sexta-feira, 11 de julho de 2014

FUTEBOL CACHOEIRANO

O ESTÁDIO 25 DE JUNHO
 JÁ FALAMOS, aqui, de quando o futebol foi implantado na Cachoeira, minha terra natal, cujo campo de jogo era na Praça Maciel, depois no campinho da Avenida Ubaldino de Assis, inaugurado em 19 de junho de 1938, e, finalmente, no local conhecido como Calabar, graças aos esforços do esportista Antonio Costa, Toninho Yuistrick, inaugurado em o dia 15 de novembro de 1965, com a realização do jogo entre o Galícia da capital e o selecionado cachoeirano, campeão intermunicipal de 1968 e bicampeão no ano seguinte. Toninho era rubro negro, torcedor do Flamengo, mas, na sua terra natal, foi goleiro do Fluminense, depois seu presidente, daí o estádio passou a chamar-se de estádio do Fluminense.
A idéia da realização do torneio intermunicipal de futebol amador, que foi a de revelar novos valores tornou-se, por conta do bairrismo verdadeiras "guerras" entre as cidades onde se disputavam os jogos. A Federação Bahiana, então, decidiu que, os jogos só seriam programados em cidades onde tivessem alambrados. Cachoeira não tinha. Perderia, então, o chamado "mando de campo" Foi então que foi eleito presidente da Liga o deputado Raimundo Rocha Pires, - Pirinho -, para suceder o vereador Francisco Alves da Silva, o Chico da Padaria, que estava de mudança para a capital,
 Pirinho era uma pessoa muito dinâmica e com um poder fora do comum para fazer amigos.  O prefeito Julião Gomes dos Santos, (irmão de Poporrô) ofereceu o alambrado mas, mesmo assim, havia a necessidade de obras para aumentar as dimensões do campo, a construção de muros em toda a área de vizinhos ao estádio, a construção de um radier para sustentar o alambrado e dois lances de arquibancadas.
Pirinho tinha bons amigos e apareceram as ajudas espontâneas. Para a construção das arquibancadas, várias foram as doações obtidas por antigos ferroviários, destacando-se o velho goleiro do Cruzeiro Cachoeirano e do Real, Lourival Fracasso, a quem devemos o sucesso da construção.
Não tenho condições de nominar a tantos quanto ajudaram. Lembro-me de dois episódios engraçados: o primeiro, quando grande parte do alambrado já estava instalado pela equipe chefiada pelo guarda-linhas dos Correios, seu Astrogildo, Gildo Lobo comentou com o seu colega bancário Fernando Bastos que o alambrado não estava bem esticado. Astrogildo ia passando e ouviu. Na mesma hora meteu a mão e arrancou todo o alambrado reiniciando, no dia seguinte, o seu trabalho.
O outro caso também envolveu seu Astrogildo. Alguém falou com Pirinho que estava faltando zarcão. Pirinho mandou apanhar na loja de construção de Gottschal. Adolfo abriu uma conta que eu nem sei se foi perdoada, uma doação da sua parte.
Meninos, quando o portador chegou com a lata, Astrogildo que já havia percebido que estava faltando o zarcão foi apanhar um galão em sua. , e, quando viu a cena, girou a lata como se fosse um turíbulo  jogando-a no rio, quase atingindo o cais da vizinha cidade de São Félix!
Em uma das reuniões da Liga, apresentei a idéia de utilizarmos toda a área do muro que estava sendo construído para pintura de publicidade. Saímos, eu e Pirinho  e fizemos os primeiros contratos: Opalma, Loja 3 Américas, Opalma, Camurujipe e Pimentel.
A equipe de publicitários contou com os pintores Waldomiro Pequenininho, Miranda, Ciro e o locutor que vos fala. O resultado foi maravilhoso.
Então, amigos, coroando os esforços de muita gente sob a liderança de Pirinho, o estádio do Fluminense foi reinaugurado em o dia 12 de outubro de 1969 com o nome de Estádio 25 de Junho, com o jogo amistoso entre o Fluminense de Feira de Santana, campeão baiano e a seleção da Cachoeira, bicampeã do Intermunicipal, registrando-se um empate de dois a dois, marcando Bebeu e Antonivaldo Belisco para os cachoeiranos, Adilson e João Daniel para o Fluminense.
As duas equipes atuaram assim:
CACHOEIRA 
Caçulinha (Careca), Deca, Roque Minha Rola, Pavão (Sacramento),Balaio (Paiva), Tião, Judinho (Passarinho), Antonivaldo, Juracy, Mimiu e Bebeu.
FLUMINENSE
Renato, Ubaldo, Sapatão, Mario Braga, Nico, Merrinho, Delorme, Robertinho, João Daniel, Quincas, Marco e China (Pinheirinho).



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