sexta-feira, 11 de setembro de 2015

 
TEMPOS MODERNOS
Telemarketing
Uma das coisas mais chatas de atualidade são as ligações de telemarketing, cujas chamadas não respeitam nem as horas de descanso do sujeito por um sujeito que fica tentando convencer você a mudar o seu plano de telefone fixo, querendo que você assine alguma publicação, e até oferecendo empréstimos consignados. Maioria das vezes nem é um sujeito ou uma sujeita, é uma gravação, o que é muitas vezes pior.
Se você quiser reclamar de algum serviço, aí moirmão, tá ferrado! Como dizia o colega Zé Brandão, "vai ver merda subir de preço!"   O robô informa que você ligou pra tal número, que a ligação está sendo "gravada para a sua segurança", dá um número enorme de um Protocolo e pergunta se você quer que repita. Se você insiste em falar com algum(a)  atendente, vai receber a informação de que no momento todas estão ocupadas e você tem de aguardar ouvindo uma musiquinha insuportável.
Ah, finalmente a moça atendeu! Você tenta explicar que a sua conta veio superfaturada, um absurdo em comparação à anterior e ela informa que você só pode reclamar depois de pagar!
Minha filha, -,diz você desesperado - , com quem posso falar para resolver o problema? E ela informa que as normas da empresa não permite outra saída. Desesperado você pode até xingar a moça e ela, treinada para isso, vai ficar repetindo: "Eu entendo, senhor, eu entendo!"  E você acaba perdendo o controle: "Você não entende porra nenhuma!"
Por uma questão de comodismo, resolvi deixar que a conta telefônica de casa continue em nome da minha falecida esposa.  Outro dia, assistindo ao jornal Nacional, fui obrigado a levantar-me para atender ao telefone. Do outro lado da linha a moça operadora de voz doce cumprimentou-me e depois perguntou:
- Eu gostaria de falar com a dona Luíza.
E eu em cima da bucha:
- Eu também!  Aliás, há seis anos depois que ela faleceu nunca mais tive qualquer contato.
Tá pensando que a moça desistiu? Ela não perdeu o rebolado:
- Meus pêsames, senhor! Se o senhor é o responsável pela linha, gostaria de lhe oferecer um plano de tantas horas de ligação de fixo para celular...
E eu a interrompí:
- Querida; deixa com está, tá bem? Se a senhora conseguir falar com a dona Luíza e ela estiver de acordo em trocar o plano atual eu aceito.
E fim de papo.
 


 

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