sexta-feira, 30 de janeiro de 2015


 
A prova do crime
De repente, assim do nada, acontece um "devorteio", uma cólica inesperada, prenúncio de que o "numero dois" está pedindo passagem. Duvido que já não tenha acontecido com você, caro leitor. E o pior é que nem sempre a situação é favorável, acontece normalmente na rua ou em ocasiões impróprias, né mesmo?
Não lembro mais a data, - nem vem ao caso -, mas, eu estava na porta do Solis Bar do saudoso amigo Domingos Miraldo Costa, Domingão, quando sentí aquela urgência de atender uma necessidade fisiológica. O meu primeiro pensamento foi ir até o sobrado onde morava a minha madrinha,Laura. Ao chegar na porta do referido sobrado, pensei o seguinte: "poxa, há muito tempo não piso os pés aqui, vou subir logo agora que estou necessitando ir ao sanitário?!"
Resolvi seguir adiante, ir até a casa da minha mãe, ali na rua Quintino Bocaiuva, Curiachito. 
A minha estratégia foi desviar o pensamento. Fui contando qual seria a quantidade de passos da casa da minha madrinha até a casa da minha mãe. E lá fui eu contando os passos achando que a medida que eu ia me aproximando da rua os passos iam se encurtando, a velocidade diminuindo.Andar com pressa é pior.
Finalmente cheguei até a Fábrica de Ladrilhos Ônix. faltavam poucos metros. O meu amigo e proprietário da fábrica, Adaucto Salles Ribeiro, de dentro do balcão gritou:
- Vai passando assim sem dar uma chegadinha? Eu respondi qualquer coisa como "volto já!" Estava suando que nem cuscus.
Ih! quando cheguei na casa da minha mãe, porta fechada, ela havia saído. Metia a mão na janela que era de guilhotina. Ah, felizmente não estava trancada por dentro. Saí, já, de calça arriada correndo pelo corredor.
Bem,tomei uma bela ducha e, como de costume lavei minha cueca pendurando-a num arame no quintal.
Algum tempo depois eu encontrei com a minha saudosa mãe e lembrei-me de preguntar:
- Minha mãe, a senhora viu uma cueca vermelha que eu deixei pendurada no quintal da sua casa?
E ele, surprêsa:
- Era sua? Rapaz, eu pensei que era de Rubem...dei umas porradas nele, disse que ele tinha tomado um fofaq cu e saiu deixando pistas no corredor e como prova a cueca e ele continuava teimando com aquela boca dura que nel siri !
 

 

 
 
 
CINEMA
O Mágico e o Delegado
 Foi mais um filme que foi rodado, em parte, no município da Cachoeira, na Bahia, no ano de 1983, tendo como artistas principais, Nelson Xavier ( o Mágico) e Luther Luís (o Delegado).
A trama do filme começa de fato quando a trupe viaja de trem e vai se apresentar no interior, (no caso, Cachoeira),num show de variedades com número de danças, músicas,e, naturalmente, mágicas.
Num dia de feira livre na cidade, a amante do mágico fica condoída com a pobreza dos feirantes e, acreditando nos poderes dele, o pede para transformar todo aquele ambiente. O delegado resolve mostrar que a autoridade é ele e prende o mágico.
Dentre os figurantes, temos a participação especial do comerciante Aloísio Berto da Silva, o saudoso e conhecido "Pai Tomaz". 
O filme está disponível no site You Tube.

 


 
OPINIÃO
Personalidade do Ano
O jornal O Globo promove todos os anos a escolha dos brasileiros que se enquadram no perfil do título desta matéria. Se nos fosse permitido votar, escolheria sem dúvida alguma o jovem professor e advogado  Sérgio Fernando Moro,(foto) sim, ele mesmo, o discreto, competente e formal Juiz Federal  que colocou na cadeia dirigentes das maiores empreiteiras do país, envolvidos, todos, com partícipes na chamada Operação Lava-Jato que vai chegar aos figurões da política nacional.
É sabido que, na Vara Criminal de Curitiba que o Meritíssimo preside não existem processos acumulados; que foi ele o responsável por homologar o primeiro acordo de delação premiada no país; que ele é de um rigor em suas sentenças eivadas de enorme rigor metodológico não deixando brechas para que os mais renomados advogados do Brasil consigam êxito.
O Meritíssimo doutor Sérgio Moro, vem deixando claro que a Petrobras é a grande vitima no processo, e tem provas que comprovam o esquema montado ardilosamente para roubá-la, não envidando esforços  para punir os criminosos e  na medida do possível, os prejuízos sejam minorados com o repatriamento da grana.


