quinta-feira, 17 de outubro de 2013

MEMÓRIA
Restaurante Gruta Azul
Desde tempos remotos, quando a Cachoeira era uma das – senão a principal – porta de entrada para a capital do estado da Bahia através da via fluvial, já corria a fama da excelência da sua culinária, da variedade do cardápio. Funcionavam na Heroica os irmãos Bouzas, Marietta Pelegrini, dona Lulu, Nair, dona Loló e a Gruta Azul, fundada pelo muritibano Alexandre Dias no dia 30 de Outubro de 1962, há 51 anos passados, portanto.
O saudoso amigo Alexandre veio para a Cachoeira trabalhar no Posto Texaco. Casado com a cachoeierana dona Lourdes, a grande responsável pela qualidade das iguarias que fizeram a fama do restaurante alliada ao tratamento dispensado por Alexandre e seus filhos. Negócio de família, ambiente familiar.
Quando da passagem dos 25 anos de fundação da Gruta, Alexandre falou assim para mim que dirigia o jornal A Otrdem:
Quando inaugurei a Gruta Azul, eram duas portinhas e apenas quatro mesas! O sucesso do meu negócio se deve ao atendimento e a comidinha caseira feita pela minha mulher”. Não foi o que a gente disse?
Devido à demanda, a Gruta inaugurou um barzinho onde se serviam além da tradicional cerveja uma especiaria da casa, uma espécie de ponche chamado de “Boa Morte”, espetinho de petitinga e carne do sol como tira gosto.
Não sei se já contei em livro mas tem um “causo” que aconteceu certo domingo naquele barzinho da Gruta envolvendo o saudoso Walter Gavazza. Foi o seguinte: Gavazza estava calmamente tomando sua cervejinha quando apareceu uma autoridade local famosa em chegar em qualquer roda sem ser chamado, tomar bons copos de cerveja e, sem a menor cerimonia, puxar o carro sem ao menos dividir as despesas.
Então, estava Gavazza a degustar um pratinho de carne de sol e tomando sua cervejinha quando apareceu o dito cujo. Sem a menor cerimonia falou para Alexandre:
  • Alexandre, traga um copo para mim !
  • E mais adiante:
  • - Alexandre mais duas cervejas e um espetinho !
Gavazza permaneceu calado. De repente levantou-se dizendo :
  • Alexandre, a conta quem vai pagar é este escopeteiro !
E,com dedo em riste falou zangado:
  • Comigo você se fo...

    Num almoço na Gruta Azul, o imortal Pedro Calmon e o então Governador Edwaldo Brandão. Alexandre aparece em pé e,mais atrás.eu apareço.
    Cachoeiranos: durante décadas a Gruta Azul não apenas divulgava a culinária baiana.; era uma das atrações da cidade da Cachoeira. Ali era frequantado ou lá aestiveram governadores do estado, embaixadores, intelectuais, deputados, artistas globais e até membros da família Orleans e Bragança da árvore genealógica dos imperadores do Brasil.
Realmente não sei se a Gruta permanece funciionando. Faço o registro para a memória da cidade. Parabéns Gruta Azul !

2 comentários:

  1. Grande Erivaldo, Saudações soteropolitanas!!
    O referido e saudoso Gruta Azul continua funcionando! E a todo vapor! Hoje quem toma conta é um dos filhos do Sr. Alexandre!
    Abraço!

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  2. Alexandre, meu grande amigo, trabalhou para Caboclo Sala(ou Lindolfo)

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