sábado, 27 de junho de 2015

O sexto mês do ano não é apenas o mais frio na minha terra natal, Cachoeira, na Bahia; é o mês da laranja, do milho verde, do amendoim, do aipim, do inhame,da cana-mirim, do jenipapo,enfim, é o mês da fartura.
A tradição junina não é coisa nova e muito menos surgiu no Brasil, vem da Idade Média, na Europa, foi trazida pelos nossos avós portugueses fincando raízes nas plagas do norte e nordeste.
Antigamente os festejos começavam com as trezenas de Santo Antônio com rezas, ladainhas e muita guloseima. Um devoto do Santo muito conhecido foi Graciliano Ramos, o Gaçu, que roubaram a galinha e o episódio acabou entrando para o folclore cachoeirano. 
As novenas de São João também eram realizadas no seio das famílias que recebiam de portas abertas a todos os que chegavam, acendiam-se fogueiras, soltavam-se rojões e grupos saiam de casa em casa. 
Havia fartura de produtos vindos do São Francisco do Paraguaçu, Santiago do Iguape e de "marabaixo" (Nagé e Coqueiro). A feira era realizada ali mesmo na rampa do Cais Maria Alves (frente ao atual campo de futebol). Pela aproximação com o meretrício, a feira quase sempre terminava em tumulto.
Não havia proibição de soltar balão nem ninguém tinha consciência do perigo. Certa feita, Dadinho, velho companheiro de Os Tincoãs, resolveu fazer um balão de não sei quantos metros. Quando estava pronto, na manhã do dia de São João, eu tive de ficar no gradio do palanque a fim de segurar a ponta do balão, tão grande que era. Quando o bicho subiu, um vento conseguiu dobrá-lo ao meio e ele veio caindo,caindo, se aproximando do telhado da pensão de dona Lulu. Veja a foto montagem que fizemos. Tivemos de subir no forro do sobrado, retirar várias telhas e apagar a bucha ensopada de aguarás.
 Já contei em outras ocasiões alguns "causos" referentes aos festejos juninos. Um deles aconteceu na vizinha cidade de São Félix. O grupo de festeiros entrou na casa de Bojota tido e havido como bom anfitrião. A turma estava animada pelo acordeon de Hildinha Carneiro, irmã de Mário Codorna e da saudosa professora Marion, Dançando e cantando "invadiram" a casa de Bojota:
A fogueira está queimando / Em homenagem a S.João / O forró já começou / Vamos gente arrastar pé no salão!
Aí, amigos da Rede Globo, aconteceu o que ninguém esperava; na sala de visita acontecia um velório, a senhora de Bojota havia falecido, pessoas chorosas...Minutos que pareciam horas...Até que João "Tá com Sono", caixa do Banco do Brasil soltou um grito de guerra:
- Viva São João!
Todos gritaram:
- Viva !
João arrematou:
- Viva a defunta !
E todos responderam entusiasmados:
-Viva !
Até Bojota, o viúvo,  não conseguiu disfarçar o sorriso. 
Nos primeiros anos da Feira do Porto (vejam foto e observem que ocupava toda a área da orla), muito do que era costume, do que era tradicional era mantido, como as visitas que se faziam às casas. 
Nos tempos em que formar Quadrilha era apenas divertimento e não pra roubar a Petrobras, formou-se um grupo de que o meu irmão, Erione, lembrou-me certa feita:
Mateus Aleluia, Raimilan, Mario Codorna, Bira (filho dos professores Camilo e Clementina), Zeca Preta, Ninho Cascata, Daca, Lu (irmão de Raimundo que trabalhava no Bar de Brito na Rua da Feira) tocando acordeon e ele próprio,Erione Brito.
Como só existiam homens, alguns se vestiram de mulher a fim de fazer-se o par da Quadrilha. E rumaram todos para o Caquende. Ao passarem pelo bar de Jorge da Arara, ia passando um caminhão de aguardante. O encarregado achou interessante, apanhou algumas garrafas de ofereceu para a turma com as condições de fazer a propaganda. Mario Codorna iniciou o marketing:
-  Morava num palacete / Todo pintado de azul / Trocava tudo, tudinho / Pruma garrafa de Pitú !
E lá se foi a turma de casa em casa. Quando Mario lembrava soltava um verso novo com a marca da aguardente, o combustível que estava faltando. Ninho Cascata gritava assustado:
- Ai, meu Deus, uma cobra!!!
A turma em coro:
- Arruma um homem pra matar !
Por fim, foram até a residência do Juiz da Comarca, doutor Joaquim José de Carvalho Filho. Na ampla sala de visitas o bem humorado grupo dançava a quadrilha. Raimilan, que era advogado, começava a demonstrar um certo desconforto, temeroso de ser descoberto vestido de mulher. Percebendo o que estava acontecendo, Mateus meteu a mão e arrancou a peruca, então, o meritíssimo, assustado,perguntou para a sua esposa:
- Margarida, não é o doutor Raimundo ?
Ao lembrar as Quadrilhas um nome não pode ser esquecido: Manoel Bonfim, o Zinho da Prefeitura, que, com a ajuda de dona Lourdes,sua esposa, sem apoio oficial, durante muitos anos abrilhantou os festejos.
Além dos comerciantes antigos como Julinho Pedreira, Júlio Costa e Francisco Pinto, que vendiam fogos, dezenas de "Bozós" se encontravam em vários pontos da cidade, onde se podiam comprar a retalho, traques, coiós, bomba de parede, coriscos, foguetinho etc.  "Bozó" era um caixote de madeira com prateleiras forradas de papel de seda.
É com água na boca que estou a lembrar das guloseimas da época: canjica de milho verde, bolo de massa, aipim e massa puba, amendoim e milho cozidos, o licor de jenipapo feitos com aguardentes de qualidade fabricadas por Júlio Pedreira, Maneca e os irmãos Alarico e Edgar Rocha.
Meu saudoso amigo Roque Pinto(foto) herdou do seu pai, Francisco Pinto, o fabrico de vinagre e charutos e  vendia fogos. Roque manteve a tradição por certo tempo, depois, especializou-se na fabricação de licores como os de jenipapo, maracujá, amendoim, cajá, limão, obedecendo o critério de produzir bebidas de primeira qualidade, afastando o perigo de conter material danoso à saúde como o metanol industrial. 
O seu filho, Rosival, vem mantendo a tradição.
Graças ao santamarense Roberto Pinho,a Feira do Porto mudou-se do cais, ocupou a área da orla fluvial. No segundo ano dos festejos, já com o apoio da Bahiatursa, eu e Erione ficamos encarregados de embandeirar toda a orla que a cada ano fica mais bonita, graças ao talento de Waldomiro Gomes, o Pequenininho, um cara muito criativo e que é um perfeccionista por natureza. 
Vejam as fotos abaixo tiradas por mim no ano de 2001

