quarta-feira, 30 de outubro de 2013


 MAIS CONGRATULAÇÕES

"Parabéns primo! Tudo isto é fruto do seu talento e que dedica seu tempo a informar de forma divertida!"
Renato Queiroz (filho)
"Querido Tio Erivaldo, será um privilégio para todos, e em especial para mim, compartilhar da inventividade e talento que caracterizava o humor pungente e abusado do “Terno das Críticas”. Estou curioso, ouço muitas histórias das famosas e inusitadas pilhérias... Na expectativa!"
João Matos Figueiredo
"Erivaldo Brito, felicito-lhe por ter alcançado os 10 mil acessos ao bloger, isto é bastante significativo graças aos sua dedicação e apreço aos que lhe rodeia. Abraços"
Antonio Moraes Ribeiro escreveu:
"As suas publicações são de extrema importância para os verdadeiros cachoeiranos. Você é um grande guardiã dos fatos históricos de nossa terra.
 Valeu,gente ! E vamos que vamos.


Curiosidades da Bíblia
Nabuciodonosor se notabilizou por ter construído os Jardins da Babilônia. Pessoalmente,segundo Daniel no Capítulo 4 versículo 33, o aludido monarca “teve suas unhas crescidas como as das aves”.
Expressões Jurídicas
Nos processos criminais e nos tribunais, ouvem-se muito a expressão seguinte: “é uma testemunha peitada. Afinal de contas,você sabe do que se trata? Simplesmente de uma testemunha que foi SUBORNADA !

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A historia de Os Tincoãs/6

Nem bem havia começado as gravações, surgiu um pequeno problema: nenhum de nós era filiado à Ordem dos Músicos ! A solução foi rápida e caceteira; filiamo-nos.
As gravações transcorreram normalmente. Os arranjos vocais que fizemos até para músicas inéditas foram elogiadas pelo maestro e por Waldir Azevêdo.
Sugeri para que Heraldo fizesse o solo de “Amargo Regresso” e ele saiu-se muito bem. Além de fazer uma segunda voz muito segura, Heraldo poderia, sim, fazer o solo de outras canções, enquanto eu e Dadinho faríamos algumas variações vocalizadas. Isso não traria nenhum prejuízo, não obstante Dadinho ter mais experiência vez que, era crooner do Conjunto Melódico Parguaçu substituindo Mequinho, um excelente intérprete solo.
Terminado o período das gravações, a Continental concordou em pagar mais um mês de hospedagem no Rio. Pelo valor liberado, (não esqueçam que éramos quatro, contando com o “empresário” Carlinhos Monteiro), tivemos de procurar um hotel mais barato. Fomos parar no Hotel Globo que não era superior ao Colombo do pai de Heraldo. O Hotel Globo ficava na Lapa, local da boémia carioca como continua sendo até hoje. Lembro-me que, junto ao hotel, exista a fábrica da Cervejaria Antárctica.
Monteiro conseguiu dois contratos de breve temporada: o primeiro numa boate que eu não guardei o nome. Ficou apenas um episódio curioso: logo na primeira noite, assim que entramos na boate, Dadinho ficou impressionado com um afro descendente tocando saxofone tenor. Falou espantado para mim: “Magnata (ele gostava de chamar os amigos assim): Não é possível, magnata, aquele cara tá tocando igualzinho ao Bob Fleming !!!!
Deu-se um intervale e ele aproximou-se do músico, um sujeito tranquilão e muito simpático. Dadinho se apressou: “ Rapaz! Eu tenho um disco de um saxofonista americano (foto) que você imita igualzinho!!!
O músico abriu o maior sorriso deixando à mostra uma dentição perfeita, dizendo a seguir: “Sou eu mesmo! Meu nome é Moacir Silva. O meu produtor disse que se eu usasse o meu nome e a minha foto o disco iria encalhar, por isso criou o nome artístico de Bob Fleming. Coisas de brasileiro”.(foto)
O segundo contrato foi para figurarmos num musical tipo chanchada no Teatro Jardel que ficava na Avenida Atlântica em Copacabana.
O diretor musical era o conhecido compositor João Roberto Kely, autor de “Praça Onze”, “Cabeleira do Zezé” e “Se a canoa não virar”, dentre outros sucesso carnavalescos, se bem que, na época, estava estourando nas paradas de sucessos com a música Boato na voz de Elza Soares: “Você foi a mentira que deixou saudade / Todo boato tem um fundo de verdade...”
Kely era um sujeito muito legal. Tornou-se fã de Os Tincoãs. Ria quando eu o achava semelhante fisicamente com o pintor conterrâneo Dante Lamartine. Ele escolheu a música Serenata e fez uma versão para a sua marcha rancho Praça Onze que sei cantar até hoje.
A parte humorística estava a cargo de um comediante famoso, na época: Colé ! Tio de Dedé Santana (do grupo Os Trapalhões), Colé contava piadas e fazia uma paródia abordando temas da atualidade que o público correspondia com sonoras gargalhadas.
Conversei com ele que eu poderia escrever uma introdução para mexer com o emocional da platéia e ele consentiu. Fundamentalmente Colé deveria se apresentar cabisbaixo, trôpego, cara triste...Ao se aproximar do microfone ele deveria falar compassadamente, voz embargada, dizendo que o papel de comediante era muito ingrato, porque nem sempre o que transmitia era o que trazia no seu íntimo. Dizia, então, como corolário o seguinte: “Tenho uma notícia de fôro íntimo para comunicar aos senhores: eu vou cantar!!”
Como tínhamos as manhãs livres, fomos conhecer os pontos turísticos da cidade (foto no Cristo Redentor) 
sem descuidar de arrumar um outro local porque o disco finalmente saiu e a gente passaria a se manter por conta própria. A Continental não moveu uma palha no sentido de marketing. Consideraram que um artista que tem um disco gravado tem as portas abertas para o mercado. Lêdo engano. Se a vida artística fosse fácil desapareceriam os cantores de banheiro.
Mudamo-nos para uma “República” de uma senhora portuguesa na Rua dos Andradas, uma verdadeira Torre de Babel com gente (rapazes) do Brasil todo!
Voltem na próxima! Bom “finde” para todos.


