando nos ouvissem cantar pudessem distinguir-nos de outros trios como ocorria com os trio Nagô, Iraquitan, Los Panchos, Esperança, etc. 
Joselito Bras apareceu com um elepê que emprestou a Dadinho intitulado "Tuia" com o Trio Los Tres Diamantes, um trio pouco conhecido no Brasil e mais antigo do que o Los Panchos  Pronto! Era a "matriz"  que todos os artistas iniciantes necessitam para se firmarem no meio artístico.
Dias depois, o Cine Glória exibiria um filme da Pelmex chamado "Serenata em Acapulco" onde Los Tres Diamantes cantavam o bolero "Vereda Tropical"  Voltamos a estudar o disco com todo o afinco. Vimos da necessidade de exercícios respiratórios, de dividirmos as sílabas ao mesmo tempo e de cantarmos uníssono, quando necessário, sem que um se destacasse do outro.
Por fim, ensaiando no Hotel Colombo, parou para escutar-nos o engenheiro de nome Raimundo, o homem que implantou a televisão na Bahia. Ele  estava ali hospedado vez que, era noivo de Gerda Shinquie (não sei se escrevi corretamente. Era irmã da esposa do saudoso Hermano Martfeld que acabou sendo contratado como Câmera Men da emissora. Gerda era uma moça linda. Morava em São Félix num sobrado que acabou pegando fogo.
Raimundo então fez a proposta:
- Vocês querem participar de um programa na TV Itapoan? É um concurso de calouros. Vocês vão dia tal, eu apresento vocês ao produtor do programa e vocês vão cantar essa música "El Reloj".
Viajamos no dia marcado, véspera do programa. Fomos num ônibus da Empresa de Transporte Odália, de propriedade do amigo e empresário Carlos Menezes, o Carlito do Bicho. Esclarecemos que, naquela época, o Jogo do Bicho não era contravenção na Bahia. Foi liberado pelo então Governador Juracy Magalhães e os impostos era destinados às Instituições da Caridade
Em Salvador, ficamos hospedados num velho sobrado que aparece na cena final do filme "Dona Flor e seus dois maridos", no largo da Palma, onde eram pensionistas muitos cachoeiranos que estudavam ou trabalhavam na capital.
O programa era apresentado por Murilo Neri e chamava-se "Escada para o Sucesso".
Os Tincoãs naquela noite conseguiram a classificação para a final: primeiro lugar !
Quando retornamos à Cachoeira, era o assunto de que todos falavam. Uma coisa extraordinária aparecerem na telinha da grande novidade eletrônica da época  aqueles meninos filhos de Totonho Cabeçorra, Jessé e seu Aurélio do Hotel Colombo!
E vamos que vamos para a finalíssima. Na próxima postagem a gente continua.
 
 
Entre “aspas”

CURIOSIDADES DA BÍBLIA
Marivaldo Silvério : "Conhecer o contexto, onde se verifica a razão de tal procedimento, é fundamental para o entendimento dessa punição do Rei Daví."
Gilvan Lopes: "Quero ler minha, minha enciclopédia"

HISTORIA DE OS TINCOÃS
Mundão Souza dos Santos : "Primo estou aqui chorando. Sempre fui fã de Os Tincoãs. É muito emocionante ouvir nomes que fizeram parte da minha infância neste seu relato, o nome do meu, nosso, Tio Dió que eu não conheci. Elias Paco-Paco, Belini, Poporô. E é mais espetacular ouvir o relato da criação dos Tincoãs de você que criou! Quando estive recentemente com Mateus Aleluia e falei com ele eu era sobrinho de Tia Ester sua mãe e filho de Elzelina sua tia e seu Primo, ele me disse: _Seu primo foi quem criou os Ticoãs! As vistas embaçadas pelas lágrimas me impede de continuar. Muita emoção mesmo!"
Rosa Brito: Legal fazer história e contar tão bem esta história para nós. É bom lembrar que temos um Tincoãs!

PADRE FERNANDO CARNEIRO
Cristina Xavier: "Batizou-me e foi também meu padrinho de batismo.Lembro-me dele com carinho e saudades!...
Hélio Guedes : "Fiz com ele minha primeira comunhão."
Lara Leite: "Me batizou. celebrou minha primeira comunhão e a missa dos meus 15 anos além de ser grande amigo de toda a minha familia...Saudade !"
Luiz Lima : "Erivaldo Brito, o saudoso Padre Fernando, celebrou o casamento dos meus pais e o meu. Grande figura. Marcou bem a sua passagem."
João Matos Figueiredo escreveu: "Diante tantas celebrações ele também oficializou meu casamento em 1982."
Clóvis Sacramento da Silva: "Tempos bons que não voltam jamais!!!!"
Paulo Machado Matos: : "Só tinha um defeito: dedo duro da ditadura"
Miriam Mascarenhas : "Lembro muito. Nunca vi uma missa tão alinhavada, ele era rápido e caceteiro. E como marcou sua passagem, foram anos e anos."
Gilvan Lopes escreveu: "era uma excelente pessoa como padre e pessoa humana"
EXPRESSÕES JURÍDICAS
Muito utilizada nas redações jurídicas, ordenamento jurídico indica a existência de uma "hierarquia" entre as leis. Assim, a Constituição Federal é a de maior valor, seguindo-se as leis ordinárias, decretos, portarias etc.