 
Três jogadores extraordinários
Só o pessoal da Velha Guarda vai lembrar dos três extraordinários jogadores da foto, na ocasião atuando pelo Almeidense da cidade do mesmo nome. Os três "pertenciam" ao time do Cruzeiro Cachoeirano. Da esquerda para a direita: Badu, Luiz "Aranha" e Hugo Mascarenhas.
Badu era um goleador nato, atuava em vários times do interior. Já de certa idade, foi inscrito por Morenito para atuar no Cruzeiro, era a "arma secreta".  Ele acabou fazendo o gol da vitória que deu o campeonato e derrotou a Colônia.
Luiz "Aranha" jogou no campeonato sanfelixta defendendo o Cruzeiro. Atuou como profissional no Vitória da capital.
Hugo Mascarenhas tinha várias propostas de clubes da Bahia. Ele sonhava jogar no Flamengo do Rio de Janeiro quando fraturou a perna, na ocasião descartado para atuar como profissional.


 
 
Túnel do Tempo
 Mais uma vez o fotógrafo Juquinha se nos apresenta uma foto de março do ano de 1940, da enchente do rio Paraguaçu do referido mês e ano. Na foto a Avenida Salvador Pinto na vizinha cidade de São Félix-BA. 
Para os que não conheceram, o enorme prédio à direita, pertenceu e funcionou a fábrica da charutos Costa Penna.

MEMÓRIA
O cantor das multidões

ESTE ANO, a música popular brasileira deverá (ou deveria?) comemorar o centenário de Orlando Silva (1915/1978), o "Cantor das Multidões" como foi cognominado pelo narrador esportivo Oduvaldo Cozzi.
Apresentado pelo compositor Bororo ao já famoso Francisco Alves, o "Rei da Voz" que tinha um programa na Rádio Nacional, Orlando Silva (foto) conseguiu uma carreira meteórica gravando músicas que fizeram estrondoso sucesso no pais tais como, "Aos pés da Cruz", "Lábios que eu beijei", A Jardineira", "Aos pés da Cruz", "Carinhoso", "Rosa", "Trés Lágrimas" e "Enquanto houver Saudade", dentre outras.
Guardas as devidas proporções, Orlando Silva gozava de prestígio igual a Roberto Carlos nos dias atuais.
Como era de praxe naquela época, Orlando Silva esteve se apresentando para o público cachoeirano que lotou as dependências do Cine Teatro Cachoeirano. Eu usava calças curtas, na época, porém, lembro que eu fui levado ao show. Recordo da forma entusiástica com que reagia a platéia após cada música que o ídolo cantava, os pedidos de bis.
Durante muito tempo, aquela apresentação era o comentário na roda dos adultos. Meu tio, Beline, conversando com o amigo dele, Cachico, não só tentava imitar a voz do seu ídolo como elogiou o fato de, no início do show, ele ter prestado uma homenagem à mãe dele, dona Balbina.

 
 
A morte do fundador de O Guarany  
A cidade da Cachoeira foi surpreendida naquela sexta-feira, 27 de janeiro de 1888, com a notícia do falecimento prematuro de um dos seus filhos mais ilustres, Augusto Ferreira Mota (foto) de apenas 28 anos, proprietário e redator-chefe do jornal O Guarany, que chegou a circular diariamente, posição pioneira entre jornais interioranos.
Dentre as campanhas encampadas por Augusto Mota, está a implantação do Carnaval na histórica cidade baiana em substituição ao famigerado Entrudo, uma "brincadeira" violenta que consistia em atirar farinha de trigo, talco, água e até fezes e urina !!!
O Entrudo na Cachoeira fez uma vitima fatal; o jovem José Ramiro das Chagas Filho, de apenas 18 anos, filho do proprietário do jornal cachoeirano A Ordem. Pensando que seria "entrudado" pelo jovem, o comerciante Cesário Avelino da Silveira o assassinou.

