sexta-feira, 21 de novembro de 2014

PERFIL BIOGRÁFICO
Antônio Loureiro de Souza  
Natural da cidade da Cachoeira, na Bahia, o nosso biografado nasceu no dia 13 de junho de 1913, sendo seus pais, o abastado fazendeiro Adolpho José de Souza e dona Laura Loureiro de Souza.
Passando parte da sua infância na cidade de Castro Alves, ali, juntamente com o seu primo Antônio Loureiro Brito (meu pai), davam os primeiros passos na lide jornalística, pendor que os levaram a colaborar com vários jornais da época tais como "O Social", "Pequeno Jornal", "A Ordem" e "A Cachoeira".
Acadêmico, professor e jornalista, diretor da Escola de biblioteconomia e Comunicação da UFBa, secretário de redação de A Tarde, era membro do Instituto Geográfico e Histórico  da Bahia e pertencia à Academia de Letras da Bahia.
Na sua profícua vida literária, Antônio Loureiro (foto acima) além de centenas de artigos, crônicas e sonetos, é autor dos livros "Notícia Histórica da Cachoeira" e "A Poesia Emocional de Pedro Barros", sendo, também, responsável junto à UFBa pelas reedições de as "Efemérides Cachoeiranas" e "Contos do Norte" de autoria dos também cachoeiranos Aristides Milton e Alberto Rabelo, respectivamente.
No período de 15 de maio a 6 de junho de 1978, coordenou  no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia um curso intitulado "Historiadores Baianos" aberto aos estudantes universitários, tendo como preletores, Cid Teixeira, Luiz Monteiro, Waldir Oliveira, Hildegardes Viana, Renato Berbert de Castro, Ana Amélia Nascimento, José Calazans e Angelina Garcês. Coube a ele falar sobre os primeiros cronistas e historiadores do período colonial.
Devido aos seus vastos conhecimentos da história da sua terra, e, sem dúvida, pelos seus recursos de retórica, teve o privilégio de ser orador oficial da solenidade do 25 de Junho nos anos de 1950, 1959 e 1982.
No ano de 1971 eu fui eleito Vereador da Cachoeira, então, em sessão do dia 21 de outubro, apresentei um requerimento para a criação da bandeira e do brasão cachoeiranos, indicando, naturalmente, o professor Loureiro para efetuar a pesquisa e, assim, concretizar as nossas pretensões para os festejos do sesquicentenário do épico e glorioso evento de 1822, o que efetivamente ocorreu com a ajuda do professor e historiador Cid Teixeira após consultas técnicas a peritos em heráldica.
O então presidente da Câmara, Geraldo Simões, depois de aprovada a matéria, claro, em papel timbrado oficiou ao professor Loureiro que, fazendo jus ao título de educador, ao aceitar "o honroso encargo", aproveitou para fazer a oportuna observação em carta datada de 8 de novembro de 1971:
"A expressão deve ser, sempre, a Cachoeira, na Cachoeira, da Cachoeira, etc, e, não em Cachoeira, de Cachoeira etc, isto porque o vocábulo Cachoeira é um substantivo apelativo. Por essa circunstância, é-lhe impressindível a companhia do determinativo a.  Vou em Cachoeira é um modo absurdo de expressão é o mesmo se disséssemos; vou no lugar onde estou!  Assim, não esqueçamos: vim da Cachoeira, vou à Cachoeira. A preposição a é de movimento; a preposição em é de estada. Não é possível mais clareza.  Dessarte, valeria, e muito, corrigir-se o erro, para que a cidade de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira tivesse o seu nome correto".
Em o dia 29 de abril de 1989, o ilustre biografado que se encontrava internado no Hospital Português, em Salvador, veio a falecer aos 76 anos de idade, sendo sepultado no domingo, dia 30 no cemitério Jardim da Saudade.
O funeral ocorreu num clima de grande comoção, usando da palavra o poeta Clóvis de Lima, a historiadora Concuelo Pondé de Sena, Terezinha Café,e, finalmente, em nome da família enlutada, seu filho Bernardo Loureiro.




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