sexta-feira, 2 de outubro de 2015

MEMÓRIA
Amanhã, sábado,dia 3 de outubro, Orlando Silva (1915/1978) estaria completando cem anos de vida. Aqui no Rio será aberta uma exposição sobre ele no Instituto Cravo Albin, no dia 7 a Academia Brasileira de Letras prepara um linda homenagem,e,finalmente, no dia 10, os cantores e compositores da chamada Velha guarda (Monarco, Marcos Ribas e Marcos Sacramento) farão um show no Imperador, no Meier.
Como todos os grandes artistas da época, Orlando Silva este se apresentando num show voz e violão, no palco do Cine Glória. Não guardei a data,porém, lembro-me de que, depois da exibição de um filme, ele saiu da coxia,puxando da perna esquerda em virtude de um acidente que ele sofreu ao cari de um bonde, quando ele não era famoso.
Ele se aproximou do microfone, cumprimentou o público e fez uma homenagem a dona Balbina, mãe dele. Disseram-me que ele procedia assim,sempre.
Os seresteiros da minha terra estavam presentes no espetáculo: Guilherme Magalhães, Porto, Didi da Bahiana, Deraldo Relojoeiro,Cachico, meu tio,Beline....   
 Depois do espetáculo alguns mais exigentes falavam que ele não tinha mais a voz maviosa de antes mas o que ficou na minha memória foram as músicas; "Nada Além"
(nada além/ Nada além de uma ilusão/Chega bem/É demais para o meu coração!"
E ele atendeu o clamor dos seus fãs cantando "Rosa":
"Tu és divina e graciosa estátua majestosa / Do amor por Deus esculturada..."
Em meio a delirantes aplausos e pedidos de bis, alguém no mezanino se impôs ao gritar um dos grandes sucessos do "Frank Sinatra brasileiro",: "Carinhoso"     "Meu coração/Não sei por quê/ Bete feliz, quando te vê..."
O "Cantor das Multidões", desde o início da sua carreira sabia escolher bem o seu repertório. Para o carnaval do ano de 1939, ele gravou uma marchinha que é cantada ainda hoje: "Oh, Jardineira, por que estás tão triste / Mas o que foi que te aconteceu? / Foi a Camélia que caiu do galho / Deu dois suspiros e depois ,morreu..."
A referida música foi registrada por Humberto Porto e Benedito Lacerda, conforme é público e notório mas, segundo Sabino de Campos, autor da letra do Hino da Cachoeira, em seu livro de memórias intitulado A Voz dos Tempos, às páginas 238, nos assegura que, "o verdadeiro autor da canção A Jardineira, popularizada no carnaval do Rio de Jjaneiro, em nome de outro, é de Henrique de Freitas".
O cachoeirano Henrique de Freitas tocava violão e cantava bem, apesar de ser gago, quando falava (assim como o era o famoso Nelson Gonçalves), foi delegado de polícia de sua terra natal.

  

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