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Opinião 1
Imortalidade, uma obsessão humana 
NÃO EXISTE nenhuma religião que não explique a vida e a "vida" após a morte, o além-túmulo.
Por que ocorre tão delirante busca pela imortalidade? Até mesmo os que não professam religião alguma alimentam a esperança de que algo exista na "passagem para a outra dimensão".
Faço parte dos que acreditam que, é através do DNA que é passado de geração para geração, como os traços genéticos e até doenças, talvez quanto à memória seja transferível, ou seja, a personalidade humana sobrevive à própria morte.
Já li em tempos passados que estudiosos sérios da doutrina espírita fizeram um pacto com  pessoas da família ou amigos íntimos de quando mortos, mandarem em códigos previamente combinados. Até hoje, infelizmente, nenhuma coisa foi comprovada cientificamente.Ou haverá mesmo tal possibilidade de comunicação?
Eu sou testemunha de alguns depoimentos de pessoas que estiveram clinicamente mortas e retornaram à vida, como a sogra do meu vizinho da Vila Residencial de Muritiba o tenente Castilho. O outro foi o de Laudelino Melo que todos aguardavam apenas o desenlace e a hora do sepultamento.. Pois bem, ele "despertou" e contou das conversas, das pessoas que o visitaram como eu, por exemplo. E contou que encontrou-se com Nossa Senhora da Ajuda que falou com ele: É cedo, ainda!"  E seu Laudelino veio a falecer muitos anos depois!
Ah! lembrei agora: eu tive um sonho, há muito tempo atrás que me deixou impactado. Eu estava acompanhando um sepultamento, e subia a ladeira do Rosarinho. Por mais que eu tentasse não conseguia reconhecer nenhuma das pessoas que faziam parte do cortejo fúnebre. Já estava entrando no portão do cemitério quando eu levei o maior susto: o morto era eu!
Como é que aquilo era possível, eu mesmo acompanhando o meu sepultamento? Acordei impressionado. De manhã bem cedinho encontrei como o meu irmão, Nido que se ofereceu a ir comigo até o cemitério do Rosarinho. Em lá chegando,apontei para o local, uma carneira, onde o ataúde foi colocado. Havia uma placa de madeira  mas estava tão gasta que não conseguia ver nada. Meu irmão estava interessado em um palpite para jogar no bicho! rsrsrs.
O filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788/1860) (foto à esquerda) de quem os operadores de Direito tanto ouviram falar em salas de aula, talvez influenciado por pensamentos budistas ou hindus,escreveu que "o mundo físico é uma ilusão", enquanto Darwin (1809/1882) (foto  á esquerda) garantiu em sua teoria que "não existe nenhuma distinção entre nós e outros animais no que se refere a seleção natural". Em assim sendo, até prova em contrário, estaremos todos condenados à extinção e ponto final.
 



Opinião  2
Pena de Morte  
O assunto dominante da semana, foi o fuzilamento do brasileiro na Indonésia, onde todo o mundo que entra é informado que o tráfico de drogas por lá é punido com a pena capital.
O apelo da doutora Dilma faz parte da encenação diplomática, o ordenamento jurídico de qualquer país tem de ser respeitado, haja vista a negativa do então presidente Lula em extraditar o terrorista italiano, vocês estão lembrados?
Para um país tolerante ao extremo como o nosso, bastariam os onze anos de prisão que o brasileiro sofreu, coisa que nenhum mensaleiro ou do atual "petrolão" vão "sofrer".  Duvido que algum brasileiro vá tentar desembarcar na Indonésia com drogas. 
Enquanto isso, apesar da condenação à pena capital, todos os dias morrem brasileiros vitimas de "balas perdidas" e "balas achadas", a bandidagem continua matando, policiais continuam matando, milhares de famílias choram a perda de vidas por causa das drogas por culpa da droga que é o nosso código penal.
Por fim, só espero que a hipocrisia oficial não vá receber as cinzas do apenado com o fuzilamento na Indonésia com honras militares.
 
