sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Memória
A barragem submersa
Recentemente, ao abordarmos a lenda de Pedra do Cavalo, falamos da barragem Engenheiro Jerry O'Connel, a barragem de Bananeiras, submersa pela água do Paraguaçu após o enchimento do lago da atual Barragem de Pedra do Cavalo. Vamos nos deter, agora,sobre a barragem de Bananeiras que grande parte da galera conheceu.
Nas duas fotos acima,da esquerda para a direita: vertedouro da barragem de Bananeiras na cheia de 1947,e,na seguinte,antes do enchimento de Pedra do Cavalo.  Nas duas fotos abaixo, na mesma ordem,Erivaldo Brito (sentado no gradio,e, na sequência,quando do enchimento do lago.
Por volta de 1900, quando era Intendente (Prefeito) da cidade de São Félix o coronel João Severino da Luz Neto, já se tratava da utilização do Paraguaçu para geração de energia, de acordo com estudos realizados pelo engenheiro sanfelixta Américo Furtado de Simas (1875/1944).
Pouco tempo depois, estando à frente do governo do estado o doutor Severino Vieira, o Secretário da Agricultura, Miguel Calmon du Pin e Almeida, era designado o engenheiro Alexandre Teotônio da Silva para fazer novos estudos nas cachoeiras do Timbora, que foram interrompido no ano de 1905 por causa de uma grande cheia.
No ano seguinte, a Empresa Guinle & Ciª compraria os terrenos marginais das quedas conhecidas como Gameleira e Marcelo das referidas cachoeiras do Timbora, sendo convidado o engenheiro Simas a fim de concluir os estudos que foram iniciados por ele.
A conclusão a que chegou Américo Simas é que as cachoeiras do Timbora ficavam cerca de 150 quilômetros da Capital, Salvador,enquanto a cachoeira de Bananeiras distava apenas 105, a uns 15 de São Félix e Cachoeira, cidades que dariam o suporte necessário durante a realização das obras.
Assim, galera,em 1907, as obras tiveram início mas, infelizmente sofreram grande atraso, primeiro por causa das enchentes e da primeira Guerra Mundial (1914/18) da qual o Brasil tomou parte e sobretudo porque, parte considerável do material e equipamentos eram importados. O doutor Simas simplificou o projeto mas, mesmo assim, os trabalhos tiveram de ser paralisados. Varias obras, então, puderam ser realizadas com o aproveitamento daquela mão de obra ociosa, como, por exemplo, o abastecimento de água de ambas as cidades, cujas obras iniciaram em o dia 5 de outubro de 1912, sendo necessário o represamento do Riacho Pitanga, a cerca de 4 quilômetros da Cachoeira, com perímetro de mil metros com sete de altura, e uma bacia hidráulica de aproximadamente 35 milhões de litros.
Da referida represa, parte uma tubulação de ferro que faz a ligação até uma caixa d'água e, daquele local para as cidades da Cachoeira e São Félix, sendo que as obras foram concluídas e inauguradas em o dia 25 de outubro de 1914.
Em fevereiro de 1929 reiniciavam-se as obras de Bananeiras, projeto do engenheiro Jerry O'Connel, nome de batismo da barragem que o povo das duas cidades continuava chamando de "barragem de Bananeiras". A sua inauguração se deu no ano de 1931 e, até pouco tempo, continuava a fornecer energia elétrica para as duas cidades, até que, em 1981, sua usina foi desativada pela Chesf.
A barragem de Bananeiras não evitava as catastróficas cheias do Rio Paraguaçu. Após a enorme cheia de março de 1960, por indicação do deputado Raimundo Rocha Pires, - Pirinho -, foi convocado o engenheiro Jayme Furtado de Simas, falando sobre o aproveitamento do Rio Santo Antônio, no entanto, a construção nas proximidades de Pedra do Cavalo tomaram força e...a gente fala nisso de uma próxima vez. 
Novas cenas do lago da Barragem de Bananeiras, com destaque para a elevatória de captação de água. Na última foto, biólogos do extinto CEPED, colhem amostras das plantas aquáticas.



 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário