sexta-feira, 26 de setembro de 2014

FUTEBOL 

É penta! É penta! É penta!  

FAZIA um sol radiante naquela tarde de domingo de 4 de janeiro de 1976. O título do torneio intermunicipal de futebol amador seria disputado no Estádio 25 de Junho. Portanto, jogando em casa, com o apoio da sua ruidosa e entusiasmada torcida, notadamente a feminina  (foto), eram enormes as chances de a seleção local conquistar mais um título, o pentacampeonato, mesmo porque, a base vitoriosa de tantas conquistas havia sido preservada.
Quando a partida iniciou o estádio não cabia mais de gente. Cachoeira e Ibicaraí, os dois litigantes estavam cautelosos com alguns lances disputados de forma mais viril. Assim, logo aos 5 minutos, Melquíades, o perigoso atacante de Ibicaraí recebeu o cartão amarelo ao revidar um desarme do meia Bruno.
Aos 30 minutos da primeira fase, Binha avança pela esquerda e lança Toinho que, de calcanhar, serve a Dila (foto) que passa magistralmente para Bebeu soltar uma bomba de canhota e o goleiro Raminho de Ibicaraí só conseguiu ouvir o som da rede balançando: gol ! Gol da seleção cachoeirana!  Um a zero.
Os dois selecionados retornaram para a fase complementar sem qualquer alteração. Cachoeira parte pra cima querendo definir logo a partida. Aos 18 minutos, quando Bruno ia ser substituído por Almeida, Renan, um dos melhores jogadores ibicaraíense o atingia sem bola e, em consequencia, acabou expulso.
Como era de se esperar Cachoeira partiu para o ataque porém Ibicaraí  conseguiu equilibrar as ações. Aos 30 minutos, Melquíades, num rápido contra ataque, recebia uma bola de Beca e chutava de forma indefensável para o goleiro Acácio. Estava decretado o empate, uma verdadeira ducha de água fria.
Meus amigos, o mais incrível e inusitado iria ocorrer; aos quarenta e quatro  minutos e meio do final da partida, num lance idêntico ao anterior,Beca passava pra Melquíades que fez o segundo gol: Ibicaraí 2,Cachoeira 1
O estádio silenciou. Podia-se ouvir o ruído das águas do rio Paraguaçu batendo nas paredes do cais. A Charanga de Minerva parou de tocar. Torcedores começaram a descer das arquibancadas. As torcedoras começaram a chorar. O cenário era uma reedição da Copa de 50 no Maracanã.Não haveria mais tempo para nada !
É dada a saída e a bola passada para Almeida que arrisca um chute desesperado a longa distância e a bola vai se alinhar nas redes de Ibicaraí; estava decretado o empate, dois a dois! 
O estádio quase veio a baixo. Quem cria que tal coisa iria acontecer?  Teríamos, então, de realizar uma prorrogação de mais 30 minutos. Aos cinco minutos acontecia o primeiro lance de perigo, Dila (foto) um jogador de rara inteligência e habilidade, batia forte na bola e o goleiro Raminho defendeu parcialmente com a bola passando por toda a extensão do gol enquanto o árbitro William Batista encerrava o primeiro tempo faltando 5 minutos para o seu término!
No início do segundo tempo da prorrogação, novamente Dila escorava de cabeça um cruzamento e mandava a bola para o fundo da rede mas, o juiz invalidou o lance marcando uma falta no goleiro.
Dois minutos depois, num lance confuso na área de Ibicaraí, - sem direito a replay -, marcava penalti! Beca e Melquíades, os mais exaltados de Ibicaraí receberam cartão vermelho. Tião que não tinha nada com isso foi lá e guardou: gol da Cachoeira!
Quando o juiz ia apitar o final do jogo, novamente Almeida, - o homem dos gols surpresa - chutava da intermediaria e dava números finais à partida enquanto a torcida enlouquecida comemorava:
- É penta ! É penta! É penta!
Naquele domingo inesquecível, a seleção cachoeirana jogou com: Acácio, Calazans, Bermuda,e Deca. Putuca, Bruno (Almeida), Binha e Tião. Bebeu, Dila e Toinho (depois Balainho).
Daquele time eram três os nascidos em São Félix: Acácio, Babeu e Almeida.
A torcida cachoeirana (foto) festejou durante cinco dias.