A grande Epopeia:
25 de Junho de 1822
A grande preocupação dos patriotas brasileiros era que D.Pedro I proclamasse a independência do Brasil apenas do Sul e Sudeste. O Norte e Nordeste continuariam como Colônias de Portugal. O monarca brasileiro estava mesmo o trono português, o que acabou acontecendo, deixando ao filho menor de idade "a corôa, antes que alguma aventureiro lançasse mão dela".
Nos idos de mil e oitocentos, o governador das Armas da então província da Bahia era o Brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo, um sujeito arrogante, truculento e hostil para com os brasileiros. Mal havia chegado, antes mesmo de tomar posse, pressionado pelos portugueses, ele começou a usar a força policial.
Em 1º de fevereiro de 1822, a soldadesca de Madeira de Melo continuava a cometer abusos,chegaram a invadir o Convento da Lapa e assassinaram a religiosa Joana Angélica e feriram gravemente o capelão padre Daniel da Silva Lisboa.
As Câmaras de Vereadores da Cachoeira, Santo Amaro da Purificação, São Francisco do Conde e Maragojipe, hipotecaram integral apoio ao Clero.
Devido à sua importância econômica e posição estratégica, visto que a única via de acesso era fluvial, o êxodo de famílias inteiras, Madeira de Melo enviou uma canhoneira com um pelotão fortemente armado a fim de manter o controle e prováveis levantes. Dentre os refugiados, o advogado maragojipano Antônio Pereira Rebouças,(foto) casado com uma cachoeirana e pai de dois filhos cachoeiranos notáveis: Antônio e André Rebouças. Foi ele, o velho Rebouças que redigiu a ata histórica que desde as comemorações do Centenário do evento (1922) está sob a guarda do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, bem como as armas usadas no conflito e a bandeira oferecida por D.Pedro I.(foto abaixo)
 Em águas cachoeiranas, em 19 de junho, e, já no dia seguinte,soldados da escuna, armados de pistolas e espadas começaram a praticar toda a sorte de desordem, chegando a prender um religioso Carmelita que se posicionou contra os abusos praticados.
O resto da grande epopéia todos sabemos, a Câmara da Cachoeira foi a primeira Vila da Bahia a aclamar a regência de D.Pedro e a enfrentar com armas as hostilidades que culminaram com a prisão do comandante da canhoneira 1º Tenente Domingos Fortunato do Vale.
CURIOSIDADES SOBRE O 25 DE JUNHO
O TE-DEUM celebrado pelo padre Manoel Jacinto Pereira de Almeida, teve o acompanhamento musical do órgão tubular que havia sido instalado na Matriz, no ano de 1815. Quem ocupou a tribuna sagrada foi o padre de Santo Estêvão, Francisco Gomes dos Santos.