Saudades !
O meu professor Aloísio Souza (Escola Duque de Caxias na ladeira do Monte), dava suas aulas utilizando-se da Crestomatia, um livro grosso, na realidade uma coletânea notável de passagens literárias.
Ele costumava dizer, com exagerada dose de ufanismo, que a palavra "saudade" não tinha concorrente em nenhuma língua do mundo! Há controvérsia, naturalmente.
Se você acessar o Goolge e colocar a palavra "saudade", em fração de segundos vão aparecer na telinha milhares de definições, frases, poemas, o escambau.
O meu caçula e xará Tinho Brito, reclamava pra caramba que nós nunca tínhamos musicalmente feito nada juntos. Bem, eu estou "enferrujado" mas, diante dos apelos (quase escrevi imposição), falei: "Vamos fazer?"  Ele correu, apanhou o violão, feriu um tom e eu comecei a solfejar alguma melodia esquecida num cantinho da minha memória;O tema, qual foi? Isso, isso,isso! Saudade !
 "Saudade, quem ti trouxe aqui ?! / Nas cores da minha aquarela / Dos sonhos que sonhei com ela / Daria um tema de novela / Recordo...tenho guardado na lembrança / Que desde os tempos de criança / O meu amor, foi ela ! "
E por ai vai, galera.
Como saudade não tem uma definição perfeita, porque é um sentimento abstrato que sentimos do passado (ninguém sente saudade do presente e muito menos do futuro), hoje eu acordei com saudades, no plural conforme aparece em letras garfais no título.
Saudades de quê?!  Calma, gente curiosa, vou listar:
- Do bombocado e do aponã de dona Lalu, uma das grandes doceiras da minha infância.
- Do bombom de jenipapo que Jorge da Arara vendia. Não sei se era fabricação própria.
- Do Lero-lero (mingau de tapioca) e da Lambreta (doce de leite) do Bar 7 Portas.
- Do mingau de milho verde de Madá, na porta do mercado municipal, acompanhado de uma lambada de requeijão.
- Do acarajé de Matildes, no passeio do Solis Bar do saudoso Domingão.
- Da feijoada e da maniçoba de dona Loló na parte interna do citado mercado.
- Da moqueca de petitinga de Nair.
- Da casquinha de siri e da carne do sol de dona Lourdes da Gruta Azul.
- Do refresco de cajá do Bar Regina, um especialidade do sempre lembrado amigo professor Renato Queiroz.
- De licor de jenipapo do também saudoso amigo Roque Pinto (foto)
- Do picolé de côco de Nadinho Viramundo.
- Idem, idem de umbú do bar de Brito na Rua da Feira.
- Do pão sovado, das bolachas  Adelina e Paciência da Padaria do Povo de Deoredo Mascarenhas.
- Dos banhos do banheiro do Caquende, depois de dar uma passadinha do Alambique de Edgard Teixeira Rocha.
- Do cheiro de maresia formado pela nebolização das águas do meu Paraguaçu durante as chamadas marés de "malço".
- Do cheiro acre-doce da fábrica Leitalves.
- Do apito do navio Paraguaçu quando apontava na Pedra da Beleia.
- Do filme "Carmen" que eu assisti na inauguração do Cine Glória.
- Dos babas que eu joguei no adro da Igreja do Monte.
- Das piadas e imitações do saudoso Didi da Bahiana.
- Das serenatas que Os Tincoãs faziam quase todos os finais de semana a fim de homenagear as garotas da cidade.
A lista é interminável. Quem vivenciou pode curtir ou partilhar e, naturalmente,acrescentar as suas saudades pessoais.


 
 
Arnol, o cineasta esquecido

Até mesmo os que o conhecia não sabiam que aquele caboclo modesto nascido na Cachoeira e morador na Ponta da Calçada, havia participado como ajudante ou assistente de câmera de filmes famosos como "Barravento" (Gláuber Rocha), "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (Bruno Barreto) "A Tenda dos Milagres" (Nelson Pereira dos Santos) e o premiadíssimo "O Pagador de Promessas" onde ele, inclusive participou como figurante. (Anselmo Duarte)

Foto: Revista Panorama Bahia
Arnol Conceição (foto), de andar malemolente pelas ruas da cidade, portava sempre a sua máquina fotográfica, ávido por encontrar algo digno de registro. 
Vivia de fotografar casamentos, festividades religiosas etc. As primeiras fotos profissionais em cores do meu filho caçula, Tinho Brito, foram tiradas por ele que também colaborava com o jornal A Ordem que eu era diretor e editor.
Arnol era extremamente modesto, não andava "se cartando" porém, tinha a experiência dos grandes diretores da cinematografia nacional e,por isso mesmo, mantinha em sua mente e no seu coração o desejo de produzir o seu próprio filme. Como fazê-lo, enfim, sem os recursos e incentivos que se destinam apenas aos que têm nome consagrado?
"Com uma câmera na mão e uma idéia na cabeça", no dizer de Gláuber Rocha, o nosso conterrâneo partiu para realizar o seu  filme documentário para homenagear o Paraguaçu com o nome de "O Rio da Vida".
Esperava contar com o apôio do governo, da Odebrecht ou qualquer outra empreteira do consórcio ou da própria Desenvale.
Da minha parte, devido ao conhecimento obtido com o mensário Desenvale Notícias
tentei "vender" o projeto de Arnol. Infelizmente estava prestes a mudar o comando da empresa e ele não deve ter conseguido grandes coisas.
Cheguei a ver na residência de Arnol o chamado "copião" do seu filme. Lindas imagens! Quanta sensibilidade !
Hoje, volvidos mais de vinte e cinco anos, pergunto a quem sabe: o filme ficou inconcluso ?  Está no poder de quem? A Votorantim, que está  no controle operacional da barragem de Pedra do Cavalo interessar-se-ia pelo filme que engloba aspectos da construção do complexo?
Acredito que haja tempop, ainda, de se preservar essa obra única de um sonhador, o único cineasta cachoeirano, o meu amigo Arnol Conceição.
Expressões Jurídicas
Com a expansão dos meios de comunicação, muitas das expressões jurídicas tornaram-se tão comuns que quase ninguém desconhece o seu significado.
Outras nomeclaturas, no entanto, até mesmo os operadores do Direito nem se lembram mais.
Você sabe, por exemplo o que é codicilo ?
É um documento particular ou público (passado em Cartório) em que uma pessoa, geralmente sem herdeiros, passa um bem para alguém ou uma instituição, como aconteceu no passado com algumas casas para o patrimônio da Santa Casa de Misericórdia