CALOR DE RACHAR BOLA DE GUDE
A chapa “tá” quente neste Verão  
"Que calor do cacete !"   Com algumas variantes pornofônicas é a frase que mais se ouve nos dias atuais aqui no Rio de Janeiro. De acordo com a NASA e da Administração Nacional Oceânica e atmosférica dos Estados Unidos, 2014 foi o ano mais quente da história de terra. Como é que é?! Estamos, ainda, no mês de janeiro, e, com certeza, 2015 será muito pior. Até nós, nascidos na Boa Terra estamos chiando, mas,por seu turno foi bom pra turma daqui começar a entender um pouco da malemolência baiana.rsrsrs.
Em janeiro de 1888, a imprensa cachoeirana já se ocupava de falar do calor e sobretudo da "seca excepcional que assola os diferentes pontos da Comarca", inicialmente em N.S.dp Amparo das Umburanas (atual Urandi) e Santo Estêvão de Jacuípe (atual Santo Estêvão, desmembrado da Cachoeira em 12 de julho de 1921 
Além dessa "seca calamitosa" onde "muita gente morreu de fome", os anais da Cachoeira registra outras secas até maiores nos anos de 1690 e 1721.
Não precisa nem ser meteorologista pra saber que, grandes secas antecedem enormes tempestades e inudações como já está acontecendo em S.Paulo.
Em 4 de janeiro de 1836, por volta das 16h. caiu uma tempestade na cidade da Cachoeira que  atemorizou a população. Um raio atingiu a torre da igreja do Monte, destruindo-a e fazendo rolar o sino ladeira abaixo. Um segundo raiu caiu na Praça da Aclamação e um terceiro em São Félix que na ocasião era um simples arraial. Felizmente não houve vitimas.
 Uma pesquisa em jornais antigos nos sugere que, o aquecimento global pouco tem a ver com a atividade humana. Desde que existe a terra, ocorre ciclos há bilhões de anos.




MÚSICA
Maragojipe em pauta  
O saudoso poeta e historiador maragojipano Osvaldo Sá, incansável na divulgação das coisas do passado da sua amada terra natal, em Histórias Menores - Capítulos da História de Maragojipe, publicado em três volumes, nos fala da fundação da Filarmônica Terpsícore Popular em o dia 13 de janeiro de 1880. Completou, portanto, 135 anos. A Terpsícore, segundo Osvaldo, sucedeu a filarmônica Mnemósine após a sua extinção. Enquanto eu morei na região, era fã incondicional da harmoniosa filarmônica da Terra das Palmeiras, que era presidida pelo amigo José Paranhos.
Achava interessantíssimo naquele grupo formado por músicos de excepcional talento que executavam peças de enorme dificuldade e o moço que tocava o bombo era completamente surdo!!!
"Durante muitos anos", - escreveu o saudoso memorialista e poeta -, "a Terpsícore foi dirigida pelo mais célebre dos nossos compositores: Heráclio Guerreiro (foto acima com a Terpsícore no dia da sua fundação).
 Elencado por Osvaldo Sá como um dos mais ilustres maragojipanos, Heráclio nasceu quando a sua mãe Elisa Romana Guerreiro ´~ia embarcar para o Hospital da Cachoeira em o dia 13 de março de 1878.
Autodidata, como também o fora o  maestro Tranquilino Bastos (1850/1935), cachoeirano, Heráclio compôs muitas marchas, polcas, dobrados e hinos executados pelas filarmônicas pelo Brasil afora sem que ao menos seja indicada a sua autoria.
Se Heráclio estudou sozinho, não teve auxílio de escola e professores, o também maragojipano José Pereira Rebouças, nascido em 2 de janeiro de 1789, era um músico de excepcional qualidade e foi um dos primeiros, se não o primeiro músico brasileiro a estudar na Europa. Merece dos historiadores uma pesquisa mais demorada.










