sábado, 30 de novembro de 2013

Datas Cachoeiranas
 
Fatos ocorridos no passado durante a primeira quinzena do mês de dezembro que nós vivenciamos ou lemos em algum jornal:
Dia 01 (1935) Era inaugurada na rua Ruy Barbosa, antiga Rua das Lojas, uma agência especializada em conserto e venda de máquinas de costura cujo proprietário era o senhor Afonso António Ferreira.
Dia 02 (1956) – O Cruzeiro Cachoeirano, disputando o campeonato sanfelixta onde era filiado, conseguia espetacular vitória de 4 a 3 sobre o Ferroviário após estar perdendo por 3 a 0, Os gols cachoeirano foram marcados por Alírio (dois), Futrica e Vaduca.
Dia 03 (1956) – Avolumaram-se as águas do rio Paraguaçu que invadiram as ruas da cidade, causando estragos de sempre enquanto a garotada (foto) se diverte alheia aos prejuízos.
À esquerda da foto aparece a ruína da casa que os antigos diziam que morava Joãozinho da Goméia,seguindo-se a residência do deputado Augusto Públio. Na janela do sobrado, o adovogado Furtunato Dórea.
Dia 04 (1907) – A filarmónica Minerva Cachoeirana anunciava através da imprensa local a chegada do novo fardamento vindo da Europa. Que luxo, hein?
Dia 05 (1969) – Encontrava-se armado na praça Maciel o Circo Berlim apresentando um espetáculo variado que vinha agradando ao público.
Dia 06 (1989) – O velho e incansável jornalista Felisberto Gomes (foto abaixo), anunciava não ser mais possível continuar mantendo em circulação o semanário A Cachoeira, que teve sua última edição (a de número 2.603) em 1º de novembro.
A Cachoeira era de propriedade da família Vacarezza e sua redação era na Rua Virgílio Damásio, tendo como dirigente o doutor Augusto Públio. Do corpo redacional ao longo dos anos, destacamos as figuras do doutor Artur Marques, Augusto de Azevedo Luz, Durval Cajazeira, Francisco Andrade de Carvalho, António Loureiro de Brito (Jessé) e Sapucaia Sobrinho.
A Felisberto, carinhosamente chamado de Briô, não obstante alguns deslizes tidos como “politicamente incorretos”,deve-se-lhe a Cachoeira e os cachoeiranos a tenacidade de manter um jornal deficitário durante mais de 30 anos, fazendo história, registrando fatos, nascimentos, casamentos, batizados, falecimentos etc.

Merecia, sem qualquer sombra de dúvidas, figurar no rol dos cachoeiranos ilustres.
Dia 07 (1931) – O cidadão Eduardo Santos, morador do Caquende, em plena via pública, atirou contra o próprio peito suicidando-se. Os motivos permaneceram desconhecidos.
Dia 08 (1961) – Era inaugurado festivamente um coreto no adro da igreja de N.S. Da Conceição do Monte. A minha turma ficou desolada. O local era a nossa área de lazer onde jogávamos os nossos babas ! Registro o fato ainda com uma certa decepção mesmo volvidos tantos anos.
Dia 09 (1851) – Nascia na Cachoeira Renério Martins Ramos, empresário, exportador de fumo e grande capitalista.
Quando ele faleceu, na Europa, deixou parte de sua fortuna para a sua terra natal o que foi anulado pela sua viúva, uma francesa, e pelos bons advogados que ela constituiu.
Há alguns anos passados debrucei-me pesquisando em jornais da época a fim de entender sobre o caso, mas alguns pontos ficaram obscuros até pelo meu desconhecimento das leis internacionais da época.
Dia 10 (1972) – Fazendo a sua estreia no 15º Torneio Intermunicipal de Futebol, a seleção cachoeirana goleava a de Nazaré das Farinhas por quatro a zero.
Dia 11 (1936) – O Instituto de Música da Bahia, secção da Cachoeira, dirigido pelas professoras Amélia Fróes e sua filha Stela, realizavam nos salões da Desportiva do Paraguaçu novos exames do alunado.
Dia 12 (1948) – No prédio da antiga,Escola Industrial da Cachoeira (foto),era criada a Cooperativa do Ginásio da Cachoeira, sendo eleito presidente o Dr. Marques.
Dia 13 (1921) – As chuvas de verão nas regiões onde se localizam os tributários do rio Paraguaçu constituem num longo histórico de enchentes que de certa forma contribuíram para a decadência económica da cidade.
Dia 14 (1920) – Era aprovada a planta da rede telefónica ligando Cachoeira à capital do estado e as cidades de São Félix, Santo Amaro da Purificação e São Francisco do Conde.. Um enorme progresso, na época.
 












Dia 15 (1915) Infelizmente temos novo registro de grande cheia do rio Paraguaçu causando grandes prejuízos à fábrica de tecidos São Carlos. Anos depois, seria instalada ali a fábrica de papéis e papelão Tororó.

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