sexta-feira, 24 de abril de 2015

 
Memória
A falecimento de Morenito
Há 37 anos passados, mais precisamente no dia 11 de abril de 1978, falecia no Hospital da Santa Casa da Cachoeira o conhecido e amado esportista Herudilho da Silva Bastos, o Morenito como era carinhosamente chamado.
Ainda jovem, Morenito, assim como outros rapazes da sua cidade natal, Castro Alves, veio trabalhar na Cachoeira. Ele era padeiro, conseguiu uma vaga na Padaria Suíça.
 Sua carreira como jogador no campeonato cachoeirano da década de 40 não foi das mais brilhantes mas, como técnico do Cruzeiro Cachoeirano, conseguiu vários títulos do campeonato sanfelixta e foi bicampeão intermunicipal como técnico da seleção cachoeirana.
Quando da construção do estádio de futebol da Cachoeira, ele muito contribuiu com o seu trabalho pessoal.
Por influência do padre Fernando Carneiro ele foi nomeado para recepcionar turistas na igreja do Carmo. Ele sofria da doença de Chagas contraída quando menino n zona rural da sua terra natal. Ninguém sabia da sua doença e, por isso mesmo, a sua inesperada morte causou um enorme pesar. No estádio da Fonte Nova, em Salvador, fez-se um minuto de silêncio logo que divulgada a notícia.
O sepultamento de Morenito, numa segunda-feira, foi o que reuniu o maior número de pessoas que eu vi em toda a minha vida. Uma verdadeira consagração.




 

 
O prédio da foto acima, pertenceu a família de Ernesto Simões Filho, cachoeirano, fundador do jornal A Tarde. Na ocasião da foto, funcionava a Casa Aurora, a primeira loja da cidade que vendeu eletro domésticos pelo crediário.
A Vemaget azul parada na porta era de Gildo Barbosa, o conhecidíssimo Kiko de Bubu, filho do proprietário da loja senhor Servílio Barbosa.
Vemos, também, o Armazém Novo Oriente de propriedade de Vilarzito Moraes Pires. Era o citado armazém de uma organização primorosa, os produtos das prateleiras todos devidamente etiquetados com os preços. Vilarzito era um comerciante muito organizado.

 
 
FUTEBOL
A foto acima foi tirada há 69 anos passados, mais precisamente no dia 1° de fevereiro de 1946 no Estádio Arlindo Rodrigues, em São Félix.
O time é o Democrata Atlético Clube e o time sanfelixta enfrentou o Esporte Clube Corinthians Cachoeirano. A partida terminou com um empate de um a um.
Na foto identificamos apenas o jogador Tndodia, o último em pé, da esquerda para a direita.
Tondodia é pai dos jogadores Lindolfo e Bebel.
 
Eram 7h30m da manhã de uma segunda-feira, dia 24 de março de 1980, quando o caminhão de placa policial TZ-2829, vindo de Cachoeiro do Itapemirim para o Recife, vinha descendo na "banguela" no trecho compreendido entre os municípios da Cachoeira e Muritiba. Ao passar pela antiga ponte de Pedra do Cavalo, BR 101, despencou de grande altura em direção ao rio Paraguaçu, conforme ilustração que fizemos à época para o semanário Correio de São Félix. O mais incrível, galera, é que o motorista escapou ileso !
Fui até o hospital a fim de ouví-lo. Chamava-se José Mauro da Silveira. Ele esclareceu para mim as razões do acidente:
- "Quando ia entrar na ponte, percebi que uma Brasília estava parada. No sentido contrário vinha uma carreta e a colisão frontal seria inevitável. Optei por dar um encostão na Brasília mas o caminhão acabou arrancando o gradio do vão central e foi cair de uma altura de 35 metros dentro do rio".
Ao cair no rio, o motorista foi socorrido pelo auxiliar de topografia Luís Carlos Lobo, sendo, depois, conduzido para o hospital Nossa Senhora da Pompéia na vizinha cidade de São Félix onde foi atendido pelo médico Hélio Pinto Souza.Apresentava apenas leves escoriações, um golpe de pura sorte.
Durante muitas semanas o pessoal da topografia conseguiu encontrar boiando tubos de desodorante da Avon.
 