 
CURIOSIDADES DA BíBLIA
Nos dias atuais, independentemente das denominações, os que professam o cristianismo são chamados de CRISTÃOS. Sabem quando é que  foram chamados assim pela primeira vez? Na Antioquia, pequena cidade da antiga província romana da Prisídia, perto da moderna Turquia.
Referência bíblica:Atos dos Apóstolos, capítulo 11 versículo 26.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

MEMÓRIA
  Padre Fernando Carneiro
O DIA 25 DE SETEMBRO foi, durante longos anos, a data social mais importante da cidade da Cachoeira, porque era o dia do aniversário do padre Fernando,(foto) Vigário da Paróquia.
Ainda adolescente,aproximei-me dele pelo simples fato da fazer parte do Grupo Coral criado pela dinâmica professora Zezé Magalhães,e,pouco depois, dar uma canja na locução do serviço de alto-falantes "A Voz da Assistência Social da Cachoeira", cujo titular era o amigo Gilberto Braga.
Na equipe que se formou para viabilizar a construção da Casa Paroquial da Cachoeira fiz parte de vários shows.
Quando da aquisição do terreno junto à casa de Betinho Álém, escrevi numa tabuleta:  "Aquí, mercê de Deus, será construída a Casa Paroquial da Cachoeira".
A meu pedido, o talentoso professor Renato Queiroz fez a planta e a fachada do prédio como hoje pode ser visto.
O padre Carneiro, embora aparentemente conservador não era homofóbico, tolerava as crenças alheias, cultuava respeito pelas Irmãs da Boa Morte, era esportista nato, muito contribuindo na construção do estádio cachoeirano, acompanhando pessoalmente aos jogos da seleção cachoeirana onde quer que jogasse.
Extremamente popular, raramente cobrava pelos serviços religiosos porquanto tinha o apoio financeiro da sua progenitora dona Beatriz, era funcionário do estado (chegou a assumir a direção do Ginásio da Cachoeira) e Capelão do Juliano Moreira, em Salvador.
A sua popularidade era tão grande que, seria imbatível se postulasse, por exemplo, o cargo de prefeito. Decidiu-se em apoiar abertamente a campanha de Julião Gomes dos Santos. Isso lhe custou uma campanha sistemática do semanário "A Cachoeira". Depois, como colorário da campanha, no dia da festa do Rosário, o padre Fernando ao avistar o deputado Augusto Publio em pé, na porta de entrada, saiu do altar e foi convidar o político a sentar-se num local destinado às autoridades. Inexplicavelmente o experimentado político recusou-se acintosamente. A vitória de Julião, foi, na época a mais consagradora da história política da Cachoeira.
Algumas vezes peguei carona com ele para Salvador. Maroto e Armando, dois muritibanos, eram os seus motoristas preferidos.
Certo dia entramos a pé no Juliano Moreira. Uma interna aproximou-se de nós chamando o clérigo de "padre Bahia":  Padre Bahia!  Padre Bahia!
O padre Fernando parou a fim de atendê-la. Ela, batendo as mãos na batina que ele usava perguntou: "O senhor tá tomando Postafen?"
Postafen era um remédio que se tomava para engordar, você lembra?
De outra feita, no mesmo Juliano Moreira, de dentro de uma cela, uma interna perguntou: "Padre, padre ! Cadê aquele chofer de zoi freteiro?"
Padre Fernando virou-se para Maroto e disse: "Misericórdia seu Maroto: Armando não respeita nem doida !!!"
O dia 25 de setembro nos meus tempos saudosos da Cachoeira era o dia do aniversário do padre Fernando de Almeida Carneiro. Discursos, a presença da Minerva (padre Fernando foi presidente da filarmônica), alunos das professoras Ursulina e Esmeralda Actis, o Ginásio,e,sobretudo gente do povo. 
Creio amigos que, até hoje, nenhuma figura pública da Cachoeira conseguiu chegar próximo do que eram as manifestações daquela época.


