sexta-feira, 12 de setembro de 2014

HISTÓRIA
O 7 de Setembro
Há 180 anos passados deste mês de setembro (dia 24) aos 35 anos de idade, apenas, morria em Portugal D.Pedro I, o monarca que proclamou a Independência do Brasil.
D.Pedro I
D. Pedro (foto) era o quarto filho de D.João VI e D.Carlota Joaquina que vieram ao Brasil fugidos das tropas de Napoleão.
José Bonifácio
Bagunceiro e brigão, criado na Quinta da Boa Vista (bairro de S.Cristóvão, Rio de Janeiro), Pedro sofria de ataques epilépticos e sofria de distúrbio psicossomático que o levava a fazer sexo com escravas,prostitutas etc. O cara só pensava "naquilo", era um mulherengo da pesada contando como parceiro das suas atividades nada mais nada menos do que o seu próprio conselheiro, José Bonifácio de Andrada e Silva. 
D.Pedro esteva na Cachoeira em o dia 18 de abril de 1826. Aristides Augusto Milton em as Efemérides Cachoeiranas relata que, um liberto conhecido perla alcunha de Caetano da Fazenda, "dotado de um desembaraço admirável", fez um discurso apelando para que o monarca adiasse a sua viagem de volta. D.Pedro surpreendentemente aturou até cert5o ponto. De repente, num rompante que lhe era característico levantou-se e bradou:
" - Cala-te, negro,pois isto não te compete ! "
E arrematou:
" - Este preto foi escravo de padre ou de viúva!"
O autor da Efemérides embarca na onda racista ao acrescentar:
" - O rei teve graça, forçoso é confessar!"
   
Pedro Américo
Quanto ao ato simbólico do Imperador ao conclamar os seus soldados a retirarem os laços com as cores de Portugal no memorável 7 de setembro, não existe consenso entre os historiadores sobre o que de fato ele falou, sabendo-se apenas que estava de fato ,às margens do Ipiranga montado em uma mula e não em um belo cavalo conforme retratou o pintor Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1843-1905). Também é verdade que D.Pedro estava sofrendo de distúrbios estomacais.



O 7 de setembro do já distante ano de 1971, caiu numa terça-feira.  Eu estava secretário da prefeitura da minha terra natal na primeira gestão do prefeito Ariston Mascarenhas, o Ari Chambão.
A Cachoeira era uma das cidades da Bahia das mais badaladas pela mídia com reportagens de várias páginas coloridas da revista Manchete, a Feira do Porto sem concorrência, as festas de N.S. da Ajuda e Boa Morte, as conquistas do selecionado cachoeirano nos torneios intermunicipais de futebol, a comida caseira da Gruta Azul e muitos atrativos além da proximidade com a capital. Então, amigos, naquele 7 de setembro a cidade foi "invadida" por dezenas de ônibus especiais que chegaram lotados com passeantes da capital do estado, notadamente da Liberdade, bairro que concentra  grande parte de interioranos e que quando retornam às pequenas cidades se consideram avançados, que o povo da periferia é" tabaréu".  
Não demorou e os passeantes começaram a botar as manguinhas de fora; homens d sungas transparentes e mulheres de sutiã e calcinha preta banhando-se n as águas do rio Paraguaçu, promoveram "invasões" aos bares onde faziam confusão e muitos saiam sem pagar,marmanjos urinando nas ruas, casais no banco em frente ao Hotel Colombo em atitude e comportamento de uma preliminar sexual. Enfim, a saliência e a bagunça estavam comendo soltas.
Aí, galera, a população reagiu. Eu estava nas escadarias da prefeitura com alguns vereadores quando o pau comeu na porta do compadre Valdir de Gegeu, seu genro Roque Minha Rola e  outros não identificados que estavam no Bar O Sucesso de Dadinho.
O sargento do Tiro de Guerra mostrou liderança ao manter a tropa em ordem unida.. Os soldados estavam se coçando pra dar porrada. Muita gente, inclusive mulheres tiveram de serem atendidos no hospital da Santa Casa. Muitos ônibus foram depredados. 
Naquela noite, na porta do cinema, o assunto era só aquele. Massa Bruto, professor e lutador de karatê ficou lamentando por não ter chegado em tempo.
Não fui assistir ap desfile na presidente Vargas. Estou muito comodista e fugindo de previsíveis confusões. Aliás só estive por lá quando vim ao Rio pela primeira vez.
Li depois que, ao término do desfile, um grupo de 500 black blocs agrediu jornalistas, desacatou policiais e queimaram duas bandeiras nacionais!  Como a maioria dos brasileiros respeitam os símbolos nacionais, o pequeno grupo levou a maior vaia.


 

 
 

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