OS FESTEJOS COMEMORATIVOS tiveram início 10 anos depois, ou seja, em 25 de Junho de 1832, quando foi nomeada uma Comissão que angariou fundos através de subscrições populares. Da programação, além da celebração do Te-Deum, foram concedidos alguns títulos libertando escravos.
Nos anos seguintes, as celebrações que eram de cunho monárquico, contava também de um desfile com aquele quadro enorme de D.Pedro II, que participou do desfile até o ano de 1888, quando inclusive foi retirado do salão nobre da Câmara em face da mudança do regime para República.
O quadro só voltou à galeria da Câmara em 1907, durante a gestão do prefeito Virgílio César martins Reis, sendo presidente da Câmara Álvaro de Souza Brandão.
No mesmo ano, foi colocada uma gravura do jurisconsulto Augusto Teixeira de Freitas,e, dezoito anos depois,o de Ana Nery.
O quadro de Antônio Parreiras, foi colocado na Câmara em 25 de junho de 1931.

A Cachoeira sempre recebeu visitas ilustres durante a sua data maior. Na foto acima, o então governador General Juracy Montenegro Magalhães chega à cidade, ladeado por autoridades e o Sargento Idelfonso do TG 114 local, sendo fotografados por Djalma S.Bernardo que na foto, curiosamente é fotografado em ação pelo seu colega Valter Evangelista.
 
Nas fotos ao lado, o governador participando do almoço na residência do prefeito Julião Gomes, ladeado pela primeira dama do estado,dona Lavínia, e a primeira dama da cidade, Laura Bárbara Soares Gomes.
Na foto seguinte, S.Excelência apreciando o desfile das escolas municipais.
 A sessão do 25 de Junho tem como ponto alto os chamados ORADORES OFICIAIS. Na edição do jornal A Ordem de junho de 1987, eu publiquei uma relação à partir do ano de 1930, porque nas minhas pesquisas havia encontrado sem sequência dos anos, Benigno Assis (1921),na comemoração do Centenário (1922) o secretário do Instituto Geográfico e histórico da Bahia, Bernardino de Souza, e, em 1925, Augusto de Azevedo Luz.
O orador do Sesquicentenário (1972) foi Antônio Carlos Santos de Souza Onofre, o padre Tonton, na foto discursando numa solenidade que eu fui o mestre de cerimônia.
A primeira mulher a ser escolhida oradora foi a professora Diva Marques (1963).
No ano de 1979 a Câmara estava dividida, de sorte que, a escolha do Reitor Augusto Mascarenhas se deu sob protestos.
O caso mais ruidoso, no entanto, se deu no ano de 1991, quando o orador escolhido, Alberto Paraíso Borges foi chamado às pressas para Salvador, quase na hora da sessão, por motivo de sua exoneração do comando da PM, sendo substituído pela sua esposa, Maria Hilda Baqueiro Paraíso.
Em junho de 1987, quando era prefeito Geraldo Simões Santos (foto), um grupo de jovens da Igreja Católica ao tomarem parte do desfile levavam três faixas a saber:
"Não à divisão da Bahia", " Nem por amor se divide a Bahia" e "Morra Simões mas viva a Bahia".
Pretendiam-se dividir o território baiano e os jovens protestaram. A faixa "Morra Simões" foi um episódio de campanha política em que o cachoeirano e fundador do jornal A Tarde, Simões Filho participava. Alguém da multidão gritou; "Morra Simões Filho" e ele retrucou: "Morra Simões mas viva a Bahia!".Acontece que, alguns partidários do prefeito atribuíram o "Simões" como sendo a pessoa de Geraldo, que havia um duplo sentido. Depois do quieta-acomoda tudo terminou em paz.
Eu fui honrado com a escolha para ser orador no ano de 2001, coincidentemente o primeiro do século e do milênio.