MEMÓRIA
José Ramiro das Chagas   
  87 anos passados, no dia 11 de setembro de 1927, falecia na Cachoeira, sua terra natal, o decano dos empresários gráficos do estado,  José Ramiro das Chagas  (foto de um clichê de um jornal da época).
Filho do capitão Pedro Nolasco das Chagas e dona Ana Simplícia das Chagas, José Ramiro nasceu na Cachoeira no dia 16 de janeiro de 1845, contando, portanto, 82 anos quando do seu falecimento. 
Sua intensa capacidade de trabalho aliada a um talento e aptidões invulgares na arte gráfica fez com que ele lograsse uma clientela em várias cidades do interior e da própria capital do estado.
No ano de 1868, com apenas 23 anos de idade, José Ramiro fundou em sua terra natal um jornalzinho humorístico com o nome de O CRÍTICO,e, dois anos depois, no dia 2 de junho, o bi-semanário A ORDEM  ligado ao Partido Conservador e de apoio ao sistema monárquico. O referido jornal tinha no seu corpo redacional figuras como Aristides Milton (cachoeirano) e Inácio Tosta (sanfelixta).
Chagas coi um dos fundadores do extinto Montepio dos Artistas Cachoeiranos e do Asilo Filhas de Ana (atual Sacramentinas) e Mesário da Santa Casa de Miseericórdia da Cachoeira.
Diz-nos o seu biógrafo professor Pedro Celestino da Silva que, "o enterro de José Ramiro foi uma verdadeira apoteose, não tendo até então havido exemplo de igual demonstração de pesar na Cachoeira, que cobriu-se de pesado luto, sem distinção de classe ou de partidos, pela morte do seu ilustre filho e benemérito fundador de A ORDEM".
O referido jornal cachoeirano circulou por mais de 60 anos, um recorde sem dúvida para jornais interioranos. A Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro é guardiã de muitos anos de sua publicação e que podem ser consultados pois foram digitalizados.





O QUE DIZEM ALGUNS DOS LEDORES DESTE BLOGGER:

QUEM PEIDARAM NO “ARDITÓRIO”?
 Esse causo é massa! Ouvir o senhor contando, painho, é melhor ainda.
Antonio Oliosvaldo Menezes  Esta não e mentira não.Eu presenciei....me lembro de Aristides com seu pandeiro de lata. Memórias
Moacir Porto
 Causo verídico, mesmo. E, segundo as más línguas, o autor da flatulência foi uma figura apelidada de Galo Doca. Quando estou em Cachoeira e o vejo, sempre no Mercado Municipal, lembro-me deste causo. Rsss
Lêda Margarida Santos Leite Acabei de lê seus escritos adorei principalmente este
FELISBERTO GOMES – Briô
Inacio Tadeu Goncalves Silva Silva Conheci e não tinha um final de semana, que deixa-se de ler o jornal A CACHOEIRA com seção de aniversariantes da semana, noticias do esporte Cachoeirano campeonato da Liga ,Seleção de Cachoeira e noticias da sociedade Cachoeirana da região e do Pais, grande Briõ, merece ser realmente lembrado.
Arnold Vaccarezza Caro amigo cachoeirano Erivaldo, mas muito bem lembrado do meu querido tio Briõ eu sei do que voce está falando, lhe agradeco de coração, um abraço fraterno do seu amigo aqui atualmente em Minas Gerais especificademente em Pirapora até mais.
NOTA; Houve,até o memento 19 curtidores e 2 compartilhamentos.

