sexta-feira, 20 de junho de 2014

MEMORIA

As festas juninas, que aqui no Sudeste apenas nos colégios infantis se fazem alguma coisa, este ano, devido à realização da Copa do Mundo nem isso aconteceu. Não sei na Bahia, mormente na minha Cachoeira natal, onde a Feira do Porto, - o maior evento popular -, mostrava-se em franca decadência, em virtude de uma concorrência muito forte de cidades vizinhas e até de fora do estado que incrementaram com grandes investimentos e excelentes infraestruturas as comemorações aos santos católicos Antônio, João e Pedro.
Lembro-me de haver participado, ainda menino, de algumas noites de rezas nas trezenas de Santo Antônio na pensão de dona Lulu, devota do santo casamenteiro.
São Pedro, a gente festejava em Muritiba. A minha avó, Lalu, morava na Rua do Sertão e o meu pai gostava de veranear na aprazível cidade serrana de tão gostosas lembranças.
O São João era o mais festejado sobretudo na Cachoeira. Compravam-se traques chilenos, coiós, foguetinho, adrianinos, bombas de parede e outros fogos  nas lojas de Júlio Pedreira, Júlio Costa e Francisco Pinto, além dos "bozós" (pequenos caixotes) em várias esquinas da cidade. Chico Pinto, assim como Júlio Pedreira fabricavam cachaça e vinagre, os licores de jenipapo era uma tradição familiar, depois é que o saudoso amigo Roque Pinto resolveu industrializá-lo com sucesso e a demanda se expandiu até para fora do pais!  
Já tive a oportunidade de, em as minhas relembranças, falar da tradição de se formarem grupos que saíam de casa em casa dançando "quadrilha" ou coisa semelhante. 
Dos produtos da época, por aqui temos tudo até o ano todo.Pra mim só falta quem vai fazer a canjica, a pamonha, o bolo de massa puba depois das mortes da minha esposa e da minha mãe. Festejos juninos, portanto, ficaram apenas na minha memória.


 
HISTORIA

A Grande Epopeia Cachoeirana

PARA QUE A GENTE ENTENDA a revolta cachoeirana, a grande epopeia ocorrida em o dia 25 de junho de 1822, forçado se torna retroagirmos um ano no calendário, exatamente quando D.João VI voltou para Portugal, ocasião em que os portugueses definiram para eles próprios uma monarquia constitucional e exigiam a recolonização do Brasil, de nada adiantando os protestos dos deputados brasileiros na Corte, em Lisboa.
Vejamos algumas das medidas recolonizadoras: as províncias ficariam independentes do Rio de Janeiro e só deveriam prestar obediência à Corte: retorno imediato de D.Pedro a Portugal; criação de um imposto alfandegário adicional nos portos brasileiros; nomeação de um "governador de armas" para cada província, independente da autoridade de o príncipe regente; extinção de tribunais e repartições, e, finalmente,envio de tropas para o Rio, Pernambuco e Bahia.
Em 9 de janeiro de 1822, o príncipe regente recebeu um abaixo-assinado com mais de oito mil assinaturas pedindo a sua permanência no Brasil, oferecendo-lhe a possibilidade de instalar um império. D.Pedro, conforme assinalam os historiadores havia dito o seguinte; " Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto; diga ao povo que eu fico!"
Então, galera, os ministros portugueses no Brasil pediram demissão. D.Pedro, que tinha como amigo, conselheiro e confidente o mineiro José Bonifácio formou um novo ministério.
Em maio de 1822, a Câmara do Rio e a Maçonaria (da qual D.Pedro era membro), entregaram a ele o título honorífico de "Protetor e Defensor Perpétuo do Brasil".
A reação das tropas portuguesas, possuidoras do que se tinha de mais moderno em relação a armamentos, na ocasião,foi a mais violenta possível por parte de oficiais e soldadesca, sobretudo na Bahia, culminando com  o assassinato da abadessa Joana Angélica. O hediondo crime fez com que muitos patriotas procurassem refúgio no Recôncavo, notadamente nas vilas de Maragojipe, Santo Amaro e Cachoeira.
O advogado maragojipano Rebouças, (pai dos cachoeiranos André e Antônio Rebouças), que redigiu a ata histórica da aclamação de D.Pedro, em suas "Recordações Patrióticas" nos conta que, "em todo o dia vinte e cinco e vinte e seis a vinte e sete e vinte e oito, da canhoneira lusitana, interpoladamente se fazia fogo, vedando a comunicação frequente de São Félix para Cachoeira, rio Paraguaçu abaixo e acima, dirigindo mais frequentemente seus tiros ao sítio de embarque e desembarque da Mangueira que ficou sendo o de uso comum em razão de estar menos ao alcance da hostil artilharia" 
Miguel Calmon du Pin e Almeida, também testemunha ocular dos fatos, em o seu "Relatório dos Trabalhos do Conselho Interino de Governo da Província da Bahia" dirigido a D.Pedro. escreveu que, "quando se deu a aclamação na vila da Cachoeira, em o dia 25 de junho, as munições eram nenhuma, uma só pela de artilharia se não achou montada e municiada. Alfim, somente havia entusiasmo patriótico".
DA esquerda para a direita: Pistolas que serviram nas lutas da independência, bandeira oferecida a Cachoeira por D.Pedro I, roupa de coro usada pelos soldados, o advogado Rebouças, o brigadeiro Rodrigo Brandão e o general francês Lanatut. Todos os objetos, inclusive a ata do 25 de junho de 1822, estão sob a guarda do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia desde o ano de 1922, por ocasião dos festejos do centenário 
 