Em 6 de agosto de 1823, pouco mais de um ano da magana epopeia, o deputado geral cearense João Antônio Rodrigues de Carvalho, apresentava uma Indicação propondo que as vilas da Cachoeira, Santo Amaro da Purificação e S.Francisco do Conde, fossem reconhecidas com títulos honoríficos.
A Cachoeira  o foi através da Lei nº43 em 13 de março de 1837 com sua elevação aos foros de cidade com o título de HERÓICA.




 
 


 







 
 
ACONTECEU
Em plena Avenida Presidente Kennedy, em frente ao Boulevard Shopping, na cidade de São Gonçalo, aqui no Rio, um sujeito de 42 anos foi preso e autuado por policiais do 7º BPM e levado ao Juizado Especial Criminal. O tarado estava com a bermuda abaixada,e,como se estivesse solitário naquela movimentada avenida, começou a movimentar as suas partes íntimas na maior bronha. "Bronha" na minha terra é o mesmo que masturbação, que,pelas leis vigentes, se praticada em público, é crime, embora considerada de menor potencial ofensivo.

O proprietário de um bordel da cidade de Salzburgo, na Áustria, aporrinhado com o recolhimento abusivos de impostos, acusando publicamente o governo de "querer mais e mais ao invés de combater a prostituição ilegal, na rua e nos apartamentos particulares",resolveu promover "sexo grátis" não cobrando,também,nem entrada nem bebida!
A fila que se formou frente ao bordel foi enorme, muitos não puderam entrar conforme divulgou a imprensa local. A promoção durou apenas quatro semanas.

Como estamos na época dos festejos juninos, ocasião em que os frutos cítricos surgem com abundância nas feiras livres, Fernando Baiano, ele mesmo, o acusado pela Operação Lava-Jato de ser o operador do PMDB,que estava irredutível de fazer a delação premiada, ficou sabendo que o Ministério Público Federal descobriu que ele usava a própria família como "laranja". Vai ter de pular a fogueira que a PF está planejando.

No bairro do Éden, em S.João do Meriti-RJ, um bandido entrou numa Lan Hause e apontou uma arma na nuca de um desafeto que estava distraído teclando mas a arma falhou. Tinham umas seis pessoas mas ninguém observou nada! O sujeito foi em casa, apanhou outra arma, voltou à Lan Hause e desferiu seis tiros no seu desafeto que morreu na hora. As câmaras filmaram tudo.

Ele se autodefinia como "metamorfose ambulante" (alguns empresários chamavam-no de  "senhor Brahma"), fez vários ataques à presidente Dilma e ao próprio PT que "só pensa em cargos". O que está acontecendo com o ex-presidente Lula? Escolha a sua resposta:
a) Ele faz crítica sem fazer autocrítica, uma talvez renovação do lulismo.
b) É mais uma tática política porque são as mesmas críticas que ele vinha fazendo.
c) Como ele não é ingênuo, está visando uma sobrevivencia já articulada com a "presidenta" de quem é muito próximo.
d) Ao dizer que o partido precisa renovar é um recado direto para a militância, de olho, claro, em 2018.
e) Como a "gerentona" e "mãe do PAC" está no "volume morto", Lula está jogando para a plateia.
f) Não é para contrariar a Dilma. Lula está querendo ocupar o lugar da oposição, minando provável discurso.
g) Todas as opções acima.

Houve um tempo em que a diversão maior dos brasileiros eram os circos. O encarregado de alimentar os animais e não deixar a garotada entrar por baixo da lona tinha o apelido de "mata cachorro".
Hoje, galera, a cachorrada é praticada pela malandragem roubando os cães de raça das madames, aqueles que frequentam Pet Shop.

Tava demorando: Dunga, em entrevista na sexta-feira, disse que, "até acho que sou afrodescendente, de tanto que apanhei e gosto de apanhar". Além da declaração de sadismo, é  mais uma frase grotesca e ridícula  do "professor" que dirige a seleção brasileira 

O dono da UTC, Ricardo Pessoa, (foto) mandou bronca pra cima do PT, dando detalhes da dinheirama desviada da Petrobras para financiar campanhas políticas. Todos alegam o de sempre, que a grana doada foi declarada à Justiça. Como todas as empresas negam que cometeram delitos, tem culpa pra eu?!
Por oportuno, a Suprema Corte dos EUA acabou de aprovar o casamento gay em todos os estados norte-americanos. 
Bom final de semana,galera. 






