sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

CAUSOS” VERÍDICOS
     Drummond por testemunha 
Eu sempre gostei de animais. Quando era criança cheguei a criar uma rola "fogo apagou". Certa feita apanhei algumas dezenas de gafanhotos e levei pra casa. A minha madrinha,Laura,quase enlouqueceu,ela adorava plantas, inclusive uma tal de avenca. Tive de retornar com a caixa de sapatos e devolver os bichinhos para o brejo do Curiachito.
Na minha casa lá na Vila Residencial de Muritiba, criei canários belga e cachorros. A minha saudosa Luiza teve uma cadela linda a que Lulu colocou o nome de  Chéri, (vide fotos abaixo) enquanto Tinho era dono de Faraó.  A morte daquele animal, provocou a primeiro choro sentido do meu filho caçula.
Chéri nós deixamos aos cuidados do leiteiro apelidado de Bagre Seco,numa das viagens que fizemos pro Rio e, ao retornarmos, ele alegou que o animal foi picado por uma cobra e veio a falecer.
Faraó deu azar de a vizinha possuir um cachorro purgento dos infernos que transmitiu nele uma doença canina de cura muito difícil chamada cinomose. Faraó não era vacinado. Mesmo aplicando uma série de injeções de Citoneurin ele não resistiu.
Com mais experiência voltamos a adquirir novos cães da raça pastor alemão, surgindo a cadela Tigresa e um cachorro husky siberiano de pelo branquinho, branquinho. Tinhó Brito o apelidou de "Nuvem"!
A relação homem/cachorro vem desde os tempos em que a raça humana vivia trancafiada em cavernas. As figuras rupestre o comprovam.
Com o correr dos séculos outros animais foram sendo agregados ao convívio humano mas, como tudo acontece com a pseuda-civilização apareceu a figura do zoófilo, ou seja, aquele (ou aquela) que faz sexo com animais.
O pessoal de minha geração ouviu falar do menino que violentou uma insinuante galinha e se deu mal porque o pinto (o dele,claro), ficou preso e ele saiu gritando! Aviso aos operadores do Direito: não foi feito o exame de corpo de delito.
O polêmico professor e futuro doutor Cacau Nascimento, já rememorou em seu blogger de uma cabra de dona Madá,mãe de Alfredo "Mão de Onça",cujo animal marcava o seu rendez-vous nas ruínas da hoje demolida Igreja do Amparo. Ainda segundo Cacau, a referida cabra foi a responsável pela iniciação de muitos garotos.
Criar cachorros hoje em dia, sobretudo nos grandes centros, virou um ótimo negócio. Aqui no Rio proliferam Pet Shop's onde se vendem variados produtos, pousadas e hotéis para quando os donos viajam, casas de festas de aniversário...
Uma amiga carioca me contou - e eu fiquei de queixo caído -, que os cachorros e cadelas são treinados e usados por mulheres fogosas, casadas inquietas, inconsoláveis viúvas e separadas e solteironas para praticar saliência.
Em dias passados eu estava dando uma voltinha na orla de Copa. Encontrei por acaso com uma senhora de provecta idade levando pela coleira uma cadelinha da raça puldo. Caminhava,parava,caminhava,parava. E parou diante de mim reclamando da cadelinha. Falava como se fosse uma pessoa.
Lembrei-me do saudoso poeta maragojipano Osvaldo Sá em sua obra "Quando os bichos falavam" e George Orwell em "A Revolução dos Bichos" e resolvi interagir:
 - Coisa mais feia, você é tão bonita e não respeita o que a sua "mãe" fala!
E a velhinha:
- Viu você?! O "titio" deu bronca e com razão !
Tá bom; "titio" de cadelinha puldo. Drumonnd é testemunha.


 

 


 

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