 
ACIDENTE FATAL
Caldeira explode e faz dezenas de vitimas 
O lamentável acidente ocorreu há 127 anos passados, mais precisamente em a tarde do dia 26 de janeiro de 1888.
 A imprensa cachoeirana já vinha protestando quanto ao estado de quase sucata do Navio 2 de Julho. A atuante Câmara de Vereadores da Cachoeira, em sessão de 20 de novembro  de 1884 (quatro anos antes do acidente fatal), e fizera representação junto à Empresa de Navegação Bahiana (na época grafada com "h"), e a empresa apenas trocou o nome do vapor para Valença !
A catástrofe tão previsível e anunciada ocorreu por volta das 13h30m. quando o navio singrava as águas do Paraguaçu na localidade conhecida como Ponta dos Ferreiros, ouvindo-se uma estrondosa explosão da caldeira matando instantaneamente 24 homens, 3 mulheres e deixando gravemente feridos 3 homens e 2 mulheres, escapando ileso apenas três passageiros,segundo registrou Milton em suas "Efemérides". 
Quando o vapor da Cachoeira ainda navegava no mar, o queridinho da população era o Paraguaçu (foto abaixo)
Era ele quem conduzia cargas e passageiros para a capital e o preferido para os inesquecíveis passeios de recreio para Itaparica, Madre de Deus, Candeias, e, sobretudo Maragojipe, cuja população sabia recepcionar os visitantes como poucas localidades.
O autor da foto é desconhecido.


 
FALA, GALERA!

HISTÓRIA
O atentado da França e a Revolta dos Malês na Bahia.
 Lêrivaldo Alberto Mais uma vez parabéns ! Linda aula ! A foto de Cacau está hilária , Cacau que é também , um dos meus professores prediletos .

Os três goleadores
 Lêrivaldo Alberto Dos três goleadores , acho que todos jogariam em qualquer seleção , inclusive brasileira . Tipo Pelé que se fosse nascer daqui há 50 anos ...claro . Assisti a um documentário que me mostrou homem totalmente voltado para o futebol . Pra não ir longe , um adversário seu disse que " dava medo jogar contra Pelé " O 'bicho' tava ligado em tudo ! Expulsaram até um juiz e ele voltou a campo .... rsrsrs !
TÚNEL DO TEMPO
O fotógrafo J.Nogueira captou em sua lente o povo sanfelixta preocupado com o volume das águas do rio Paraguaçu que acabaria se transformando na grande cheia de março de 1940. Vinte anos depois, no mesmo mês de março, tivemos a maior de todas as enchentes.
 Carmen Barros Eu estava la nas duas. Em 1040 Eu tinha 6 anos, la em casa ficaram hospedadas 40 pessoas. Em 1960, eu estava grávida de 9 meses da minha terceira filha. O hospital debaixo d´'água. Pense no sufoco que passei! Faltou 60 centimetros para a água cobrir toda ponte!
O uso do rapé 
 Carmen Barros Me lembro, os homens tinha uma uma corrente no pescoço com uma uma caixinha parecendo um mine berrante com tampa, e o rapé dentro. O nome da caixinha é impublicável!
 Fabrício Gentil Conheço em São Félix, pelo menos um adepto: Toinho do Brilho, dono da extinta boate "Ponto de Encontro" na parte de cima do Iguatemi
Redação: Zero ! 
 Roberval Costa Costa Brito, a educação no Brasil é uma vergonha. Parece ser paradoxal, mas eles, os políticos falam tanto neste quesito e não vejo nenhum deles, com raríssima exceção, mudar o quadro que aí se encontra. Que pena!
  Pelo menos tentar mudar o quadro melhor dizendo.
O sucesso de um festival
 Lêrivaldo Alberto Ah ! Dico 'tirou onda" rsrsrs! Disse ele que no meio daquela multidão ,sei lá 300 mil pessoas , encontrou um amigo aqui de Cachoeira " DICO!! Porra cara , você aqui ?! " Claro q não acreditei 







sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

HISTÓRIA
O atentado da França e a Revolta dos Malês na Bahia.  
A Bíblia nos conta que Sara desejava muito poder dar um filho ao seu esposo,Abraão. Ela, porém, era considerada estéril, além de ter uma certa idade. Sara, então, ordenou que a sua escrava Hagar, de origem egípcia coabitasse com seu marido. Coabitar é um termo muito antigo, significa que um homem e uma mulher fizeram sexo. 
Aconteceu que Hagar engravidou e o relacionamento das duas acabou azedando, sobretudo quando nasceu Ismael (de onde se originou o povo árabe). Sara então acabou engravidando e nasceu Isaque (tronco da família hebraica) 
Embora filhos do mesmo pai, os irmãos se separaram para sempre e até hoje vivem em conflito.
Durante toda a semana, a imprensa internacional se ocupou de falar do ataque do Islã radical ligado à al-Qaeda do Iêmen ao jornal francês Charlie Hebdo.
Devemos nos ater que a generalização aliada ao preconceito racial é coisa intolerável, também, afinal, todos os muçulmanos não são terroristas.
Quando se fala em regime servil que existiu no Brasil, a nossa Bahia exerce papel preponderante, sobretudo quanto aos Nagôs e Jêjes.
O professor Luiz Cláudio Dias do Nascimento,(foto) em sua recente obra intitulada Bitedô - Onde moram os Nagôs, nos ensina que, "o número de cativos malês na Bahia não superou o de escravos não islamizados", e que, "Oxalá era um Orixá ligado a eles".
Ainda segundo Cacau, de acordo com depoimento da famosa ialorixá cachoeirana Giaku Luísa, "os malês realizavam os ritos de candomblé sem toques de instrumentos percussivos e os cânticos eram acompanhados por palmas".
Os imalês não faziam festas abertas para não iniciados. "Imalês" significa muçulmanos na língua iorubá que foi cantada pelo Os Tincoãs.
Portanto, os escravos afro-muçulmanos na Bahia distinguiam-se dos demais não apenas no aspecto religioso, eles dominavam a leitura e a escrita árabe.
Assim, há 180 anos volvidos, mais precisamente no dia 25 de janeiro de 1835, fim do mês sagrado do Ramadã, após reuniões de planejamento, eles promoveram a chamada Revolta dos Malês, cujo objetivo não era apenas a libertação dos escravos, e, sim, tomar o poder, implantar na Bahia uma nação malê sob o controle dos muçulmanos.
O movimento teve a participação de 600 revoltosos e não apenas muçulmanos (foto)
Revendo as Efemérides Cachoeiranas de Aristides Milton, não encontramos nada a cerca de grupos ou de participação de cachoeiranos escravos envolvidos no conflito baiano visto que, aconteceram vários movimentos nos engenhos de açúcar do recôncavo, notadamente nas terras do São Francisco e no Iguape cujos estragos e vitimas foram mais expressivo. 
A Revolta dos Malês produziu um volume muito grande de documentos.Além dos jornais brasileiros da época, até a imprensa estrangeira noticiou. não sendo raro encontrarmos teses de historiografia superdimensionando o fato. Em sendo, no entanto, um acontecimento inusitado no Brasil um movimento pretensioso de implantar-se no país uma nação malê da religião muçulmana, acredito que é um tema que daria uma bela monografia pós-doutorado.


 



 
Os três goleadores
Manoel Neri (Passarinho), Antonivaldo (Belisco) e Penedo,(da esquerda para a direita na foto) três centravantes que conquistaram títulos e campeonatos intermunicipais de futebol amador. 
Passarinho profissionalizou-se e disputou o campeonato baiano pelo time do Fluminense de Feira de Santana. Certa feita, jogando no Jóia da Princesa em Feira de Santana, um torcedor exaltado abraçou-o dizendo: "Passarinho você é o melhor jogador do mundo!!!" E ele surpreso perguntou ao torcedor: "E Pelé?"  Sabem o que foi que o torcedor disse: "O melhor do mundo do interior!"
Dos três atacantes,quem teria lugar garantido na atual seleção cachoeirana de futebol?