DE NOVO o advogado Rebouças escreveu em suas memórias: "cumpria, pois, atacar imediatamente e obrigar a render-se a hostil canhoneira" e, mais adiante, "continuavam,porém, as descargas de nossas armas e dois tiros se ouviram de que tínhamos, velha e única peça de artilharia" para, finalmente, "os patriotas paisanos os combatentes José Antônio da Silva Castro (avô do poeta Castro Alves),Vitor José Topasio, Manoel Rocha Galvão, José Rocha Galvão, Manoel Maurício Rebouças (irmão do memorialista) e mais outros  não excedentes em número a dez ou doze, em canoas dirigirem-se à canhoneira, a abordaram e trouxeram para terra prisioneiros, o oficial comandante, um sargento e toda a mais tripulação".
Aquele momento épico, aquela reação pioneira pela causa da independência da nossa pátria, culminaria na expulsão das tropas lusas no ano seguinte, na Bahia.
Nas comemorações do centenário em junho de 1922, armaram-se uma espécie de barca canhoneira  em frente ao Paço Municipal 

 
 


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Boa Copa, Galera!
Pra não dizer que não lembro de nada da Copa do Mundo de 1950, eu estava a\ssistindo a uma partida no campinho Ubaldino de Assis na minha terra natal, Cachoeira, na Bahia, quando o serviço de alto-falantes A Voz do Norte, em retransmissão com uma emissora carioca nos dizia do gol que derrotou o Brasil e deu o título ao Uruguai. O meu pai ouviu a partida em casa mas, não lembro de ele ter tido qualquer reação  feito qualquer comentário ou ter chorado.
Muitos anos volvidos, ouvi de Joaquim Suzart, tio de Lêda, um dos cachoeiranos que estavam no Maracanã,a narrativa do chororô coletivo.
O GOL QUE CALOU O MARACANÃ
Quando fazia parte do grupo Os Tincoãs, no programa Almoço com as estrelas, lembro-me de ter visto e ouvido Ademir(centravante) e Barbosa (goleiro), falarem sobre o assunto já cantado em prosa e verso.
Ah! ia esquecendo; também conheci o zagueiro Juvenal na cidade de Pojuca.
Quatro anos depois, na Copa da Suíça, os mais velhos estavam ressabiados, Não lembro de ter havido nenhuma movimentação popular.
PELÉ, SENDO CONSOLADO POR GILMAR E DIDI
A partir da Copa da Suécia no ano de 1958, - o meu pai já havia falecido -, eu já estava alfabetizado, lia revistas e jornais, escutava jogos, mesmo assim,eu e a minha turma não abríamos mão de jogar nosso baba (pelada), no adro da igreja do Monte. O pessoal da vizinhança ouvia o jogo pelo rádio e a vibração foi geral quando finalmente o Brasil ganhou o seu primeiro título mundial.
Na Copa de 1962, no Chile,já existiam alguns televisores na Cachoeira e em São Félix. A gente acompanhava e torcia ouvindo as transmissões pelo rádio e, dois dias depois, atravessávamos a ponte e ia ver o videoteipe na televisão da sede do Ferroviário onde a imagem tinha menos chuvisco. Mesmo sabendo os resultados das partidas a galera se manifestava como se estivesse sendo ao vivo!