ACONTECEU
No ano de 1996 foi regulamentado o Fundo Partidário. Este ano, depois de emenda do deputado Romero Jucá (PMDB), a dotação orçamentaria é de R$ 867 milhões, ou seja, um crescimento da ordem de 490%, exatamente quando o governo cortou verbas importantes como da educação. Justiça seja feita; Dilma queria vetar.

Há 30,anos passados, depois de uma agonia de cinco semanas que pararam o país, falecia Tancredo Neves, o primeiro presidente civil após o regime militar de 1964.
Especula-se, hoje, que não obstante a resistência de Tancredo em fazer o tratamento, houve erro médico. Na ocasião diziam que ele foi baleado e que a repórter da Globo Glória Maria também havia sido baleada,lembram?

 
Em depoimento à Polícia Federal, a cunhada de Vaccari afirmou que recebeu R$ 200 mil do PT como indenização por ter tido o seu nome arrolado indevidamente no mensalão. A pergunta que não quer se calar é por que o PT teve de pagar tal "indenização"? Teria sido condenado a fazê-lo pela Justiça ?
A mentira não resiste a uma análise mesmo superficial.

A Petrobras, divulgou  os balanços financeiros do 3° trimestre e do ano passado, admitindo, finalmente, que houve corrupção de seis bilhões e prejuízo de vinte e um bilhões de reais.
O presidente da estatal diz-se "envergonhado", restando saber-se quem são os responsáveis pelo descalabro em que se meteu a empresa. 

E para encerrar com humor: o jornal inglês Daily Mail adora publicar fatos inusitados. Segue mais um. Um sujeito chamado Micha Stunz considerava que o seu bilau era michuruca. O que foi que fez o idiota? Mandou aplicar silicone pra o seu pintinho virar um pintão. O dito cujo passou a medir 22,5 centímetros e a pesar 4,3 quilos !!!!
Segundo o jornal, o bilau ganhou volume mas está morto! 









 




 

 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

MEMÓRIA
O assassinato do delegado Edelsaias
O dia 17 de abril de 1982, há 33 anos passados, a cidade da Cachoeira era abalada com a notícia do assassinato do polêmico delegado de polícia da cidade, o subtenente Edelsaias de Almeida Santana.
Naquele sábado, por volta das 18h45m. o delegado já estava embarcando na viatura policial com destino a Salvador onde invariavelmente passava os finais de semana com familiares quando foi abordado por um individuo conhecido como "Buru" informando-o que, na Ponta da Calçada, no final da Rua da Feira, estava havendo uma briga entre familiares, "uma briga feia". Edelsaías rumou então para o local e foi inteirado que o problema era um "gato" (ligação de energia elétrica irregular) e a briga envolvia os irmãos Nelson e Eudes Nery Moreira conhecido nos meios esportivos por ter sido jogador da seleção cachoeirana de futebol. O pai de ambos era o conhecido e respeitado Oficial da Justiça e Pastor Ranulfo Moreira - Sinô - que estava tentando acalmar os ânimos. O delegado advertiu Nelson que estava faltando com o respeito por estar sem camisa e não o considerando como autoridade. Eudes arrebatou da mão do delegado o cassetete e desferiu uma pancada violenta na sua cabeça. Nelson sacou de uma peixeira e o vendo no chão tentando se levantar, golpeou-o várias vezes. 
Sentindo a gravidade dos ferimentos Edelsaías tentou sair do local dirigindo a viatura mas não conseguiu. Um popular mais conhecido como "Paizinho" foi quem conduziu a viatura até o hospital da Santa Casa onde o plantonista, doutor Getúlio prestou os primeiros socorros anotando no Prontuário que havia "traumatismo craniano e profundos cortes provocados por objeto contundente".
Eram 21h quando eu estive pessoalmente no local como repórter. A praça doutor Milton não cabia mais de gente, entrar no hospital estava muito difícil. Consegui entrar no quarto. Apesar da gravidade dos ferimentos, o policial ferido mostrava alguma lucidez, balbuciava nomes como o do suplente de delegado Nelson Burgos e do soldado Lopes. Meia hora depois a hemorragia interna se agravaria e o delegado entrou em coma e faleceu. Encerrava-se ali a carreira de um delegado tido por uns como "enérgico e cumpridor de suas obrigações" e por tantos outros como "arbitrário" e "truculento".
Na foto abaixo, o repórter acompanha uma diligência em que o delegado verifica o estado em que ficou um fusca, nas proximidades da Lagoa Encantada em que vitimado um servidor da prefeitura da Cachoeira.

