sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

 
Assoreamento do rio Paraguaçu
Ao completar um mês da tragédia ecológica do rompimento da barragem de Mariana, aqui mesmo deste espaço, procuramos tranquilizar os meus irmãos sanfelixtas e cachoeiranos acerca da segurança da barragem de Pedra do Cavalo que represa apenas água e não detritos de minérios pesados.
Como sabem todos os meus amigos, trabalhei desde o início das obras,desde quando o canteiro era no Varre Estrada, em São Félix. Acompanhei técnicos e engenheiros, fotografei, datilografei relatórios etc e tal, até que, implantamos um mensário chamado Desenvale Notícias
Um fenômeno natural que já está ocorrendo há 29 anos, ou seja, desde o enchimento dó lago, é o chamado pelos técnicos de assoreamento. O que é assoreamento? É o que acontece naturalmente quando as águas alcançam o reservatório diminuindo a sua velocidade, acumulando aí materiais sólidos arrastados e em suspensão como por exemplo terra, areia e outros detritos. Então, galera, se não houver uma limpeza, o próprio reservatório irá perdendo a capacidade de armazenamento,e, em consequência, o controle da vazão do rio será diminuído.
 Em um dos relatórios técnicos ficamos sabendo do procedimento: "este controle (do assoreamento) é feito através de locação e nivelamento de seções topográficas, em locais favoráveis, sendo o número dessas seções definidas através dos volumes previstos de sedimentos afluentes durante a vida da barragem e sua disposição no reservatório".
Os engenheiros e técnicos justificam a necessidade de implantarem-se nove seções de controle, quatro no rio Curumataí e oito no rio Jacuípe, além de uma seção na captação da Zona Fumageira e outra na captação do Salvador. 
Fica o alerta antecipado para as autoridades das duas cidades, os clubes de serviço, as lojas maçônicas, as igrejas, a imprensa falada e escrita, enfim, de todos os cidadãos.
Se ficarmos alertas, Pedra do Cavalo continuará sendo sobretudo para cachoeiranos e sanfelixtas, uma garantia de controle das enchentes.
 


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