Curiosidades da Bíblia
Se vocês abrirem a Bíblia em Atos capítulo 11 versículo 26 e capítulo 26 versículo 28 e em Primeira Pedro capítulo 4 versículo 16 vão encontrar em comum a expressão cristão, ou seja, aqueles que seguiam os ensinamentos do Mestre Jesus.
Portanto, o nome CRISTÃO, só aparece na Bíblia três vezes.

 
Expressões  Nordestinas


Esta menina é cuspida e escarrada com a mãe dela!”
Você já ouviu esta expressão? Na realidade, ela apareceu no período colonial, quando muitas peças e estatuetas do mais puro mármore foram importadas da Europa a fim de decorarem as casas dos mais abastados.
As peças era ESCULPIDAS em mármore de CARRARA, cidade italiana da região da Toscana, daí a corruptela da patuleia para CUSPIDA e ESCARRADA. 
 

sábado, 19 de outubro de 2013

OPINIÃO

Horário de Verão

Provavelmente quando você estiver lendo esta nota, já estaremos aqui no Rio vivendo o 38º ano do Horário de Verão. Se para mim não tem lá muitos problemas porque mantenho o hábito saudável de dormir cedo e acordar mais cedo ainda, tenho inveja da minha gente da Bahia, livre de tal imposição governamental que fala de milhões e milhões de economia com a redução da demanda de energia elétrica.
Onde está sendo aplicada, então, a tal de economia ao longo de quase quatro décadas? No incremento de novas técnicas de energia alternativa como a solar e a eólica?
Quando o governador eleito do estado da Bahia Valdir Pires declarou que encerraria a Desenvale, - Companhia de Desenvolvimento do Vale do Paraguaçu-, numa entrevista por ele concedida no Hotel da Vila Residencial, que seria transformado num Hospital Regional, como um dos jornalistas presentes e não como funcionário da estatal em questão, perguntei a ele o seguinte:
Senhor Governador: Com o fechamento da Desenvale, como ficarão as diversas cidades sem representatividade parlamentar e que seriam beneficiadas com outros projetos e não apenas com o barramento das águas do rio Paraguaçu?
Sua excelência respondeu-me que seria ótimo se pudesse criar para cada região uma secretaria específica. Nada mais disse nem lhe foi perguntado.
Então, minha gente, os colegas tiveram de se virar para encontrar vagas em outras secretarias ou aceitar o enganoso Plano de Demissão Voluntária. No meu caso pessoal, ofereceram-me uma oportunidade de fazer um curso na Coelba (empresa de energia elétrica) para ser integrado aos quadros da Embasa (empresa de água e esgoto) para ser um dos operadores da subestação de Pedra do Cavalo (foto). 
 













 Estava deixando o escritório pelo campo, a caneta pelo bastão para fazer manobra mas,por isso mesmo,devido àquele conhecimento, não consigo entender o seguinte: se o sistema de ligar e desligar o sistema elétrico não necessita de operador porque um equipamento o faz quando o sol se põe, nos dias de verão. Sol a pino, logicamente entrará em funcionamento mais tarde. Ou não?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A historia de Os Tincoãs/5

Contrariando o poeta Luiz de Camões que em seu poema épico “Os Lusíadas” asseverou que “navegar era preciso, viver não era preciso” eu precisava era viver para antes navegar naquela travessia oceânica viajando ou melhor, flutuando em mar aberto num navio pequeno.
O meu mal-estar variava entre vômitos e diarreia. Dadinho e Heraldo estavam bem. Monteiro então, acostumado a viajar diariamente na linha Cachoeira/Salvador estava alegre e fagueiro.
Corri para o WC. Cuja porta abria e fechava como aquelas de filme de bang-bang. E eu, aflito, não sabia se segurava as calças, se fechava a porta de filme de caubói...
Ao retornar para a cabine, dentro de alguns minutos apareceu um médico e eu me lembrei de que era portador de uma carta do padre Fernando para ele. Ele abriu o envelope, sorriu para mim e comentou: “Fernando é meu primo!” Então, ele prescreveu uma medicação chamando uma enfermeira. Quase nenhum médico sabe ou quer aplicar injeção ! Da segunda carta estarei me reportando depois

No segundo dia de viagem, embora com a pele na cor de um asiático, tudo transcorria muito bem. Não estava sentindo mais nada, nem mesmo os balanços do navio. Tiramos fotos, apreciamos a beleza do azul do céu juntando-se com o mar, os botos que começaram a acompanhar o navio nadando próximos à proa, afastando-se, depois.
Fundeamos em águas do Rio de Janeiro na madrugada do terceiro dia de viagem. Víamos as luzes da Cidade Maravilhosa brilhando como luzes das árvores do natal. Alguém a bordo informou que estávamos mais próximos de Cabo Frio. Pude aquilatar, então, que o nome justificava-se plenamente. Nunca senti tanto frio na minha vida!
Em terra firme , fomos recebidos por um diretor da Gravadora Continental que nos levou até o luxuoso Grande Hotel São Francisco, que ficava na Rua Visconde de Inhaúma, uma transversal da Avenida Rio Branco, onde ficava o estúdio de gravação da empresa.
O contrato que assinamos previa a gravação anual de um elepê, caso fosse de interesse da gravadora; que a nossa gravação seria através do selo MusiColor; que teríamos alguns músicos já contratados para suporte. A rigor, já havíamos combinado que seria necessário contarmos com um outro músico de cordas (Jacob do bandolim ou Waldir Azevedo), um baixista e um percussionista para tocar bongô e tumbadora. O cavaquinho de Waldir foi o escolhido.