LITERATURA DE CORDEL

Blogsel deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Literatura de Cordel NA GRÉCIA ANTIGA, o ensino er...": 
Muito obrigado! é a unica referência a literatura de cordel na cidade de Cachoeira BA na rede! obrigado, ajudou muito para um trabalho de escola! 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A construção da barragem de Pedra do Cavalo, uma obra do governo do estado da Bahia,em dado momento passou a ser o que comumente se chama de "cabide e emprego",e, a cada dia chegava mais um, sobretudo para o SERAD - Setor Administrativo - . Eu costumava saudá-los parafraseando um comercial muito badalado à época da Caixa Econômica Federal: 
- Vem pro SERAD você também...Veeemmm ! 
A "tia" Geni, copeira, colaborava no "batismo" dos recém-contratados servindo para eles não uma chicarazinha de café, mas, uma chicara GRANDE contendo sal !  E o mais incrível é que alguns chegavam a tomar tudinho apesar do riso da galera.
Tinha, também, mandar o coitado levar uma pesadíssima caixa que veio com uma máquina elétrica de escrever,cheia de pedras, andar pra baixo e pra cima no canteiro de obras com um calor de rachar bola de gude!
A minha pegadinha predileta era mandar o coitado lavar folhas de papel carbono alegando que ainda poderiam ser aproveitados. Para os mais novos uma explicação: papel carbono era um papel especial envolvido com um pigmento azul ou preto e era utilizado para multiplicação de cópias,pois não existiam as modernas impressoras.
Então, quando o lavatório estava cheio de tinta, aparecia o chefe administrativo,Aurelino Mário de Assis Ribeiro (Lelo), e dava o maior esporro:
- Você ficou maluco, rapaz? Que porra é esta?
E o novato tentava justificar:
- Foi o Brito que mandou...
- Limpa agora mesmo tudo isso aí !
E saía contendo a gargalhada
Dentre os personagens que enriqueceram os meus dias de barrageiro figuram os dois "Josés": José "Odorico" e José Carlos (Biro-Biro). Os dois estavam sempre em campos opostos,sempre pelejando até por fúteis motivos.
Certa feita, no meio de uma discussão em que um acusava o outro de ser puxa-saco me veio com essa:
- Você vai escolher AGORA, um engenheiro qualquer, pode ser da Odebrecht, Desenvale, Ceped ou Geotécnica e eu vou na sala dele e digo muita liberdade, esculhambo com ele. 
Zé Odorico recuou, ficou claudicante, não decidiu. Diante do inusitado revolvi dar o meu pitaco:
- Posso sugerir ?!
Os dois não toparam,feliz ou infelizmente.
Quando o doutor Imbassahy assumiu a secretaria estadual de recursos hídricos acumulando com a presidência da Desenvale, eu fui chamado para dirigir um projeto josrnalístico, surgindo daí o mensário Desenvale Notícias.Recrutei da Odebrecht a minha esposa, Luiza para secretariar o setor de comunicações,e,sobretudo para escrever numa IBM elétrica os textos na escala dentro da colunas estabelecidas. Luiza era fera!
O jornal era impresso em Salvador na gráfica de propriedade de Joaquim Cruz, meu conterrâneo e amigo de infância. Joaquim possuía um moderno parque gráfico com impressoras em offset, inclusive efetuando trabalhos em policromia.
O setor de comunicação funcionava junto a um auditório com mais de trezentos assentos. Ali recepcionavam-se visitantes, faziam-se palestras, exibiam-se filmetes da obra etc. Dificilmente a minha sala estava vazia, sobretudo nas segundas-feiras. Veio-me naquele dia inesquecível o Carlinhos Biro-Biro com uma novidade. Com ele a palavra:
- Botei na cabeça pra dar um passeio nas bandas da antiga Charqueada. A maré estava baixa. Sentei na Pedra Rachada e fiquei olhando as águas do rio, a outra margem onde via o Hospital de São Félix, o Varre Estrada...De repente, apareceu do nada um objeto metálico pairando a poucos centímetros do solo. Fiquei como que hipnotizado. Resultado; num passe de mágica eu só acordei dentro da espaçonave sendo observado por dezenas de alienígenas. Os caras eram mais magros do que eu, bracinhos e pernas finas e uma cabeça grande, olhos enormes...Parecia um gafanhoto ou um louva-deus com aquelas cabeças-de-arromba-navio! 
Deixei ele prosseguir sem sorrir nem falar:
- Dei uma bispada (olhada) em redor, assim meio desconfiado, numa cagaço (medo) danado de bater a caçuleta (morrer). Que esparro (uma fria) eu me meti !
E eu estava atento, não podia perder nenhum detalhe. Biro-Biro prosseguia:
- Mano velho, um deles de aproximou e fui informado que a nosso comunicação era via energia celebral, através do pensamento.
E a narrativa do Biro-Biro estava ficando mais interessante quando ele chegou no planeta do alienígena. A visita, segundo ele, não demoraria, ele que fora abduzido porque estava (segundo ele) dando bombeira (sem ter o que fazer,desocupado). 
Vamos deixar com ele a narrativa:
- Então seu Brito, o mangangão (manda chuva) da turma "conversou" comigo, "falou" (através do pensamento), da tecnologia avançada deles, que em qualquer lugar do universo é possível escutar sons, melodias intermináveis como aquela que eu estava escutando no planeta deles,e que a terra era prejudicada pelo barulho das nossas máquinas; que o calor gerado pelo nosso sol é o resultado de uma reação nuclear e não química, e que, apesar de brilhante ele não está queimando; que em nosso planeta, o que provoca as estações do ano, como o verão, não é a proximidade do sol, mas uma inclinação no eixo orbital que o tende para um lado.
Por fim, o extraterreste comento com Biro-Biro que "a astrobiologia estava engatinhando na terra", que eles já vinham há anos dando provas da existência deles fazendo desenhos de alta complexidade nos campos do mundo inteiro.
Já de volta para a aeronave, Biro-Biro resolveu preguntar:
- E a cura de doenças como o câncer?
O alienígena respondeu de pronto:
- Com uma planta que existe em abundância na terra: a semente do girassol !
Biro-Biro exultou:
- Rapaz!  Tô rico !  Vou comprar a fazenda de Benedito Luz, o posto de Caboclo Sala...
E o ET emitiu um pensamento de quem não gostou:
- Você agora, rapaz, não poderá mais retornar à terra, nosso código de ética não permite explorar o seu semelhante. Ato contínuo deu-lhe uma "gravata" para dominá-lo. Biro-Biro tentou resistir. O extraterreste apertava. Biro-Biro agarrou no braço dele, cravou a unha, meteu o dente e ouviu, pela primeira vez a voz do alienígena, parecia uma voz de criança, um choro de criança. E era!  Era a sua filha, Carla, que dormia na mesma cama do casal e atirara as suas perninhas no pescoço do nosso interplanetário heroi que despertou do pesadelo assustado.
A criancinha, coitada, não parava de chorar com uma das perninhas ensanguentada arranhada e mordida pelo seu abduzido papai.
 
