segunda-feira, 6 de janeiro de 2014


A VIDA IMITA A ARTE
CONHECI pessoalmente o cantor Nelson Ned nos tempos de Os Tincoãs,na década de 60, num especial da TV Itapoan. Claro que ele era o astro principal. Nós fizemos apenas a "preliminar".
De pequena estatura, com uma voz poderosíssima metálica e afinadíssima, Nelson Ned quando esteve entre nós, na Bahia,  já era uma artista consagrado, tinha se apresentado com Júlio Iglesias e Tony Bennett, e o seu disco havia vendido um milhão de cópias nos EUA.
Dentre os artistas famosos que eu conheci na coxia, foi ele o mais antipático, o mais marrento. Achei que talvez fosse por complexo de inferioridade devido a ser um anão.
Curiosamente a última vez que o vi foi no ano de 2011, na TV Record, dando uma entrevista. Estava completamente envelhecido. Na entrevista ele atribuiu o declínio da sua carreira ao uso de "muita cocaína, muita champanha e muita mulherada!"
Como a vida imita a arte, o seu grande sucesso foi a música "Tudo Passará" que acabou sendo o retrato da sua própria vida:
"Mas tudo passa tudo passará
E nada fica / Nada ficará"...


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