sexta-feira, 15 de maio de 2015

BREVE PERFIL BIOGRÁFICO
Antônio Loureiro de Souza
Filho do abastado fazendeiro Adolpho José de Souza e dona Laura Loureiro de Souza, nasceu Antônio Loureiro de Souza em o dia 13 de junho de 1913, na cidade da Cachoeira,na Bahia, num casa enorme na Rua da Conceição do Monte, hoje pertencente a família Pinheiro.
A sua vocação para as letras começou bem cedo, quando residia na cidade de Castro Alves, quando, juntamente com o seu primo Antônio Loureiro de Brito (meu pai), eles criaram um jornalzinho feito a mão com letra de fôrma a quem deram o nome de "A Época" O aludido trabalho dos dois futuros jornalistas circulava entre os familiares.
Pouco tempo depois, meu pai veio para a Cachoeira onde ingressou como tipógrafo nas oficinas de "A Cachoeira" enquanto o nosso biografado, ainda na cidade de Castro Alves, criava o jornal "O Tempo",em parceria com J.Burgos de Menezes.
Da esquerda para a direita: Zelinda Maciel, seu filho Clóvis e Laura Loureiro, mãe do nosso biografado.
Quando os seus pais voltaram a fixar residência em sua terra natal, Loureiro colaborou com artigos assinados em "A Cachoeira", "O Pequeno Jornal", "A Ordem" e foi um dos principais redatores de "O Social".
Em 23 de abril de 1934, na Igreja do Monte, mesmo local em que fora batizado, Loureiro contraiu núpcias com a senhorinha Elza Cajazeira em ato celebrado pelo padre José Mato Grosso. O ato civil, realizado na residência do coronel Joaquim Pimentel, foi presidido pelo desembargador Sálvio Oliveira Martins.
Fixando residência na capital do estado, o ilustre cachoeirano foi secretário de redação de "A Tarde", foi coordenador de cursos da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFBa, Diretor do Arquivo Histórico da Prefeitura do Salvador, Diretor do Departamento de Turismo, Superintendente da Difusão de Cultura do Estado, Diretor da Revista e membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, e membro da Academia de Letras da Bahia.
Da sua vastíssima produção literária, dos incontáveis artigos publicados em jornais, destacamos os seguintes livros: "Baianos Ilustres", "Notícia Histórica da Cachoeira", e "A Poesia emocional de Pedro Barros"
Devido à sua vasta cultura e conhecimento histórico, o professor Loureiro teve o privilégio de ter sido orador oficial da sessão magna do 25 de junho nas gestões dos prefeitos,Anarolino Pereira (1950), Julião Gomes dos Santos (1959) e Ariston Mascarenhas (1982).
Há 26 anos passados, na madrugada do dia 29 de abril de 1989, após vários dias de internação no Hospital Português, o professor,jornalista,acadêmico e historiador cachoeirano Antônio Loureiro de Souza veio a falecer, deixando viúva e os seguintes filhos: João, Bernardo,Fernando,Nair e Luiz.
 O sepultamento, no Jardim da Saudade aconteceu no domingo, 30 de abril, após missa de corpo presente oficiada pelo capelão do cemitério,num clima de grande emoção, fazendo o panegírico o poeta Clóvis Lima e Consuelo Pondé de Sena (seus colegas da Academia de Letras), senhora Terezinha Café, e, por fim, em nome da família, agradeceu as homenagens póstumas o seu filho,Bernardo.
Eis um breve perfil de um cachoeirano que em vida, por onde passava, só deixou admiradores e amigos, enaltecendo, sempre, a sua terra natal devendo, por isso mesmo, figurar na galeria dos cachoeiranos notáveis.
 

 

 


 

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