sábado, 21 de março de 2015

SEMINÁRIO SOBRE  A  PRESERVAÇÃO  E VALORIZAÇÃO   DO  PATRIMÔNIO  CULTURAL  E NATURAL   DA  CACHOEIRA 
no limiar de janeiro do ano de 1971, eu exercia o mandato de vereador municipal da minha terra natal, Cachoeira, na Bahia. Leitor de A Tarde, jornal diário da capital do estado, tomei conhecimento que o ministro do Planejamento,o paraibano João Paulo dos Reis Veloso (foto) de férias na Bahia, viria visitar a Cachoeira, procurei arregimentar alguns amigos a fim de receber o ilustre visitante. O mesmo procedimento teve o padre Fernando Carneiro, amigo pessoal de Manoelzinho, presidente da filarmônica Minerva. Um bom número de músicos prestigiou o evento.
 Ao saltar do carro que o conduzia, o senhor Ministro visitou o museu do IPHAN, na praça da Aclamação. Pediu desculpas por estar de bermuda pois não se tratava evidentemente de uma visita oficial, "sentindo-se honrado pela carinhosa recepção".
Dias depois, mais precisamente em o dia 13 de janeiro de 1971, o então presidente Médici assinaria o decreto n° 68.045 elevando a Cachoeira à condição especialíssima de Cidade Monumento Nacional
Nenhuma palha foi movida pelo poder Executivo,nenhum projeto foi apresentado por qualquer clube de serviço ou qualquer instituição a fim de gozar dos benefícios que o referido decreto assegura. Se você tiver interesse acesse o Goolge.
Volvidos onze anos, quando estava presidente o general Figueiredo, o governo federal, graças à iniciativa do pernambucano Aloísio Sérgio Barbosa de Magalhães (foto), foi realizado no período de 23 a 26 de março de 1982, - há 33 anos passados, portanto -, no auditório das irmãs Sacramentinas (Asilo Filhas de Ana), um Seminário por demais concorrido.
O evento estava representado por pessoas dos diversos segmentos da comunidade, imbuídos, todos, do pensamento construtivo para a elaboração de um projeto de desenvolvimento  para os órgãos efetivamente encarregados de fazê-lo. 
 Formaram-se cinco grupos onde se debatiam temas como, Patrimônio Arquitetônico, Patrimônio Cultural, Patrimônio Natural e Legislação. Eu pertencia ao Grupo Cultural, do qual também fazia parte o engenheiro Sérgio Guedes, meu amigo e colega de trabalho na obra de Pedra do Cavalo. Sérgio, quando menino _ segundo ele me falou -, morou na Cachoeira, seu pai, Serjão, tinha um cortume na Pitanga. Eu resolvi lançar um informativo a que dei o nome de "Gazeta do Paraguaçu" nos dias do evento.
Guardo comigo uma cópia das publicações e do Relatório Final onde consta todas as proposituras sugeridas e aprovadas.
Infelizmente, o mentor do referido Seminário, Aloísio Magalhães, estando em viagem no exterior, veio a falecer em o dia 13 de junho de 1982, três meses apos a realização do Seminário que despertou tanta esperança no coração dos que tiveram o privilégio de participar.
Coincidentemente, você já reparou quantas vezes a data 13 se repetiu na narrativa acima?
 
 





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