sexta-feira, 13 de março de 2015

BREVE PERFIL BIOGRÁFICO
 Completam-se 63 anos em o dia de hoje, (13 de março de 1972), da data da morte do renomado médico cachoeirano Aurelino Serafim dos Anjos. No semanário O Correio de São Félix, o Monsenhor Fernando de Almeida Carneiro escreveu o seguinte:
"Foi Deus servido levar para a sua Glória o eminente médico que a Cachoeira chora o seu passamento.
Há anos,a insidiosa moléstia o vinha dizimando, até que, em pleno serviço profissional,chegou a vez da sua partida".
Filho do farmacêutico Elpídio Serafim dos Anjos e dona Edelvira Alves dos Anjos, nasceu Aurelino em o dia 11 de setembro de 1909.
Médico e cirurgião de reconhecida competência, estudioso e de grande saber, atento aos avanços da medicina, esteve sempre à frente de nobres causas fazendo jus ao respeito de toda a população. Os mais pobres, os chamados deserdados da sorte tinham nele o seu melhor auxílio.
Presidiu a filarmônica Minerva Cachoeirana nos anos de 1940/41.
Íntegro e independente, doutor Aurelino era um orador de largos recursos e de habilidade retórica, sobretudo quando presidiu a Câmara de Vereadores (1947/48). Ocupou, também,no breve período de agosto a dezembro de 1945 o cargo de prefeito com rara dedicação, e, ao término do seu mandato, deixou o exemplo de como fazer uma administração digna e honrada.
Em 25 de junho de 1940, sendo prefeito Anarolino Teodoro Pereira e presidente da Câmara Dr.Artur Nunes Marques, o seu retrato foi colocado na Galeria de Honra da edilidade cachoeirana.
Como diretor da Santa Casa, quando era Provedor o senhor José Carneiro da Silva Rego Júnior, ele implantou o serviço de transfusão de sangue em 9 de julho de 1950 e o aparelho de Raio-X.
Vivendo numa época onde os bens sucedidos possuíam sua teúda e manteúda, como se diz na área jurídica. Como naqueles tempo todo mundo tinha mulheres fora do casamento e a sociedade fingia que nada estava acontecendo. Quando todo mundo era culpado, ninguém tem culpa alguma, todos são inocentes. Ou não?
Em a tarde do dia 3 de fevereiro de 1957, o doutor Aurelino inaugurou a sua clínica particular (que também atendia segurados do INPS), em cerimônia que teve a celebração da missa pelo vigário da Paróquia, Monsenhor Carneiro, discursando na ocasião o também médico e deputado Augusto Públio Pereira.
O enterramento do nosso ilustre biografado efetuou-se no cemitério da Piedade em sua terra natal, comparecendo, como era de se esperar, grande massa popular, a filarmônica Minerva Cachoeirana, um expressivo número de autoridades locais e de cidades vizinhas onde ele prestava constantes serviços sociais.
O doutor Aurelino deixou viúva a senhora Analiz Soares dos Anjos (recentemente falecida) e quatro filhos: Iara, Ana Lúcia, Luís Elpídio e Dagoberto(falecido).
A Cachoeira, amigos, pode e deve incluir no rol dos seus filhos ilustres, o nome de Aurelino Serafim dos Anjos, um médico exemplar que em vida, pode demonstrar toda a exuberância da sua vocação sobretudo pelos mais necessitados,por isso mesmo morreu pobre.
Na foto acima, da esquerda para a direita: o prefeito Julião Gomes dos Santos, José de Carvalho Mascarenhas, cidadão não identificado, o doutor Aurelino Serafim dos Anjos e outro cidadão que não identificamos.

 

 
 

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