 
"SUJOU" NO BREGA
QUEM Lá esteve contava que tudo começou na casa em que Maria Mineira exercia a mais antiga das profissões e que, por sinal, até hoje não foi regularizada. A narrativa, portanto, se passa no meretrício, a linguagem do brega é inapropriada para leitores sensíveis. O cronista, o contador de "causos" corre o risco de ser taxado de pornográfico ao tentar dar um cunho de veracidade mas, leitor, se você já me acompanhou até aqui, não perca a chance de dar uma boa gargalhada.
Maria Mineira, uma das gostozudas do antigo puteiro da Cachoeira. Segundo voz corrente, era xodó de Darinho, filho de Ioiô Perna de Pau. Darinho era também conhecido como My Friends, trabalhava como garçom da Desportiva, vendia confecções na base do crediário, fazia fotografias em binóculos, era corretor zoológico, enfim, era uma sujeito muito querido e "virador", como se dizia à época. 
Dia de sábado a Rua 7 de Setembro - nome oficial - era uma verdadeira parada, muitos moradores da zona rural apareciam a fim de "trocar o óleo", fazer um vuco-vuco pois ninguém é de ferro. No bar alguns jogavam bilhar,outros tomam uma cervejinha gelada, na esquina um vendedor abanava o fogareiro para assar o espetinho, e os frequentadores do "Baile da Agulha" já se apresentavam para dançar ao som do conjunto de Gildásio do Saxofone e Felinho do Pandeiro.
Maria Mineira já não era tão novinha assim mas, era bonita, morena, cabelos longos e de glúteos bem torneados o que naturalmente chamou a atenção e despertou o desejo de um sujeito mal ajambrado que eu não sei o nome e tenho raiva de quem sabe.
Então, galera, já nas "preliminares" o sujeito foi direto ao assunto pedindo que Mineira abrisse preço. Deus ruim:
- Eu não dou o fiofó, eu não sou viada! - bradou Mineira - enquanto o sujeito com o indicador no seu próprio nariz sussurrava "chiu!" Como ela era geniosa não parava de falar e também se alterou:
- "Sinha" cachorra, tá "quereno" "fazê" "espicho"?
Maria retrucou:
- "Espicho" uma porra!  Vocês são "comprexado", acha que nós faça o que a mulher não dá em casa...
- Não meta a minha família no meio senão eu "pranto" a mão em sua cara!
Ih, meninos Maria enfureceu. Abriu a gaveta da sua penteadeira, apanhou uma navalha e ameaçou:
- Venha "fidicorno"... faça "sidibesta" que eu abro uma "buceta" em sua cara!
A coisa chegou a tal nível que seu Antônio Porteiro do cinema acordou, o pessoal do Night and Day largou o taco e o pessoal do Bar de Poporrô saiu correndo para assistir. Aí, galera,a briga se generalizou.Quando seu Aurélio do Hotel Colombo ligou para a delegacia e o tenente Anastácio, mais conhecido como Pente Fino apareceu com a patrulha no brega os ânimos já estavam serenados.
No dia seguinte, a fim de evitarem-se equívocos, a dona do bordel mandou afixar um aviso conforme aparece na ilustração abaixo.




