sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Existem pessoas de uma imaginação prodigiosa, de uma fertilidade incrível, que contam histórias muito interessantes. São taxados de "mentirosos", mentirosos são os políticos.
Em as "Efemérides Cachoeiranas", Aristides Milton nos fala de um tal José Caetano Alvim que usando de seriedade (uma caracterítica dos nossos herois de hoje), dizia que plantou um pé de abóbora cujas ramas acabaram por entrar pela janela da sua cozinha. O mais incrível, - segundo relato do citado autor e obra -, é que as abóboras que pendiam da rama e eram retiradas, no dia seguinte aparecia nov fruta no lugar!
Meu saudoso compadre Valdir de Gegeu, dentre os vários "causos" e piadas contava a cerca de seu Sala (que eu não conheci) e era comerciante antigo na Cachoeira. O referido cidadão, - conforme Valdir dizia -, gostava de criar neologismos como certa feita na chegada do navio e uma composição férrea passando na ponte Pedro II disse:
- Tá vendo aí seu Valdir o que é o progresso? Transporte terrestre (apontando as marinetes e carros de praça), mareste (sinalizando com o indicador o navio paraguaçu), ferrestre (apontando para o trem), só falta mesmo o areste (apontando para as nuvens).
Do seu Sala, Valdir contava que, certa feita chegou um caminhão com uma mercadoria que ele não havia pedido e ele acabou declinando um verbo esquisito:
- Não as zas pedí, não as zas quero, quem as zas trouxa, as zas fique, as zas leve !
Vamos agora atravessar a ponte e vamos encontrar em São Félix o seu Portela conversando com Tote barbeiro.
- Pois é seu Tote; ontem cedinho quando cheguei no quintal vi que o pé de limão e3stava apinhado com cem rolinhas. Apanhei meu serrote e fui pensando em pegar todas as cem. Pé entre pé serrei o pé de limão e fui carregando para dentro de casa sem assustar nenhuma das cem rolinhas. Porém, quando estava contando tinha noventa e nove!
E Tote ficou curioso:
- Você não disse que eram cem?
E ele em cima da bucha:
- Você acha que eu vou mentir por causa de uma seu Tote?
Estava na moda usarem-se sapatos com peles de animais. Eu usava um assim, peludo, quando me encontrei com Wilson Pigmeu que foi logo afirmando o seguinte:
- Já tive um sapato assim, é de pele de gato.
- Como é que você sabe? - quis saber,curioso - .
E ele "esclareceu" bem a moda dele:
- Quando eu passei no passeio de seu Luiz (pai de Ceguinho) tinha um cachorro e meu sapato ficou com o pelo eriçado !
No verão cachoeirano de 40° Arlindo Tinoco me veio com essa:
- Cheguei em casa, tirei o blusão da farda do Ginásio que estava encharcado de suor e pendurei numa cadeira na sala de jantar. No outro dia quando fui pegar o blusão, para minha surpresa, tinha quase meio quilo de sal no chão!
E para não cansar o leitor mais duas recentes. Como sabemos as religiões são alicerçadas pela fé porém, independentemente disso e das denominações, existem as curas milagrosas, os livramentos, a paranormalidade, cirurgias mediúnicas etc e tal. Ouví recentemente dois "depoimentos" que se encaixam bem no presente "causo". O primeiro foi de um ex-padre de nome Nivaldo. Vinha ele a sua esposa de São Paulo para o Rio de Janeiro...um parêntese: já repararam que padre só larga a batina pra casar? Então, Nivaldo vinha no seu fusca que apresentava alguma falha mecânica a ele atribuída a "gasolina batizada" E veio tocando o carro, dirigindo e orando, ele a sua dígna consorte até que chegaram ao Rio e pararam na primeira oficina. Quando o  mecânico foi examinar e diagnosticar o problema perguntou, curioso:
- Cadê o motor ?!
Vamos passar rapidamente para o último "causo" que aconteceu a menos de um mês, quando de uma reunião de pastores, sendo autor o músico chamado Péricles. No seu depoimento ela falou de uma senhora crente que morava perto der um manguezal. Ele deu o nome e endereço mas eu não decorei.
A piedosa senhora tinha em sua despensa um pouco de farinha e alguns caroços de feijão. E entre orações lamuriava:
- Meu Deus, eu não tenho Bolsa Família, minha casa tá pelada, não tenho o que comer!
E foi tentar a sorte no manguezal. Para surpresa dela, apareceu do nada um caranguejo com uma cédula de cinquenta reais na boca !!!!!
O tal de Péricles Gaiteiro só não disse se o caranguejo foi sacrificado, o que para nós
cronistas do cotidiano e contadores de "causos" pouco importa, como dizem os italianos:
- Se non é vero...é ben trovato!
Bom final de semana, galera.




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