A Copa de 1966 a minha turma se concentrava no Expresso Cachoeirano de Carlinhos Monteiro onde Dadinho trabalhava.  Era o bom tempo das boêmias das serenatas e das canções que eu não esqueço.
 Eu já era funcionário do Banco da Bahia levado pelo meu cunhado Odilardo Bonifácio Marques. Dessa Copa lembro que a defesa de Portugal baixou o sarrafo em Pelé enquanto Euzébio (o Cristiano Ronaldo da época), deitava e rolava. Seu Barbosa da Farmácia, apostou com meio mundo contra o Brasil e ganhou. Ganhou e escureceu a praça dr.Milton com a fumaça dos Adrianinos. Ganhou, também, a antipatia de toda a cidade.
Dessa Copa, lembro-me que estava na porta do cinema quando fui abordado pelo amigo José Leone, o Zé Arroto propondo que eu participasse de um bolão. Entregou-me uma tabela com um monte de jogos. Ganhava o bolão quem acertasse o maior número de placares. Entrei no Night and Day e mandei brasa. Quando fui pagar ele alegou que eu havia sido e primeiro, que depois mandaria "Cassetete" o boy da agência me procurar. 
Depois da Copa, eu estava de novo na porta do cinema quando Zé parou a sua lambreta e me cobrou: "Você não pagou  o bolão da Copa!" Metia mão no bolso e lembrei a ele que não havia sido assim, que ele prometeu mandar o boy da agência do Banco do Brasil onde trabalhava ir me cobrar. Ele aceitou o dinheiro. Apanhou uma pasta e me entregou o resultado dizendo: "Foi você quem ganhou! No dia do encerramento, quando fui guardar os palpites no cofre do banco foi que eu fui me lembrar, então, botei o dinheiro por você!"  Será que ainda existem amigos assim?
A partir dai já existia televisão com transmissão ao vivo, porém em preto e branco.   Dadinho tinha uma rural e inventou fazermos uma caravana para assistir jogos na chácara de Luiz Oliveira (Jeep). Não foi uma boa experiência porque Jeep empunhando uma chave de fendas mexia no aparelho sem cessar. Eduardo Alem reclamou: "Vá-se pra porra,Jeep, você não para de mexer nesta merda! Eu não venho mais!"   
Adicionar legenda
Falei com Fernando Minho, cunhado do colega Arnaldo Pinto e passamos a assistir jogos na sua chácara,na Murutuba.  Fernando, que no seu comércio ganhou a alcunha de Fernando Casquinha, fora dele, sobretudo como anfitrião não se cansava de obsequiar.
 Na Copa de 1970, no México, encerrado o expediente mais cedo, a turma do banco se reunia no Vale Ouro do colega Edinho para tomar uns "birinaites" no evento que   Juvenal Martfeld (Tisso) chamava de "Esperando a Copa"
Lembro-me que a partida final eu fui assistir na chácara de seu Aurelino da farmácia, com  transmissão ao vivo e em cores. A dona da casa, dona Dezinha era a gentileza em pessoa.
A Copa que eu mais torci foi exatamente a que o Brasil não ganhou: a da Espanha em 1982. Que seleção aquela que o Telê armou!
Daí pra frente.só assisto jogos em família como pretendo fazê-lo neste mundial a partir de amanhã. Boa Copa, galera!