 


O belo frontispício da foto acima do ano de 1911 aparece a Cachoeira ainda sem o Hotel Colombo, com as torres da Matriz do Amparo,com a igreja do Carmo, todo o  acervo da antiga Praça dos Arcos (atual Teixeira de Freitas) praticamente intocável. e o vapor Paraguaçu que os cachoeiranos adoravam.
MARAGOJIPE
Um sonho que virou pesadelo 
A bela e aprazível "Cidade das Palmeiras" no dizer do Imperador D.Pedro II que teve, no passado, a sua economia respaldada sobretudo no cultivo do tabaco e a fabricação artesanal dos charutos Danneman e Suerdieck (foto), reacendeu as esperanças de um porvir maravilhoso com a instalação do Estaleiro Paraguaçu. Infelizmente, devido a crise na Petrobras, o ritmo das obras se reduziram drasticamente e a querida cidade-irmã está sofrendo os reflexos do desemprego, queda de vendas do comércio, nenhum novo investimento e a estrada totalmente destruída pelas pesadas máquinas que por lá trafegavam. Infelizmente, do sonhado progresso, só restou o indesejado tráfico de drogas.
Sozinho o  governo do município não terá meios de restaurar tudo sem com isso querer menosprezar o espírito guerreiro daquela gente laboriosa do manguezal ao massapê, mesmo porque, galera, todas as esperanças foram redobradas com o informe veiculado em jornais do Sudeste, de que a OAS e a UTC devem vender as suas partes no Estaleiro Paraguaçu para uma empresa japonesa, a Kawasaki. Estamos torcendo para a transação se faça imediatamente.
No mais,queridos, existe uma frase atribuída ao general Juracy Magalhães: 
"O que é bom para o Brasil, é bom para os Estados Unidos!"
Parafraseando o ex-governador da Bahia, podemos dizer sem errar: o que é bom para Maragojipe é bom para São Roque, Coqueiro, Nagé, São Félix, Cachoeira, Muritiba...





 
REGISTRO
Empresa de Transportes Odália
Depois do asfaltamento da rodovia que liga a Cachoeira ao município de Santo Amaro e daí até Salvador, no início da década de 60, surgiu a ROVAPA - Rodovia Vale do Paraguaçu -, e logo depois, a Auto Viação São Roque do empresário Wilson Rosalvo Vidal.
A primeira empresa de transportes genuinamente cachoeirana foi fundada no dia 20 de abril de 1961, sendo seu proprietário Carlos Menezes, popularmente conhecido como Carlito do Bicho.
Acredito que muita gente que acompanha este blogger lembra, ainda, de motoristas da Odália, como Pirobo, Joelson e Papai Morreu, além do proprietário,Carlito, um empresário sempre disposto a ajudar com as instituições de caridade e sobretudo esportivas.
Na foto abaixo, (tirada por um amador numa câmara Kodack) na porta do Cine Popular Muritibano há 55 anos passados, no primeiro aniversário da empresa, para um show comemorativo que também foi feito na Cachoeira, no Cine Glória, com a participação de Os Tincoãs.
Da esquerda para a direita: Carlos Menezes, Erivaldo,Dadinho e Heraldo (grupo original de Os Tincoãs) e o professor Carlito Pinto Brito.


QUEM SOU EU?
Final da década de 50, muitos jogadores que atuavam em clubes amadores do futebol cachoeirano passaram a atuar no futebol profissional da capital do estado: Daque (Guarani), Futrica (Botafogo), Bechara (Ipiranga), Hilbernont (Galícia), Nilton (Vitória) e Natinho (Bahia),depois transferido para o Rio de Janeiro onde atuou pelo Vasco da Gama com o nome de Sandoval, seu nome próprio. Ele era primo do atual diretor de ventos da CBF,Virgílio Elísio Neto.
O jogador que aparece na foto era meia=esquerda. Estava com viagem marcada para o Rio de Janeiro para treinar no Flamengo quando aconteceu uma fatalidade; no jogo treino no campo Ubaldino de Assis,  fraturou a perna, na ocasião eliminado para o futebol profissional.
Naquele campinho, depois dele, fraturaram a perna, Zé da Peida (jogando pelo Flamenguinho) e Bute (pelo Bahia).
O nome do atleta cachoeirano é Hugo Mascarenhas, funcionário aposentado dos Correios e Telégrafos.
 
O diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, não esteve na China para visitar a famosa muralha. Com a experiência no mercado financeiro internacional adquirido quando foi diretor do Banco do Brasil, Ivan conseguiu acordar com os chineses um empréstimo na ordem de três bilhões e quinhentos milhões de dólares.
Para o Banco de Desenvolvimento da China não é novidade alguma e muito menos se trata de colaboração internacional por motivos ideológicos; eles já emprestaram grana para los hermanos argentinos e venezuelanos a juros de mercado,claro. Negócio da China é o cacete! Os chineses estão de olhos bem abertos.

 As empresas distribuidoras de energia efetuaram um estudo em que aponta o quase certo aumento da inadimplência nos pagamentos das contas, em face do expressivo aumento das ditas cujas. O que pensa, então, a Agência Reguladora? Reduzir o percentual absurdamente aumentado? Nada disso; as perdas poderão recair sobre as tarifas do consumidor que paga, ou seja, eu e você!

O investigado pela Polícia Federal na Operação Zelotes, Paulo Roberto Costa, que fazia parte do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais da Receita Federal, em escuta telefônica com um "sócio" disse o seguinte:
- Quem paga imposto é só coitadinho. Quem não pode fazer acordo se fo...!
"Acordo" significa negociata e "coitadinhos" somos nos, claro.

O jornal britânico Mirror contou uma história realmente inusitada de um mau-caráter chamado Robert John Lind do estado de Minnesota, nos Estados Unidos, que foi pego pela copeira da empresa em que trabalha com a mão no bilau e ejaculando dentro do copinho do café da colega da qual ele disse,depois,estar apaixonado.
A moça, coitada, se disse chocada com o fato e que, inclusive, já havia notado "um cheiro e gosto estanho" no seu cafezinho.
O sujeito vai pegar um gancho de um ano de prisão.




 


 




 

sábado, 11 de abril de 2015

A igreja Matriz de Santiago do Iguape (foto acima) situada na vila do mesmo  nome, foi construídas às margens do grande lago do rio Paraguaçu antes de ele desaguar na bacia de Todos os Santos.
 Data de 1561 a chegada dos jesuítas então aldeia do Iguape mas as obras de construção do templo só tiveram início depois que eles foram expulsos do Brasil.
 Durante o episcopado de D.Antônio Barreiros (1575/1600), era criada a freguesia com sede na primitiva ermida. As obras foram concluídas em 1899.
A foto está datada de novembro de 1940 com grande afluência de fiéis e a igreja ainda estava razoavelmente conservada chamando a atenção as janelas e as portas elegantemente longas no estilo das igrejas mineiras. Era um exemplar raro do acervo cachoeirano.

 
FALA, GALERA!    


Esta fotografia do acervo de Erivaldo Brito é fantástica! O conjunto de sobrados destacado é aquele da antiga Pousada do Pai Thomaz até o Solar Estrela, onde funcionava a Biblioteca Ernesto Simões filho. O que chama a atenção é todos os sobrados têm a mesma configuração e alinhamento: parace ser um só sobrado. E era. Nesse imóvel grandioso e imponente funcionava a alfândega de Cachoeira, construído no mesmo tempo em que foi construído o prédio da Casa da Câmara, Relação e Cadeia e o pelourinho, na época em que Cachoeira foi elevada a categoria de Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira do Rio Paraguaçu.

MEMÓRIA

A tragédia na rodovia da Cachoeira 
Nelson Brito Nelson Seria este acontecimento que esvaziou a fé dos milagres? Hoje quase nem se fala. As romaria quase nem se ver.
João Matos Figueiredo Alguns dias após o acidade, localizaram uma vitima perdida no mato tratava de um Senhor portando um grande ferimento na cabeça com avançado estado de infecção (infestada de morotós). No acidente ele se afastou do local por ter ficado desorientado. A família estava desesperada, pois até então não o localizaram. Levado à Santa Casa, recuperou-se dias após voltou para sua residência. Disseram milagre!!!!. E os outros que se foram? A verdade é que não era o dia dele, eis que todos nós haveremos de desencarnarmos um dia.


QUEM SOU EU?

Nelson Brito Nelson O Nicolau e o Pedro Orquestra lembro-me muito bem. Como gostavam de armar confusão.

"Causos" Verídicos - GARAPA PURA

Rosa Brito Este é muito bom
Ilka Maciel Erivaldo, lembro-me de meu pai com seus "causos", Garapa Pura, Remelexo...qtas vezes ouvi essas histórias...Bom final de semana, primo. Aguardo novos "causos" e histórias de nossa querida Cachoeira e São Félix
Luis Claudio Dias Do Nascimento Erivaldo Brito, ri pacaramba da histórias das figuras de Cachoeira. Muito legal mesmo! Conheci Alguns personagens, meu pai...Conheci Tiloso e suas cantigas. Mas faltaram Pistoleiro Bossa Nova, Play Carioca, Dançarina (por que gostava de uma música que tinha um verso assim: "dançarina me dá o prazer..." E, como Garapa Pura da sua história, se ele passasse e alguèm cantasse "Dançarina me dá o prazer...", ele completava: "de dançar com sua mão de depois f..." kkk



sábado, 4 de abril de 2015

MEMÓRIA
 Sábado de Aleluia
Ao contrário da sexta-feira, quando nem varrer a casa era permitido pela tradição, o Sábado de Aleluia era uma festa para a criançada. Quando davam 10 horas da manhã, os sinos das igrejas repicavam, o apito da oficina da Leste em São Félix soava insistentemente, fogos espocavam no ar, e a garotada feliz da vida saía pulando e gritando arrastando latas amarradas em barbantes fazendo uma barulheira danada pelas ruas da cidade. Depois a igreja mudou o horário para a noite e uma tradição acabou morrendo.
Quando criança eu ouvia a história do Calvário, de que o Senhor Jesus ao ser crucificado falou sete vezes. Sete vezes? Por que sete? Por ser um número cabalístico? Vamos conferir?
"Pai,perdoai-os porque não sabem o que fazem!"  (Lucas 23:34) * "Em verdade te digo, hoje estarás comigo no Paraíso" (Lucas 23:43) * "Mulher, eis aí teu filho; olha a tua mãe (João 19:26-27) * "Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mateus 27:46) * "Tenho sede!" (João 19:28) * "Está consumado" (João 19:30) * "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito" (Lucas 23:46)
A queima de "Judas" era uma festa que varava a madrugada, todo mundo queria ouvir o "Testamento". O boneco que seria queimado era fabricado por Zute Fogueteiro.
 Quando eu era menino, assisti a uma queima de Judas na praça doutor Milton. O boneco representava a figura do Amigo da Onça.  Um arame preso aos seus pés ficava distante, e um foguete amarrado ao arame foi acionado iniciando-se assim o foguetório. Se não estou enganado quem fez o "Judas" foi Estácio, filho mais velho de seu Câmara, chefe dos Correios no prédio da agência recém-inaugurada.
Fui autor de vários "Testamentos" que eram lidos pelo meu tio,Beline. "Judas" mesmo eu fiz apenas um, no dia da queima. O meu amigo-irmão professor Renato, meu vizinho, bateu à minha porta preocupado:
- Você me ajuda a fazer um "Judas"?  "Souza (irmão mais velho dele), inventou fazer uma quermesse em benefício da Irmandade do Rosarinhoi, providenciou tudo menos o Judas !".
Passamos em Antônio Porto e compramos serretas. Passando pela feita, compramos uma cabaça. Armado o "esqueleto" com as serretas onde amarramos uma tracaria com a bomba de maior explosão dentro da cabaça que representava a cabeça do boneco. O resto foi fácil: depois do enchimento com jornais velhos, vestimos calças, sapatos, paletó, gravata, pintamos o rosto e colocamos um chapéu de palha.
Havia queima de Judas em vários bairros. Na Rua Albino Milhazes, popularmente batizada de "Bacia do Iguape", reduto da boemia cachoeirana da época, Deraldos (relojoeiro e sapateiro), Zelestreco, Raimundo Santana, Domingão, Antônio de La Ponta, Burcano,Jessé (meu pai), Zeca Preta e Poporrô, havia uma concorrida queima de Judas. Mesmo depois da morte de alguns fundadores da "Bacia", Poporrõ manteve a tradição e ficou famoso por adiar a data para um outro final de semana. Certa feita eu o vi dormindo na porta da Leitalves abraçado com o seu "Judas".

