sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

 Literatura de Cordel/final
 AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS, quando eu ainda morava na minha terra natal, Cachoeira, na Bahia,eram meus temas prediletos como tema de literatura de cordel:
Ao raiar oitenta e dois,
Ano da eleição,
Já tem tanto candidato,
Que chega a fazer confusão,
Todos querem uma abertura,
Pra entrar na Prefeitura,
No lugar de seu Chambão! 
     Disseram que do INAMPS
     Virá uma boa opção
     Um candidato tão forte,
     Que impressionará Chambão;
     É o mano El Zinho conhecido,
     Mesmo sem ter decidido,
     É tido como um leão ! 
E a narrativa prossegue apresentando os candidatos de que se falavam:
   Falaram também num doutor,
   Mas ele também não opina,
   Ficou quietinho num canto,
   Como quem se amofina,
   Político ele não é,
   Por isso não ia dar pé,
   Só por intervenção Divina! 
          Batendo os pés no chão,
          Já quase desconsolado,
          O dono daquela farmácia,
          Se mostra desanimado,
          Falando assim tão sentido,
          "Por que mudei de partido,
          Onde estava Régistrado?!" 
E depois de falar numa Rocha (Edgar), num paralelo, (Aurelino), Carlinhos e uma Luz que vinha do Capoeiruçu (o pecuarista Benedito), vejam os versos finais:
          É voz geral do povo,
          Que o Iguape vai definir,
          Botando o galo na rinha,
          E a parada decidir,
          Com pena, bico e espora,
          "Quando chegar nossa hora,
          Nos é quem vamos sorrir!" 
De fato, Geraldo Simões venceu as eleições tendo como vice o então vereador Carlinhos.
Na referida eleição, Antônio Dias (foto), que trabalhava na Padaria Globo de Osvaldo Cortes (Mamá), publicou em o semanário A Cachoeira, uns versos de cordel que acabou dando um rebu danado, porque o mestre Astrogildo, mais conhecido como Pitu, deu-se por ofendido:
        São tantos votos e vereadores,
        Estou vendo tudo azul,
        Para eleger todos eles,
        Só vindo votos do sul,
        Não me arranje caranguejos,
       Pois já temos um Pitu!    
O fato comprova que, a autoria do cordel deve permanecer anônima ou então com um pseudônimo.
 Meus amigos: diz um velho adágio que, hay gobierno soy contra! Só o pessoal da Rede Globo acha em fazer graça à favor do governo! O povão gosta mesmo é quando se  mete o pau no governo!  Na minha terra, o médico Edson Rubem Ivo de Santana, fez uma administração irrepreensível quanto ao zelo pelos recursos do município. Sem grandes apoios das esferas estadual e federal, não pode realizar o que sonhava. Quase no fim da sua gestão, ele apareceu na televisão anunciando "a descoberta de petróleo em terras do São Francisco e do Iguape". Embora eu também acredite até hoje em tal hipótese, mesmo porque, bem à frente da bacia do Paraguaçu, São Francisco do Conde, Mataripe e Candeias o comprovam, era um prato feito para um Cordelista.  Então, o locutor que vos fala, não obstante a amizade pessoal com o prefeito doutor Ivo, não podia perder a chance:
Cheguei em casa cansado,
Liguei a televisão,
O cara que apareceu
De repente, meu irmão,
Era tão incisIvo,
Tratava-se do tal Zebrivo,
Trazendo a informação.
          A notícia que nos trouxa,
          Foi a mais alvissareira;
          "Petróleo jorrou no Iguape,
          Inundou a Cachoeira!
          Agora estou com a bomba,
          Quem não for meu se arromba,
          Ou se manda na carreira!"
   "Telegrafei pro ministro,
   Dando tal informação,
   Disse não é mais preciso,
   Comprar de outra nação.
   Agora eu tenho sossego,
   Posso arrumar muito emprego,
   E ganhar a eleição!"

