sexta-feira, 18 de setembro de 2015

FUTEBOL
Cachoeira em Maragojipe - O início da caminhada vitoriosa
Foi uma vitória suada, contestada, a daquele domingo, dia 17 de dezembro de 1967 na cidade de Maragojipe, cujo colorário foi a conquista do primeiro campeonato intermunicipal de futebol,amador do estado da Bahia.em 16 de maio do ano seguinte.
Zé Fernandes e Mouri
O palco daquela partida inaugural era o belo Estádio da Glória na acolhedora Terra das Palmeiras. Apesar da proximidade das duas cidades, sabiam-se pouco daquela seleção maragojipana. Aliás, o único jogador de lá que jogava no campeonato cachoeirano era o goleiro Paulinho, primo de Zé Melo. Ambos jogavam no Cruzeiro de Morenito. Então, galera, Maragojipe arrumou uma equipe forte, com destaque para dois atacantes rápidos e habilidosos: Chiquinho e Renato,, exatamente os dois que marcaram os gols da seleção da casa. Cachoeira conseguiu vencer por 3 a 2, gols de Tião e Kid, enquanto o zagueiro Zé Fernandes marcou o gol da vitória num penalti que pra muita gente não existiu ms foi marcado pelo juiz da partida, Mourivaldo Cajazeira Batista, o cachoeirano Mouri. José Fernandes Maciel Lima, Zé Fernandes, foi eleito prefeito de 1907 a 2000 e Mouri, Vereador em 1967, reeleito algumas vezes.
A seleção cachoeirana, jogou aquela partida com a seguinte formação:
Ceguinho, Deca, Zé Fernandes, Balaio, Emanuel, Badaró, Coqueiro, Tião, Marivaldo, Kid, Mario Codorna, depois Marrom.
Grande parte da torcida cachoeirana foi assistir o jogo na caçamba da prefeitura cedida pelo então prefeito Julião Gomes dos Santos. A saída do campo já foi complicada, torcedores locais se diziam "roubados" no apito e as hostilidades tiveram início, curiosamente capitaneadas por um soldado de polícia. Na saída da cidade, o pessoal da caçamba conseguiu quebrar as bandeirolas de uma festa religiosa e prometiam vingança no jogo de volta.
A revanche, na inteira concepção da palavra, foi realizada no domingo, dia 21 de janeiro de 1968 e, mais uma vez, os maragojipanos confirmavam ter uma boa seleção. Faltando pouco tempo para encerrar a partida, o placar registrava um empate de 2 a 2 quando iniciou-se uma confusão entre os jogadores e invasão da torcida. O campo ainda não estava com alambrado.
Soube-se depois, no bar de Dadinho, que a confusão foi uma armaçção entre Balaio e Zé Fernandes preocupados com a iminência de uma derrota. Quanto ao soldado que bateu em muito gente em Margojipe, só não foi linchado porque Passarinho deu cobertura levando-o para a delegacia. Passarinho depois justificava: "Eu sou policial, se não desse cobertura ao colega poderia ser punido".

 


 
  

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