CAPA DO DISCO ORIGINAL

No estúdio, travamos o primeiro contato com Waldir Azevedo. Ele já era um músico consagrado mundialmente, suas músicas, os chorinhos “Delicado” e “Brasileirinho” estouravam nas paradas musicais. Mas ele era uma simpatia de pessoa. Retirou o cavaquinho da capa e começou a fazer aquelas variações maravilhosas de improviso, parecendo que nos acompanhava desde os primeiros ensaios no Hotel Colombo.
O percussionista foi Rubens Bassini, tão bom que, ao término das gravações, viajou para os Estados Unidos para fazer parte da orquestra de Sérgio Mendes.
O diretor artístico era o famoso compositor Braguinha que se assinava “João de Barro”. A minha tia Iazinha que era professora de piano tinha várias partituras com valsas, sambas e marchinhas de carnaval da autoria dele que também é autor da letra de “Carinhoso” em parceria com o mestre Pixinguinha.
Braguinha solfejava uma marcha de sua autoria: “Ô, ô,ô,ô, lancha nova no cais apitou / e a danada da saudade no meu peito já chegou !” Waldir dedilhava “O Passo do Elefantinho”, seu grande sucesso, na época. De repente Braguinha chamou a atenção de Waldir e a minha também, claro, quando lembrou que estava no Maracanã na Copa de 50 e a seleção brasileira aplicou uma goleada na seleção da Espanha. O público de mais de cem mil pessoas, como por encanto, passou a cantar um antigo sucesso carnavalesco dele: “Eu...fui à touradas em Madri...” E ele arrematou: “Waldir, eu estava acompanhado da minha filha e não contive o choro. Chorei convulsivamente. Um sujeito desdentado que estava sentado perto de mim falou zangado: espanhol filho da puta, vai chorar na casa do chapéu!”
De repente chegou o maestro Britinho. Sugeriu a inclusão de “Viagem ao Infinito”, (uma versão de sua autoria), e uma música inédita chamada “Sem Ninguém” de sua autoria com letra de Fernando César. As duas músicas acabaram sendo incluídas no disco.
Estava agendado para aquele dia um encontro com o jornalista cachoeirano e ex-deputado Constituínte Manoel Paulo Filho. Era para ele a segunda carta recomendação que eu levava. Era uma carta feita por Alberto Bastos, antigo correligionário e comerciante do ramo de calçados da Cachoeira.
Paulo Filho, diretor do jornal Correio da Manhã, o mais importante jornal carioca da época, nos recebeu em seu gabinete. Primeiramente quis saber das coisas que estavam acontecendo na Cachoeira, seu amigos (alguns já falecidos), que conheceu o meu pai, Jessé, Totonho Cabeçorra (pai de Dadinho) e seu Aurélio do Colombo,(pai de Heraldo). Também conversou com Monteiro, sobretudo sobre o pai dele, Alvinho Monteiro. Finalmente, disse-nos que estava mandando parte da sua biblioteca através da ferrovia Leste Brasileiro para a biblioteca do Ginásio da Cachoeira. No dia seguinte, o jornal destacava: “Baianos invadem o Rio !” Com fotografia e tudo!
Estamos, já,no “Dia D”. O técnico veio testar o microfone pois um dos canais não estava funcionando. Era apenas um microfone e a gente se posicionava da forma de sempre. Ele comentou que estávamos tão harmonizados que não havia necessidade de aumentar ou diminuir um dos canais.
A música escolhida foi “Meu Último Bolero”. Waldir improvisou a introdução e nós começamos a cantar. O técnico interrompeu dizendo que estava sendo detectado um ruído esquisito: era Monteiro passando as páginas do jornal que ele estava lendo !
Enfim, sem mais interrupções, concluímos a gravação de primeira ! Rapaz...quando nós ouvimos as nossa vozes com aquele acompanhamento ficamos de boca aberta. Não era que a gente tinha mesmo algum talento?

NA FOTO EU APAREÇO DANDO MAL EXEMPLO DE TABAGISTA

Na próxima a gente fala da estada nossa no Rio.
Curiosidades da Bíblia
Homem que é homem não chora! Você já deve ter ouvido tal expressão antes mesmo de ter ouvido o samba “Homem que é homem não chora/quando a mulher vai embora !”
Para quem está pensando que a frase é nova, vamos ver em Apocalípse 5 – 5 que um homem “recebeu ordens para não chorar”.


Expressões Jurídicas
Você naturalmente já ouviu falar em mandado de segurança. Afinal, o que é mandado de segurança? Trata-se de uma ação que qualquer pessoa, seja física ou jurídica pode recorrer a fim de garantir e proteger o chamado “direito líquido e certo”, ou seja, um ato que impede e bloqueia um direito legal do impetrante.

Entre “aspas”
Opinião emitidas pelos amigos deste blogger através de o e-mail  britopatriarca@gmail.com

OS TINCOÃS
Rosa Brito
Beleza! Fica devendo a lenda da Pedra do Cavalo
Aguarde-me,Rosinha.

Celeste Aida Batista Neves
. "Não consigo postar comentário em seu blog, mas li e adorei a origem dos Ticoãns. Não sei se vc sabe , Gerda é prima de tia Mari ( viúva de tio Clóvis). Fico impressionada com a riqueza de nomes, detalhes, memória fantástica essa sua! Bjs"
Utilize,por favor o meu e-mail: britopatriarca@gmail.com
Muito obrigado por tudo,prima

Bárbara Álem
"Não consigo postar comentário em seu..."
Faça-o através do meu e-mail. Consegui uma foto de uma enchente onde aparece o seu sobrado.Na próxima semana postarei na sua página.

Ilka Maciel
"Não consigo postar comentário em seu..."
Prima: faça-o através do e-mail que publicamos acima.Beijos

Lourival Augusto de Santana escreveu: "Esses deixaram saudades!"


Mundão Souza dos Santos
"São os laços familiares que nortearam minha história nas artes, muito me orgulha ter como primo Erivaldo Brito, que fundou o grupo e que tem uma importância muito grande para a música afro brasileira."