Briô – Um jornalista cachoeirano esquecido  

HÁ oitenta anos passados, em o dia 18 de abril de 1934, era fundado o semanário A Cachoeira, o segundo com o mesmo nome na cidade vez que, João Antunes já o fizera nos idos de 1896. 
Compunham o corpo diretivo e redacional do novo semanário, Augusto Públio Pereira, Artur Nunes Marques, Nelson Silva, Cajueiro de Campos, Cândido Vacarezza, Sapucaia Sobrinho e Hermes Costa. Nas oficinas de A Cachoeira,Stelito Nazareth, Landinho Chagas, meu pai Antônio Loureiro de Brito (Jessé) e o menino aprendiz  Felisberto Gomes,Briô (foto)
Testemunha ocular de fatos que hoje fazem parte da própria história da cidade,  A Cachoeira funcionou, mesmo precariamente, até o ano de 1989, mais ou menos, graças a Briô que tinha de colocar dinheiro do próprio bolso para o jornal sair.
Em entrevista que ele nos concedeu para o jornal A Ordem, ele falou o óbvio; recebia pequenas contribuições do comércio e de eventuais assinantes que mal davam para cobrir despesas de compra de papel e envio dos jornais,e, da dificuldade em encontrar um sucessor.
 Além do seu trabalho meritório em registrar os nascimentos, falecimentos, noivados, casamentos, batizados etc. Briô foi um grande esportista, foi fundador do Real Atlético Clube que possuía sede própria e onde funcionava uma biblioteca com livros e revistas esportivas, foi secretário permanente da Desportiva do Paraguaçu e da própria Câmara de Vereadores durante várias legislaturas. quando o mandado dos Edis era sem remuneração.
O mais incrível é que, hoje, Briô é um personagem esquecido pelos seus conterrâneos. Não existe uma pequena praça, uma sala de aula, um cantinho na sede da Liga Cachoeirana de Futebol,um departamento qualquer da Câmara  que tenha o seu nome! 
Fazemos o pequeno registro na esperança de repararem-se tal injustiça.

MEMÓRIA

Antônio Loureiro de Souza   
HÁ 25 ANOS VOLVIDOS, no dia 29 de abril,falecia no Hospital Português em Salvador, o ilustre filho da Cachoeira, Antônio Loureiro de Souza (foto), aos 76 anos de idade. Nascido em o dia 13 de junho de 1913, o extinto era filho de Adolpho José de Souza e dona Laura Loureiro de Souza, era jornalista e um dos maiores historiadores da Cidade Heróica,professor e ex-diretor da Escola de Biblioteconomia e Comunicação da UFBA.
Membro da Academia de Letras da Bahia, Loureiro publicou vários livros e dezenas de artigos, primeiramente em os jornais da sua terra, "O Social" e "A Ordem", depois no diário "A Tarde" onde ocupou o cargo de secretário.
Sobre aquele período em que ele esteve diuturnamente na redação do vespertino baiano (na ocasião "A Tarde", conforme o nome sugere,saia às bancas de tarde),de repente aconteceu uma agitação muito grande na redação. Era a chegada do dono do jornal, o também cachoeirano Ernesto Simões Filho que, aproximando-se da sua carteira de trabalho disse o seguinte:
- Eu leio os artigos que o senhor escreve, sobretudo sobre a nossa Cachoeira. Mas, o senhor tem um defeito que é inerente a todos os cachoeiranos; é muito vaidoso quando fala da terra natal! 
Belos tempos aqueles em que os cachoeiranos tinham do que se orgulhar da terra em que nasceram.

 
 
MANIFESTAÇÃO DOS LEDORES DESTE BLOG ATRAVÉS DO E-MAIL
britopatriarca@gmail.com
Tenho ótimas recordações da Cachoeira. Lembro quando o time cachoeirano ganhava, era uma festa maravilhosa,saíamos pelas ruas atrás da Charanga cantando e dançando. Altas comemorações. Vendo a foto publicada, inúmeras cenas vieram na minha mente. Quanta saudade daqueles tempos que não voltam mais e que valem bastante e continua valendo pois as recordações são ótimas.
Raquel dos Reis Morais.

Acabei de ler os seus escritos. Adorei, principalmente o "causo" intitulado "quem peidaram no arditório"
Lêda Margarida Santos Leite.



Estou rindo da vinheta, veiculada na televisão, de um candidato a presidente. Ele, que não tem muito tempo, fala muito rápido e de forma rebuscada, usando de forma engraçada a palavra "doravante". Quando vejo essas coisas lembro do meu amigo Erivaldo Brito, que conhece muitas anedotas e micos de políticos cachoeiranos e sanfelistas.