sábado, 21 de setembro de 2013

A HISTÓRIA DE
                            Os Tincoãs

Marquei com o sol um encontro na praia de Copacabana hoje, bem cedinho, logo na sua chegada , neste sábado, munido de uma caneta e um bloco de anotações, objetivando escrever sobre o trio vocal do qual fui um dos fundadores: Os Tincoãs.
Eu estava tranquilo mas o mar nem tanto. Uma brisa suave chegava até a mim trazendo aquele aroma que nos levou até a velha Bahia de Todos os Santos.
A praia ainda estava deserta, ou quase. Quando em vez um corredor solitário. Nenhum barraqueiro, nenhum banhista, nem mesmo os incômodos vendedores de tudo deram o sinal de vida.
A primeira lembrança que se nos ocorreu daquele ano de 1961, quando o trio foi contratado pela Gravadora Continental para gravar um elepê aqui no Rio, foi exatamente dos saudosos companheiros Dadinho e Heraldo. Morando na Rua dos Andradas, no centro, deslocávamos até aqui, para “pegar uma praia”, nas segundas-feiras, o dia da semana em que os artistas descansam e podem ficar livre do assédio dos fãs inconvenientes.
Foi num 11 de setembro que os anos não trazem mais, - como disse o poeta -, que eu ouvi pela vez primeira um grupo vocal. Era o dia do aniversário da minha tia Iazinha., professora de piano. O grupo era de alunos e alunas do antigo Colégio Industrial da Cachoeira, cujo diretor era o professor Salvador da Rocha Passos, nosso vizinho e amigo da família Soares.
Na minha lembrança do referido grupo, além da música “Chuá,Chuá!” ficou Nadir Santos (Didi Zoião) tocando acordeon, Antônio Porto (que era professor de artes, tocando violão) e Hermano Silva, (autor da música “E por falar em saudade” cuja letra é do mestre Vinicius de Moraes). Não lembro mais de ninguém.
Ainda menino de calças curtas acompanhei a minha madrinha que foi comprar uns aviamentos na loja “A Mascote” de propriedade do seu Nelson Lôbo.
Na vitrine estava exposto um realejo. Por simples intuição, vez que já estava no terceiro método de piano, conhecia bem as escalas menores e maiores, disse que eu sabia tocar aquele instrumento. Como era de uma franqueza sem limites, seu Nelson foi logo adiantando:
  • Laurinha não vai lhe dar um realejo pra você jogar num canto qualquer !
A minha madrinha quis me testar:
  • Você está certo, Nelson! Vamos tirar a prova real.
E chamou a balconista, uma moça chamada Nilza, filha de seu Carlito Neves:
  • Nilza; pegue aquela gaita pra ver se ele é capaz de tocar mesmo.
E eu toquei de primeira a “Asa Branca”. O primeiro a me aplaudir foi exatamente o seu Nelson que ficou do meu lado:
  • Laurinha, se não quiser pagar agora, depois você passa aqui e acerta !
E eu levei pra mim a minha “Pátria Formosa” um realejo de um som trêmulo lindo. E foi exatamente tocando aquele limitado instrumento de escala cromática que, na adolescência, aproximei-me dos músicos e seresteiros da época.
Os meus tios Deoclaciano (Dió) era músico da Minerva e Beline compositor e arranjador de blocos das festas populares, desfrutavam de real prestígio na cidade, de sorte que, todo mundo me considerava um “músico natural”.
Os grandes tocdores de violão do passado, Sobral e Guilherme Magalhães estavam aposentados, com a morte de seu pai, Diógenes Guimarães (Didi da Bahiana), formava com Antônio Porto os violonistas mais solicitados.
Comecei a andar com Didi. Com ele fui certa feita a Rua da Feira na casa de Deraldo Relojoeiro. Alí ouvi encantado o “Flor de Abacate” de Jacob do Bandolim executado por Deraldo (bandolim), José Cândido (cavaquinho), Didi da Bahiana (violão) e Roque de Sobral (violão de sete cordas). Que Grupo de Chorinho maravilhoso !
Naqueles tempos, a música e o ritmo caribenho (bolero, mambo, cha-cha-chá) tomavam contas das emissoras. O bolero mexicano nos filmes da Pelmex incrementaram entre os cachoeiranos para formarem trios vocais no estilo dos Los Panchos.
Eu e Bise em foto recente na Cachoeira
Foi na Rua Albino Milhazes que eu participei de um ensaio do que eu considero o primeiro trio vocal cachoeirano, cantando em portunhol mas, melodicamente apreciável. Era composto por Didi da Bahiana, Bise (foto ao lado) e Gesí, funcionário da Companhia de Energia Elétrica.
Didi da Bahiana no Cuba Jazz
A formação daquele trio não foi adiante. Didi da Bahiana (foto) fundou, então, o “Trio Caçula” com Dadinho (1ª voz), Ulisses (Mião, 2ª voz) e ele próprio no violão e fazendo a terceira voz.
Algum tempo depois Mião partia aqui pro Rio a fim de seguir carreira militar, chegando a ser campeão mundial de pentalto. Em seu lugar entrou Vandecock Nascimento, apelidado de o “Verdugo” e, também, “Boneco de Ferro”.
Numa excursão do “Trio Caçula” (Dadinho,Vandercock e Didi) para a cidade de Cruz das Almas eu fui tocando realejo como componente da trupe que tinha o locutor Gilberto Braga, (o “interlocutor Brraaagqa” como ele se anunciava) e o animador de auditório, meu amigo Roberto Herval Lopes (foto), o