Luíz Dias escreveu: "Muito legal mesmo, Erivaldo Brito."

ALIANÇA DA MARINA
Mundão Souza dos Santos
"Marina hoje é amiga e elogiada por Ronaldo Caiado do Democratas de Goiás líder dos ruralistas no congresso e faz parte do mesmo projeto político."

GRUTA AZUL
Luís Paulo Pinto
"Fantástico! Seu Erivaldo é uma enciclopédia viva de Cachoeira! Valeu Rodrigo!!!"

Fábio Costa
Grande Erivaldo, Saudações soteropolitanas!!
O referido e saudoso Gruta Azul continua funcionando! E a todo vapor! Hoje quem toma conta é um dos filhos do Sr. Alexandre!
Abraço
!
Valeu,amigo! Bom “finde” !

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

CAUSOS' VERÍDICOS

                             O bicho vai pegar !
ERIVALDO BRITO


Já está cientificamente comprovado que, à partir dos quatro anos de idade, mais ou menos, a criança passa instintivamente a se tocar. É a “descoberta” do sexo, do fogo e da paixão tão necessários para a reprodução da espécie humana. Nada mais natural, portanto.
No Antigo Testamento, vamos encontrar um sujeito chamado Onã. Ele desobedeceu a lei estabelecida para engravidar a sua esposa, Tamar. O que fez Onã? Preferiu derramar o seu sémen no chão ! Como castigo foi eliminado por Deus por haver se masturbado!
Daí em diante, turma, ao longo dos séculos, apareceram os bissexuais, heterossexuais, as garotas que preferem e adoram juntar o velcro, os que adoram injeções a fim de levar picada, as taras inimagináveis e os zeófilos dos quais a gente vai se ocupar no presente “causo” Antes, porém, vejamos algumas anomalias:
O jornal inglês Daily Mirror escreveu sobre um sujeito que teve o pénis sugado por um cano de aspirador de pó! Já um outro tarado fez uso da torradeira da casa e o piu-piu virou frango à passarinha!
Agora vejam que cara de pau; quando foi socorrido pelo médico, ele alegou que a esposa dele era “fria”, então, ele resolveu se engraçar com a referida torradeira a fim de fazer saliência e a chapa esquentou, literalmente.
Outro jornal sensacionalista britânico, o Dail Mail, publicou recentemente a notícia de um crime cometido por um tal Johan Clinton que matou a própria esposa porque ela zoou o tamanho do seu bilau!
Já que falamos de zoar, de zoação, vamos no ater em casos de zeófilos, ou seja, aqueles que fazem sexo com animais. O assunto foi tema, inclusive, de um Globo Repórter onde apareceu gente de ambos os sexos que sentem atração sexual por animais, notadamente mulheres com seus cães “treinados” para tal mister. Gente nova e idosas, também. Na aludida reportagem, alguns entrevistados disseram que optam por animais mortos ! Crendeuspadi !
Recentemente no “Feice”, quando postamos uma foto da Igreja do Amparo que foi demolida, um amigo confessou que, quando era menino, usava as ruínas do referido templo como local de encontro para um tórrido romance com uma cabra que era “de propriedade de dona Paulina, mãe de Alfredo Mão de Onça”.
Esse amigo garante que bichinha não era fiel a ninguém, que outros meninos da época também se davam bem com ela.


Outro caso de zeofilia aconteceu com um saudoso amigo. Por óbvios motivos a sua identidade não será revelada.
Primeiramente ele se deu mal ao tentar um vuco-vuco com uma mula. A suplicante usou o orifício onde se expelem os excrementos para dar-lhe um banho de merda ! O fato felizmente não chegou ao conhecimento da galera.
Logo depois da primeira frustração ele conheceu uma galinha que se “insinuava” para ele, confundindo-o naturalmente com um galo.
Certo dia, estando em casa sozinho resolveu atacar a penosa sexualmente e,de novo se deu mal. Ela prendeu o pinto dele no uropígio dela. Doía pra caramba. Não deu pra ele segurar. Ele correu do quintal e entrou em casa no exato momento em que mãe chegava da feira. E ele gritava:
  • Ai, meu pinto! Ai, meu pinto! Tira, gente! Tira!
A infiel mulher do galo, -acreditem-, sobreviveu embora apresentasse visíveis sinais de estrangulamento, tendo de passar por intenso tratamento pois tinha pintinhos pra criar! Nãoa deu ruim pra ele porque não foi efetuado o competente exame de corpo de delito mas, o nosso personagem ganhou o apelido, a alcunha que o acompanhou durante toda a sua vida: Enoque Piu-piu !
Relembrando: O nome do personagem é fictício, gente.
MEMÓRIA
Restaurante Gruta Azul
Desde tempos remotos, quando a Cachoeira era uma das – senão a principal – porta de entrada para a capital do estado da Bahia através da via fluvial, já corria a fama da excelência da sua culinária, da variedade do cardápio. Funcionavam na Heroica os irmãos Bouzas, Marietta Pelegrini, dona Lulu, Nair, dona Loló e a Gruta Azul, fundada pelo muritibano Alexandre Dias no dia 30 de Outubro de 1962, há 51 anos passados, portanto.
O saudoso amigo Alexandre veio para a Cachoeira trabalhar no Posto Texaco. Casado com a cachoeierana dona Lourdes, a grande responsável pela qualidade das iguarias que fizeram a fama do restaurante alliada ao tratamento dispensado por Alexandre e seus filhos. Negócio de família, ambiente familiar.
Quando da passagem dos 25 anos de fundação da Gruta, Alexandre falou assim para mim que dirigia o jornal A Otrdem:
Quando inaugurei a Gruta Azul, eram duas portinhas e apenas quatro mesas! O sucesso do meu negócio se deve ao atendimento e a comidinha caseira feita pela minha mulher”. Não foi o que a gente disse?
Devido à demanda, a Gruta inaugurou um barzinho onde se serviam além da tradicional cerveja uma especiaria da casa, uma espécie de ponche chamado de “Boa Morte”, espetinho de petitinga e carne do sol como tira gosto.
Não sei se já contei em livro mas tem um “causo” que aconteceu certo domingo naquele barzinho da Gruta envolvendo o saudoso Walter Gavazza. Foi o seguinte: Gavazza estava calmamente tomando sua cervejinha quando apareceu uma autoridade local famosa em chegar em qualquer roda sem ser chamado, tomar bons copos de cerveja e, sem a menor cerimonia, puxar o carro sem ao menos dividir as despesas.
Então, estava Gavazza a degustar um pratinho de carne de sol e tomando sua cervejinha quando apareceu o dito cujo. Sem a menor cerimonia falou para Alexandre:
  • Alexandre, traga um copo para mim !
  • E mais adiante:
  • - Alexandre mais duas cervejas e um espetinho !
Gavazza permaneceu calado. De repente levantou-se dizendo :
  • Alexandre, a conta quem vai pagar é este escopeteiro !
E,com dedo em riste falou zangado:
  • Comigo você se fo...