 











 





Nas comemorações do Centenário da magna data da Cachoeira (25 de Junho de 1932),armou-se uma barcaça em frente a prefeitura. Na passagem do Sesquicentenário, (Junho de 1972), o então gerente da Ciª de Energia Elétrica, Manoel da Silva Lobo, projetou e mandou executar as bandeiras da Bahia e do Brasil em lâmpadas coloridas conforme pode se observar na foto.
FALA, GALERA !



INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
Rosa Barauna A intolerância é irmã gémea da ignorância. As duas são filhas da selvajaria de do primitivismo.
Nadia Santana Absurdo
Carla Cunha Verdade...Sobre querer notoriedade, creio ser o caso de um mago que afirma ter tido seu Centro, no Humaitá, apedrajado nas vidraças, nas imagens de Buda e Nossa Senhora tambem, mas as câmeras dele não filmaram e, apesar dele dizer que estava atendendo, não tem testemunhas. Apenas ele que afirma ter visto os três crentes com suas Bíblias pretas numa mão e pedras na outra. Estranhamente nada se quebrou!

TÚNEL DO TEMPO
Antonio Brandão Amigo Erivaldo; pelo o que tenho notado sinto que você e verdadeiramente o cachoeirano que todos deveriam ser, digo isso porque tenho visto muitos que se dizem cachoeiranos mas na verdade não é nada disso Você deve entender o que eu quis expressar. Um forte abraço Amigo e um feliz São João

FATOR PREVIDENCIÁRIO
Antonio Moraes Ribeiro Sempre sobra para os aposentados.

NOSSO BLOGGER
Amigo Jornalista Brito:
 Sensacional o seu blog  Temas atuais e "digestivos"
Um grande abraço. É uma honra conviver com você.
Fernando Malheiros 


PEDIDO DE DESCULPAS
Peço desculpas aos companheiros do "feice" que nos convidam para jogos on-line e a tantos outros que nos consultam para trabalhos acadêmicos aí na minha cidade natal.  Para a  manutenção e atualização semanal desta página. venho pensando na pauta quando estou viajando no metrõ, no trabalho, no intervalo do cafezinho e, quando chego em casa, "enfrento" várias caixas contendo fotografias, livros,anotações etc. a fim de elaborar as matérias que são digitadas numa Lan Hause sem qualquer revisão final.
Estou pendente de atender dois pedidos: um sobre o cinema e o outro sobre as festividades de N.S. da Ajuda que eu estou concluindo porque embora já houvesse abordado o assunto, é-me impossível lembrar onde e quando.
Um abraço para todos e muito obrigado por prestigiarem esta página e o meu esforço.