A narrativa prossegue com as "nomeações" dos correligionários do prefeito doutor Ivo, todos meus amigos, todos incrivelmente já na Glória: Evangivaldo Borges e Silva (Vanju), seu filho Carlyles (que era presidente da Câmara), Jaime Abdala, o cirurgião dentista José Pereira, Adolpho Gottschal, Bernardino, Adaucto Salles, Carlos Lago, Antônio Rodrigo de Oliveira Passos, Alberto Álem, Oscar, Ciro Pintor, minha madrinha Laura, padre Fernando e Roque Pinto. Vamos publicar abaixo algumas das "nomeações":
Hugo Torres é Conferente,
De todo estoque em geral,
Pedro Branco, na balança,
Pois não tem outro igual.
Para concluir a lista,
Chamo Oscar da Estatística,
Que é meu cabo eleitoral."
      A pintura do escritório,
      Vou deixar com o Ciro,
      Pois ele usa o pincel,
      Como tanto gosto e admiro.
      Antes que haja choro,
      Arranjo por João do Ouro,
      O lugar de peão e não tiro!
A sextilha mais polêmica e comentada falava do então padre da paróquia, Fernando Carneiro, porque ele comentou irado por toda a cidade e até na homilia da missa dominical:
          No dia da inauguração,
          Dona Laura faz os frios,
          Fernandinho diz a Missa,
          O pregador vem do Rio,
          Pra temperar a galinha,
          Já chamei o João Cuinha,
          Pois melhor nunca se viu!
Repetimos: por óbvios motivos, o autor do cordel, sobretudo de conteúdo político deve se esconder num pseudônimo.  Encontrei os versos abaixo cujo autor não se identificou:
          Um doido juntou uma platéia,
          Mexendo numa latinha,
          Bosta fresca de galinha,
          Na porta da Assembléia.
          - O que você tá fazendo,
          Nessa latinha mexendo?"
          Perguntou um parlamentar.
          - Um Vereador safado,
          Só não faço um Deputado,
          Porque a merda não dá!
Agradecendo a paciência de quem nos acompanhou até aqui, encerro transcrevendo os versos que o Bloco Pacotão de Brasília compôs para o carnaval deste ano, conforme o coluniste de O Globo, Ancelmo Góes:
          A FAB levou um careca
          E trouxe um cabeludo,
          E foi o Zé Povinho,
          Que acabou pagando tudo,
          Bota o cabelo na testa,
          Tira o cabelo da nuca,
          Ficava bem mais brto,
          Ter comprado uma peruca!
A galera estava se referindo naturalmente ao episódio do Renan Calheiros. Bom final de semana para todos.
 

 
         
 

                                                                   
 
 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

       Premonição
VOCÊS LEMBRAM da Fátima, sobrinha da professora Maria José da Costa Magalhães, dona Zezé? Pois bem; o "causo" que segue foi ela própria que me contou há bastante tempo. Ela era, na ocasião,  recepcionista da Agência Bradesco na cidade da Cachoeira,na Bahia.
Num dia normal de expediente, ela foi atender a um cliente que era notadamente da zona rural. Ele desejava abrir uma conta poupança. Fátima, naturalmente, pensava em verder-lhe, também, um ToP Club e ganhar a sua comissãozinha.
Chegou até o balcão e apanhou na gaveta uma ficha de abertura de conta que ela passou para o futuro cliente. Percebendo que ela estava com dificuldades, pois estava tentando ler o formulário de cabeça para baixo, Fátima partiu em seu socorro:
- Veja bem; Eu mesma vou preencher para o senhor, depois o senhor assina. Sabe assinar?
O nosso amigo concordou balançando a cabeça.
- Eu vou perguntando e o senhor vai respondendo, tá bem? O senhor é solteiro, casdo ou viuvo?
E ele:
- Sou casado, dona.
- Qual é o regime do seu casamento?
O cabra empalideceu, começou a gagejar. Fátima insistiu:
- Qual é o regime do seu casamento?
E ele com a maior cara de curiosidade:
- Olha, dona, num seio cuma a sinhora adivinhô que nós tá de regime? Tamo dano umazsinha prum sumana !
Fátima desabou de rir e deve ter pensado: vou contar a Erivaldo pra ele contar nos seus "causos".