 
 

 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

RELIGIÃO/MEMÓRIA
Sexta-feira da Paixão
O Evangelho de João, testemunha ocular dos fatos por ele narrados em o seu Evangelho, nos fala do interrogatório de Pilatos a Jesus Cristo, da Sua crucificação e da uma morte, cuja ressurreição acabou por solidificar a crença naquele nazareno que foi imolado numa sexta-feira.
Nos meus tempos de menino, na realidade o evento se chamava de Semana Santa, durante a semana as famílias não comiam carne, e, no dia da paixão, as emissoras tocavam músicas clássicas. Nem todo o mundo tinha rádio, o crediário de eletro domésticos começou na Cachoeira com a "Casa Aurora" e em São Félix na loja de Albertoni & Bloisi, de sorte que o serviço de alto-falantes "A Voz da Cachopeira" só tocava naquele dia músicas clássicas.
Comiam-se peixes, mariscos e bacalhau do Porto. Vocês querem bacalhau? rsrs. Naqueles tempos todo o mundo podia comprar e comer bacalhau, surgindo até um ditado: "Pra que é, bacalhau basta!"
Nos dias atuais, todo o mundo embarcou no tal Coelho da Pascoa e a aquisição dos ovos da Páscoa tonaram-se praticamente uma obrigação.
Na piedosa procissão, as filarmônicas Lira e Minerva Cachoeirana se revezavam em dobrados e marchas fúnebres. Nos intervalos não havia cantoria dos fiéis como em outras procissões, apenas se ouvia o som da matraca tocada, antes, pelo comerciante Domiciano Bispo Dias, e, depois, por Edí de Gegeu.
Em locais predeterminados o cortejo parava, fazia-se silêncio para ouvir a "Verônica", uma moça da sociedade ensaiada pela professora Ursulina Pereira Luz cantar uma melodia tradicional num latinório confuso e ininteligível, mas era a tradição.
Quando a procissão recolhia começava uma vigília para visitação ao Senhor dos Passos que durava até as 22 horas. No adro da igreja da Ordem Terceira, dois ou três artesãos fabricavam e vendiam pulseiras e anéis de metal e arame artesanal.
O cinema exibia o mesmo filme com a sua lotação esgotada, sendo necessária a entrada de cadeiras emprestadas das casas vizinhas. O pessoal da zona rural até de outras cidades faziam questão de assistir emocionada o drama do Senhor Jesus. Muitos choravam copiosamente.
O ex-prefeito Julião Gomes, irmão de Poporrô, costumava contar que certa feita, durante a Semana Santa, encontrava-se armado um circo que resolveu encenar o ato objetivando, naturalmente, atrair parte do grande público.
Então, galera, quando começou a Via Crucis, quando o Mártir Sagrado caminhava para o gólgota,surpreendentemente o ator que representava Jesus arremessou a cruz de papelão para fora do palco e partiu de punhos fechados para agredir o "soldado romano" que estava, segundo ele, "aproveitando para baixa o cacete!"
Diante de uma platéia atônita, o "Cristo" partiu pra porrada justificando aos gritos:
- Você é despeitado, queria fazer o meu papel mas não teve talento suficiente!
Julião dizia que foi "Caifás" que conseguiu serenar os ânimos dos atores daquele circo, porém, o espetáculo foi prejudicado pois a platéia não parava de rir.
Meu filho, Lerinho, também contou um "causo" verídico que o meu caçula, Tinho Brito incluiu no rol das suas piadas prediletas. Aconteceu num auto da paixão "pop", espetáculo encenado na Praça da Aclamação, na cidade da Cachoeira.
No clímax do espetáculo, na hora da "ressurreição" quando o personagem que representava o Cristo ascendia aos céus, os fogos de artifícios acabaram atingindo a enorme cabeleira rastafari do ator, um negrão de quase dois metros de altura que deu um salto gigantesco soltando palavrão que foi ouvido por todo o público que caiu na gargalhada, pois o microfone da lapela estava ligado.
Feliz Páscoa, galera.