    Num almoço na Gruta Azul, o imortal Pedro Calmon e o então Governador Edwaldo Brandão. Alexandre aparece em pé e,mais atrás.eu apareço.
    Cachoeiranos: durante décadas a Gruta Azul não apenas divulgava a culinária baiana.; era uma das atrações da cidade da Cachoeira. Ali era frequantado ou lá aestiveram governadores do estado, embaixadores, intelectuais, deputados, artistas globais e até membros da família Orleans e Bragança da árvore genealógica dos imperadores do Brasil.
Realmente não sei se a Gruta permanece funciionando. Faço o registro para a memória da cidade. Parabéns Gruta Azul !

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Datas Cachoeiranas
Segundo semestre do mês de Outubro

Dia 16 (1977) – Na sede social do Rotary, era fundado o Interec Clube de S. Félix/Cachoeira, cuja finalidade precípua seria a de prestar serviços às duas coletividades.

Algum leitor rotariano pode dizer-me se ainda existe?
Dia 17 (1951) – Visitava a sua terra natal, o ilustre cachoeirano Dom Antônio Mendonça Monteiro, sendo alvo de as mais significativas homenagens.
Anos depois, sendo Vigário da Paróquia o padre Fernando Carneiro, o ilustre prelado foi homenageado com o seu nome no Ambulatório e Escola Paroquial.
Dia 18 (1698) – Não foi na Ponta da Calçada,e,sim, nos Currais Velho (atual Marechal Floriano), a implantação do primeiro matadouro da cidade.
Dia 19 (1923) – Há 90 anos passados, o diretório do Partido Republicano Democrático da Cachoeira escolhia a seguinte chapa para concorrer às eleições:
Dr.Inocêncio de Almeida Boaventura (Intendente, cargo atual de Prefeito).
Ricardo Vieira Pereira, Eloi Bispo dos Santos, Salvador Rodrigues Gomes e Joviniano de Souza Machado (Membros do Conselho, atual Vereadores).
José Ramiro das Chagas, João Câncio Torres e Thomé de Oliveira Passos (Juiz de Paz).
A referida chapa foi a vitoriosa.
O prefeito Dr.Inocêncio de Almeida Boaventura veio a falecer em plena sessão solene do 25 de Junho. Levantou-se bradando “Viva a Cachoeira!” e foi fulminado com um enfarto.
Dia 20 (1951) – A Viação Férrea Federal Leste Brasileiro inaugurava o Auto-motriz ligando a Cachoeira à capital do estado.
Apesar dos atrasos, o Auto_motriz podia ser considerado um avanço uma vez que, as viagens via fluvial gastavam em média seis horas.
Dia 21 (1944) – Visitava a Cachoeira o Capitão de Fragata que chefia os portos de todo o estado.
O Capitão Nereu, em companhia da sua esposa dona Noemí Correia, foram recepcionados com um lauto banquete na sede do Rotary, sendo saudados pelo advogado e professor Nelson Silva.
Dia 22 (1967) – Era instalada na Vila de Belém da Cachoeira a CIMPASA, indústria voltada à fabricação e comercialização da farinha.
Tal empreendimento estava fadado ao fracasso uma vez que, a empresa não possuía terreno para o próprio plantio e cultivo da mandioca, dependendo exclusivamente da compra direta aos produtores. Um grave erro estrutural e falta de planejamento,portanto.
Dia 23 (1931) – O jornalista Augusto de Azevêdo Luz,(foto) em sua residência, fundava o Clube de Tênis Cachoeira sendo eleita uma diretoria cujo presidente era o médico Augusto Públio Pereira.

Dia 24 (1928) – O então governador do estado Vital Henrique Batista Soares contratava o consagrado pintor carioca Antonio Diogo da Silva Parreiras para retratar num quadro “o primeiro passo para a independência da Bahia” que presentemente se encontra no Palácio do Governo.
O quadro que se encontra na Câmara de Vereadores da Cachoeira é o chamado “estudo” podendo ser observado alguns “descuidos” como na anatomia de alguns personagens que, se arriassem os braços, as mãos se arrastariam no chão!
A gente observa também alguns erros históricos como a falta do sino na parte central em cima do telhado do prédio como nas prefeituras de Santo Amaro e Maragojipe, por exemplo, e, também, o desequilíbrio estético causado pelo fechamento de um dos arcos para aproveitamento da área.
Possivelmente em nos idos de 1822 não haviam sido feita, ainda, tais transformações.
O AUTOR DESTAS NOTAS DISCURSANDO NO DIA 13 DE MARÇO DE UM ANO QUALQUER
Dia 25 (1914) – Era inaugurado a Empresa Aquária da Cachoeira cujo controle acionário pertence atualmente à Embasa.