Temos o maior cuidado quando publicamos as coisas do passado porém, vez por outra, cometemos lapso de memória ou a fonte não nos foi fidedigna. No dia 20 de dezembro passado,por exemplo, escrevemos sobre o aniversário da elevação da cidade de São Félix aos foros de cidade. Pois bem: um amigo dileto nos informou que, depois de mais de um século, descobriu-se que a data exata não o 20 de dezembro!
Baseado no livro Notícia Histórica da Cachoeira n° 5/1972 da Universidade Federal da Bahia, de autoria do renomado jornalista,professor e historiador Antônio Loureiro de Souza,às páginas 60, incluí o nome de Manoel Martins Gomes como nascido na Cachoeira.
O sempre atento e estudioso amigo Igor fez uma educada advertência e estava certo.
Na semana passada, publicamos alguns autógrafos fac-similados de cidadãos que foram, no passado, influentes na vida pública da Cachoeira,e, de no vo, o jovem Igor faz a ob servação de que,  Servilio Mário da Silva era médico e não cirurgião dentista conforme informamos.
! - Eduardo Mendes Franco (1852-1906) - Maestro, professor de violino, piano e bandolim, fundador da filarmônica Comércio, atual Minerva Cachoeirana e da extinta Orfezina Cachoeirana. Regeu a 25 de Março de Feira de Santana e a Banda Municipal de São Félix, na gestão do coronel João Severino da Luz Neto.
2- Francisco Cardoso Fróes - Regente da filarmônica Minerva, compôs vários hinos sacros e Ladainhas, com destaque para a Jaculatória à Virgem do Rosário com versos do jornalista e poeta cachoeirano Sapucaia Sobrinho.
Sob a regência da filha de Chico Fróes, dona Stela, cantei a Jaculatória dezenas de vezes. Então, para a minha surprêsa, estando na Cachoeira, ouvi  cantarem a referida melodia com a inclusão indébita de outros versos na obra alheia, um enorme desrespeito e o total desconhecimento do que seja Jaculatória;  "uma oração curta e fervorosa que se diz por ocasião de novenas e outras devoções" Pode conferir no Dicionário.
3 - Manoel Tranquilino Bastos (1850-1935) - Maestro e compositor inspirado, apelidado pelos seus contemporâneos como "O Apóstolo da Música", fundador da Lira Ceciliana da sua terra natal, Cachoeira. Foi regente das seguintes filarmônicas: Harpa Sanfelixta, Lira Sangonçalense e Vitória de Feira de Santana.
Autor do Hino da Cachoeira, dentre várias composições sacras, árias par canto , hinos patrióticos, dobrados e marchas para filarmônicas.
4 - Sabino de Campos - Poeta e autor da letra do hino da Cachoeira. Publicou vários livros. Não era natural da Cachoeira. 
5 - Irineu Sacramento - Conhecido como o "Piston de Veludo", foi regente durante muitos anos da filarmônica Lira Ceciliana em substituição ao Maestro Bastos. 
O sobrado onde eu morava era contíguo ao da Lira e a minha família era amiga da família do velho Irineu. Casado com dona Pequena, o casal tinha uma filha chamada Zizete. Ele era natural da ilha de Itaparica.
6 - Manoel Mateus Ferreira, cachoeirano, músico, ourives, memorialista, publicou vários artigos no antigo "Correio de São Félix". Fazia parte da Orquestra da Ajuda, que era regida pelo maestro Camellier.