sábado, 20 de junho de 2015

PESQUISA
No rio Paraguaçu, a primeira navegação a vapor do Brasil
Felisberto Caldeira Brant Pontes, fundamentou bem o seu projeto de um barco a vapor, a viabilidade econômica, então, em 3 de agosto de 1819, há 196 anos passados, portanto, D.João VI assinou um decreto outorgando a ele o privilégio de explorar comercialmente o negócio "com recursos próprios". O que fez então o nosso Felisberto? (foto) Associou-se ao Comendador Pedro Rodrigues Bandeira e ao Capitão-mor Manoel Bento de Souza, simplesmente os dois caras mais ricos da Bahia. 
Iniciou-se de imediato a construção do casco de madeira no Estaleiro da Preguiça, em Salvador. Então, galera, não obstante o nome do estaleiro, a embarcação não levou três meses par ser construída. E assim, com a chegada do maquinário importado da Inglaterra, inauguravam-se as viagens a vapor em águas brasileiras, mais uma primazia dos cachoeiranos do passado.
A embarcação partiu de Salvador com destino a Cachoeira as onze horas da manhã do dia 4 de outubro de 1819 chegando ao porto cachoeirano as nove da noite. A então Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeirá  estava em festa. Entre as várias autoridades que chegaram, estava a pessoa do próprio governador da então Província, Francisco Mascarenhas (foto) o Conde de Palma.
Naquela mesma noite, as autoridades cachoeiranas entregaram ao governador o pedido  de que o governo realizasse uma obra importante para cachoeiranos e sanfelixtas: a construção de uma ponte. O governador recebeu a reivindicação e, como muitos políticos de todos os tempos, fez um discurso elogiando o pleito e que atenderia ao justo pedido. A história registra que a promessa foi vã.
 Não sei precisar por quanto tempo duraram as viagens e quando foram interrompidas. Alguns historiadores afirmam que a histórica embarcação foi à deriva e fundeada nas proximidades do Monte Serrat, em Salvador, enquanto outros, mais românticos,assinalam que, em 1822, foi abatido e levado ao fundo por ordem do general Madeira de Melo.
Sabemos todos que, quando as viagens foram interrompidas, a patuleia não perdoou e lançou a famosa musiquinha: "O vapor de Cachoeira/ Não navega mais no mar / Arriba o pano, toca o búzio / Nós queremos navegar!"a
E a segunda parte: "Lá vai uma, lá vai duas / Lá vai três pela primeira / Lá vai meu amor simbora / No vapor de Cachoeira".
Esta é a letra original. Como é de domínio público, outros versos foram livremente acrescentados.
Dezessete anos após a primeira concessão, em 1° de março de 1836, a navegação a vapor foi passada para o empresário João Diogo Stutz. Três anos depois, o barco "Catharina Paraguassu" da Empresa Stutz era recebido com grande festa, era um enorme progresso uma viagem até a capital e vice-versa durar apenas cinco horas.
A Companhia Stutz começou a passar por dificuldades financeiras. Logo passou a concessão para Guilherme Duff, cidadão de origem inglesa que por sua parte, teve o contrato rescindido por descumprimento de algumas cláusulas.
Em 31 de maio de 1847, era criada a Companhia Bonfim, em 1852 passou a ser a Companhia Santa Cruz, dirigida por Antônio Pedroso de Albuquerque. Um anmo0 depois, deu-se uma nova fusão, nascendo a Companhia Bahiana que funcionou até 1857, passando a chamar-se Steam Navegacion Company Limited, sendo rebatizada de Companhia Bahiana de Navegação no ano de 1873.
As constantes mudanças de dono, de comando e de nome não solucionava o problema dos atrasos e do desconforto das viagens, até que, em 26 de janeiro de 1888, deu-se a fatídica explosão das caldeiras do vapor 2 de Julho, nas proximidades de Maragojipe, vitimando dezenas de passageiros
Em 17 de agosto de 1906, era inaugurada a Companhia de Transportes Marítimos, porém, como as anteriores, como diziam os antigos, "continua tudo no mesmo Mané Luís". O governo do estado então resolveu assumir o comando fundando em 1909 a Companhia de Navegação Bahiana que funcionou até o dia 19 de junho de 1967. As populações de São Félix e Cachoeira optaram por viajar de ônibus, viagens mais confortáveis e muito mais rápidas.
Finalmente, em 28 de agosto de 1961, a direção da Bahiana colocou em hasta pública, como sucata, alguns de seus navios, e, dentre esses, o navio Paraguaçu tão querido dos cachoeiranos.  O prefeito da Cachoeira era Julião Gomes dos Santos, esposo da minha madrinha,Laura. Bati um papo com ele e falei que a prefeitura podia reivindicar ou adquirir o vapor Paraguaçu não para fazer viagens mas, restaurado internamente, seria transformado em um museu náutico (pela primazia de ser a cidade a primeira em navegação a vapor), biblioteca, serviço de bar e um salão para conferências ou festas. Julião parecia prestar a atenção mas não deu uma palavra sequer. Como era do seu costume,  comentou depois com o amigo comum Roque Pinto:
- Seu Erivaldo já me veio com mais uma das suas idéias malucas!
Na sequência acima, da esquerda para a direita, as lavadeiras de roupa no Riacho Pitanga, a chegada do vapor Paraguaçu, e o navio Porto Seguro, durante uma cheia do Rio Paraguaçu, encontra o seu porto seguro atracando na ponte Pedro II.