 
O fotógrafo J.Nogueira captou em sua lente o povo sanfelixta preocupado com o volume das águas do rio Paraguaçu que acabaria se transformando na grande cheia de março de 1940. Vinte anos depois, no mesmo mês de março, tivemos a maior de todas as enchentes.
Na foto histórica, a rua do Dendê em São Félix, continha algumas casas e sobrados no estilo português. Observa-se, também, os tilhos da composição férrea que ligava a cidade às obras da futura barragem de bananeiras hoje submersa pelo represamento de Pedra do Cavalo.

            O uso do rapé  
Em qualquer biboca da minha cidade, há um tempo atrás, podia ser encontrado para venda o fumo de corda e o rapé, o tabaco em forma de pó. Ao contrário do cigarro, cigarrilha ou charuto, o rapé era usado nas narinas e era  para ser obviamente inalado.
O uso do rapé já era muito difundido entre os índios, usado notadamente em seus rituais e cerimônias.
Estava chegando direto do banco para a sessão da Câmara de Vereadores. Sofria com uma cefaleia insuportável. Eram os bons tempos em que o mandato era gratuito, o Vereador, segundo a Constituição da época prestava "serviço de relevância". Aliás,certa feita encontrando com o juiz da comarca, Dr.Joaquim José de Carvalho Filho quis satisfazer a minha curiosidade: "Excelência, o que significa juridicamente prestar serviço de relevância?" O meritíssimo me respondeu o seguinte: Significa que, quando um Edil cometer um delito, tem direito a ficar numa prisão especial!" De fato um grande privilégio rsrsrs.
Voltando, então, a dor de cabeça que eu estava sentindo, o meu companheiro do Legislativo,Geraldo Simões Santos, (foto) apanhou no bolso uma "binga", um pequeno vasilhame feito de osso com tampa de madeira que continha rapé e foi dizendo: "Tome uma pitada que você fica logo bom!"
E ele também tomou uma pitada. Só que eu espirrei mesmo que um condenado, pensei que iria botar os pulmões pela boca mas  a dor de cabeça passou!
Hoje,galera, com as recentes proibições de fumar em ônibus,restaurantes, cinemas etc, os que não conseguem se abster do tabaco, terão em breve a opção do rapé cujo uso não tem restrição pois não incomoda ninguém. 
As indústrias do fumo estão atentas,até já surgiram jogadas de marketing com embalagens atraentes contendo o velho rapé.


A CALAMIDADE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
Redação: Zero !  
Foi divulgado esta semana o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio- ENEM
 O que se viu, galera, foi estarrecedor, para usarmos a expressão da doutora Dilma; MEIO MILHÃO ENTRE OS CANDIDATOS LEVARAM NOTA ZERO EM REDAÇÃO!
A realidade não atinge apenas os governos (municipais,estaduais e o federal), o respingo vai para professores mal preparados e mal pagos, alunos desinteressados de tudo, que não possuem o habito de ler bons livros que se encontram até disponíveis na própria Internet.
Quando todo mundo pensava que os avanços tecnológicos iam causar uma revolução na educação, constatamos que, a língua pátria está sendo assassinada nas redes sociais, que a mediocridade tomou conta de tudo. Tomara que ainda haja jeito.

 
O sucesso de um festival
O primeiro Rock in Rio completa trinta anos, foi realizado no período de 11 a 20 de janeiro de 1985.
Eu estava de férias aqui na Cidade Maravilhosa juntamente com Luiza, com quem me casei em segunda núpcias. Partiu dela a idéia de presentear o seu enteado, Fernando José Leite Brito, - Dico -, filho do meu primeiro casamento, com ingressos para o festival e a camiseta "Eu vou!"
O festival que acabou sendo um enorme sucesso, sofreu ataques premonitórios de fanáticos religiosos. A coisa chegou a tal ponto, a onda de boataria foi tão grande que até Luiza chegou a ponderar comigo sobre a sua responsabilidade na hipótese de acontecer alguma catástrofe. Eu acabei  convencendo-a a não embarcar no que dizem horóscopos,previsões,profecias e outros que tais.
Em janeiro daquele 1985, eu jamais imaqginei estar escrevendo 30 anos depois, sobretudo porque "Eu não fui". Com meu filho, dico, portanto as lembranças porque ele esteve presente e andou desfilando pela Cachoeira com  a camiseta "Eu fui!"