ERA DE SE ESPERAR que, com o avanço tecnológico dos meios de comunicação o uso da linguagem escrita desse enorme avanço. Infelizmente não é o que observamos. Como você completaria a frase abaixo:
Não sei......ele  deixou o telefone nem......
1) aonde - por que
2) aonde - porquê
3) onde - porque
4) onde - por quê
RESPOSTA: a opção correta é a de número quatro; onde (no lugar em que) e porquê (por motivo,razão,causa).
Curiosidades da Bíblia
Mais de quarenta homens "juraram não comer nem beber" até que matassem o Apóstolo Paulo.  Dê uma espiadinha em Atos, capítulo 23 versículos de 12 a 14.
 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

 Literatura de Cordel/3
ENQUANTO MOREI na Cachoeira,e, até mesmo na Vila Residencial de Muritiba, no mês de abril, eu era invariavelmente requisitado a fim de elaborar um "Testamento de Judas". Poucos sabiam serem da minha autoria. Não havia como negar pois se tratavam, sempre, de pessoas amigas. Dois deles, da década de oitenta, fiz com cópia. O primeiro, do ano de 1983, ( e lá se vão exatos 21 anos), a pedido do meu amigo Mário Codorna. Para os que já estão na Glória, como diria a minha saudosa mãe: "estou falando da matéria e não do espírito!" Escolhi as quatro sextilhas  abaixo a fim de não encompridar o papo.

                               Aquela baga de charuto,
                               Escondida no bordel,
                               Deixo com muito prazer,
                               Pro compadre Juliel,
                               É ele vai mandar brasa
                               Quando for pra Santa Casa,
                                Desempenhar seu papel.
De todos os meus amigos,
Tenho especial carinho,
Pelo querido primo-amigo,
Conhecido por Bolinho,
Pra ele usar no Ginásio,
Deixo pra você, Gildásio,
A minha cueca de linho.
                               Moacir e Balainho,
                               Boa dupla já se vê,
                               Que anda jogando duro,
                               Botando pra derreter,
                               E como Felipão aposta,
                               Deixo com ele a Proposta
                               Pra voltarem à EBCT !
Carneirinho amigo velho,
Professor e beletrista,
Vou deixar um bom presente,
Vou dar somente uma pista,
Não sou homem de mutreta,
Será um par de baqueta
Pra ele que é baterista.
O outro "Testamento" foi do ano de 1985, a pedido de Augusto Régis, foi mais elaborado porque eu bolei um tribunal de juri com vários personagens. Vamos falar apenas da parte testamenteira onde não se falava de ninguém individualmente, segundo idéia de Augusto.
Meu velho Dicionário,
Terá uso, afinal,
Será logo destinado
À Câmara Municipal,
Que tem gente inteligente,
Mas uns precisam urgente
   Entrar logo pro Mobral.
                                              Para a Voz da Primavera,
                                              Deixo um disco de Dikal,
                                              E um outro do Tim Maia,
                                              De comunicação legal,
                                              Aquela guitarra velha,
                                              É para o Trio Primavera
                                              Embalar o Carnaval.
Para a Navegação Bahiana,
Que daqui já se picou,
Levando consigo o navio
Que muita saudade deixou,
Faço um apelo veemente,
Retorne, imediatamente,
As viagens à Salvador.

Porém, amigos, quando Augusto leu os originais, pediu-me que incluísse "figurinhas carimbadas" da Cachoeira. E ficou assim:
Adeus velhos companheiros,
Poporrô e Zeca Preta,
Adeus Jorge da Arara,
Que sabe de muita mutreta,
Adeus Grupo do Chorinho,
Que guardo com muito carinho,
Aquela saudosa retreta.
                                                   Adeus Zequinha Mandú !
                                                   Meu primo Vandinho Cabeção,
                                                   Adeus, Kiko !  Adeus Maranga !
                                                   Adeus Thuri meu irmão!
                                                   Adeus turma da cachaça,
                                                   No Inferno a gente traça,
                                                   E vai curtir de montão!

