quarta-feira, 11 de junho de 2014

Boa Copa, Galera!
Pra não dizer que não lembro de nada da Copa do Mundo de 1950, eu estava a\ssistindo a uma partida no campinho Ubaldino de Assis na minha terra natal, Cachoeira, na Bahia, quando o serviço de alto-falantes A Voz do Norte, em retransmissão com uma emissora carioca nos dizia do gol que derrotou o Brasil e deu o título ao Uruguai. O meu pai ouviu a partida em casa mas, não lembro de ele ter tido qualquer reação  feito qualquer comentário ou ter chorado.
Muitos anos volvidos, ouvi de Joaquim Suzart, tio de Lêda, um dos cachoeiranos que estavam no Maracanã,a narrativa do chororô coletivo.
O GOL QUE CALOU O MARACANÃ
Quando fazia parte do grupo Os Tincoãs, no programa Almoço com as estrelas, lembro-me de ter visto e ouvido Ademir(centravante) e Barbosa (goleiro), falarem sobre o assunto já cantado em prosa e verso.
Ah! ia esquecendo; também conheci o zagueiro Juvenal na cidade de Pojuca.
Quatro anos depois, na Copa da Suíça, os mais velhos estavam ressabiados, Não lembro de ter havido nenhuma movimentação popular.
PELÉ, SENDO CONSOLADO POR GILMAR E DIDI
A partir da Copa da Suécia no ano de 1958, - o meu pai já havia falecido -, eu já estava alfabetizado, lia revistas e jornais, escutava jogos, mesmo assim,eu e a minha turma não abríamos mão de jogar nosso baba (pelada), no adro da igreja do Monte. O pessoal da vizinhança ouvia o jogo pelo rádio e a vibração foi geral quando finalmente o Brasil ganhou o seu primeiro título mundial.
Na Copa de 1962, no Chile,já existiam alguns televisores na Cachoeira e em São Félix. A gente acompanhava e torcia ouvindo as transmissões pelo rádio e, dois dias depois, atravessávamos a ponte e ia ver o videoteipe na televisão da sede do Ferroviário onde a imagem tinha menos chuvisco. Mesmo sabendo os resultados das partidas a galera se manifestava como se estivesse sendo ao vivo!
A Copa de 1966 a minha turma se concentrava no Expresso Cachoeirano de Carlinhos Monteiro onde Dadinho trabalhava.  Era o bom tempo das boêmias das serenatas e das canções que eu não esqueço.
 Eu já era funcionário do Banco da Bahia levado pelo meu cunhado Odilardo Bonifácio Marques. Dessa Copa lembro que a defesa de Portugal baixou o sarrafo em Pelé enquanto Euzébio (o Cristiano Ronaldo da época), deitava e rolava. Seu Barbosa da Farmácia, apostou com meio mundo contra o Brasil e ganhou. Ganhou e escureceu a praça dr.Milton com a fumaça dos Adrianinos. Ganhou, também, a antipatia de toda a cidade.
Dessa Copa, lembro-me que estava na porta do cinema quando fui abordado pelo amigo José Leone, o Zé Arroto propondo que eu participasse de um bolão. Entregou-me uma tabela com um monte de jogos. Ganhava o bolão quem acertasse o maior número de placares. Entrei no Night and Day e mandei brasa. Quando fui pagar ele alegou que eu havia sido e primeiro, que depois mandaria "Cassetete" o boy da agência me procurar. 
Depois da Copa, eu estava de novo na porta do cinema quando Zé parou a sua lambreta e me cobrou: "Você não pagou  o bolão da Copa!" Metia mão no bolso e lembrei a ele que não havia sido assim, que ele prometeu mandar o boy da agência do Banco do Brasil onde trabalhava ir me cobrar. Ele aceitou o dinheiro. Apanhou uma pasta e me entregou o resultado dizendo: "Foi você quem ganhou! No dia do encerramento, quando fui guardar os palpites no cofre do banco foi que eu fui me lembrar, então, botei o dinheiro por você!"  Será que ainda existem amigos assim?
A partir dai já existia televisão com transmissão ao vivo, porém em preto e branco.   Dadinho tinha uma rural e inventou fazermos uma caravana para assistir jogos na chácara de Luiz Oliveira (Jeep). Não foi uma boa experiência porque Jeep empunhando uma chave de fendas mexia no aparelho sem cessar. Eduardo Alem reclamou: "Vá-se pra porra,Jeep, você não para de mexer nesta merda! Eu não venho mais!"   
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Falei com Fernando Minho, cunhado do colega Arnaldo Pinto e passamos a assistir jogos na sua chácara,na Murutuba.  Fernando, que no seu comércio ganhou a alcunha de Fernando Casquinha, fora dele, sobretudo como anfitrião não se cansava de obsequiar.
 Na Copa de 1970, no México, encerrado o expediente mais cedo, a turma do banco se reunia no Vale Ouro do colega Edinho para tomar uns "birinaites" no evento que   Juvenal Martfeld (Tisso) chamava de "Esperando a Copa"
Lembro-me que a partida final eu fui assistir na chácara de seu Aurelino da farmácia, com  transmissão ao vivo e em cores. A dona da casa, dona Dezinha era a gentileza em pessoa.
A Copa que eu mais torci foi exatamente a que o Brasil não ganhou: a da Espanha em 1982. Que seleção aquela que o Telê armou!
Daí pra frente.só assisto jogos em família como pretendo fazê-lo neste mundial a partir de amanhã. Boa Copa, galera!

 




 

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