sexta-feira, 5 de setembro de 2014

COMENTANDO
Discriminação tem jeito?
É inerente aos humanos a discriminação para com  os que torcem por um time que não é o seu, professam outras religiões, pertencem a outra raça, fazem opção sexual tidas como fora do contexto.
A imprensa de um modo geral deu ênfase a fatos recentes de agressões odiosas no futebol, quando até negros se incorporaram nas imitações de macaco para ofender o goleiro do Santos.
Na Bahia, assistimos a um vídeo onde um rapaz acusado de ser ladrão, "por ser negro e pobre" conforme o próprio ofendido aos berros dizia enquanto ficava praticamente nu!
Eu era ainda menino na minha terra natal, Cachoeira, na Bahia,  quando fui testemunha ocular de vários casos de intolerância: racial, política, religiosa e até musical. O sujeito que gostava da Lira Ceciliana odiava aos adeptos da Minerva e vice-versa. A porrada comia solta, sobretudo quando coincidia que ambas estivesse tocando no mesmo evento. 
Testemunhei, também, respeitados Pais de Santo serem humilhados e presos com seus instrumentos e templos profanados, evangélicos sendo impiedosamente vaiados em solenidades de batismo em o rio Paraguaçu que banha a cidade.
E para descontraí, lembrei-me, agora, de um episódio que me foi contado pelo meu colega bancário Osmundo Araújo quando ele era vendedor de um laboratório farmacêutico. Estava programado de ele fazer uma visita a um médico famoso em Salvador, no Edifício Sulacap. Em lá chegando, em virtude de não haver um balcão de informações valeu-se de alguém que estava nas imediação; "Neguinho, você sabe onde é a sala de doutor fulano?"  Como sempre a cordialidade baiana funcionou. Osmundo que era um homem educado, agradeceu.
Ao bater à porta do consultório foi de pronto atendido pela recepcionista. Não demorou e ela mandou que entrasse. Aí é que aconteceu o inesperado: O "neguinho" que havia dado a informação era o próprio médico! Osmundo foi com a cara no chão e o próprio médico vendo a saia justa abraçou-o sorridente.
Na década de 60 um grupo do antigo PSD que apoiava o deputado Augusto Públio Pereira considerava que o candidato natural do partido era Julião Gomes dos Santos, então vereador municipal com uma votação extraordinária. Até o momento nenhum candidato havia obtido tal votação.
Acontece que, meus amigos, o controle do partido estava com o irmão do deputado, o ex-prefeito Anarolino Pereira que acabou sendo o indicado. Formou-se uma Coligação de apoio a Julião com Zeca Mascarenhas, Edgar Teixeira Rocha, Padre Fernando Carneiro, Dr.Marques,Nelson Lobo, Carlito Melo,Francisco Andrade de Carvalho (ex-prefeito),Pamponet, Libânio (Capoeiruçu), Quincas Torres e Carlos Lago (Murutuba) e no Iguape...Não lembro, agora.
No comício realizado em a Praça Maciel em prol da candidatura de Anarolino, o deputado doutor Augusto Públio ti9do e havido como orador experimentado e de largos recursos disse mais ou menos assim:
"Vejo chegando uma revoada de urubus!  Como um feixe de gravetos podres eu os esmagarei com as minhas próprias mãos!"
Acredito sinceramente que, a solução virá a longo prazo, desde o maternal, quem sabe criando-se uma disciplina específica. Com a palavra os pedagogos.




 

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