sexta-feira, 16 de janeiro de 2015


            O uso do rapé  
Em qualquer biboca da minha cidade, há um tempo atrás, podia ser encontrado para venda o fumo de corda e o rapé, o tabaco em forma de pó. Ao contrário do cigarro, cigarrilha ou charuto, o rapé era usado nas narinas e era  para ser obviamente inalado.
O uso do rapé já era muito difundido entre os índios, usado notadamente em seus rituais e cerimônias.
Estava chegando direto do banco para a sessão da Câmara de Vereadores. Sofria com uma cefaleia insuportável. Eram os bons tempos em que o mandato era gratuito, o Vereador, segundo a Constituição da época prestava "serviço de relevância". Aliás,certa feita encontrando com o juiz da comarca, Dr.Joaquim José de Carvalho Filho quis satisfazer a minha curiosidade: "Excelência, o que significa juridicamente prestar serviço de relevância?" O meritíssimo me respondeu o seguinte: Significa que, quando um Edil cometer um delito, tem direito a ficar numa prisão especial!" De fato um grande privilégio rsrsrs.
Voltando, então, a dor de cabeça que eu estava sentindo, o meu companheiro do Legislativo,Geraldo Simões Santos, (foto) apanhou no bolso uma "binga", um pequeno vasilhame feito de osso com tampa de madeira que continha rapé e foi dizendo: "Tome uma pitada que você fica logo bom!"
E ele também tomou uma pitada. Só que eu espirrei mesmo que um condenado, pensei que iria botar os pulmões pela boca mas  a dor de cabeça passou!
Hoje,galera, com as recentes proibições de fumar em ônibus,restaurantes, cinemas etc, os que não conseguem se abster do tabaco, terão em breve a opção do rapé cujo uso não tem restrição pois não incomoda ninguém. 
As indústrias do fumo estão atentas,até já surgiram jogadas de marketing com embalagens atraentes contendo o velho rapé.


A CALAMIDADE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
Redação: Zero !  
Foi divulgado esta semana o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio- ENEM
 O que se viu, galera, foi estarrecedor, para usarmos a expressão da doutora Dilma; MEIO MILHÃO ENTRE OS CANDIDATOS LEVARAM NOTA ZERO EM REDAÇÃO!
A realidade não atinge apenas os governos (municipais,estaduais e o federal), o respingo vai para professores mal preparados e mal pagos, alunos desinteressados de tudo, que não possuem o habito de ler bons livros que se encontram até disponíveis na própria Internet.
Quando todo mundo pensava que os avanços tecnológicos iam causar uma revolução na educação, constatamos que, a língua pátria está sendo assassinada nas redes sociais, que a mediocridade tomou conta de tudo. Tomara que ainda haja jeito.

 
O sucesso de um festival
O primeiro Rock in Rio completa trinta anos, foi realizado no período de 11 a 20 de janeiro de 1985.
Eu estava de férias aqui na Cidade Maravilhosa juntamente com Luiza, com quem me casei em segunda núpcias. Partiu dela a idéia de presentear o seu enteado, Fernando José Leite Brito, - Dico -, filho do meu primeiro casamento, com ingressos para o festival e a camiseta "Eu vou!"
O festival que acabou sendo um enorme sucesso, sofreu ataques premonitórios de fanáticos religiosos. A coisa chegou a tal ponto, a onda de boataria foi tão grande que até Luiza chegou a ponderar comigo sobre a sua responsabilidade na hipótese de acontecer alguma catástrofe. Eu acabei  convencendo-a a não embarcar no que dizem horóscopos,previsões,profecias e outros que tais.
Em janeiro daquele 1985, eu jamais imaqginei estar escrevendo 30 anos depois, sobretudo porque "Eu não fui". Com meu filho, dico, portanto as lembranças porque ele esteve presente e andou desfilando pela Cachoeira com  a camiseta "Eu fui!"





 

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