sábado, 23 de maio de 2015

ALIMENTAÇÃO
Metendo o pé na jaca
Há 310 anos passados, em 1705, portanto, era criado o povoado de São Pedro do Monte de Muritiba, elevado, depois, em 8 de agosto de 1919 aos foros de cidade com o nome de Muritiba.
Falar de Muritiba é associar ao fruto da jaca que nos remete à minha infância nos dias de veraneio dos meus pais na casa da Vó Lalu, na Rua do Sertão, uma casa enorme com quintal enorme e, no meio das fruteiras,uma enorme jaqueira.
Na quarta-feira passada, bem cedinho, fui ao Bairro Peixoto, aqui no Rio, onde se realizam as feiras livres. Um feirante em especial chamou-me a atenção exibindo uma bela jaca. Uma dona de casa aproximou-se e perguntou:
- Está bem verde?!
Não se assuste, galera, a moda aqui, aqui só se fala em jaca verde e a dona de casa esclareceu a minha, a sua, a nossa curiosidade:
- Estando bem verde, a jaca não tem o sabor doce, então, á como se fosse um legume especial, e é usada em pratos salgados, a polpa é desfiada como frango, substitui o frango!
Desde criança eu sabia que da jaca tudo se aproveita além da polpa. A casca serve para alimentar animais,o miolo visguento a garotada usava como isca para pegar passarinhos e os caroços cozidos em substituição ao feijão branco.
Aprofundei-me no estudo da jaca. Aprendi que o fruto possui fitonutrientes que protege os consumidores de doenças degenerativas, inclusive o câncer, que é rico em vitaminas, ferro (que previne a anemia), potássio (que regula a pressão arterial), ácidos graxos(para eliminar os fungos intestinais) etc. etc.
De aparência rústica, mal-ajambrada, vale a pena meter o pé na jaca e consumí-la sem receio. 

 

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