Não foi Erivaldo quem me contou, mas ouvi de alguém que aqui em Cachoeira tinha um camarada conhecido como João Minhas Políticas, que em cada dez palavras que pronunciava cinco eram a palavra doravante, e sempre concluía seus discursos com a frase: "doravante tenho dito!". O barato é que o espectador já previa que ele ia dizer a palavra e pronunciava com ele em coro: "doravante!", o que ele reafirmava, sisudo: "doravante mesmo!". A palavra "doravante" era usada propositalmente para dar a impressão de que ele falava bem, como aquele advogado que abusa da expressão "você é muito irredutível" como contra-argumentação porque a palavra "irredutível" soa sofisticada, faz parte do vocabulário culto. Tenho um amigo que é leitor assíduo de dicionario e ele adora a palavra energúmeno, beócio, vilipendiado...
Luiz Cláudio Dias do Nascimento.
Acely Araújo convidou você para o evento dela
Caruru de 7 poetas
Sábado, 27 de setembro at 13:00
Cachoeira Ba  
 Obrigado,querida, pelo convite. Estivesse aí na terrinha, com certeza estria presente.
Dona Dalva Convida' com Os Bantos
Domingo, 21 de setembro às 15:00 h.
CONVITE Casa do Samba de D. Dalva está a todo vapor e com grande programação musical. A segunda edição do 'Dona Dalva Convida' próximo domingo,dia 21 do corrente. Agradeço pela gentileza do convite.

      

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Diz-nos os livros de Ciências que a flatulência é o acúmulo de gases no tubo digestivo,e,que, ao serem expelidos, além do ruído característico cheiram mal. 
Outro dia acabei rindo muito no metrô ao ler num diário popular aqui do Rio de Janeiro de uma senhora, num ônibus,que cobriu a porrada num idoso que soltou um peido junto dela.
No anedotário da minha cidade natal, Cachoeira, na Bahia, está registrado um "causo" protagonizado por Elias Cardoso de Jesus, o Paco-Paco de saudosa memória, num programa de auditório do seu serviço de alto-falantes Vozes da Primavera.
Na ocasião o Vozes funcionava no sobrado da Sociedade Caridade dos Operários e tinha como locutores Aurelito Peru Careca e Argemiro T. de Almeida que, juntamente com Nane, era caixeiro do armazém de seu Aurino Souza. Argemiro era o sósia perfeito do músico Hermeto Pascoal (sem a cabeleira e a barba). 
Era uma tarde de domingo e estava rolando um Programa de Calouros. De repente surgiu do nada aquele fedor horrível daqueles que anunciam o pedido desesperado de algo que pede passagem. Elias estava no comando do programa de calouros. Diante da gargalhada interminável e do alarido do "fuuunn!" ele pegou o microfone e bradou:
- Quem peidaram no "arditório"?  Se eu descobri quem foi, empurro pela escada abaixo!
A mania, de peidão ocasionaram apelidos aos seus próprios autores, Dos que estou a lembrar no momento, uma da Cachoeira e outro da vizinha São Félix. 
O primeiro, o cachoeirano Zé da Peida, que teve uma perna amputada depois de uma fratura num lance de futebol com o goleiro Ivanildo Pedreira, que tinha o apelido de Furico de Ouro!  Já pensaram a manchete?  "FURICO DE OURO QUEBRA A PERNA DE  ZÉ DA PEIDA"
O outro cidadão, o sanfelixta, virava o cão quando alguém o chamava de Bufa Fria. Quase sempre eu o via pela manhã quando passava pelo Varre Estrada a caminho do meu trabalho em Pedra do Cavalo.
Bufa Fria era pescador, gostava de pescar jogando bomba, e olha que não tinha as duas mãos, mesmo assim pescava com um charuto aceso na boca, o cotoco segurando a explosivo que era atirado ao chão e chutado para o rio! Sujeito teimoso da zorra.
Um dos clássicos sobre pum era contado em todas as rodas de contadores de piadas. Hoje, não sei se a gente pode contar pois alguém pode me acusar de homofobia...
- Conta! Conta! Conta! 
Então vamos lá. O ambiente é um elevador lotado quando alguém solta um traque silencioso. Não demorou e o pessoal começou a chiar:
- Porco !
- Mal educado ! 
- Nojento !
Presente um policial que deu o ar de sua graça com sua habitual educação:
- Com todo o respeito das mulheres aqui presentes mas, se eu soubesse quem foi, eu enfiava este cassetete naquele lugar!
Uma voz efeminada falou:
- Olha seu guarda, não fui eu mas, assumo toda a responsabilidade!
Tem, também, um "causo" que eu contei em um dos meus livros e que aconteceu por ocasião de uma sessão do 25 de junho, naquele ambiente pequeno e quente da Câmara de Vereadores. Uma senhora se abanando com o programa da festa quando sentiu aquela vontade de soltar um pum. Sem poder levantar-se de onde estava, precavendo-se do provável ruído disfarçou tentando separar do programa o encarte em cartolina da imagem de Maria Quitéria: Práááá !  Suspirou aliviada.
Valter Gavazza que estava na cadeira logo atrás bateu no ombro dela e perguntou enfezado:
- Vai limpar o rabo aqui mesmo?
E para finalizar, um "causo" inédito. Corria o ano de 1946, o advogado cachoeirano radicado em São Félix Luiz Rebouças Soares era candidato a deputado estadual pelo antigo PSD.
Em plena campanha, as lideranças partidárias resolveram fazer uma caminhada no distrito de Santiago do Iguape.  Artur Pires e José Ramos de Almeida emprestaram as suas lanchas para levarem as autoridades locais e a filarmônica União Sanfelixta.
Quando lá chegaram, o chefe político local estava pra baixo e pra cima acompanhado por dois soldados como se fosse um prisioneiro. Talvez para efeito psicológico com a população local, ele próprio exigira "dois soldados armados de carabina"!
Estava, já na hora co comício. A filarmônica União Sanfelixta saiu à frente das autoridades executando uma marchinha carnavalesca. Na época era moda fazerem-se sátiras políticas, então, o grupo Anjos do Inferno gravaram uma marchinha cuja letra era mais ou menos assim:
Lá vem o cordão dos puxa-saco/ Dando vivas aos seus maiorais / Quem está na frente é passo pra trás / E o cordão dos puxa-saco / Cada vez aumenta mais!
O largo estava cheio de gente. O palanque não cabia mais de tanta autoridade. Todos aguardavam o discurso do candidato Luiz Soares, orador de largos recursos e notabilizado nos tribunais do juri.De repente, galera, dona Dilma, esposa de Luiz Soares soltou um peido silencioso. Virando-se para a companheira ao lado disse baixinho:
- Beta, você está de costas para o doutor Sálvio Martins!
A pobre coitada cheia de cerimônia virou-se no exato momento em que exalava o odor:
- Desculpa, doutor Sálvio !





