sexta-feira, 22 de agosto de 2014

COMENTANDO
Começou a corrida eleitoral

Começou na terça-feira a campanha eleitoral na televisão e vai durar 45 dias do que os especialistas chamam de "redução drástica de audiência".
Eu, particularmente, gosto de assistir aos debates quando deixo de lado as promessas que não serão cumpridas e me atenho às baixarias, às denúncias porque contêm, sempre, alguma coisa de verdadeira, conforme ouvi certa feita o prefeito da Cachoeira Francisco Andrade de Carvalho,(Francino) dizer: "quando o sujeito não tem rabo (defeito), a gente bota!"
No ano de 1989 eu estava morando ainda na Bahia, dirigia o jornal cachoeirano A Ordem.  Acabei sendo surpreendido com a vitória do alagoano Fernando Collor, o "Caçador de Marajás", um cabra absolutamente desconhecido do cenário político nacional mas, pela primeira vez soube se aproveitar, - e bem -, da propaganda nas emissoras de rádio e televisão.
 Nas eleições seguintes, morando no Rio, estava assumindo a diretoria comercial e de programação da Rádio Boas Novas e tive enorme trabalho porque não podia falhar de jeito nenhum nas inserções e no programa eleitoral por causa das pesadas multas, enquanto o TRE marcava de perto.
Por enquanto, amigos, segundo comentários que leio nos jornais, a campanha está morna, inclusive por conta do faustoso desastre que vitimou o então candidato Eduardo Campos e e homologação da candidata messiânica Marina Silva, subindo vertiginosamente na pesquisa realizada. Não se sabe até quanto irá.
O eleitorado brasileiro é levado pela emoção, adora tragédia. Eu era menino quando o candidato ao governo da Bahia o engenheiro Lauro Farani Pedreira de Freitas faleceu num desastre às vésperas das eleições. Anos depois, Clériston Andrade, também às vésperas do pleito, veio a falecer num desastre aéreo.  O substituto de Lauro Farani (Régis Pacheco) e de Clériston Andrade (João Durval) venceram a eleição.
A doutora Dilma, não obstante o tempo bem maior que terá na televisão, em se confirmando a tendência atual, terá de se acostumar com um segundo turno não obstante contar com o apoio do maior cabo eleitoral do país: Lula!
A oposição tem munição pesada com base em velhos e novos escândalos cujos efeitos no seio do pessoal beneficiado pela Bolsa Família é praticamente nulo.
Tenho o pressentimento que vão firme é na Marina, sobretudo se a sua posição se consolidar, se tudo não passar de um momento de comoção.
Também acredito que, num futuro próximo, tal ímpeto propagandístico atual está com os dias contados porque os canais a cabo já atingem a grande parte da população, com planos mais acessíveis que visam combater o "gatonet".
O que, então,modestamente percebemos? Que a propaganda política através das chamadas redes sociais vai ganhar o espaço e eu torço pra que isso aconteça, para que tal tendência se confirme. Por quê? Pelo simples fato de que haverá uma redução do poder dos partidos safados de venderem seus minutos a peso de ouro, negociarem nomeações e verbas para instituições filantrópicas e ONGs familiares. Por falar em ONGs, cujo significado é "Organizações Não Governamentais, no Brasil só funcionam se estiverem mamando nas tetas da Viúva.
Nas futuras campanhas via redes sociais o debate midiático será entre os "chapas brancas" (a fvor do governo" e o"os contra". Aguardem.

 





 

Nenhum comentário:

Postar um comentário