segunda-feira, 20 de julho de 2015

 
MEMÓRIA
CIMPASA – Um projeto fadado ao insucesso.
Há 48 anos passados, exatamente no dia 22de outubro de 1967, era instalada em Belém, distrito da Cachoeira, na Bahia, a Companhia de Industrialização da Mandioca do Paraguaçu - CIMPASA -.  A mandioca, na visão de alguns empreendedores cachoeiranos seria a salvação da lavoura, ou melhor, o retorno da Cachoeira aos áureos tempos da cana-de-açúcar, do tabaco e do dendê que abundava nas regiões do Iguape e S.Francisco do Paraguaçu, daí a fábrica Óleos de Palma S/A - OPALMA -.então existente e em pleno funcionamento.
Confiavam no projeto CIMPASA vários amigos: Waldo Azevedo, Adauto Sales, Egberto Melo, Laudílio Melo, Osmundo Araújo (os dois últimos meus colegas do Banco da Bahia),e, por isso mesmo, comprei algumas ações da empresa, na época, no valor nominal de cinco cruzeiros novos.
No dia da inauguração, o vigário da paróquia Monsenhor Fernando Carneiro, como era de praxe, abençoou as instalações, seguindo-se a palavra do doutor Mecenas Mascarenhas. Eu caí matando no churrasco.
Não demorou, galera, e o primeiro a cair foi o reservatório de água da empresa que, desde a sua construção o povo humilde da região já profetizava:
- Esse tanque vai cair!!!
O referido tinha formato futurista, de longe parecia uma nave interplanetária,mas, sustentado apenas por um cano de pequena bitola por onde subiria a água. Assim, quando foi encher...Práááá´! Com uma queda foi ao chão.
Logo depois,foi a própria empresa que não se sustentou pelo simples fato de não possuir a sua própria área de plantio da mandioca sujeitando-se, assim, ao preço que fosse pedido pelos produtores acostumados a produzirem a própria farinha para seu consumo e venda do excedente. 
Na festa de Nossa Senhora da Ajuda daquele ano de 1967, no Terno das Críticas, uma criação nossa com a prestimosa ajuda do saudoso amigo professor Renato Queiroz, o tema da queda do tanque da CIMPASA não poderia ficar de fora. Fiz a charge conforme reproduzimos abaixo. Então, galera, quando o terno saiu do sobrado em cuja parte térrea funcionava o bar de Dadinho (bar O Sucesso), ao subir a rua da Matris (Ana Neri), fiquei espantado quando vi que o cartaz com a gozação sobre a queda do tanque estava na mão de quem? tchan,tchan,tchan,tchan... Um dos diretoras da empresa, Laudílio Melo ! (foto)
Não, galera, não foi o acaso. Pra mim, foi coisa do compadre Valdir de Gegeu.
 

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