 




 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

FUTEBOL CACHOEIRANO

Seleção da Cachoeira é campeã intermunicipal pela segunda vez

O BICAMPEONATO ganho pelo selecionado cachoeirano aconteceu no domingo, dia 5 de janeiro de 1969 no Estádio da Graça, em Salvador, numa partida das mais emocionantes e disputadas graças ao equilíbrio das duas equipes. 
Para a seleção de Miguel Calmon bastava o empate. O Estádio da Graça foi pequeno para abrigar o enorme público que se fez presente (foto). A grande maioria, claro, era a de cachoeirano devido a pequena distância que separa a cidade da capital do estado.
Nesta foto no meio da torcida, eu apareço assinalado


        
  Eram 15h30m sob um forte calor de 36 graus quando foi dado o pontapé inicial. Os calmonenses mostraram, nos momentos iniciais, uma supremacia técnica indiscutível, compensado pelo espírito de luta e o talento individual dos atletas cachoeiranos.
Ao término da etapa complementar, a prorrogação foi disputada com muito mais disposição por ambas as equipes. O atacante Passarinho teve a melhor chance de golear mas a bola não entrou, parou numa poça d'água pra sorte do goleiro Albino.
O lance decisivo  da partida se deu aos 35 minutos da prorrogação quando Tião Maravilha sofreu uma falta na intermediaria. A falta foi cobrada no abafo pra dentro da área de Miguel Calmon. Subiram vários jogadores. A bola passou por toda a extensão da pequena área e foi ao encontro do lateral Paiva que arrematou de primeira e estufou a rede . Faltavam ainda 5 minutos. A euforia tomou conta da torcida cachoeirana. Miguel Calmon perdia a sua invencibilidade de oito jogos e o título.
O jogador Paiva no exato momento em que a bola ia em sua direção e ele arremataria para o gol.
Paiva, o jogador  que deu o título para Cachoeira, disputou o campeonato cachoeirano pela equipe do Cruzeiro do qual era filiado. Ele era assessorista do edifício Cidade do Crato, em Salvador.  Santamarense de nascimento, fez vários amigos na Cachoeira. Recebeu, além da gratificação pelo título, vários presentes para o seu enxoval de casamento.
 As duas seleções jogaram assim:
CACHOEIRA
Vadinho, Deca, Zé Fernandes, Balaio e Paiva. Zé Melo e Maro Codorna. Tião Maravilha, Penedo (Passarinho), Antonivaldo (Naguerete) e Coqueiro.
MIGUEL CALMON
Albino, Bebeto, Hamilton, Froillan e Papel. Toinho e Birrinho. Bia, Frances, Canarinho (Joaninho) e Lucinho.
Os atletas da seleção cachoeirana perfilados antes do início do jogo no campo da Graça. 
O juiz da partida foi o muritibano Anivaldo Magalhães, o melhor árbitro do estado, na ocasião, que apitou com serenidade e disciplina. Foi auxilado pelos bandeirinhas Wilson Paim e José Gomes.
O mais curioso é que, Anivaldo, quando jogador do Canto de Muritiba, no campeonato sanfelixta, era indisciplinadíssimo, brigão e foi expulso várias vezes de campo!

Após o apito final o gramado foi invadido pelos torcedores da Cachoeira. Jogadores foram abraçados, carregados em triunfo com a festa se prolongando até o vestiário (foto acima)
Passavam, já, das 23 horas. Milhares de pessoas se acotovelavam no trajeto entre a praça Maciel e a Rua Ana Nery. O barulho ensurdecedor do foguetório fazia com que as pessoas falassem mais alto. Os sinos da Matriz repicavam alegremente.  Quando os atletas carregados pelos torcedores mais entusiasmados  entraram na igreja sob aplausos e vivas delirantes, naquele "transe inaudito" com que o poeta escreveu o hino da cidade, eu "viajei" em pensamento transportando-me ao momento sublime do Te-Deum de 1822.
No dia seguinte, uma segunda-feira, dia 6 de janeiro, sem que houvesse sido nada programado, a Charanga da Minerva saiu às ruas e como disse o poeta, "tome, tome, tome gente!"
Surgiu  na multidão a idéia de formar-se uma carreata  com destino a Muritiba a fim de homenagear o goleiro Vadinho. Não exagero em dizer que poucos foram os carros da cidade que ficaram na garagem. Até a caçamba de prefeitura serviu para transportar a Charanga e os torcedores de uma forma geral. Dezenas de bicicletas subiam pela ladeira velha.
Chegando na cidade serrana, a Emissora Radiovox veio transmitir ao vivo a passeata. Não sei como mais vários foguetes e "adrianinos" espocaram no ar.
Quando retornamos de Muritiba, (eu estava na rural de Terezinha Suzart) a confusão estava formada na praça em frente à igreja do Senhor São Félix. Vi quando Valdê, funcionário do extinto Banco Econômico deu um soco na cara de Ari Mascarenhas que era presidente da Câmara Municipal. Vários torcedores e jogadores da seleção começaram a revidar as pedradas atirando "dogues" de ferro. Já era tardinha e as pedras zuniam e tiravam centelhas nas longarinas da ponte.  Realmente um milagre ninguém sair ferido!
De repente, já do lado da Cachoeira, nas proximidades do Posto Texaco (hoje Rodoviária), vi quando arrancaram um tubo condutor de água de mais de quatro metros jogando-o no rio!!!  E improvisaram uma paródia: "Ei! S.Félix está sem água / Jogaram o tubo nágua!"
Eu sabia que tal gesto impensado seria enquadrado como ato terrorista, sobretudo naqueles tempos de regime militar.
Soube, depois, que o pessoal que seguiu pra Muritiba com a Charanga na caçamba provocou alguns torcedores que estavam no adro da igreja do Senhor São Félix. Depois, me contaram que o ferroviário Totó foi chamado pra depor no Comando do Quarto Exército, em Salvador. Posso asseverar que o ferroviário Totó não estava à frente de tal insanidade momentânea.
No dia da inauguração do asfaltamento da Rua da Feira pelo então governador Juracy Magalhães, o ferroviário Totó aparece assinalado - FOTO BERNARDO

 








 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

HISTÓRIA

Dr. Aristides Augusto Milton

No dia 29 do mês de maio próximo passado, - há 166 anos passados, portanto, -, no ano de 1848 nascia na cidade baiana da Cachoeira Aristides Augusto Milton (foto), filho do major Tito Augusto Milton e dona Leopoldina Clementina Milton.
Completando no Recife em 10 de novembro de 1869, - aos 21 anos de idade -, o curso de Direito, Milton retornou à sua terra natal onde exerceu cargos públicos de relevância como a provedoria da Santa Casa de Misericórdia e fundou o extinto Monte Pio dos Artistas Cachoeiranos.
Foi nomeado chefe da polícia de Sergipe, presidente (governador) de Alagoas, deputado provincial e geral. Em terras sergipanas fundou o Asilo Santa Leopoldina destinado ao tratamento e abrigo de pessoas com deficiência mental.
Foi um proifícuo colaborador da imprensa. Na Cachoeira escreveu para A ORDEM, A CACHOEIRA e o  O PAIZ,(escrito com "z"). Em Salvador escreveu para A TRIBUNA e no Rio de Janeiro para o JORNAL DO COMERCIO.
Muitos  associam o ilustre cachoeirano pelo fato de existir uma praça com o seu nome e pelo livro EFEMÉRIDES CACHOEIRANAS. Ele, porém, publicou as seguintes obras: A CAMPANHA DE CANUDOS, ANÁLISE DA CONSTITUIÇÃO DE 24 DE FEVEREIRO e A FEDERAÇÃO DOS GUANAIS um fato histórico muito interessante quando os revoltosos tomaram posse do governo e dentre os atos publicados, consta a liberdade de imprensa e o sistema federativo de governo.
O doutor Milton faleceu aqui no Rio de Janeiro aos 56 aanods de idade, no dia 26 de janeiro de 1904.
Enquanto eu estive morando em minha terra, existia um mausoléu no Cemitério da Piedade com os restos mortais do ilustre cachoeirano, honrando assim a memória de um grande benfeitor. Acredito que não houve qualquer outra alusão à data.
  
Dicário
De quando em vez bate a dúvida: MAL (com 'l') ou MAL (com "u")? Depende da frase não é verdade? MAL é um Advérbio ou então uma Conjunção. Exemplos:
Fulana canta muito MAL (Advérbio)
Você MAL chegou e Frede marcou o gol do Brasil (Conjunção)
MAU é um Adjetivo. Exemplos:
Até que eu não sou MAU blogueiro 
O doleiro preso é MAU e periculoso
Uma dica extra: Se na frase você puder trocar por BOM o certo é escrever MAU, e, se não puder trocar por BOM o correto será MAL.


Curiosidades da Bíblia
Segundo lemos em ATOS, capítulo 16 versículo 14, a primeira mulher convertida ao cristianismo na Europa pelo apóstolo Paulo foi Lídia.