 “Alemão Bulangê” ou, “o afilhado de Brin Filho” como ele se anunciava. Brin Filho era um radialista da PRA 4 Rádio Sociedade da Bahia muito famoso na época.
Saimos da Cachoeira de tardinha, depois da chegada do navio. Didi era funcionário da empresa, dai o “sobrenome” da Bahiana. Pegamos uma “Marinete” (ônibus) para uma viagem de mais de uma hora numa estrada cheia de buracos. Não existia asfalto, ainda.
Fomes recebidos em Cruz pelo antigo operador do Cine Teatro Cachoeirano, Renério, técnico em eletrônica, proprietário de uma loja de eletrodomésticos e gerente do Cine Glória local. Foi ele o contratante.
Depois do lanche, fomos logo para o cinema a fim de ajustar a programação. Dentre os números que eu ía tocar lembro-me de “Montanha Russa” uma marcha que fazia muito sucesso na voz de Ivon Curi.
Depois da exibição de uma película, o show propriamente dito. Muitos plausos. Depois, fomos dormir dentro do próprio ônibus que iria sair cedinho no horário do navio. Não me lembro quanto foi o cachê que Didi me deu.
Dadinho tinha um ouvido bem apurado mas, não tocava nenhum instrumento. Resolveu pedir a Didi pra tomar umas aulas. Teve de enfrentar uma dupla dificuldade: ele era canhoto e a má vontade de Didi ! Deu-se, então, o rompimento musical e o “Trio Caçula” sucumbiu.
Eu cantava , no Coral nas festas da igreja do Monte, Matriz e do Carmo. Conhecia todas as vozes das Missas, Tanto Ergo,Ladainha,Ave Maria,Te Deum, tudo em latim.
Didi da Bahiana convidou-me para compor um trio com ele e Heraldo. O nome do grupo era “Trio Os Namorados”. Fizemos algumas apresentações no serviço de alto-falantes “Vozes da Primavera” de propriedade do ferroviário Elias Cardoso de Jesus, mais conhecido pela alcunha de “Paco-Paco”.
Por seu turno, Dadinho havendo a adesão de Heraldo, fazia “experiências” com Waldecock, Wilson Pigmeu e Gilberto Braga
Certa tarde, Dadinho e Heraldo cantavam em dupla o bolero “Yo tengo un pecado nuevo”, grande sucesso do “Trio Los Panchos” e eu resolvi entrar fzendo a terceira voz:
  • Ai, cariño !
    Yo tengo un pecado neuvo
    Y quiero pecar contigo !
Dadinho parou e gritou entusiasmado: “È isso aê, magnata !”

O trio era harmonioso não apenas na vocalização. A "briga" foi só brincadeirinha.
Dai pra frente não mais largou do meu pé. Partimos pra comprar os instrumentos que foram comprados, todos, no Armarinho de Gilberto Santos, em São Felix. Primeiro um pandeiro que Porto transformou num tantan e as maracas. O violão custava caro! Heraldo pegava as coisas no Hotel Colombo, de seu pai e a gente ia fazendo rifas. Mesmo assim, nunca conseguíamos a grana. Heraldo pegou um anel de ouro com três diamantes encravados e ele deixou empenhado com Ari Chambão. Compramos,enfim,o violão. No dia do vencimento,Ari alegou que tinha passado do dia, então, Poporrô, que estava no balcão interferiu e ele devolveu o anel.
Numa certa noite de ensaio no “Expresso Cachoeirano” onde Dadinho trabalhava, surgiu a idéia de darmos nome ao trio. Na minha opinião não queria que se iniciasse com o nome “trio” tal. Apresentei o nome “Os Tincoãs”. Dadinho perguntou-me: “Que diabo é tincoãs?!” Dei-lhe a explicação: 'é um pássaro amazônico com uma lenda muito bonita'.
Colocamos os nomes sugeridos em três pedaços de papel e pedimos a um garoto que passava em direção ao Caquende. Feito o sorteio saiu: Os Tincoãs !
Dai pra frente começamos a ensaiar um repertório calcado num trio mexicano menos conhecido no Brasil: “Trio Los Três Diamantes”
Nos finais de semana saíamos cantando em serenata pelas ruas da cidade. Meu ponto preferido era nas Sacramentinas onde a minha namorada era internada.
Heraldo na Ponte Nova e Dadinho no Caquende.
Nas serenatas, acompanhadas por muita gente, participavam Bebeto (no bongô), Wandecok (cantando “Bronzes e Cristais”) e Carlinhos Monteiro (“Meu Mundo Caiu”) ambas as músicas de Maisa Matarazzo.
Certa manhã entávamos ensaiando no Hotel Colombo quando o engenheiro Raimundo, idealizador e construtor da TV Itapoan, que ali se hospedava, sempre, parou para escutar um pouco. Ele namorava uma moça da familia Shinckie de São Félix.
Então Raimundo falou: “Vou inscrever vocês para participarem do programa “Escada para o Sucesso”. Tal atração reunia os melhores calouros do estado e era dirigido e apresentado por Sebastião Neri. Seria um primeiro e definitivo teste para uma futura carreira artística. Dadinho não era um exímio violonista, tinha dificuldades inerente a um canhoto mas, o vocal era impecável.  
A história de Os Tincoãs estava apenas começando.
Heraldo,Dadinho e eu,formação original de Os Tincoãs. Carlinhos Monteiro apareceu como "empresário" do trio.