Volto a repetir que, na época, nenhum dos "agraciados" reclamou, ninguém ficou ofendido. Portanto, não estamos ofendendo a imagem de ninguém.
Dentre os cordelistas cachoeirano, abrimos um destaque especial para o saudoso amigo advogado Raimundo Rodrigues dos Santos, o insuperável Raimilan .Ele era a figura a quem os franceses chamam de bon vivant, ou seja, um cara de bem com a vida.
Lembram-se de um "causo" que eu contei aqui, de uma Quadrilha Junina, com todo o pessoal se vestindo de homem ou mulher? Ele estava vestido de mulher, com peruca e tudo. E foram dançar na casa do doutor Joaquim, Juiz de Direito da Comarca. Com medo de ser reconhecido pelo Meritíssimo, Raimilan virava sempre o rosto pra parede, até que Mateus arrancou-lhe a peruca e o doutor Joaquim, surpreso, perguntava para a sua esposa: "Margarida, não é o doutor Raimundo?!"
Eu estava com Dadinho em Salvador, quando nos encontramos com ele, que falou que iria buscar o seu Karmann Ghia que estava sendo "ajustado". Conhecendo a história de que ele ao ser abordado pelo amigo Ceguinho perguntando onde ele iria, e ele informou que "era ali e acabou levando Ceguinho pra Itabuna,(essa história carece de confirmação se chegou a tanto), arrumei uma desculpa e agradeci a carona. No dia seguinte, Dadinho estava uma arara. Conseguiu chegar na Cachoeira quase ao amanhecer. Raimilan veio parando em tudo que era barzinho!
Então, queridos, Raimilan era assíduo colaborador de A Ordem, jornal do qual eu era Redator Chefe e editor até que resolveu se candidatar a Vereador. Os versos de cordel a que ele intitulou de "Diagnóstico Errado", na época (1980), não podia publicar hoje o faço com desculpas ao puritanos de plantão.


O médico foi visitar
Na enfermaria, um doente,
Ficou muito comovido,
Com pena do paciente.

Vendo que não tinha jeito,
Porque tava todo inchado,
revelou logo o segredo:
"Você tá desenganado!"

"Seu desenlace é fatal,
É com tristeza que eu vejo,
Aproveite e vá dizendo,
Qual seu último desejo?"

"Doutor não me leve a mal,
Sei que é uma besteira,
Mas,eu desejo é dar uma
Chupada na Enfermeira"

O doutor levou um susto,
Quase que ficou demente,
E depois saiu correndo,
Levando tudo na frente.

Se espantou porque sabia,
Que a Enfermeira era crente,
Mesmo assim falou com ela,
Para atender ao doente.

"Que é isso, seu doutor?!"
Disse a enfermeira, irada,
"Que é que o senhor tá pensando?
Eu sou uma moça honrada!"

"Mas, é só uma vezinha,
Disso ninguém vai saber,
Faça essa caridade,
O coitado vai morrer!"

"Que pedido absurdo,
Que caridade que nada,
Eu não posso fazer isso,
Eu hoje estou menstruada!"

Depois de muito pedido,
Depois de muita zuada,
A Enfermeira, finalmente,
Concordou em ser chupada.

Quando foi no outro dia,
O doutor foi logo lá,
Para ver o seu defunto,
E o Óbito assinar.

Chegando na enfermaria,
A enfermeira encontrou,
Ela foi logo dizendo:
"Seu doente já sarou!"

O homem já tava alegre,
Mostrando bastante forte,
Nem parecia aquele
Que tava à beira da morte.

O doutor disse espantado:
"Você não ia morrer?
Não esperava neste mundo,
Mais me encontrar com você!"

O homem falou pra ele:
"Só que o senhor não sabia,
Eu não tinha AIDS, não,
O meu caso era anemia!" 

Que saudades do Raimilan! Na próxima postagem a gente pretende encerrar a série, tá certo? Bom final de semana para todos!