HERÁCLITO GUERREIRO
Dia 26 (1942) – Em benefício da Matriz de São Bartolomeu da cidade de Mareagojipe, era realizado no palco do Cine Teatro Cachoeirano a opereta intitulada “Iris” de autoria do consagrado poeta, compositor e maestro maragojipano Heráclito Paraguaçu Guerreiro.
Dia 27 (1935) – No salão do antigo Tiro de Guerra 499, que funcionava num sobrado na rua Ruy Barbosa (antiga Rua das Lojas) as alunas das professoras Amélia e Stela Fróes, realizavam uma bem concorrida audição de piano.
Dia 28 (1935) – Era fundado o Sindicato dos Empregados no Comércio da Cachoeira, tendo sido escolhido o comerciário Alberto Reis Gonçalves da Silva para ser o presidente.
Dia 29 (1978) – Com uma imponente procissão encerravam-se os festejos daquele ano em honra à Padroeira da Cachoeira, Nossa Senhora do Rosário, cujo juizado foi confiado ao pecuarista e diretor da Odebrech Benedito Dourado da Luz.
Na história de Os Tincoãs, vamos relembrar a Gincana, o show do trio naquela noite de domingo comigo no palanque.
Foi do então vereador Mamede Dayube a Indicação 15/87 transformada em lei,que decreta o dia 7 de Outubro como feriado municipal.
Eu tenho uma lista incompleta de Juizes e Juizas das festividades da Padroeira. Segue abaixo para quem interessar possa e queira completá-la. Aliás, no ano 2000, publicamos uma lista de Oradores do 25 de Junho que não foi atualizada porém usada sem dar-me o crédito.
Arnaldo Guimarães (1916), Joaquim Falcão e Celeste Bastos Motta (1930), Manoel Mateus Ferreira e Aderlinda Chagas (1933), Ursecino Antonio dos Santos e Regina Vacarezza(1936), Nelson Silva e Zulmira Pereira Dias Lima(1937), Anarolino Teodoro Pereira e Helena Lanat Pedreira(1938),Aurino Longuinhos e Noemia Rodemberg Ferreira(1939), Eduardo Ribeiro e Deralvina Vieira Lopes(1940), Salvador da Rocha Passos e Laura Oliveira Pimentel(1941), Gustavo Fraga(1942), Asclepíades Ataíde e Eloísa Lopes Silva(1943), Virgílio Elísio da Costa e Leonina Conceição(1948), Augusto Públio Pereira e sua digníssima esposa(1949),Irmandade de N.S.do Rosário (1950),Stênio Henrique de Burgos e Argeu Brayner (1951), Osvaldo Côrtes de Oliveira e Anna Costa Ferreira Mota(1952), Evandro Guimarães e Maria José da Costa Magalhães(1953),Fernando Peixoto Pereira e Noélia Actis Pereira(1957),Stênio Burgos(1958), Comissão composta por Aurelino Ribeiro,Laudilio Melo e Ursulina Luz (1959/1960), Manoel da Silva Lobo e Elizabete Martins Brow(1961),Geraldo Pedreira e Josina Santos Marques(1962), Uba\ldo Marques Porto e Nailda Santos Oliveira (1964), Carlos Melo e Vilma Bastos (1965),José Mascarenhas e Rosa Pereira Levita (1968), Edwaldo brandão Correia e esposa(1969), Mobnsenhor Fernando Carneiro e Comissão(1970),Ariston Mascarenhas e Maria da Costa Rodrigues(1971).
No ano de 1956 não foi realizada a festa porque a matriz estava em obras.
Dia 30 (1938) – Jogando com apenas nove jogadores, o Simpatia Futebol Clube derrotava o então líder invicto do campeonato cachoeirano o Ipiranga por 3 tentos a 2 !
Dia 31 (1965) – No distrito do Capoeiruçu falecia naquela data o tenente Clemente José Macêdo, chefe da Regional do Trânsito local.
Macedo era devoto de Cosme e Damião e todos os anos a sua casa (uma chácara,na verdade) situada no Virador se enchia de gente para comer o suculento caruru.
Foi ele, Clemente José de Macedo (na foto,ao centro,fardado de branco) o idealizador e fundador da pequena ermida hoje transformada na Igreja Brasileira no alto do Cucui.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A historia de Os Tincoãs/4