sexta-feira, 20 de setembro de 2013

MEMÓRIA ESPORTIVA

Adálio versus Congo de Ouro

Quando eu era menino na década de cinquenta, o campeonato cachoeirano era disputado no campo da Avenida Ubaldino de Assis, com destaque para uma atração comum a nós, os baianos; a disputa pela hegemonia macumbística entre os Pais de Santo Adálio e Congo de Ouro. Um adendo: não sei se existe a palavra macumbística, portanto, o neologismo é nosso.
Adálio, tinha a semelhança física com o ator Sérgio Loroza. Morava numa casa térrea naquela rua por trás da Igreja do Monte. Logo na entrada da casa havia uma estátua em tamanho natural (originalmente se encontrava na casa do Dr.Bahia) e que assustava a muita gente, menos a mim e alguns colegas que éramos "fornecedores" de sapos que eram comprados pelo paciente Pai de Santo.
Adálio era torcedor do Botafogo de Cassimiro e Companhia.
Congo de Ouro, sempre trajando camisa e calça brancas, morava na /rua da Feira, quase na Ponta da Calçada. Era sempre visto na quitanda de Ioiô de Ursecino conversando como o quê, dizendo que fazia e acontecia, que viajava de avião pra São Paulo todos os meses a fim de atender o político Ademar de Barros. 
Congo era torcedor do Fluminense que ra presidido por Severino da Carne de Porco.
Cheguei a presenciar certa feita uma luta corporal entre Adálio e Congo nas imediações do Posto Texaco, hoje Terminal Rodoviário. Ah, e o mais importante: a partida havia terminada empatada!
Em junho de 1950, o Botafogo foi jogar amistosamente na vizinha cidade de São Félix contra o Floresta, registrndo-se uma vitória apertada dos cachoeiranos por 3 a 2, marcando Natinho, Vadu e Tabareu para os vencedores enquanto Linho e Zeca Soupinha assinalaram os gols do Floresta.
Naquela ocasião o Botafogo jogou com: Moqueca, Cassemiro, Cal, Região, Didi Zoião (depois Futrica), Santinho, Nadu (depois Pelado),Dovê, Tabareu e Natinho.
Como vocês vão poder observar, alguns jogadores (os melhores,naturalmente), vão aparecer na escalação de clubes diversos. Acontece que, naqueles tempos, os jogadores assinavam a ficha do clube apenas na Liga onde se disputava o campeonato.
Na sequência de jogos amistosos (maioria das vezes nem sempre "amistosos"), entre sanfelixtas e cachoeiranos, no dia 20 de janeiro de 1952, foi a vez do Real (cachoeirano) jogar no campo Arlindo Rodrigues, em São Félix contra o selecionado local, registrando-se um empate de 3 a 3.
O Real atuou com: Lourival Fracasso, Zeca, Cassemiro, Santinho, Didi mZoião, Região, Orlando, Hilbernont, Zé Pequeno, Natinho e Dovê.
No dia 20 de maio de 1956, o Bangu (cachoeirano) enfrentava o Botafogo (sanfelixta)  e o vencia por 2 a 1, gols marcados por Nouzinho e Du (irmão de Ceguinho).
O Bangu jogou com: Landinho Amarelo, Beu, Tonho Bozó, João Marreteiro, Edésio, Mundinho, Valfredo, Dú, Mario Codorna, Nouzinho e Dadinho (primeira voz de "Os Tincoãs") 
No final da década de cinquenta, o jovem sanfelixta Manoel Borges Filho fundava o Cruzeiro (cachoeirano), filiando-o à Liga sanfelixta para disputar o campeonato local. O jovem em questão teve morte prematura mas, a sua foto sempre esteve em destaque no salão do clube, até quando Morenito esteve vivo.
Os jogos envolvendo o Cruzeiro, sobretudo contra o 2 de Julho (sanfelixta) terminavam em luta campal entre jogadores e torcedores. Hoje, lembrando-me de alguns episódios de pedradas entre torcedores, não sei mesmo como não se tem qualquer registro de feridos graves e de mortes !
Na próxima postagem, valendo-se de algumas lembranças e apontamentos pessoais, vamos lembrar a passagem do Cruzeiro no campeonato sanfelixta.