 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

CAUSOS” VERÍDICOS
     Drummond por testemunha 
Eu sempre gostei de animais. Quando era criança cheguei a criar uma rola "fogo apagou". Certa feita apanhei algumas dezenas de gafanhotos e levei pra casa. A minha madrinha,Laura,quase enlouqueceu,ela adorava plantas, inclusive uma tal de avenca. Tive de retornar com a caixa de sapatos e devolver os bichinhos para o brejo do Curiachito.
Na minha casa lá na Vila Residencial de Muritiba, criei canários belga e cachorros. A minha saudosa Luiza teve uma cadela linda a que Lulu colocou o nome de  Chéri, (vide fotos abaixo) enquanto Tinho era dono de Faraó.  A morte daquele animal, provocou a primeiro choro sentido do meu filho caçula.
Chéri nós deixamos aos cuidados do leiteiro apelidado de Bagre Seco,numa das viagens que fizemos pro Rio e, ao retornarmos, ele alegou que o animal foi picado por uma cobra e veio a falecer.
Faraó deu azar de a vizinha possuir um cachorro purgento dos infernos que transmitiu nele uma doença canina de cura muito difícil chamada cinomose. Faraó não era vacinado. Mesmo aplicando uma série de injeções de Citoneurin ele não resistiu.
Com mais experiência voltamos a adquirir novos cães da raça pastor alemão, surgindo a cadela Tigresa e um cachorro husky siberiano de pelo branquinho, branquinho. Tinhó Brito o apelidou de "Nuvem"!
A relação homem/cachorro vem desde os tempos em que a raça humana vivia trancafiada em cavernas. As figuras rupestre o comprovam.
Com o correr dos séculos outros animais foram sendo agregados ao convívio humano mas, como tudo acontece com a pseuda-civilização apareceu a figura do zoófilo, ou seja, aquele (ou aquela) que faz sexo com animais.
O pessoal de minha geração ouviu falar do menino que violentou uma insinuante galinha e se deu mal porque o pinto (o dele,claro), ficou preso e ele saiu gritando! Aviso aos operadores do Direito: não foi feito o exame de corpo de delito.
O polêmico professor e futuro doutor Cacau Nascimento, já rememorou em seu blogger de uma cabra de dona Madá,mãe de Alfredo "Mão de Onça",cujo animal marcava o seu rendez-vous nas ruínas da hoje demolida Igreja do Amparo. Ainda segundo Cacau, a referida cabra foi a responsável pela iniciação de muitos garotos.
Criar cachorros hoje em dia, sobretudo nos grandes centros, virou um ótimo negócio. Aqui no Rio proliferam Pet Shop's onde se vendem variados produtos, pousadas e hotéis para quando os donos viajam, casas de festas de aniversário...
Uma amiga carioca me contou - e eu fiquei de queixo caído -, que os cachorros e cadelas são treinados e usados por mulheres fogosas, casadas inquietas, inconsoláveis viúvas e separadas e solteironas para praticar saliência.
Em dias passados eu estava dando uma voltinha na orla de Copa. Encontrei por acaso com uma senhora de provecta idade levando pela coleira uma cadelinha da raça puldo. Caminhava,parava,caminhava,parava. E parou diante de mim reclamando da cadelinha. Falava como se fosse uma pessoa.
Lembrei-me do saudoso poeta maragojipano Osvaldo Sá em sua obra "Quando os bichos falavam" e George Orwell em "A Revolução dos Bichos" e resolvi interagir:
 - Coisa mais feia, você é tão bonita e não respeita o que a sua "mãe" fala!
E a velhinha:
- Viu você?! O "titio" deu bronca e com razão !
Tá bom; "titio" de cadelinha puldo. Drumonnd é testemunha.