HISTÓRIA
O 7 de Setembro
Há 180 anos passados deste mês de setembro (dia 24) aos 35 anos de idade, apenas, morria em Portugal D.Pedro I, o monarca que proclamou a Independência do Brasil.
D.Pedro I
D. Pedro (foto) era o quarto filho de D.João VI e D.Carlota Joaquina que vieram ao Brasil fugidos das tropas de Napoleão.
José Bonifácio
Bagunceiro e brigão, criado na Quinta da Boa Vista (bairro de S.Cristóvão, Rio de Janeiro), Pedro sofria de ataques epilépticos e sofria de distúrbio psicossomático que o levava a fazer sexo com escravas,prostitutas etc. O cara só pensava "naquilo", era um mulherengo da pesada contando como parceiro das suas atividades nada mais nada menos do que o seu próprio conselheiro, José Bonifácio de Andrada e Silva. 
D.Pedro esteva na Cachoeira em o dia 18 de abril de 1826. Aristides Augusto Milton em as Efemérides Cachoeiranas relata que, um liberto conhecido perla alcunha de Caetano da Fazenda, "dotado de um desembaraço admirável", fez um discurso apelando para que o monarca adiasse a sua viagem de volta. D.Pedro surpreendentemente aturou até cert5o ponto. De repente, num rompante que lhe era característico levantou-se e bradou:
" - Cala-te, negro,pois isto não te compete ! "
E arrematou:
" - Este preto foi escravo de padre ou de viúva!"
O autor da Efemérides embarca na onda racista ao acrescentar:
" - O rei teve graça, forçoso é confessar!"
   
Pedro Américo
Quanto ao ato simbólico do Imperador ao conclamar os seus soldados a retirarem os laços com as cores de Portugal no memorável 7 de setembro, não existe consenso entre os historiadores sobre o que de fato ele falou, sabendo-se apenas que estava de fato ,às margens do Ipiranga montado em uma mula e não em um belo cavalo conforme retratou o pintor Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1843-1905). Também é verdade que D.Pedro estava sofrendo de distúrbios estomacais.