 
EXPRESSÕES JURÍDICA
Em todas as atividades humanas existe um linguajar específico,próprio,considerado "diferente" naturalmente por estar restrito aos militantes da área. Com os operadores do Direito não é diferente. Você já ouviu falar em imposto em comento? É uma expressão usada em textos tributários, quando o assunto é um imposto do qual se comenta,do qual se fala.
Então,amigos e amigas, comento é o mesmo que comentário. Simples não é mesmo?
 
 
CURIOSIDADES DA BÍBLIA
Os irmãos Recabe e Baaná, depois de mortos, tiveram seus pés e mãos decepadas, conforme está dito no Velho Testamento em II Samuel 4-8 a 12
Macabro não é mesmo?
 
BREVE BIOGRAFIA
Norberto Francisco de Assis
No dia 25 do corrente, completam-se 125 anos da morte de Norberto Francisco de Assis, cachoeirano dos mais ilustres com larga folha de serviço prestado à sua terra natal.
Filho do Comendador Manoel Galdino de Assis (1812-1871, também nascido na Cachoeira,e que,por seus merecimentos,tem a sua fotografia pintada e está,ou deveria estar,no salão nobre da Santa Casa de Misericórdia da Cachoeira), o doutor Norberto exerceu vários cargos públicos em sua terra natal tais como Juiz de Paz, Delegado de Polícia e médico da Santa Casa, atendendo,também,em seu consultório particular os mais necessitados.
Casado com dona Firmina Ribeiro de Assis,o doutor Norberto teve a sua biografia ofuscada pelo a de o seu próprio filho, o advogado Ubaldino de Assis um grande lider político que foi eleito por várias vezes deputado federal. 

 Entre "aspas"
UMA FAMÍLIA TRADICIONAL
Jurema Sapucaia: "A boa noticia è que a Familia Sapucaia através do primo Jaime Sapucaia Bandeira està fazendo uma grande pesquisa sobre a Família Sapucaia em Cachoeira."

MANIFESTAÇÕES DE RUA
Egberto Emilio Souza Melo: "Eu também já não tenho idade nem físico para ficar na linha de frente e enfrentar as porradas, mas espero que as manifestações ocorram pacificamente em todo o pais. O povo precisa mostrar ao mundo que tem voz ativa, que está tomando consciencia e atitudes que num futuro próximo poderar reverter esse quadro negativo do politico brasileiro. Pela Internet sempre procuro divulgar idéias e compartilhar o descontentamento."

PRA CACHOEIRA,NADA ?
Carlos França Melo de Morais
Prezado Erivaldo:
Dei-me ao trabalho de verificar quais os investimentos previstos no chamado PAC das Cidades Históricas.
Na Bahia foram contempladas, dentre outras, Salvador, Itaparica e Maragogipe. Salvo minha miopia não tenha permitido ver direito, para Cachoeira, não está destinado nem um mísero real.
É assim que se preserva e se incentiva turismo?

IDENTIFICANDO FOTO
Cleonice Gonçalves
"Segundo algumas pessoas de Cachoeira, você é o que está de chapéu c/ a camisa branca junto ao rapaz que está ao lado de Bebeu."
Resposta: E não é que sou eu mesmo? Obrigado pela atenção,querida. A foto é da conquista do tri pela seleção cachoeirana.

SOBRADO ANTIGO DE EDUARDO ÁLEM
Bárbara Álem : "Obrigada Seu Erivaldo Brito por sua atenção. é que tinha um sobrado aí na rua do Brega que era de meu pai e nós moramos nele, eu devia ter mais ou menos uns 3 anos de idade mas ainda lembro muito da casa toda, a frente do sobrado é que não tenho mais lembrança, só lembro da grade de ferro nas janelas. O fundo eram dois janelões de frente para o pier (baiana)e tinha uma garagem enorme onde na época meu pai ainda muito novo trabalhava de mecânico. Me lembro dessas coisas. Queria ver uma foto da frente do sobrado eu não sei se ele é o que ainda tá aí de pé ou se é o terreno ao lado. Ah me lembro da última enchente que passamos aí, por volta depois dessa minha avó Maria Alem não nos deixou mais voltar para o sobrado. Lembro tbm que a feira do São João era realizada aí. Lembro um monte de coisas."
Resposta: Eu acredito que tenha alguma foto da Rua 7 de Setembro...vou pesquisar,fique tranquila.

