sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

MEMÓRIA
Pra balançar o coreto 
Houve uma época, meninos e meninas, que em qualquer cidade, sobretudo do interior, existia um coreto na praça, locais onde as filarmônicas da cidade faziam suas exibições em dias de festa. Na minha cidade, Cachoeira, na Bahia, não foi diferente, e, hoje, o que pode ser considerado "um elefante branco" foi palco das mais legítimas e pioneiras manifestações artísticas dos nossos antepassados.
Provavelmente,o mais antigo coreto cachoeirano é o belíssimo que foi construído no centro do chamado Jardim Grande (foto acima e durante a cheia de janeiro de 1940) e que eu já alcancei como abrigo de um pobre coitado homem de rua apelidado de Maresia.
Pois bem; em julho de 1930, sendo prefeito o senhor Cunegundes Barreto(foto),foi baixado um Decreto em que,à partir daquela data, as filarmônicas Lira Ceciliana e Minerva Cachoeirana se reversariam aos domingos naquele local.
O público prestigiava as apresentações e os adeptos discutiam durante a semana qual das duas havia se apresentado melhor enquanto anunciavam "surpresas" com a apresentação de novas peças e de músicos vindos de outras cidades.
Eu era adolescente quando a Irmandade de N.S. da Conceição do Monte inaugurou em 8 de dezembro de 1960, no adro da igreja, bem no meio da área a gente jogava futebol, o seu coreto.
Na Cachoeira, - do que estou a lembrar -, existem, além dos citados, um coreto no Caquende bem em frente à capela de N.D. da Conceição dos Pobres e o que foi consttruído no Cucuí, hoje Félix de Brito, na gestão do prefeito Geraldo Simões na sua gestão (1983/88) que aparece na foto acima que ilustra este artigo.

 

 

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