Fomos,então,ao encontro do "mangangão" da região Norte/Nordeste da Gravadora Continental na loja de electrodomésticos e discos do amigo Antônio Mendes, no Pelourinho,em Salvador.
Após as apresentações de praxe, sem mais delongas, pegamos os instrumentos para mostrar a nossa arte. Ele ouvia silente. De repente a loja se encheu de gente, gente que prestigiava a cada música com aplausos generosos. De repente ouvi entre os presentes um sujeito falando para o outro: “Já vi estes rapazes cantando na televisão!” O outro respondeu: “Os meninos são bons meu chapa!”
O "mangangão"se pronunciou,finalmente: “Gostei,Mendes!”
Depois da apresentação, na conversa, ficamos sabendo das regras da gravadora: hospedagem no Rio enquanto durassem as gravações; o percentual sobre a vendagem dos discos: escolha de mais alguns músicos para nos acompanhar na gravação; os boleros teriam de ser na versão em português e preferencialmente inéditas; as passagens de ida e volta teriam de ser por nossa conta,e,finalmente,teríamos de levar umas trinta músicas para que o Diretor Artístico fizesse a opção das “mais vendáveis comercialmente”.
Na realidade caríssimos leitores, o repertório do trio não alcançavam as 12 de um elepê normal àquela época. Partimos para a luta, mesmo porque, dois dias depois que retornamos à Cachoeira,recebemos o comunicado de que deveríamos estar no Rio na segunda quinzena do mês de agosto. Faltava um mês,exato!
A notícia da viagem para o Rio e a gravação de um disco passou a ser o assunto que toda a cidade comentava: “Rapaz, Os Tincoãs vão viajar para o Rio de Janeiro e vão gravar um disco!”
Então,platéia,houve uma espécie de mobilização geral. O gerente do Cine Glória, Osmundo Araújo autorizou a realização de um matinal com a renda para o trio, a Desportiva do Paraguaçu realizou um bingo dançaante cuja renda auferida foi de dois mil e tantos cruzeiros antigos.
Com toda a diretoria e falange feminina reunida reverenciando Os Tincoãs, Dadinho, que teve sua proposta de sócio recusada pelo clube, pode compreender que, expressar o seu sentimento cantando, era a única forma de quebrar barreiras impostas pelo preconceito racial.
Conseguimos alguns contratos para os fins de semana, além da TV Itapoan. Na boate Anjo Azul, cujo gerente era um cachoeirano, conheci Evandro Castro Lima, baiano conhecido nacionalmente porque participava dos bailes do Municipal com fantasias de luxo. Era homossexual assumido mas,segundo diziam,era bom de briga. Foi lembrado, inclusive que, em dias passados, ele havia passado pela boate e não pode entrar. A alegação era que 'a boate estava reservada exclusivamente para os marinheiros norteamericanos comemorrem o Dia da Independêwncia deles”, Evandro entrou na marra. Convidado para sair recusou e o pau comeu! Evandro cobriu a porrada na marujada!
A direção da Leitalves estava promovendo uma campanha de marketing a fim de popularizar as cigarrilhas por ela produzidas. O presidente era, também, presideente da Navegação Bahiana. Os Tincoãs foram contratados para participar de dois programas. Ganhamos as passagens de graça no navio José Marcelino que fazia a linha Salvador/Rio de Janeiro.
Naquele tempo, a viagem de navio era a mais confortável, durava “apenas” três dias! Ah, e de ônibus? No mínimo uma semana enfrentando uma estrada esburacada e poeirenta. Vamos, então, de navio, porque já disse o poeta que navegar era ´preciso!
Eu pretendia pedir demissão do meu trabalho da prefeitura no último momento. Na ocasião estava como Escrivão Ad-hoc. O delegado era o ferroviáriio aposentado Ursulino Bras, um homem simples e de coração bondoso. Gostava de usar a palavra “celeuma”, uma espécie de bordão,sobretudo quando surgiam querelas e briguinhas de vizinhos.
Quando fui para o ensaio, Dadinho me chamou no fundo do Expresso onde ele trabalhava para me dizer que, na noite anterior, ele e Heraldo ao passarem pelo brega, acabaram se metendo numa confusão. Acontece que o sujeito foi à delegacia e deu queixa. Não poderiam deixar de comparecer.
Quando eu cheguei nà delegacia eles já se encontravam por lá. Inclusive o queixoso.
Entrei na sala e fiquei esperando o delegado que não demorou. Chegou mascando o seu inseparável charuto e me cumprimentou: “Então seu Escrivão, o senhor vai nos deixar né mesmo? Soube que o trio que você canta com o filho de Totonho Cabeçorra e seu Aurélio do Colombo vai pro Rio. Rapaz... Jessé (meu pai) ía ficar orgulhoso de você”.
Eu disse que os dois estavam na antessala juntamente com um queixoso. “Queixose de quê?” ele perguntou. Então ordenou que entrassem na sua sala enquanto eu limpava a barra dos dois amigos: “Sabe seu delegado; muita gente pensa que a gente aqui fica enfiando peido em cordão, que aqui não se trabalha, qualquer besteirinha trazem pra delegacia!” Ele ouvia calado com o charuto apagado rodando na boca. Lembrei-me da palavra chave: “Qualquer coisinha e ficam arrumando celeuma!” O homem deu um pulo da cadeira e, com dedo em riste foi pra cima do queixoso: “O senhor está criando celeuma? Tá criando celeuma?” E concluiu: “Os dois rapazes podem ir embora e o senhor fica aqui de molho para aprender a não criar celeuma!”
Estamos, já, no início do mês de agôsto. Das musicas vocalizadas e com arranjo se não estou enganado, tínhamos “Tu me acostumaste”, “Serenata”,”Adeus Amor”, “Amargo Regresso”, “Sabe Deus”... Ah, eu tinha escrito uma letra para “Le Lac de Come” e sabia uma versão feita para o “Nocturne de Chopin – Op 9 n° 2” Ambas não foram gravadas. Ultimamos o cha-cha-cha “Lua de Mel em `Porto Rico” e a versão de “Meu último bolero” com a providencial ajuda do fotógrafo Manolo.
Naquela ocasião o trio Los Panchos lançou um bolero muito bonito chamado “La hiedra”:
Passaro desde aquel ayer/Ya tantos años/Dejaron en sus gris correr/Mil desengaños/ Mas cuando quiero recordar nuetro pasado/Te siento cual lá hiedra ligada a mi.../Y asi hasta la eternidad te sentirê”...
A letra,enfim,era de facílima tradução. O que pegava era a tal de la hiedra. Que diabo seria la hiedra? Não tínhamos as facilidades da Internet de hoje. Heraldo pediu socorro ao espanhol Araújo, casado com uma tia sua . No ensaio ele surgiu com a novidade: “Araújo disse que era uma espécie de viado!” Cai na gargalhada e cantei a versão: “mas quando quero recordar nosso passado, te sinto como um viado!!!”
Hiedra é a nossa conhecida “Era”, uma planta trepadeira.
Finalmente, galera, chegou o grande dia. Na véspera saimos da Cachoeira porque tínhamos, ainda, uma aapresentação da TV Itapoan.
Depois do programa um Opala do ano nos aguardava, na Federação, para uma apresentação na mansão de Agenor Pita Lima que explorava o jogo do bicho em Salvador. Acompanhava o trio uma rencada de cachoeiranos que sempre aparecia onde quer que a gente se apresentasse.
OS TINCOÃS VIAJANDO PARA O RIO
Na mansão de Pita Lima estava a linda moça chamada Ylma Gusmão que tentava a vida artística. Já havia se apresentado inclusive na parça Inácio Tosta em São Félix,num evento em frente ao Bar Antartica. Tinha beleza para ser atriz de telenovela mas, não existia.ainda,novela na televisão.
Não sei quanto foi a contribuição que Agenor Pita Lima deu para ajudar-nos na viagem.
Dia seis de agosto de 1961, o “José Marcelino” deixava o cais de Salvador com destino ao Rio de Janeiro (foto)
Rapaz, o mar tava brabo! Seria uma festa para os surfistas atuais.Só em pensar enquanto estou digitanto cheguei a ficar mareado! Vou tomar uma aguinha. Não é vapt! Vupt! Mas a gente volta.
Bom “finde” e obrigado por acompanhar a noss história.