 
 



 


 
                                    



COMENTANDO
O Fator Previdenciário
Colocar em risco a sustentabilidade do modelo brasileiro de previdência é uma história que se fala há pelo menos trinta anos, que o aposentado "é um vagabundo" etc e tal.
Quando estava ministro da Previdência o ex-governador da Bahia e atual Vereador da capital, Waldir Pires, ele anunciou que havia "zerado a previdência", ou seja, receita e despesas batiam e até um certo superavit.
Criado o Fator Previdenciário pelo então presidente da República Fernando Henrique Cardoso, o Congresso, hoje, pretendia modificá-lo criando a fórmula 85/95 (pontos), ou seja, o tempo de contribuição somado à idade da pessoa. A presidente vetou e apresentou uma fórmula nova.
Fala-se em bilhões de dólares, que o governo, em duas décadas, não terá como pagar aos aposentados e pensionistas. O que ninguém fala é o que é desviado da receita para a assistência social, a manutenção de um ministério com todas as regalias burocráticas e cabide de emprego.
Quando o inoperante Waldir Pires assumiu o governo do estado, extinguiu a Desenvale, como por sinal fez o mesmo presentemente o atual governador acabando com uma empresa que cuidava da extensão rural. Os funcionários que façam adesão a um plano de demissão voluntária ou vá se queixar ao bispo, pois até a decisão do Judiciário e tida por ele como a de "um juizinho de merda"!!!
Em cima da hora, graças à amizade que eu fiz durante a obra, editando inclusive um mensário com o nome de "Desenvale Notícias", consegui a minha inscrição para fazer um curso, em Salvador, de operador de subestação. Foi um período muito duro na minha vida, tendo de estagiar em subestações dentro do mato cerrado, dormir no chão, até que,fui transferido para operar a subestação elétrica de Pedra do Cavalo (foto abaixo).
Por ser um trabalho altamente periculoso, consegui a minha aposentadoria por tempo de contribuição antes do Fator Previdenciário.Hoje, no time dos idosos e aposentados, graças a Deus com energia e saúde, continuo trabalhando, viajando todos os dias em distâncias superiores a minha cidade natal até a sua capital, graças a Deus com energia e saúde,a fim de minimizar um pouco o cruel massacre feito por sucessivos governos nos proventos depositados mensalmente pelo INSS.
Como outros aposentados, continuo pagando impostos e movimentando a economia, ou seja, do que ganho, grande parte retorna aos cofres públicos em forma de impostos.
Os aposentados,segundo dados recentes do IBGE, representam 30 milhões de votantes, no entanto, a falta de representatividade é latente. Os jovens são imediatistas, mesmo que amem os pais, tios e avós eles querem é aproveitar o presente mas,na realidade, o futuro para eles é que é incerto. 
 


 
A FOTO ACIMA é da década de 50. A ruína de um sobradinho que aparece à esquerda, - diziam os antigos -, morava ou chegou a abrigar durante algum tempo o Pai de Santo Joãozinho da Goméia. Na sequência, a casa onde residia e mantinha o seu consultório o médico, líder político e deputado Augusto Públio Pereira.
Mais ao fundo, observem o comprimento que era o passeio da Praça Maciel antes da construção da balaustrada, obra realizada pelo prefeito Francisco Andrade de Carvalho -Francino - (1951/54).
No lado direito, o lindo sobrado que pertenceu a família Lapa, e, na parte térrea, a loja de eletrodomésticos denominada de "Casa Esperança" do saudoso comerciante Aderbal Genaro Gomes.

ACONTECEU
A ATRIZ ANDRESSA FERREIRA (foto),acompanhada de seu atual namorado, esteve visitando a Basílica de Nossa Senhora da Aparecida (SP) e causou o maior rebuliço por causa da sua...barba! A atriz explicou aos repórteres que é barba de verdade, devido ao uso de hormônio masculino. Gosto não se discute.
Por oportuno, o jornalista e poeta cachoeirano Augusto de Azevedo Luz, no seu inédito Adagiário Brasileiro, anotou um ditado da mora: "Mulher de bigode, nem o diabo pode!" O que dizer, então, de mulher de barba? Sabe que eu não sei.

A JABUTICABA é um fruto genuinamente brasileiro. Diz-se, nos meios jurídicos, quando um fato inusitado acontece, que é uma jabuticaba. A morosidade da Justiça em nossas plagas não é uma jabuticaba. O fato ocorreu em 1980 mas só agora está sendo julgado; dona Anne Lakey (foto), diretora escolar na cidade de Middiesbrough, na Inglaterra, transou com um aluno de onze anos, virgem,numa barraca onde também se encontrava dormindo o seu marido e o cara, roncando,não percebeu nada!
Segundo os jornais, ela gostava de novinhos e é acusada de outros assédios sexuais.

O TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO deu 30 dias para a doutora Dilma explicar as "pedaladas  fiscais" do seu governo. O assunto é gravíssimo visto que a presidente é a responsável direta pelas 13 irregularidades apontadas em sua prestação de contas. O número 13 nada tem a ver,é mera coincidência.