O 7 de setembro do já distante ano de 1971, caiu numa terça-feira.  Eu estava secretário da prefeitura da minha terra natal na primeira gestão do prefeito Ariston Mascarenhas, o Ari Chambão.
A Cachoeira era uma das cidades da Bahia das mais badaladas pela mídia com reportagens de várias páginas coloridas da revista Manchete, a Feira do Porto sem concorrência, as festas de N.S. da Ajuda e Boa Morte, as conquistas do selecionado cachoeirano nos torneios intermunicipais de futebol, a comida caseira da Gruta Azul e muitos atrativos além da proximidade com a capital. Então, amigos, naquele 7 de setembro a cidade foi "invadida" por dezenas de ônibus especiais que chegaram lotados com passeantes da capital do estado, notadamente da Liberdade, bairro que concentra  grande parte de interioranos e que quando retornam às pequenas cidades se consideram avançados, que o povo da periferia é" tabaréu".  
Não demorou e os passeantes começaram a botar as manguinhas de fora; homens d sungas transparentes e mulheres de sutiã e calcinha preta banhando-se n as águas do rio Paraguaçu, promoveram "invasões" aos bares onde faziam confusão e muitos saiam sem pagar,marmanjos urinando nas ruas, casais no banco em frente ao Hotel Colombo em atitude e comportamento de uma preliminar sexual. Enfim, a saliência e a bagunça estavam comendo soltas.
Aí, galera, a população reagiu. Eu estava nas escadarias da prefeitura com alguns vereadores quando o pau comeu na porta do compadre Valdir de Gegeu, seu genro Roque Minha Rola e  outros não identificados que estavam no Bar O Sucesso de Dadinho.
O sargento do Tiro de Guerra mostrou liderança ao manter a tropa em ordem unida.. Os soldados estavam se coçando pra dar porrada. Muita gente, inclusive mulheres tiveram de serem atendidos no hospital da Santa Casa. Muitos ônibus foram depredados. 
Naquela noite, na porta do cinema, o assunto era só aquele. Massa Bruto, professor e lutador de karatê ficou lamentando por não ter chegado em tempo.
Não fui assistir ap desfile na presidente Vargas. Estou muito comodista e fugindo de previsíveis confusões. Aliás só estive por lá quando vim ao Rio pela primeira vez.
Li depois que, ao término do desfile, um grupo de 500 black blocs agrediu jornalistas, desacatou policiais e queimaram duas bandeiras nacionais!  Como a maioria dos brasileiros respeitam os símbolos nacionais, o pequeno grupo levou a maior vaia.


 

 
 

Datas
O JORNAL DE ONTEM HOJE E SEMPRE selecionou algumas datas desta primeira quinzena do mês de setembro para os que apreciam as coisas do passado, sobretudo as curiosas, como por exemplo, o que fez na cidade da Cachoeira, na Bahia, o Conde de Lascasas ao comer bananas com casca e tudo!
O Conde d'Eu
NO DIA 3 DE SETEMBRO DE 1889 - Visitava a Cachoeira o lorde Luiz Felipe Maria Fernandes de Orleans (1842-1922), o Conde d'Eu,consorte da Princesa Isabel. Segundo relatos da época, o conde teve uma acolhida triunfal que foi organizada pelo então Partido Liberal.
NO MESMO DIA 3, porém no ano de 1840, a Cachoeira recebia a visita de Francisco Fernando de Orleans. o Príncipe de Joinville e sua comitiva. 
O Príncipe de Joinville
O príncipe veio de passagem à Bahia nos navios Belle Poule e Favorite que ficaram ancorados no porto da capital. Eles transportavam os restos mortais da Napoleão que estavam na Ilha de Santa Helena para a França.
Contam que, o conde de Lascasas, um dos integrantes da comitiva do príncipe de Joinville que também veio a Cachoeira, para espanto geral da população do navio, comia bananas com casca e tudo !
General Labatut
TAMBÉM NO DIA 3, no ano de 1849, falecia em salvador o general francês P. Labatut (1776-1849). O referido militar, em 1822, veio algumas vezes a Cachoeira objetivando organizar o chamado Exército Pacificador que teve decisiva participação na expulsão do lusitanos da capital baiana no memorável 2 de julho de 1823.
O general Labatut, antes de vir para o Brasil esteve na Colômbia ao lado de Simon Bolívar.
Brigadeiro Rodrigo Brandão
 DIA 10 (1855) - Falecia em Salvador o ilustre cachoeirano brigadeiro Rodrigo Falcão Brandão (1789-1855) que participou ativamente da insurgência contra a Corôa pçortuguesa e comandou um batalhão de alistados em terras cachoeiranas, sobretudo da região de Santiago do Iguape.


 




 





 
Curiosidades da Bíblia
O CANAL por assinatura Discovery chanel apresentou recentemente um documentário focalizando o maior crocodilho já encontrado no mundo. Por mais incrível que possa parecer. a Bíblia já nos fala de tal animal inclusive dando-lhe o nome de Leviatã.
Segundo o documentário, o crocodilho deixa um rastro luminoso na lama que vem sendo pesquisado em laboratório por conter um antibiótico natural.
No Livro de Jó (2:8 e 41:1), o Leviatã é descrito da seguinte forma:
"apenas vê-lo já é assustador; Quem ousa abrir as portas da sua boca cercada com seus dentes terríveis? Possuem fileiras de escudos firmemente unidos; cada um está tão perto do outro que nem o ar passa entre eles".
E o que é mais incrível:
" Seu ventre é como caco dentado e deixa rastro na lama (o grifo é nosso), como o trilho de debulhar".




sexta-feira, 5 de setembro de 2014

LEGISLANDO EM CAUSA PRÓPRIA



















E para o aposentado do INSS não vai nada?!  