'CAUSOS” VERÍDICOS
Mundão Souza dos Santos : "Primo, faz muito tempo que não me deparava com a palavra "bangolando". Me lembrou a minha infância, no linguajar de mãe, sua tia, Elzelina. Viajei no tempo. Coisas do jornaldeontemhojeesempre.blogs. Só você mesmo Erivaldo Brito. Aguardo ansioso pelas histórias dos Tincoãs, muita gente tem interesse em saber como foi criada esta importante banda e outras coisas relacionadas, da forma que só você sabe contar."
Celeste Aida : "Aí, Erivaldo, excelente matéria para vc publicar: Os Tincoãs!"

Ilka Maciel: "Pois é, Erivaldo, concordo com Cecé, publique sobre os Tincoãs, com certeza, todos nós vamos gostar."
Respostas: Valeu,queridos,pela lembrança. Aguardem.

Nadia Santana escreveu: "Tia Nem,faz uma grande falta,era uma ótima tia, primo"

A MONTANHA DOS 7 ECOS
Jorginho Ramos: "Longe de ser um "marco na filmografia nacional", a gravação do filme "A Montanha dos Sete Ecos" na minha Cachoeira de há cinquenta anos mobilizou a cidade inteira, que teve a pacata rotina bruscamente alterada. Nos meus oito anos via aquela movimentação toda, obviamente sem entender quase nada, mas maravilhado e orgulhoso com a perspectiva de que minha terra ganhava as telas. Alguns adultos, vizinhos e próximos à família, atuavam como figurantes em algumas cenas e passaram de repente a ser vistos por mim quase como "astros de Hollywood". É a magia do cinema, que me encanta desde o ano de 1963. bloghttp://vapordecachoeira.blogspot.com.br/2013/09/os-50-anos-da-filmagem-de-montanha-dos.html"
Antonio Moraes Ribeiro : "Na época da produção do filme tinha apenas 13 anos de idade. Eu me lembro muito bem da movimentação da cidade em torno das filmagens "A Montanha dos Sete Ecos""
André Setaro : "Obrigado pelas preciosas informações, Jorginho Ramos. Vi o filme no Excelsior, que ficava na Praça da Sé, quando a Bahia era uma cidade civilizada sem os transtornos contemporâneos - ou wagnerianos."
Luíz Dias : "Massa, Jorginho Ramos. Entrei em contato com a filha do diretor e ela me informou que o filme está na câmara fria da Embrafilme precisando restaurar. Tentei fazer isso pela ONG Dadá Runhó, mas os cabras emperraram. Até hoje se fala desse filme aqui e da cena em que o personagem de Carlito Muquibão brigava com o personagem de Poporrô. Poporrô ia enfiar uma peixeira em Carlito Muquibão porque na cabeça dele cenas de cinema são reais. O diretor do filme evitou a tempo um assassinato."
João Matos Figueiredo : "Grande lembrança Jorginho Ramos confesso ter esquecido mas me fez relembrar o vai-e-vem de pessoas circulando pela cidade para ver as tomadas de cenas e o movimento do integrantes de filme."

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

DATAS CACHOEIRANAS
Segunda quinzena do mês de setembro

Dia 16 (1961) - O empresário Euvaldo Luz anunciava a instalação de novas máquinas para a moagem do dendê nativo das regiões do São Francisco do Paraguaçu e Santiago do Iguape da fábrica OPALMA. Parece-me que, hoje, infelizmente, tal indústria encontra-se desativada.
Dia 17 (1917) - Depois de uma breve estada em visita oficial, retornava à capital do estado o General Botafogo.
Dia 18 (1966) - Na sede social da Desportiva do Parguaçu, era realizada a apuração do concurso Rainha da Primavera do referido ano. A  Comissão, composta pelos médicos Artur Nunes Marques, Aurelino Seraphin dos Anjos e dos senhores Anarolino Pereira (ex-prefeito), do Coletor Estadual Antônio de Assis Costa e do Engº Orlando Aranha, proclamaram como vencedora a senhorita  Áurea Cortes de Oliveira.
Na foto acimatirada pelo repórter fotográfico,Bernardo,a entrada de a Rainha e Princesas de determinado ano aos salões da Desportiva.
Dia 19 (1949) - O então governador do estado, Otávio Mangabeira, de passagem para a cidade de Cruz das Almas, inspecionava as obras do Marcado Municipal (foto) e calçamento da Praça Maciel.
Dia 20 (1952) - Na quadra esportiva do prédio escolar Montezuma, a Desportiva realizava uma belíssima festa de coroação da Rainha da Primavera daquele ano, a senhorita Hilda Carneiro da Silva Rego.
Dia 21 (1974) - Promovido pelo Setor de Educação Física e Assessoria Municipal de Turismo, dirigido pelo professor Edvaldo Carneiro do Rosário, meu fraternal amigo Carneirinho tinha início a programação dos I Jogos Estudantis do Vale do Paraguaçu.
É uma pena que, com a mudança de governo tal projeto foi esquecido. 
Carneirinho aparece assinalado na foto acima cantando no Coral da Matriz.

