sexta-feira, 21 de novembro de 2014

FALECIMENTO
Professora Walda 
 Entre as recordações de meu tempo de menino-aluno da escola Montezuma, está a doce figura da minha professora Walda (foto) , uma educadora do quilate de suas colegas de magistério, Marion, Vanda, Zezé Magalhães, Dedé Onofre, Ursulina Luz, as irmãs Glorinha e Anita, Adalbélia, Guiomar, Lígia Deiró e tantas outras de uma geração em que, até a sociedade predominantemente machista da época, considerava um grande privilégio e orgulho ser "o marido da professora".
Filha de tradicionalíssima família cachoeirana, professora Walda de Miranda Gavazza Melo, veio a falacer no dia 15 do corrente em Salvador, segundo lí no Facebook.
 Com o coração de enternecida saudade, lembro-me de ter iniciado e de certo modo o gosto pela leitura e pelas artes graças a ela, obrigando-me a decorar e declamar poesias, elaborando, inclusive, um "jornal" em papel pautado a que ela deu o nome de 2 de Julho, contendo textos produzidos pelos colegas de classe. A tarefa recaiu sobre mim porque eu levava jeito, escrevia com letras de formas e ela dizia que eu seria "um perfeito calígrafo".
De vida social intensa, foi presidente da Falange Feminina da Desportiva do Paraguaçu e irmã benemérita da Irmandade de N.S. da Conceição do Monte, de cujo novenário sempre se fazia presente, mesmo depois de haver transferido o seu domicílio para a capital do estado. 
No dia da Missa festiva, 8 de dezembro, emprestava a sua belíssima voz ao solar acompanhada pela organista Stela Fróes e o violinista João Cândido, o "Valde Mirabilis Est!" de Charles Haenni para deslumbramento dos fiéis e enlevo do seu esposo, Laudílio Melo, também de saudosa memória.
Por fim, amigos e amigas, sobra-me razões para aplaudir a ilustre professora Walda, sobretudo porque, prestou, ela, à infância da sua amada terra natal, inestimáveis e inquestionáveis serviços e motivos sobejos para, neste instante, lamentarmos a sua morte.
Nossas condolências aos familiares.

 

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