Desculpe a ignorância do macaco aqui mas, o governo gastou uma fortuna (em torno de 10 bilhões) para sediar a Copa e agora o ministro do "pibinho" vem pra cima de mim afirmando que por causa do evento a economia do país foi prejudicada! Parafraseando Castro Alves eu direi "Ô Mantega, ô Mantega! Em que mundo, em que estrela tu te escondes" (Vozes d'Àfrica)
Quando eu me aposentei ganhava na época em torno de oito salários mínimos da época. Depois, igual aos demais aposentados do INSS fui descendo mesmo que rabo de cavalo. Aposentado no Brasil só para privilegiados serventuários de várias esferas, da Justiça etc e tal.
Apenas para refrescar a memória da galera, vamos por ordem cronológica dizer a quem devemos "agradecer" pela situação em que nos encontramos: primeiro Fernando Henrique por haver desvinculado o reajuste dos aposentados que ganhavam mais de um salário; aos ministros do STF (tão pródigos em concederem seus próprio aumentos) que permitiram que a lei fosse retroativa; ao "pai dos pobres", Lula, que no ano de 2006 vetou sem dó nem piedade o aumento de 15,67% aprovados pela Câmara e pelo Senado, e, finalmente a  doutora Dilma que vem mantendo o arrocho.
Até agora ainda não vi nenhum candidato abordar o assunto com a devida seriedade mas, o meu voto vai falar por mim.
 
COMENTANDO
Discriminação tem jeito?
É inerente aos humanos a discriminação para com  os que torcem por um time que não é o seu, professam outras religiões, pertencem a outra raça, fazem opção sexual tidas como fora do contexto.
A imprensa de um modo geral deu ênfase a fatos recentes de agressões odiosas no futebol, quando até negros se incorporaram nas imitações de macaco para ofender o goleiro do Santos.
Na Bahia, assistimos a um vídeo onde um rapaz acusado de ser ladrão, "por ser negro e pobre" conforme o próprio ofendido aos berros dizia enquanto ficava praticamente nu!
Eu era ainda menino na minha terra natal, Cachoeira, na Bahia,  quando fui testemunha ocular de vários casos de intolerância: racial, política, religiosa e até musical. O sujeito que gostava da Lira Ceciliana odiava aos adeptos da Minerva e vice-versa. A porrada comia solta, sobretudo quando coincidia que ambas estivesse tocando no mesmo evento. 
Testemunhei, também, respeitados Pais de Santo serem humilhados e presos com seus instrumentos e templos profanados, evangélicos sendo impiedosamente vaiados em solenidades de batismo em o rio Paraguaçu que banha a cidade.
E para descontraí, lembrei-me, agora, de um episódio que me foi contado pelo meu colega bancário Osmundo Araújo quando ele era vendedor de um laboratório farmacêutico. Estava programado de ele fazer uma visita a um médico famoso em Salvador, no Edifício Sulacap. Em lá chegando, em virtude de não haver um balcão de informações valeu-se de alguém que estava nas imediação; "Neguinho, você sabe onde é a sala de doutor fulano?"  Como sempre a cordialidade baiana funcionou. Osmundo que era um homem educado, agradeceu.
Ao bater à porta do consultório foi de pronto atendido pela recepcionista. Não demorou e ela mandou que entrasse. Aí é que aconteceu o inesperado: O "neguinho" que havia dado a informação era o próprio médico! Osmundo foi com a cara no chão e o próprio médico vendo a saia justa abraçou-o sorridente.
Na década de 60 um grupo do antigo PSD que apoiava o deputado Augusto Públio Pereira considerava que o candidato natural do partido era Julião Gomes dos Santos, então vereador municipal com uma votação extraordinária. Até o momento nenhum candidato havia obtido tal votação.
Acontece que, meus amigos, o controle do partido estava com o irmão do deputado, o ex-prefeito Anarolino Pereira que acabou sendo o indicado. Formou-se uma Coligação de apoio a Julião com Zeca Mascarenhas, Edgar Teixeira Rocha, Padre Fernando Carneiro, Dr.Marques,Nelson Lobo, Carlito Melo,Francisco Andrade de Carvalho (ex-prefeito),Pamponet, Libânio (Capoeiruçu), Quincas Torres e Carlos Lago (Murutuba) e no Iguape...Não lembro, agora.
No comício realizado em a Praça Maciel em prol da candidatura de Anarolino, o deputado doutor Augusto Públio ti9do e havido como orador experimentado e de largos recursos disse mais ou menos assim:
"Vejo chegando uma revoada de urubus!  Como um feixe de gravetos podres eu os esmagarei com as minhas próprias mãos!"
Acredito sinceramente que, a solução virá a longo prazo, desde o maternal, quem sabe criando-se uma disciplina específica. Com a palavra os pedagogos.