sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Diz-nos os livros de Ciências que a flatulência é o acúmulo de gases no tubo digestivo,e,que, ao serem expelidos, além do ruído característico cheiram mal. 
Outro dia acabei rindo muito no metrô ao ler num diário popular aqui do Rio de Janeiro de uma senhora, num ônibus,que cobriu a porrada num idoso que soltou um peido junto dela.
No anedotário da minha cidade natal, Cachoeira, na Bahia, está registrado um "causo" protagonizado por Elias Cardoso de Jesus, o Paco-Paco de saudosa memória, num programa de auditório do seu serviço de alto-falantes Vozes da Primavera.
Na ocasião o Vozes funcionava no sobrado da Sociedade Caridade dos Operários e tinha como locutores Aurelito Peru Careca e Argemiro T. de Almeida que, juntamente com Nane, era caixeiro do armazém de seu Aurino Souza. Argemiro era o sósia perfeito do músico Hermeto Pascoal (sem a cabeleira e a barba). 
Era uma tarde de domingo e estava rolando um Programa de Calouros. De repente surgiu do nada aquele fedor horrível daqueles que anunciam o pedido desesperado de algo que pede passagem. Elias estava no comando do programa de calouros. Diante da gargalhada interminável e do alarido do "fuuunn!" ele pegou o microfone e bradou:
- Quem peidaram no "arditório"?  Se eu descobri quem foi, empurro pela escada abaixo!
A mania, de peidão ocasionaram apelidos aos seus próprios autores, Dos que estou a lembrar no momento, uma da Cachoeira e outro da vizinha São Félix. 
O primeiro, o cachoeirano Zé da Peida, que teve uma perna amputada depois de uma fratura num lance de futebol com o goleiro Ivanildo Pedreira, que tinha o apelido de Furico de Ouro!  Já pensaram a manchete?  "FURICO DE OURO QUEBRA A PERNA DE  ZÉ DA PEIDA"
O outro cidadão, o sanfelixta, virava o cão quando alguém o chamava de Bufa Fria. Quase sempre eu o via pela manhã quando passava pelo Varre Estrada a caminho do meu trabalho em Pedra do Cavalo.
Bufa Fria era pescador, gostava de pescar jogando bomba, e olha que não tinha as duas mãos, mesmo assim pescava com um charuto aceso na boca, o cotoco segurando a explosivo que era atirado ao chão e chutado para o rio! Sujeito teimoso da zorra.
Um dos clássicos sobre pum era contado em todas as rodas de contadores de piadas. Hoje, não sei se a gente pode contar pois alguém pode me acusar de homofobia...
- Conta! Conta! Conta! 
Então vamos lá. O ambiente é um elevador lotado quando alguém solta um traque silencioso. Não demorou e o pessoal começou a chiar:
- Porco !
- Mal educado ! 
- Nojento !
Presente um policial que deu o ar de sua graça com sua habitual educação:
- Com todo o respeito das mulheres aqui presentes mas, se eu soubesse quem foi, eu enfiava este cassetete naquele lugar!
Uma voz efeminada falou:
- Olha seu guarda, não fui eu mas, assumo toda a responsabilidade!
Tem, também, um "causo" que eu contei em um dos meus livros e que aconteceu por ocasião de uma sessão do 25 de junho, naquele ambiente pequeno e quente da Câmara de Vereadores. Uma senhora se abanando com o programa da festa quando sentiu aquela vontade de soltar um pum. Sem poder levantar-se de onde estava, precavendo-se do provável ruído disfarçou tentando separar do programa o encarte em cartolina da imagem de Maria Quitéria: Práááá !  Suspirou aliviada.
Valter Gavazza que estava na cadeira logo atrás bateu no ombro dela e perguntou enfezado:
- Vai limpar o rabo aqui mesmo?
E para finalizar, um "causo" inédito. Corria o ano de 1946, o advogado cachoeirano radicado em São Félix Luiz Rebouças Soares era candidato a deputado estadual pelo antigo PSD.
Em plena campanha, as lideranças partidárias resolveram fazer uma caminhada no distrito de Santiago do Iguape.  Artur Pires e José Ramos de Almeida emprestaram as suas lanchas para levarem as autoridades locais e a filarmônica União Sanfelixta.
Quando lá chegaram, o chefe político local estava pra baixo e pra cima acompanhado por dois soldados como se fosse um prisioneiro. Talvez para efeito psicológico com a população local, ele próprio exigira "dois soldados armados de carabina"!
Estava, já na hora co comício. A filarmônica União Sanfelixta saiu à frente das autoridades executando uma marchinha carnavalesca. Na época era moda fazerem-se sátiras políticas, então, o grupo Anjos do Inferno gravaram uma marchinha cuja letra era mais ou menos assim:
Lá vem o cordão dos puxa-saco/ Dando vivas aos seus maiorais / Quem está na frente é passo pra trás / E o cordão dos puxa-saco / Cada vez aumenta mais!
O largo estava cheio de gente. O palanque não cabia mais de tanta autoridade. Todos aguardavam o discurso do candidato Luiz Soares, orador de largos recursos e notabilizado nos tribunais do juri.De repente, galera, dona Dilma, esposa de Luiz Soares soltou um peido silencioso. Virando-se para a companheira ao lado disse baixinho:
- Beta, você está de costas para o doutor Sálvio Martins!
A pobre coitada cheia de cerimônia virou-se no exato momento em que exalava o odor:
- Desculpa, doutor Sálvio !





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