sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

História
A GUERRA DO PARAGUAÇU 
Dentre os conflitos havidos no Brasil, o menos conhecido e relatados pelos historiadores é o que envolveu os silvícolas e os colonizadores em terras da Cachoeira, antiga cidade do recôncavo baiano.
 Em 11 de julho de 1692, o governo da Província comunicava ao rei de Portugal da existência de uma tribo hostil que ocupava as terras do Capoeiruçu, nome que é uma corruptela de Caperoçu, que significa "tapera grande".
Um veterano de viagens marítimas para a Índia e África chamado Mem de Sá (1500/1572, foi nomeado Desembargador dos Agraves e chegou em Salvador no dia  29 de março de 1549 para tomar posse, fazer cumprir as leis e estabelecer a ordem na Colônia.
No ano seguinte, ele próprio lideraria uma expedição cujo objetivo era expulsar os índios tupinambás (foto) que ocupavam as margens dos rios São Francisco e Paraguaçu. Na Cachoeira, conforme dissemos, uma tribo ocupava as terras do Capoeiruçu.
De onde vieram os indígenas que ocupavam as terras do Brasil? Há quantos mil anos eles desembarcaram por aqui? Seriam eles descendentes de alguma tribo perdida de Israel? É um enígma a desafiar os pesquisadores nacionais.
Existe um registro de que os tupinambás, em Ilhéus, assasinaram Francisco Pereira, ex-donatário de terras baianas.
Nas vastas terras dos Adornos, Engenhos de Açucar em Santiago do Iguape e casas da então vila da Cachoeira eram constantemente atacadas.
A bem da verdade,Tomé de Souza foi um bom adminstrador, promoveu a vinda dos padres Jesuítas, mandou trazer de Cabo Verde as primeiras cabeças de gado, estimulou a vinda de órfãs chamadas de "mulheres de qualidade" a fim de se casarem com os colonos, e, estimular o tráfico de homens de várias tribos africanas para o trabalho escravo.
Destemido e corajoso, Mem de Sá agia de modo cruel para com os que ele considerava inimigos da boa governança. Assim, os tupinambás, os legítimos donos das terras, foram em pouco tempo exterminados porque não se sujeitavam ao domínio português.
Mem de Sá foi o fundador da cidade do Rio de Janeiro e governou por dez anos. Isso, naturalmente, permitiu amealhar a maior fortuna pessoal do Brasil à época; fazendas de gado, engenhos de açucar, exportação de pau-brasil e outras madeiras nobres, além da compra e venda de escravos.
Viúvo e solitário, ele pediu ao rei para retornar à sua pátria mas, sem a definição de um substituto, teve de permanecer no cargo até que, no domingo, dia 2 de março de 1572 ele veio a falecer.

 


 

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