A CONMEBOL suspendeu Neymar por quatro jogos tirando-o, assim, da Copa América.
A CBF anuncia que irá recorrer, se vai dar certo...

Nossos comerciais por favor! rsrsrs
NA BAHIA, galera, todo mundo chupava Xibiu, uma bala que rivalizava com a azedinha Juquinha. De repente começaram a chegar ao país guloseimas mais sofisticadas e ambas as nacionais saíram do mercado. A marca Juquinha voltará em breve ao mercado pois está sendo negociada para o empresario paulista Antônio Tanque. A empresa funcionará em Araras, interior de São Paulo.

 NA SEQUÊNCIA da Lava-Jato, na operação da brilhante Polícia Federal sugestivamente denominada de Erga Omnes (expressão latina que significa "para todos" "com relação a todos"), foram presos para depoimento os presidentes de duas das mais importantes empresas brasileiras, Odebrecht e Andrade Gutierrez (foto). 
A coisa está chegando ao topo da pirâmide. Novas emoções vão aparecer nos próximos capítulos.Aguardemos.

O CASO DE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA com a menina de levou uma pedrada (foto abaixo), na Vila da Penha, aqui no Rio, pelo simples fato de ser adepta de uma religião de origem africana, não é um fato isolado e muito menos dos tempos atuais. O pessoal da minha geração deve estar lembrado, ainda, de como eram xingados os crentes (que não eram chamados de evangélicos e,sim,protestantes), quando da cerimônia do batismo nas águas do rio Paraguaçu, de prisões arbitrárias de pessoas ligadas ao Candomblé quando iam ou voltavam de oferendas na Pedra da Baleia, de templos sagrados de velhos africanos que eram profanados, pais de santos levados presos por delegados de polícia querendo notoriedade. Crença é uma coisa personalíssima e deve ser respeitada.
Contam que, o filósofo francês Voltaire (François Marie Arouet - 1694/1778),  intransigente defensor das liberdades civis e religiosas, no leito de morte, aos 84 anos de idade quando apareceu um sacerdote católico a fim de ministrar-lhe a extrema unção. O religioso, em meio à ereção, começou a alterar a voz e, logo logo, gritando mesmo:
- Confesse, irmão, que você renuncia a Satanás!
E o filósofo, calmamente,respondeu:
- Padre...na minha situação eu posso lá me incompatibilizar com ninguém?!
Bom final de semana, galera!


 









 





 




 

terça-feira, 16 de junho de 2015

FALA,GALERA
PERSONALIDADES
Hélio Guedes Adolpho Gottschall, grande amigo Cachoeirano!
Patricia Alem Sr. . Erivaldo, eu adoro suas publicações. Muito obrigada. Abraços.

ASSÉDIO A MENOR
Mariluce Alves Tem que ter muito cuidado com nossos filhos,  a maioria é de safados

MULHER ESCANDALOSA NA HORA DO VUCO-VUCO
Mariluce Alves Kkkk tá é danado de bom .
Mariélia Tôrres kkkkkkkkk

SEU Bó

TANAJURA
Lidia Alice Felix   Em abril, com as chuvas lá na Cachoeira, tiveram muitas tanajuras. As galinhas adoraram. 

SALTANDO DA PONTE
Mariluce Alves  Nossa! Me lembro de Dez mil réis, que tempo bom!

"CAUSOS VERÍDICOS" - TOMOU POSTAFEN?!
Luis Claudio Dias do Nascimento Padre Fernando cuidava muito bem de Manoel e Tonho de Ju, aqueles que decoravam a charola da imagem de Nossa Senhora do Rosário. Eram seus amigos, Erivaldo Brito? Elas eram amigos da galera da Rua da Matriz que brincava no interior da igreja. Alguns aprenderam tocar o sino ensinado por eles.
Carla Cunha Muito bom!
Mariélia Tôrres Era mesmo.
Carmen Barros Me lembro dele!

PEDRA DO CAVALO
Luis Claudio Dias do Nascimento Muito legal, Erivaldo Brito. Dizem que na Pedra do Cavalo havia uma sucuri cujo tamanho era exatamente a largura do rio!
Carmen Barros Eu cresci ouvindo essa lenda!
Mundão Souza dos SantosPrimo o tema do Ilê Aiyê para o carnaval 2016 será Recôncavo!