sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Datas Cachoeiranas

Segunda quinzena do mês de dezembro em curso:
Dia 16 (1952) - Registramos mais uma calamitosa enchente do rio Paraguaçu e a patuleia, como sempre, passando o maior perrengue. 


O navio "Porto Seguro" atracado na ponte
 





Dia 17 (1967) – O selecionado cachoeirano de futebol amador, dava início a uma caminhada vitoriosa que o levaria a conquistar a hegemonia estadual com vários títulos conquistados conforme contaremos em nossa memória sobre o futebol na querida terra natal.
O jogo foi realizado em Maragojipe contra a seleção local, uma boa seleção,por sinal. O jogo estava desfavorável aos cachoeiranos que perdiam por 2 a 0, gols de Chiquinho e Renato. A reação cachoeirana veio com gols de Zé Fernandes,Tião e Kid.
O juiz da partida designado pela Federação foi o cachoeirano Mourivaldo Cajazeira Batista, o popular Mouri. A torcida local atribuiu a ele a derrota e o pau comeu!
Dia 18 (1910) – Mais uma grande cheia do rio Paraguaçu (foto abaixo). Já naqueles tempos havia estudos voltados para o controle da vazão do rio,um dos quais,de autoria do engenheiro sanfelixta Américo Simas que previa a abertura de um túnel a montante do rio, (nas proximidades do Varre Estrada) desembocando a jusante depois do farol. Esse túnel seria regulado pela própria vazão, ou seja, quando chegasse à determinada cota, as águas (parte excedente dela) passariam pelo referido túnel sem a necessidade de qualquer mecanismo operacional.

Dia 19 (1989) – Residindo na cidade de Nova Esperança,estado do Paraná, o cachoeirano Joaquim Cesário, Pai de Santo conhecido pela alcunha de “Pena Branca”, de 112 anos de idade (na época),casado com a jovem Yara Abraão (27 anos),compareceu ao Cartório para registrar o nascimento de uma filha sua,uma criança do sexo feminino. O fato ganhou notoriedade mundial após a divulgação da notícia através do Jornal Nacional. O recorde permanece inalterado até hoje!
Dia 20 (1939) – O professor Flávio de Paula transferia para Salvador o “Ateneu Cachoeirano”, prestigioso colégio de sua propriedade. Os cachoeirnos da época,através de “A Ordem”, “O Social”, “O Pequeno Jornal” e “A Cachoeira” abriram editoriais lamentando o fato.
Dia 21 ( 1919) – Em campanha eleitoral, visitava a Cachoeira em companhia do cachoeirano Ernesto Simões Filho, (fundador do jornal “A Tarde”)o grande jurista Ruy Barbosa, hospedando-se no bonito casarão em frente à Farmácia Régis, na então Rua das Lojas.
No Livro de Visitas da igreja da Matriz, Ruy escreveu o seguinte: “Levo do templo de Nossa Senhora do Rosário, a impressão dos seus quase dois séculos e meio de existência, com que ele nos atesta a eternidade da fé, essa fé que se vai perdendo e que há de ser a salvação do mundo, quando ele a recobrar”.
(O texto foi extraído do jornal “A Vanguarda” da cidade vizinha e de propriedade do advogado cachoeirano Luiz Rebouças Soares).
Dia 22 (1989) – Através da imprensa e de programa radiofónico, os usuários da Autoviação Camurujipe reclamavam de ónibus velhos, motoristas e cobradores mal-educados e fiscais que maltratavam passageiros sobretudo da zona rural tratos como subalternos. A referida empresa deitava e rolava porque tinha a primazia da linha ligando Cachoeira e São Félix à capital. Será que as reclamações perduram até hoje?
 















Dia 23 (1974) – Na localidade rural chamada Formiga, quando se dirigia para a Cachoeira,o veículo conduzido pelo gerente da Caixa Económica senhor Belmiro Alves Moura desgovernou-se chocando-se com um poste. Ele sofreu ferimentos leves mas o seu colega,Aurino Costa de Souza, mais conhecido como Buru, veio a falecer cinco dias depois em Salvador.
Dia 24 (1942) – Em viagem de inspeção chegava `a Cachoeira o doutor António Domingues Uchoa, delegado regional do Ministério do Trabalho.
Dia 25 (1934) – Na capital do estado, falecia o professor Cincinato Ricardo Pereira França.
Dia 26 (1891) – A população cachoeirana que já se encontrava apreensiva, ficava aguardando a realização do Edital publicado na imprensa local sobre “a arrematação dos impostos municipais”.
Dia 27 (1887) – Os jornais noticiaram o furto de “trinta e tantos mil reais” (antigos) verificado na casa comercial do senhor José Luiz Carvalho da Silva. A referida importância “estava numa das gavetas e no o bolso de um paletó de brim pardo que se encontrava pendurado”.
O jornal “O Progresso”, em Editorial, reclamava “da falta de segurança e que o cidadão está entregue à sanha dos larápios que já não temem dar um assalto às 8 horas da noite!”
Dia 28 (1877) – Quando se dirigia de canoa para embarcar no navio “Cachoeirano”, o doutor José Germano Mangabeira, promotor público da Comarca, foi acometido por um AVC falecendo antes mesmo de ser atendido por um médico.
Dia 29 (1931) – Uma locomotiva puxando alguns vagões carregados de toras de madeira descarrilou quando atravessava a ponte Pedro II, causando prejuízos no lastro.
Dia 30 (1950) – O incansável professor Salvador da Rocha Passos, que foi dirigente do “Ginásio Teixeira de Freitas” e batalhava por uma escola de segundo grau gratuita,recebeu o seguinte telegrama: “Acabo assinar acordo com o Ministério da Educação. Sigo amanhã Belo Horizonte. Doutor Simões retornará esta semana da Argentina e receberá importância substancial auxilio construção prédio nosso ginásio. Removi dificuldades surgiram última hora. Parabéns extensivo demais companheiros – Augusto Públio”
O professor Salvador (foto acima) não era cachoeirano. Parece-me ter sido natural de Bom Jesus da Lapa. Casado com a professora Edméia, morava no sobrado onde presentemente é a agência da Caixa Económica Federal. Fui amigo pessoal e contemporâneo do seu filho caçula,Sócrates, conhecido pelo apelido de Tó.
Dia 31(1943) – Na Usina Vitória, de sua propriedade, falecia o industrial Francisco Moniz Barreto de Aragão Júnior, natural da capital do estado.


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