Desfile na abertura dos Jogos Estudantis.
 
 Dia 22 (1908) - Os alunos da Escola Complementar da Cachoeira, dirigida pelo professor Deoclécio Silva, fundavam o "Grêmio Escolar, Literário e Recreativo", sendo eleita e empossada a seguinte diretoria:
Presidente: Renato Leite Vilasboas.
Vice: Arlindo Gomes de Araújo
1º Secretário: Antônio J. da Silveira
2º Secretário: Ramiro P. Neto
Tesoureiro: Deoclécio Silva
Procurador: Salustiano L. Vilasboas.
Dia 23 (1960) - Sem as presenças dos candidatos oficiais, era realizado na Praça da Aclamação, o comício em prol das candidaturas do Marechal Teixeira Lott e João Goulart.
Dia 24 (1930) - Despedia-se da cidade da Cachoeira onde deixou largo círculo de amizade e foi delegado de carreira, o advogado Fernando Góes, indo fixar residência na capital do estado.
Fernando Góes, conforme assinalamos em artigo anterior, era acionista do Banco da Bahia, fazendo parte de sua diretoria na qualidade de vice-presidente.
Dia 25 (1950) - Candidato do antigo PSD ao governo do estado, Luiz Régis Pacheco (foto) visitava a Cachoeira em campanha política.
Régis Pacheco elegeu-se governador e, foi substituído algumas vezes pelo presidente da Assembleia do estado, o cachoeirano Augusto Públio Pereira.
Dia 27 (1964) - Pelo campeonato cachoeirano, no antigo campinho da Avenida Ubaldino de Assis, o Flamenguinho vencia o Bahia por 1 a 0 e conquistava a Taça Nely Rocha. 
Dia 28 (1958) - O prefeito Stênio Henrique de Burgos inaugurava o busto do presidente Getúlio Vargas na Praça Dr.Milton, em frente ao prédio dos Correios e Telégrafos.
Dia 30 (1943) - Acompanhado da sua esposa D. Ruth Vilasboas Aleixo, visitava a Cachoeira o General Renato Onofre Pinto Aleixo (1890-1963) então Interventor federal no estado da Bahia.
 

 




 
DICÁRIO
Já no tempo do Império as ruas do Rio de Janeiro estavam sujas. Foi publicado, então, um Edital de Concorrência Pública para cuidar da limpeza que foi ganha por uma firma de um cidadão cujo nome era Aleixo Garry. 
Iniciados os trabalhos, a patuleia apelidou os varredores fardados de " os homens do Garry" o que chegou aos nossos dias como Gari.
Na primeira gestão do prefeito cachoeirano Ariston Mascarenhas, o Ari Chambão, o presidente da Câmara de Vereadores era o professor Adjarva Dias que teve a idéia de a Edilidade cachoeirana reunir-se especialmente nos Dias dos Advogados, Médicos, Enfermeiras etc. Acampamos a idéia. Os Garis cachoeiranos foram homenageados no seu dia, 16 de maio, com um almoço na Gruta Azul (fotos abaixo)
 Na primeira foto aparece o professor Adjarva discursando, e, na segunda eu apareço também lendo a minha mensagem falando sobre a atuação dos homens e mulheres da limpeza pública na comunidade.
DÁ PRA ESCREVER CORRETAMENTE?
A língua portuguesa falada em Portugal não é a mesma que falamos aqui no Brasil. Mas, escrevendo? As regras ortográficas são as mesmas mas, rigorosamente não segue a fonética,senão, "nois inha iscrevê cuma se fala" nos sertões da Bahia. Não si iscreve da manera qui si fala!
Quando desfrutamos de tecnologia avançada, é triste depararmos com absurdos postados que resultaram no fracasso das respostas das questões do vernáculo, uma prova de redação temática e de poucas questões do ENEM.
Vamos colocar algumas dicas de pórtuguês
O TREMA
 O trema era aqueles dois pontinhos que a gente colocava em cima da letra "u" com o objetivo de chamar a atenção que tal letra deveria ser pronunciada como em deliquente, sequestro, tranquilidade, cinquenta, linguiça etc. 
Pelas novas regras ortográficas, o trema não existe mais, foi morto e sepultado mas, o "u" deve ser pronunciado,certo?