sexta-feira, 14 de agosto de 2015

 
Lições da História
Inflação é um problema antiiiigo !


Estamos, de novo, vivenciando um cenário muito conhecido do Brasil e dos brasileiros de mais de 30 anos: o fantasma da inflação. Ao longo da história, o nosso país bateu todos os recordes com planos que objetivavam a estabilização da economia. Para não irmos muito longe, quando José Sarney estave na presidência da República, tivemos o Plano Cruzado com a mudança do então Cruzeiro pelo Cruzado (Cz$), acompanhado pelo congelamento dos preços. Surgiram, então, os "fiscais do Sarney" para denunciar o supermercado que tentasse burlar os preços da tabela  publicada nos jornais. Isso, galera, provocou um puta desabastecimento, as filas tornaram-se insuportáveis, o racionamento de produtos de primeira necessidade tornaram-se um pesadelo. O Plano Cruzado levou um cruzado da inflação e nocauteou voltando a todo o vapor.
A fórmula de congelamento dos preços voltaria nos Planos Bresser (1987) e Verão (1989). Ambos fracassaram.
 Em março de 1990, assumia a presidência da República Fernando Collor, o "Caçador de Marajás". Logo de cara o Collor confiscou a Poupança! Com o envolvimento do seu tesoureiro de campanha, PC Farias, sem sustentação parlamentar, Collor sofreu o impeachment, assumindo o governo o vice-presidente, Itamar Franco. Itamar nomeou Fernando Henrique para ser ministro da Fazenda. FHC como era chamado, conseguiu reunir a nata dos economistas da Pontifícia Universidade Católica ,e, com uma seleção macroeconômica formada por André Lara Resende, Edmar Bacha, Gustavo Franco, Pedro Malan e Pérsio Áridas, elaboraram o Plano Real que foi apoiado no seguinte tripé: ajuste fiscal, desindexação da economia e política monetária restritiva, aplicados em etapas, sendo criada a URV (Unidade Real de Valor), em março de 1994. 
Finalmente, em 1º de julho de 1994, surgia a nova moeda brasileira o Real.
Entre os anos de 284 e 305, quando Diocleciano chegou ao poder do Império Romano, teve de enfrentar guerras civis entre generais que lutavam pelo poder, diversas Províncias se tornaram independentes, os impostos diminuíram e a moeda romana sofria drástica redução.
Diocleciano (foto), através do Édito Máximo, impôs regras não permitindo aos governadores provinciais a gastassem como quisessem, aumentou o número de coletores de impostos, impôs preços máximos para tudo e para estabilizar a moeda e corrigir a inflação, revalorizou a cunhagem de moedas de prata.









 

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