sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Briô – Um jornalista cachoeirano esquecido  

HÁ oitenta anos passados, em o dia 18 de abril de 1934, era fundado o semanário A Cachoeira, o segundo com o mesmo nome na cidade vez que, João Antunes já o fizera nos idos de 1896. 
Compunham o corpo diretivo e redacional do novo semanário, Augusto Públio Pereira, Artur Nunes Marques, Nelson Silva, Cajueiro de Campos, Cândido Vacarezza, Sapucaia Sobrinho e Hermes Costa. Nas oficinas de A Cachoeira,Stelito Nazareth, Landinho Chagas, meu pai Antônio Loureiro de Brito (Jessé) e o menino aprendiz  Felisberto Gomes,Briô (foto)
Testemunha ocular de fatos que hoje fazem parte da própria história da cidade,  A Cachoeira funcionou, mesmo precariamente, até o ano de 1989, mais ou menos, graças a Briô que tinha de colocar dinheiro do próprio bolso para o jornal sair.
Em entrevista que ele nos concedeu para o jornal A Ordem, ele falou o óbvio; recebia pequenas contribuições do comércio e de eventuais assinantes que mal davam para cobrir despesas de compra de papel e envio dos jornais,e, da dificuldade em encontrar um sucessor.
 Além do seu trabalho meritório em registrar os nascimentos, falecimentos, noivados, casamentos, batizados etc. Briô foi um grande esportista, foi fundador do Real Atlético Clube que possuía sede própria e onde funcionava uma biblioteca com livros e revistas esportivas, foi secretário permanente da Desportiva do Paraguaçu e da própria Câmara de Vereadores durante várias legislaturas. quando o mandado dos Edis era sem remuneração.
O mais incrível é que, hoje, Briô é um personagem esquecido pelos seus conterrâneos. Não existe uma pequena praça, uma sala de aula, um cantinho na sede da Liga Cachoeirana de Futebol,um departamento qualquer da Câmara  que tenha o seu nome! 
Fazemos o pequeno registro na esperança de repararem-se tal injustiça.

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