sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

MEMÓRIA
O cantor das multidões

ESTE ANO, a música popular brasileira deverá (ou deveria?) comemorar o centenário de Orlando Silva (1915/1978), o "Cantor das Multidões" como foi cognominado pelo narrador esportivo Oduvaldo Cozzi.
Apresentado pelo compositor Bororo ao já famoso Francisco Alves, o "Rei da Voz" que tinha um programa na Rádio Nacional, Orlando Silva (foto) conseguiu uma carreira meteórica gravando músicas que fizeram estrondoso sucesso no pais tais como, "Aos pés da Cruz", "Lábios que eu beijei", A Jardineira", "Aos pés da Cruz", "Carinhoso", "Rosa", "Trés Lágrimas" e "Enquanto houver Saudade", dentre outras.
Guardas as devidas proporções, Orlando Silva gozava de prestígio igual a Roberto Carlos nos dias atuais.
Como era de praxe naquela época, Orlando Silva esteve se apresentando para o público cachoeirano que lotou as dependências do Cine Teatro Cachoeirano. Eu usava calças curtas, na época, porém, lembro que eu fui levado ao show. Recordo da forma entusiástica com que reagia a platéia após cada música que o ídolo cantava, os pedidos de bis.
Durante muito tempo, aquela apresentação era o comentário na roda dos adultos. Meu tio, Beline, conversando com o amigo dele, Cachico, não só tentava imitar a voz do seu ídolo como elogiou o fato de, no início do show, ele ter prestado uma homenagem à mãe dele, dona Balbina.

 
 

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