sexta-feira, 26 de setembro de 2014

MEMÓRIA
José Ramiro das Chagas   
  87 anos passados, no dia 11 de setembro de 1927, falecia na Cachoeira, sua terra natal, o decano dos empresários gráficos do estado,  José Ramiro das Chagas  (foto de um clichê de um jornal da época).
Filho do capitão Pedro Nolasco das Chagas e dona Ana Simplícia das Chagas, José Ramiro nasceu na Cachoeira no dia 16 de janeiro de 1845, contando, portanto, 82 anos quando do seu falecimento. 
Sua intensa capacidade de trabalho aliada a um talento e aptidões invulgares na arte gráfica fez com que ele lograsse uma clientela em várias cidades do interior e da própria capital do estado.
No ano de 1868, com apenas 23 anos de idade, José Ramiro fundou em sua terra natal um jornalzinho humorístico com o nome de O CRÍTICO,e, dois anos depois, no dia 2 de junho, o bi-semanário A ORDEM  ligado ao Partido Conservador e de apoio ao sistema monárquico. O referido jornal tinha no seu corpo redacional figuras como Aristides Milton (cachoeirano) e Inácio Tosta (sanfelixta).
Chagas coi um dos fundadores do extinto Montepio dos Artistas Cachoeiranos e do Asilo Filhas de Ana (atual Sacramentinas) e Mesário da Santa Casa de Miseericórdia da Cachoeira.
Diz-nos o seu biógrafo professor Pedro Celestino da Silva que, "o enterro de José Ramiro foi uma verdadeira apoteose, não tendo até então havido exemplo de igual demonstração de pesar na Cachoeira, que cobriu-se de pesado luto, sem distinção de classe ou de partidos, pela morte do seu ilustre filho e benemérito fundador de A ORDEM".
O referido jornal cachoeirano circulou por mais de 60 anos, um recorde sem dúvida para jornais interioranos. A Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro é guardiã de muitos anos de sua publicação e que podem ser consultados pois foram digitalizados.





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