sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A Inauguração da “Estátua de Liberdade” cachoeirana
Quando Augusto de Azevedo Luz (foto 4) assumiu a direção do jornal cachoeirano A ORDEM, "a folha de maior circulação no interior do estado", órgão que circulava às quartas-feiras e sábados, ele promoveu uma espécie de enquete popular a fim de auscultar os cachoeiranos quanto ao local onde deveria ser erigido o movimento para lembrar aos prósteros a resistência dos seus avós ao jugo lusitano nos idos de 1822.
O jornal começou a publicar um cupão que era preenchido pelo leitor e depositado em uma urna na redação do jornal na rua Dr.Seabra (hoje Irineu Sacramento) nº 24,(hoje em completa ruína), no correr da agência da Caixa Econômica Federal.
Como era previsível, foram várias as sugestões: praça Dr.Milton, Praça da Aclamação e até na Pedra da Baleia.
Venceu, finalmente, a praça Teixeira de Freitas. A inauguração festiva se deu em a tarde do dia 12 de outubro de 1930 (foto 1), com as presenças de autoridades municipais, do prefeito Cunegundes Barreto (foto 2) e as filarmônicas Lira e Minerva Cachoeirana.
Segundo o jornal A ORDEM em sua edição de 22 ded outubro de 1930, o doutor Borges de Barros, "idealizador do plano construtor da Estátua da Liberdade", encaminhou à Comissão Patriótica  o seguinte ofício:
"Exmº Sr. Coronel Cunegundes Barreto, muito digno prefeito municipal da Cachoeira.
Em meu nome e no do Museu da Bahia cumpre-me agradecer a V.Exª o inexcedível auxílio prestado não só no tocante ao erguimento do monumento aos heróis cachoeirano inaugurado a 12 co corrente".
Com todo o respeito aos nossos avós, a tgal "Estátua da Liberdade" é uma cópia malfeita da verdadeira que se encontra em Nova Iorque e foi inaugurada coincidentemente no mesmo mês de outubro, porém no dia 28 e o ano 1886.
Na nossa modesta concepção artistica, o monumento deveria retratar o coronel Rodrigo Brandão conforme foto nº3 que ilustra esta memória.

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